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	<title>Arquivos Transformação e Santificação - Rai Barreto</title>
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	<description>Conteúdo para quem quer estudar a bíblia com profundidade. Aqui você encontra artigos e mensagens sobre o Evangelho do Reino e da Graça de Deus.</description>
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	<title>Arquivos Transformação e Santificação - Rai Barreto</title>
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		<title>O enigma das curas nos dois tanques: BETESDA e SILOÉ</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rai Barreto]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Sep 2024 13:38:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2. EVANGELHO DA GRAÇA]]></category>
		<category><![CDATA[Transformação e Santificação]]></category>
		<category><![CDATA[graça]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Esta mensagem bíblica explica o enigma do porque João registrou no Evangelho apenas estas duas curas operadas por Jesus em Jerusalém. Abaixo você pode baixar o arquivo em PDF para meditar, se aprofundar e compartilhar. Cura no Tanque de Betesda O Tanque de Betesda era um local fora dos muros de Jerusalém de adoração pagã&#160;divindade chamada de Asclépio, (da mitologia Grega e Romana, principal deus da medicina e da cura), para afirmar que o Tanque de Betesda era um local de ADORAÇÃO PAGÃ. Segundo a mitologia Grega e Romana, Asclépio casou-se com a deusa Epíone (deusa calmante da dor) formou a “Família da Saúde” gerando 5 filhos: Panaceia (deusa da cura de todos os males); Hígia ou Higeia (deusa da preservação da saúde); Iaso (deusa dos remédios e dos modos de cura); Aceso (deusa do processo de cura) e Égle (deusa do resplendor). No Evangelho de João (João 5:1-9), há um relato sobre um homem enfermo que esperava ser curado no tanque de Betesda (“Beit”, casa, “Hesed”, graça ou misericórdia: Casa da Graça e da Misericórdia). Este tanque era conhecido por suas águas que, supostamente, se moviam de vez em quando e curavam os doentes que conseguiam entrar nele primeiro. Jesus encontra o homem, que estava ali há 38 anos, e o cura, dizendo-lhe para pegar seu leito e andar. Este milagre ilustra a capacidade de Jesus de trazer cura e restaurar a vida onde parecia haver apenas desespero e estagnação. Cura do Cego de Nascença No Evangelho de João (João 9:1-12), há um relato da cura de um cego de nascença. Jesus usa lama feita com sua própria saliva e a aplica nos olhos do homem, mandando-o lavar-se no tanque de Siloé, dentro da cidade de Jerusalém. O homem recupera a visão, e isso se torna um testemunho poderoso de Jesus como a luz do mundo e da sua missão de trazer clareza e entendimento àqueles que estão em trevas, tanto físicas quanto espirituais. Texto de 2 Samuel 5:6, 7 “Partiu o rei com os seus homens para Jerusalém, contra os jebuseus que habitavam naquela terra e que disseram a Davi: Não entrarás aqui, porque os cegos e os coxos te repelirão, como quem diz: Davi não entrará neste lugar.Porém Davi tomou a fortaleza de Sião; esta é a Cidade de Davi”. No texto de 2 Samuel, o rei Davi está se preparando para conquistar Jerusalém, que era habitada pelos jebuseus. Estes habitantes se sentiam seguros e desafiaram Davi, dizendo que ele não conseguiria tomar a cidade porque &#8220;os cegos e os coxos&#8221; a protegeriam. Isso era uma forma de zombaria, sugerindo que a cidade estava bem protegida e que Davi falharia. Relação Entre os Textos de João e Samuel A conexão entre esses eventos do Evangelho de João e o texto de 2 Samuel 5:6, 7 pode ser vista no contexto da do cumprimento de promessas de que Jesus é o Enviado à Casa da Graça que tem a autoridade para curar pessoas enfermas há 38 anos e com doenças de nascença trazendo cura e livramento onde parece não haver esperança. Assim, a relação entre os eventos do Evangelho de João e o texto do Antigo Testamento reflete temas de superioridade, triunfo, restauração e inclusão de todos os indivíduos no plano divino, mostrando como o poder e a missão do Enviado à Casa da Graça. Em Cristo,Rai BarretoPastor/Mestre</p>
<p>O post <a href="https://raibarreto.com.br/o-enigma-das-curas-nos-dois-tanques-betesda-e-siloe/">O enigma das curas nos dois tanques: BETESDA e SILOÉ</a> apareceu primeiro em <a href="https://raibarreto.com.br">Rai Barreto</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Esta mensagem bíblica explica o enigma do porque João registrou no Evangelho apenas estas duas curas operadas por Jesus em Jerusalém. Abaixo você pode baixar o arquivo em PDF para meditar, se aprofundar e compartilhar.</em></p>



<div data-wp-interactive="core/file" class="wp-block-file"><object data-wp-bind--hidden="!state.hasPdfPreview"  class="wp-block-file__embed" data="https://raibarreto.com.br/wp-content/uploads/2024/09/O-enigma-das-curas-nos-tanques-de-Betesda-e-Siloe.pdf" type="application/pdf" style="width:100%;height:600px" aria-label="Incorporado de O enigma das curas nos tanques de Betesda e Siloé."></object><a id="wp-block-file--media-0c70e49b-cc6f-4d09-9bb0-55381ccc7627" href="https://raibarreto.com.br/wp-content/uploads/2024/09/O-enigma-das-curas-nos-tanques-de-Betesda-e-Siloe.pdf">O enigma das curas nos tanques de Betesda e Siloé</a><a href="https://raibarreto.com.br/wp-content/uploads/2024/09/O-enigma-das-curas-nos-tanques-de-Betesda-e-Siloe.pdf" class="wp-block-file__button wp-element-button" download aria-describedby="wp-block-file--media-0c70e49b-cc6f-4d09-9bb0-55381ccc7627">Baixar</a></div>



<p><strong>Cura no Tanque de Betesda</strong></p>



<p>O Tanque de Betesda era um local fora dos muros de Jerusalém de <strong>adoração pagã&nbsp;divindade chamada de Asclépio</strong>, (da mitologia Grega e Romana, principal deus da <strong>medicina e da cura</strong>), para afirmar que o Tanque de Betesda era um local de <strong>ADORAÇÃO PAGÃ</strong>.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="729" height="522" src="https://raibarreto.com.br/wp-content/uploads/2024/09/asclepios.png" alt="" class="wp-image-826" srcset="https://raibarreto.com.br/wp-content/uploads/2024/09/asclepios.png 729w, https://raibarreto.com.br/wp-content/uploads/2024/09/asclepios-300x215.png 300w" sizes="(max-width: 729px) 100vw, 729px" /></figure></div>


<p>Segundo a mitologia Grega e Romana, <strong>Asclépio</strong> casou-se com a deusa <strong>Epíone</strong> (deusa calmante da dor) formou a “<strong>Família da Saúde</strong>” gerando 5 filhos: <strong>Panaceia</strong> (deusa da cura de todos os males); <strong>Hígia ou Higeia</strong> (deusa da preservação da saúde);<strong> Iaso</strong> (deusa dos remédios e dos modos de cura); <strong>Aceso</strong> (deusa do processo de cura) e <strong>Égle</strong> (deusa do resplendor).</p>



<p>No Evangelho de João (<strong>João 5:1-9</strong>), há um relato sobre um <strong>homem enfermo</strong> que esperava ser curado no tanque de Betesda (“<strong>Beit</strong>”, casa, “<strong>Hesed</strong>”, graça ou misericórdia: <strong>Casa da Graça e da Misericórdia</strong>). Este tanque era conhecido por suas águas que, supostamente, se moviam de vez em quando e curavam os doentes que conseguiam entrar nele primeiro. Jesus encontra o homem, que estava ali há 38 anos, e o cura, dizendo-lhe para pegar seu leito e andar. Este milagre ilustra a capacidade de Jesus de trazer cura e restaurar a vida onde parecia haver apenas desespero e estagnação.</p>



<p><strong>Cura do Cego de Nascença</strong></p>



<p>No Evangelho de João (<strong>João 9:1-12</strong>), há um relato da cura de um cego de nascença. Jesus usa lama feita com sua própria saliva e a aplica nos olhos do homem, mandando-o lavar-se no tanque de Siloé, dentro da cidade de Jerusalém. O homem recupera a visão, e isso se torna um testemunho poderoso de Jesus como a luz do mundo e da sua missão de trazer clareza e entendimento àqueles que estão em trevas, tanto físicas quanto espirituais.</p>



<p><strong>Texto de 2 Samuel 5:6, 7</strong></p>



<p>“<em>Partiu o rei com os seus homens para Jerusalém, contra os jebuseus que habitavam naquela terra e que disseram a Davi: Não entrarás aqui, porque os cegos e os coxos te repelirão, como quem diz: Davi não entrará neste lugar.Porém Davi tomou a fortaleza de Sião; esta é a Cidade de Davi</em>”.</p>



<p>No texto de 2 Samuel, o rei Davi está se preparando para conquistar Jerusalém, que era habitada pelos jebuseus. Estes habitantes se sentiam seguros e desafiaram Davi, dizendo que ele não conseguiria tomar a cidade porque &#8220;os cegos e os coxos&#8221; a protegeriam. <strong>Isso era uma forma de zombaria, sugerindo que a cidade estava bem protegida e que Davi falharia</strong>.</p>



<p><strong>Relação Entre os Textos de João e Samuel</strong></p>



<p>A conexão entre esses eventos do Evangelho de João e o texto de 2 Samuel 5:6, 7 pode ser vista no contexto da do cumprimento de promessas de que <strong>Jesus é o Enviado à Casa da Graça que tem a autoridade para curar pessoas enfermas há 38 anos e com doenças de nascença trazendo cura e livramento onde parece não haver esperança</strong>.</p>



<ol start="1" class="wp-block-list">
<li><strong>Superioridade</strong>: O texto de 2 Samuel 5:6, 7 destaca a confiança dos jebuseus em sua fortaleza e a ideia de que até mesmo os &#8220;cegos e coxos&#8221; poderiam repelir Davi. No entanto, Davi eventualmente conquista Jerusalém, mostrando que Deus pode superar qualquer obstáculo. Da mesma forma, Jesus, ao curar o enfermo no tanque de Betesda e o cego de nascença, demonstra Seu poder sobre as limitações físicas e espirituais, trazendo cura e restauração onde parece não haver esperança.</li>



<li><strong>Triunfo sobre o pecado e a doença (Ele é o Médico dos médicos)</strong>: Jerusalém, após a conquista de Davi, se torna a cidade do grande rei, um símbolo do lugar onde Deus escolhe habitar. Da mesma forma, o tanque de Betesda e o tanque de Siloé, ao serem locais de cura e revelação de Jesus, a vitória de Jesus sobre o “ladrão” &#8211; que veio para matar, roubar e destruir – e sobre o pecado. <strong>Jesus triunfa sobre o pecado e as doenças. transforma lugares e situações que eram anteriormente limitados ou desolados</strong>. Antes de confiar nos médicos e na medicina, devemos buscar toda a nossa suficiência, cura e libertação no Médico dos médicos que é Senhor sobre a Casa da Graça. Não devemos confiar em promessas pagãs.</li>
</ol>



<ol start="3" class="wp-block-list">
<li><strong>Restauração e Inclusão</strong>: A cura de Jesus não apenas restaura a saúde física, mas também simboliza a inclusão de pessoas que eram marginalizadas ou vistas como desqualificadas. O tratamento de &#8220;cegos e coxos&#8221; em 2 Samuel 5:6, 7 pode ser visto como uma metáfora para aqueles que são excluídos ou desprezados pela sociedade. Jesus reverte essas expectativas, mostrando que Sua missão inclui todos, inclusive aqueles que são marginalizados ou considerados sem valor.</li>
</ol>



<p>Assim, a relação entre os eventos do Evangelho de João e o texto do Antigo Testamento reflete temas de superioridade, triunfo, restauração e inclusão de todos os indivíduos no plano divino, mostrando como o poder e a missão do <strong>Enviado à Casa da Graça</strong>.</p>



<p>Em Cristo,<br>Rai Barreto<br>Pastor/Mestre</p>
<p>O post <a href="https://raibarreto.com.br/o-enigma-das-curas-nos-dois-tanques-betesda-e-siloe/">O enigma das curas nos dois tanques: BETESDA e SILOÉ</a> apareceu primeiro em <a href="https://raibarreto.com.br">Rai Barreto</a>.</p>
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		<item>
		<title>Salmos 23 &#8211; Adonai, meu íntimo Amigo</title>
		<link>https://raibarreto.com.br/salmos-23-adonai-meu-intimo-amigo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Rai Barreto]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 Jun 2023 20:50:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Devocional]]></category>
		<category><![CDATA[Transformação e Santificação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Baixe o arquivo PDF desta mensagem, no link abaixo: A relação entre os Salmos 22, 23 e 24 tem sido percebida há muito tempo. Neles, Davi revela Iavé como: &#8220;O Salvador&#8221;, &#8220;O Pastor (o Amigo Íntimo)&#8221; e &#8220;o Soberano&#8221;. Alguns autores identificam os três Salmos respectivamente com a Cruz, o Cajado e a Coroa. O Salmos 22 é citado sete vezes no Novo Testamento em relação a Jesus. O versículo 1: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” é citado em Mateus 27:46 e Marcos 15.34. O versículo 18: “Repartem entre si as minhas vestes e sobre a minha túnica deitam sortes”, é citado no relato da Paixão de Cristo nos quatro Evangelhos. Logo em seguida, o versículo 22: “A meus irmãos declarei o teu nome; cantar-te-ei louvores no meio da congregação” é citado em Hebreus 2:12. Davi, o grande rei de Israel, era um homem de batalhas, que na vida colecionou muitos inimigos. Conhecido por sua personalidade forte, por vezes, dura como o aço, em outras ocasiões, todavia, gracioso e doce como o mel, ele foi responsável pela escrita de quase metade dos salmos da Bíblia. Para Davi, o Senhor era o Seu Amigo Íntimo, presente em todos os momentos, inclusive nas batalhas. Primeiro passo para uma boa Hermenêutica (ciência, técnica que tem por objeto a interpretação de textos, especialmente das Sagradas Escrituras) é aplicarmos uma boa Exegese (tem por objetivo fazer uma pesquisa minuciosa de um texto ou uma palavra). O Salmos 23:1 diz:“O Senhor é o meu pastor; nada me faltará”. Tomemos o versículo no original hebraico: אֶחְסָֽר לֹ֣א רֹ֝עִ֗י יְהוָ֥ה לְדָוִ֑ד מִזְמֹ֥ור Eh-sar lo roi Yehav (Jeová) L’David Miz-mo-wr Faltará Não Amigo Íntimo Adonai de David Cântico A tradução literal do&#160;Salmos 23:1,&#160;então, ficaria assim: “Adonai (Meu Deus) amigo íntimo não faltará”. Davi usou a palavra hebraica רֹ֝עִ֗י (Roi = Rea = Reeh = Amigo) que tem as mesmas letras hebraicas que a palavra pastorear: Resh, Anyn, Hei. A ideia de pastoreio está implícita nos versos 1 ao 4 onde Davi se compara como uma ovelha. Nestes versículos Davi fala que o Senhor é seu Amigo Íntimo, e, como consequência, o faz repousar em pastos verdejantes, leva ele para junto de águas de descanso, o guia pelas veredas da justiça. Portanto, Davi não teme nenhum mal ou em nenhuma situação de perigo, porque o Senhor ESTÁ COM ele, e Seu bordão e cajado os consolam. Sendo assim, o sentido de Pastor é uma metáfora, está implícito nos primeiros versículos. Já dos versículos 5 ao 6 Davi passa a habitar na Casa do Senhor. O relacionamento íntimo de Davi com Adonai é expresso por duas figuras: uma representando o Amigo Íntimo (ou Pastor Protetor) e outra o Anfitrião Gracioso. Ao fazer a exegese do texto hebraico, observamos que a raiz da palavra hebraica רע Rea ou ריע Reya significa, segundo a Concordância de Strong (H7453) significa: amigo íntimo, amigo especial, companheiro de todos os momentos, inclusive os momentos difíceis com de batalhas: “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque TU ESTÁS COMIGO; o teu bordão e o teu cajado me consolam”. O sufixo י de רֹ֝עִ֗י indica o possessivo: amigo íntimo. Portanto, literalmente: O Senhor é meu íntimo amigo e ELE NÃO ME FALTARÁ. O verbo “faltar” está ligado diretamente ao substantivo “Senhor” (Adonai), o amigo íntimo. As traduções não estão “erradas”, mas nos “induzem” ao erro, uma vez que ao fazermos a interpretação do texto entendemos que, o fato de o Senhor ser o nosso pastor, não deixará faltar a nossa subsistência cotidiana. Porém é muito clara o texto original que diz que Adonai não nos faltará. O que não faltará, para aqueles que são amigos íntimos do Senhor, não são as “coisas” efêmeras e passageiras desta vida, mas a Sua Inefável e Íntima Presença. A construção da frase no hebraico é bem simples. É tão verdade que se invertermos o sentido do Salmo a significação é a mesma: “Não me faltará o amigo íntimo, meu Deus”. A ênfase do versículo 1 não está na providência das coisas materiais, mas na presença constante do Senhor ao lado daqueles que n’Ele confiam, ainda que tudo lhes falte. A bem da verdade, se o Soberano Senhor e nosso Amigo Íntimo está conosco não sentiremos falta de NADA. Agora podemos compreender que o verdadeiro significado do&#160;Salmos 23:1&#160;é exatamente o contrário do que muitos têm pregado, ensinado e ouvido durante tantos anos. É uma interpretação muito egoísta aquela que diz: “O Senhor é o meu Pastor e nada me faltará”, pois nos leva a acreditar que o fato de sermos cristãos nunca padeceremos escassez de nada. É uma ideia difícil até de se sustentar diante de tantas dificuldades por que passaram os heróis do Antigo e Novo Testamento. “Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a&#160;ter fome; tanto a ter abundância, como a&#160;padecer necessidade.&#160;Tudo posso naquele que me fortalece”&#160;(Filipenses 4:12, 13). Veja que Paulo passou fome e necessidades, porém foi sustentado pela presença do Senhor. Aquele que o fortalece é a razão de seu sustento e vitória. O alimento e os bens lhe faltaram, mas o “Amigo Íntimo, o Senhor Adonai e Aquele que o Fortalece não lhe faltou”. “Ainda que eu andasse pelo vale da sombra&#160;(hb., escuridão profunda e mortal)&#160;da morte, não temerei mal algum”.&#160;Aqui está a certeza da ajuda no momento mais difícil da vida. A morte não é um adversário desprezível. Ela é o nosso último grande inimigo&#160;(1 Coríntios&#160;15:26). Se Deus pode nos dar coragem nesse momento, como tem dado a tantos outros, Ele pode nos ajudar em qualquer lugar.&#160;Mal&#160;(ra) é&#160;um termo amplo para qualquer tipo de dano ou perigo que possa nos sobrevir. A mesa preparada pelo Anfitrião Gracioso&#160;(23:5, 6) A ideia do completo suprimento de cada necessidade com a qual o Salmo inicia continua controlando o seu desenvolvimento, mas a comparação muda do Amigo Íntimo (que pastoreia) para o Anfitrião gracioso, ou seja, Ele está presente seja no campo ou em casa.&#160; A expressão “preparas uma MESA perante mim na presença dos meus inimigos” (adversários &#8211; vs. 5) retrata a marca da apreciação pública que o rei oriental mostrava àquele que desejava honrar de uma maneira especial. Essa é a única referência passageira aos inimigos que aparecem descritos tão amplamente em outros Salmos de Davi, principalmente no Livro I dos Salmos. &#160;“Unges a minha cabeça com óleo”:&#160;não é o óleo da unção que era usado para empossar o rei ou o sacerdote; um outro termo hebraico é usado para esse fim. Esse era um óleo perfumoso amplamente usado em banquetes do Oriente antigo como marca de hospitalidade e favor. A cabeça ungida com óleo é uma figura bíblica comum para abundância de alegria.&#160; “O meu cálice transborda”&#160;simboliza a provisão abundante oferecida pelo&#160; Anfitrião bondoso. “Certamente que a bondade e a misericórdia”&#160;(chesed,&#160;amor manifesto, graça)&#160;“me seguirão todos os dias da minha vida”&#160;(vs. 6). O termo traduzido por&#160;“certamente”&#160;também significa &#8220;unicamente&#8221;. O salmista está confiante em que apenas a graça e o amor imutável farão parte da sua vida.&#160;“Habitarei na Casa do Senhor por longos dias”,&#160;ou &#8220;para todo o sempre&#8221; (ARA). Mas o significado mais profundo é mais do que uma longa vida nesta terra.&#160; A MESA da reconciliação, do perdão, cura e libertação Pense bem: &#160;porque você não sentaria com inimigos à mesa? Inimigos, você os enfrenta no campo de batalha. Pedir uma mesa na presença de adversários é algo, provavelmente, impensável, eu sei, mas esse era o desejo de Davi. Para Davi, uma mesa na presença dos inimigos não significa uma demonstração de vitória sobre eles, não é uma mesa de deboche, mas sim uma oportunidade de reconciliação. A mesa se põe na presença dos inimigos para que eles possam novamente sentar-se ao meu lado, pois assim é possível haver perdão, cura e libertação. O óleo que desce sobre a cabeça tem por finalidade sarar a consciência e produzir saúde para pacificar a alma, e o cálice, aqui também alegorizado, deve sempre transbordar o vinho da alegria, deixando vazar o regozijo que há quando na vida se torna possível o reencontro e a reconciliação. A mesa tem vários significados, mas talvez o maior deles seja a comunhão. É em uma refeição que nós temos boas conversas com as pessoas. Também foi numa mesa que Jesus declarou a Sua aliança conosco, falou sobre a Sua carne e o Seu sangue que seriam derramados em nosso favor. Estabelecer paz com o outro não significa concordar com o modo de vida dele. Significa ter paz, ainda que discordemos com o modo de vida, a fim de que pela paz que estendemos, compreenda o amor de Deus e tenha sua vida transformada. “Não torneis a ninguém mal por mal; esforçai-vos por fazer o bem perante todos os homens; se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens&#8230;” (Romanos 12:17, 18). “Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus” (Mateus 5:9). &#8220;E tudo isto provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação&#8221; (2 Coríntios 5:18). Deus não nos deu o ministério de recalque e ostentação, mas de reconciliação, da mesma forma que Ele nos reconciliou com Ele mesmo e com Cristo. Não é à toa que a presença dos inimigos é tão requisitada nessa mesa. Somos gente da paz, da reconciliação e não da guerra. A nossa luta não é contra carne ou sangue, mas contra principados e potestades nas regiões celestiais. Quem senta na mesa da reconciliação o faz com o cálice transbordando de bondade e fidelidade. O Reino de Deus é uma grande mesa posta. Veja o que diz esse versículo de Lucas: “E virão do oriente, e do ocidente, e do norte, e do sul, e assentar-se-ão à mesa no reino de Deus” (Lucas 13:29). Deus, inclusive, colocou uma mesa no Tabernáculo, a mesa com os pães da proposição, representando nossa comunhão. Na mesa Deus coloca o alimento. Muitas vezes estamos fracos, mesmo espiritualmente, porque nos falta essa comunhão, falta esse contato com Deus e com as pessoas. Na mesa, grandes alianças foram feitas: Abraão e Melquisedeque, Jesus e sua igreja&#8230; ambas seladas com pão e vinho. A mesa traz as pessoas pra mais perto, há algum mistério em comer juntos que eu sem dúvidas não sei explicar, mas quero concluir tudo isso que eu disse com uma coisa: Precisamos participar dessa mesa. Precisamos do corpo de Cristo e do seu sangue, precisamos da igreja, precisamos da reconciliação, precisamos da comunhão e do alimento. Deus nos criou para isso, e sem essas coisas seremos enfraquecidos. A mesa é um lugar de reconciliação: Em Gênesis 26:28-30 fala de Isaque e o rei Abimeleque em um momento de reconciliação sentados à mesa no deserto. Em Gênesis 31:44-46 fala de Jacó e Labão em reconciliação na mesa. O texto diz: “Agora pois vem e façamos um pacto, eu e tu e sirva ele de testemunha entre mim e ti. Então tomou Jacó uma pedra e a erigiu como coluna. E disse a seus irmãos: Ajuntai pedras. Tomaram, pois, pedras e fizeram um montão, e ali comeram”. A mesa é um lugar de restauração e manifestação da graça: Em 2 Samuel 9:1-10 diz que Davi lembrou-se de sua aliança com Jonatas filho de Saul e perguntou: “há ainda alguém da casa de Saul para que eu possa usar de misericórdia (graça) por amor de Jonatas? Disseram, ainda tem Mefibosete”. Este rapaz, Mefibosete[1], nascera para ser um príncipe, mas estava vivendo na miséria. Ele era aleijado de ambos os pés. Sua babá o derrubou enquanto fugia dos inimigos e provavelmente ele quebrou os pés e os ossos cicatrizaram de forma torta. Alguém que tem os pés quebrados não consegue andar ereto olhando para o céu, se cansa rapidamente e não consegue chegar aonde os outros chegam. Ele foi chamado para assentar-se na mesa do rei, recebeu honra, pode desfrutar de comunhão íntima, lá na mesa tinha os pés encobertos, ele que morava em Lo-Debar[2],...</p>
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<p>A relação entre os <a href="https://search.nepebrasil.org/biblia/Salmos/22/23"><strong>Salmos 22, 23</strong></a><strong> e 24</strong> tem sido percebida há muito tempo. Neles, Davi revela Iavé como: &#8220;O Salvador&#8221;, &#8220;O Pastor (o Amigo Íntimo)&#8221; e &#8220;o Soberano&#8221;. Alguns autores identificam os três Salmos respectivamente com <strong>a</strong> <strong>Cruz, o Cajado e a Coroa</strong>. O Salmos 22 é citado sete vezes no Novo Testamento em relação a Jesus. O <strong>versículo 1</strong>: “<em>Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”</em> é citado em <a href="https://search.nepebrasil.org/biblia/Mt/27/46">Mateus 27:46</a> e Marcos 15.34. O <strong>versículo 18</strong>: “<em>Repartem entre si as minhas vestes e sobre a minha túnica deitam sortes”</em>, é citado no relato da Paixão de Cristo nos quatro Evangelhos. Logo em seguida, o <strong>versículo 22</strong>: “<em>A meus irmãos declarei o teu nome; cantar-te-ei louvores no meio da congregação”</em> é citado em <a href="https://search.nepebrasil.org/biblia/Hb/2/12"><strong>Hebreus 2:12</strong></a>.</p>



<p>Davi, o grande rei de Israel, era um homem de batalhas, que na vida colecionou muitos inimigos. Conhecido por sua personalidade forte, por vezes, dura como o aço, em outras ocasiões, todavia, gracioso e doce como o mel, ele foi responsável pela escrita de quase metade dos salmos da Bíblia. <strong>Para Davi, o Senhor era o Seu Amigo Íntimo, presente em todos os momentos, inclusive nas batalhas.</strong></p>



<p>Primeiro passo para uma boa <strong>Hermenêutica</strong> (ciência, técnica que tem por objeto a interpretação de textos, especialmente das Sagradas Escrituras) é aplicarmos uma boa <strong>Exegese</strong> (tem por objetivo fazer uma pesquisa minuciosa de um texto ou uma palavra).</p>



<p>O <strong>Salmos 23:1 </strong>diz:“<em>O Senhor é o meu pastor; nada me faltará</em>”.</p>



<p>Tomemos o versículo no original hebraico:</p>



<figure class="wp-block-table"><table><tbody><tr><td>אֶחְסָֽר</td><td>לֹ֣א</td><td><strong>רֹ֝עִ֗י</strong><strong></strong></td><td>יְהוָ֥ה</td><td>לְדָוִ֑ד</td><td>מִזְמֹ֥ור</td></tr><tr><td>Eh-sar</td><td>lo</td><td>roi</td><td>Yehav (Jeová)</td><td>L’David</td><td>Miz-mo-wr</td></tr><tr><td>Faltará</td><td>Não</td><td><strong>Amigo Íntimo</strong><strong></strong></td><td>Adonai</td><td>de David</td><td>Cântico</td></tr></tbody></table></figure>



<p>A tradução literal do&nbsp;<a href="https://biblia.gospelmais.com.br/salmos_23:1/">Salmos 23:1</a>,&nbsp;então, ficaria assim:</p>



<h2 class="wp-block-heading"><em><strong>“Adonai (Meu Deus) amigo íntimo não faltará”.</strong></em></h2>



<p>Davi usou a palavra hebraica רֹ֝עִ֗י (<strong>Roi</strong> = Rea = Reeh = Amigo) que tem as mesmas letras hebraicas que a palavra pastorear: Resh, Anyn, Hei. A ideia de pastoreio está implícita nos <strong>versos 1 ao 4</strong> onde Davi se compara como uma ovelha. Nestes versículos Davi fala que <strong>o Senhor é seu Amigo Íntimo</strong>, e, como consequência, o faz <strong>repousar</strong> em pastos verdejantes, leva ele para junto de águas de <strong>descanso</strong>, o <strong>guia</strong> pelas veredas da justiça. Portanto, Davi <strong>não teme</strong> nenhum mal ou em nenhuma situação de perigo, porque o Senhor <strong>ESTÁ COM ele</strong>, e Seu bordão e cajado os <strong>consolam</strong>.</p>



<p>Sendo assim, o sentido de Pastor é uma metáfora, está implícito nos primeiros versículos. Já dos <strong>versículos 5 ao 6</strong> Davi passa a <strong>habitar na Casa do Senhor</strong>. O relacionamento íntimo de Davi com Adonai é expresso por duas figuras: uma representando o Amigo Íntimo (ou Pastor Protetor) e outra o Anfitrião Gracioso.</p>



<p>Ao fazer a exegese do texto hebraico, observamos que a raiz da palavra hebraica <strong>רע</strong> Rea ou <strong>ריע</strong> Reya significa, segundo a Concordância de Strong (<strong>H7453</strong>) significa: amigo íntimo, amigo especial, companheiro de todos os momentos, inclusive os momentos difíceis com de batalhas: “<em>Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, <strong>porque TU ESTÁS COMIGO</strong>; o teu bordão e o teu cajado me consolam”</em>. O sufixo <strong>י </strong>de רֹ֝עִ֗י indica<strong> </strong>o possessivo: amigo íntimo. Portanto, literalmente: <strong>O Senhor é meu íntimo amigo e ELE NÃO ME FALTARÁ</strong>. O verbo “faltar” está ligado diretamente ao substantivo “Senhor” (Adonai), o amigo íntimo.</p>



<p>As traduções não estão “erradas”, mas nos “induzem” ao erro, uma vez que ao fazermos a interpretação do texto entendemos que, o fato de o Senhor ser o nosso pastor, não deixará faltar a nossa subsistência cotidiana. Porém é muito clara o texto original que diz que Adonai não nos faltará. O que não faltará, para aqueles que são amigos íntimos do Senhor, não são as “coisas” efêmeras e passageiras desta vida, mas a <strong>Sua Inefável e Íntima Presença</strong>. A construção da frase no hebraico é bem simples. É tão verdade que se invertermos o sentido do Salmo a significação é a mesma: <em>“Não me faltará o amigo íntimo, meu Deus”. </em>A <strong>ênfase do versículo 1</strong> não está na providência das coisas materiais, mas na <strong>presença constante do Senhor ao lado daqueles que n’Ele confiam</strong>, ainda que tudo lhes falte. A bem da verdade, se o Soberano Senhor e nosso Amigo Íntimo está conosco não sentiremos falta de NADA.</p>



<p>Agora podemos compreender que o verdadeiro significado do&nbsp;<a href="https://biblia.gospelmais.com.br/salmos_23:1/">Salmos 23:1</a>&nbsp;é exatamente o contrário do que muitos têm pregado, ensinado e ouvido durante tantos anos. É uma interpretação muito egoísta aquela que diz: “<em>O Senhor é o meu Pastor e nada me faltará”</em>, pois nos leva a acreditar que o fato de sermos cristãos nunca padeceremos escassez de nada.</p>



<p>É uma ideia difícil até de se sustentar diante de tantas dificuldades por que passaram os heróis do Antigo e Novo Testamento.</p>



<p><em>“Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a&nbsp;ter fome; tanto a ter abundância, como a&nbsp;padecer necessidade.&nbsp;Tudo posso naquele que me fortalece”&nbsp;(<strong>Filipenses 4:12, 13</strong>).</em></p>



<p>Veja que Paulo passou fome e necessidades, porém foi sustentado pela presença do Senhor. Aquele que o fortalece é a razão de seu sustento e vitória. O alimento e os bens lhe faltaram, mas o “<em>Amigo Íntimo, o Senhor Adonai e Aquele que o Fortalece não lhe faltou</em>”.</p>



<p><strong>“<em>Ainda que eu andasse pelo vale da sombra</em>&nbsp;</strong>(hb., escuridão profunda e mortal)&nbsp;<strong><em>da morte, não temerei mal algum</em></strong><strong>”.&nbsp;</strong>Aqui está a certeza da ajuda no momento mais difícil da vida. A morte não é um adversário desprezível. Ela é o nosso último grande inimigo&nbsp;(<a href="https://search.nepebrasil.org/biblia/1Co/15/26"><strong>1 Coríntios&nbsp;15:26</strong></a>). Se Deus pode nos dar coragem nesse momento, como tem dado a tantos outros, Ele pode nos ajudar em qualquer lugar.&nbsp;<strong>Mal&nbsp;</strong><em>(ra) é&nbsp;</em>um termo amplo para qualquer tipo de dano ou perigo que possa nos sobrevir.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong><em>A mesa preparada pelo Anfitrião Gracioso&nbsp;</em>(23:5, 6)</strong></h2>



<p>A ideia do completo suprimento de cada necessidade com a qual o Salmo inicia continua controlando o seu desenvolvimento, mas a comparação muda do Amigo Íntimo (que pastoreia) para o Anfitrião gracioso, ou seja, Ele está presente seja no campo ou em casa.&nbsp;</p>



<p>A expressão “<strong><em>preparas uma MESA perante mim na presença dos meus inimigos</em></strong><strong>” (adversários &#8211; </strong><strong>vs. 5</strong>) retrata a marca da apreciação pública que o rei oriental mostrava àquele que desejava honrar de uma maneira especial. Essa é a única referência passageira aos inimigos que aparecem descritos tão amplamente em outros Salmos de Davi, principalmente no Livro I dos Salmos.</p>



<p>&nbsp;“<strong><em>Unges a minha cabeça com óleo</em></strong><strong>”:&nbsp;</strong>não é o óleo da unção que era usado para empossar o rei ou o sacerdote; um outro termo hebraico é usado para esse fim. Esse era um óleo perfumoso amplamente usado em banquetes do Oriente antigo como marca de hospitalidade e favor. A cabeça ungida com óleo é uma figura bíblica comum para abundância de alegria.&nbsp;</p>



<p>“<strong><em>O meu cálice transborda</em></strong><strong>”&nbsp;</strong>simboliza a provisão abundante oferecida pelo&nbsp; Anfitrião bondoso.</p>



<p><strong>“<em>Certamente que a bondade e a misericórdia</em>”&nbsp;</strong><em>(chesed,&nbsp;</em>amor manifesto, graça)&nbsp;“<strong>me seguirão todos os dias da minha vida”&nbsp;</strong>(<strong>vs. 6</strong>). O termo traduzido por&nbsp;“<strong>certamente”&nbsp;</strong>também significa &#8220;unicamente&#8221;. O salmista está confiante em que apenas a graça e o amor imutável farão parte da sua vida.&nbsp;“<strong><em>Habitarei na Casa do Senhor por longos dias</em></strong><strong>”,&nbsp;</strong>ou &#8220;para todo o sempre&#8221; (ARA). Mas o significado mais profundo é mais do que uma longa vida nesta terra.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><em><strong>A MESA da reconciliação, do perdão, cura e libertação</strong></em></h2>



<p>Pense bem: &nbsp;porque você não sentaria com inimigos à mesa? Inimigos, você os enfrenta no campo de batalha. Pedir uma mesa na presença de adversários é algo, provavelmente, impensável, eu sei, mas esse era o desejo de Davi. Para Davi, uma mesa na presença dos inimigos não significa uma demonstração de vitória sobre eles, não é uma mesa de deboche, mas sim uma <strong>oportunidade de reconciliação</strong>.</p>



<p><strong>A mesa se põe na presença dos inimigos para que eles possam novamente sentar-se ao meu lado, pois assim é possível haver perdão, cura e libertação</strong>. O óleo que desce sobre a cabeça tem por finalidade sarar a consciência e produzir saúde para pacificar a alma, e o cálice, aqui também alegorizado, deve sempre transbordar o vinho da alegria, deixando vazar o regozijo que há quando na vida se torna possível o reencontro e a reconciliação.</p>



<p>A mesa tem vários significados, mas talvez o maior deles seja a comunhão. É em uma refeição que nós temos boas conversas com as pessoas. Também foi numa mesa que Jesus declarou a Sua aliança conosco, falou sobre a Sua carne e o Seu sangue que seriam derramados em nosso favor. Estabelecer paz com o outro não significa concordar com o modo de vida dele. Significa ter paz, ainda que discordemos com o modo de vida, a fim de que pela paz que estendemos, compreenda o amor de Deus e tenha sua vida transformada.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“<em>Não torneis a ninguém mal por mal; esforçai-vos por fazer o bem perante todos os homens; se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens&#8230;</em>” (<strong>Romanos 12:17, 18</strong>). “<em>Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus</em>” (<strong>Mateus 5:9</strong>).</p>
</blockquote>



<p>&#8220;<em>E tudo isto provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação</em>&#8221; (<strong>2 Coríntios 5:18</strong>). Deus não nos deu o ministério de recalque e ostentação, mas de reconciliação, da mesma forma que Ele nos reconciliou com Ele mesmo e com Cristo. Não é à toa que a presença dos inimigos é tão requisitada nessa mesa.</p>



<p>Somos gente da paz, da reconciliação e não da guerra. A nossa luta não é contra carne ou sangue, mas contra principados e potestades nas regiões celestiais. Quem senta na mesa da reconciliação o faz com o cálice transbordando de bondade e fidelidade.</p>



<p><strong>O Reino de Deus é uma grande mesa posta</strong>. Veja o que diz esse versículo de Lucas: “<em>E virão do oriente, e do ocidente, e do norte, e do sul, e assentar-se-ão à mesa no reino de Deus</em>” (<strong>Lucas 13:29</strong>). Deus, inclusive, colocou uma mesa no Tabernáculo, a mesa com os pães da proposição, representando nossa comunhão. Na mesa Deus coloca o alimento. Muitas vezes estamos fracos, mesmo espiritualmente, porque nos falta essa comunhão, falta esse contato com Deus e com as pessoas.</p>



<p><strong>Na mesa, grandes alianças foram feitas</strong>: Abraão e Melquisedeque, Jesus e sua igreja&#8230; ambas seladas com pão e vinho. A mesa traz as pessoas pra mais perto, há algum mistério em comer juntos que eu sem dúvidas não sei explicar, mas quero concluir tudo isso que eu disse com uma coisa: Precisamos participar dessa mesa. Precisamos do corpo de Cristo e do seu sangue, precisamos da igreja, precisamos da reconciliação, precisamos da comunhão e do alimento. Deus nos criou para isso, e sem essas coisas seremos enfraquecidos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong><em>A mesa é um lugar de reconciliação:</em></strong></h2>



<p>Em <strong>Gênesis 26:28-30</strong> fala de Isaque e o rei Abimeleque em um momento de reconciliação sentados à mesa no deserto. Em <strong>Gênesis 31:44-46</strong> fala de Jacó e Labão em reconciliação na mesa. O texto diz: “<em>Agora pois vem e façamos um pacto, eu e tu e sirva ele de testemunha entre mim e ti. Então tomou Jacó uma pedra e a erigiu como coluna. E disse a seus irmãos: Ajuntai pedras. Tomaram, pois, pedras e fizeram um montão, e ali comeram”</em>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong><em>A mesa é um lugar de restauração e manifestação da graça:</em></strong></h2>



<p>Em <strong>2 Samuel 9:1-10</strong> diz que Davi lembrou-se de sua aliança com Jonatas filho de Saul e perguntou: “<em>há ainda alguém da casa de Saul para que eu possa usar de misericórdia (graça) por amor de Jonatas? Disseram, ainda tem Mefibosete</em>”. Este rapaz, Mefibosete<a href="#_ftn1">[1]</a>, nascera para ser um príncipe, mas estava vivendo na miséria. Ele era aleijado de ambos os pés. Sua babá o derrubou enquanto fugia dos inimigos e provavelmente ele quebrou os pés e os ossos cicatrizaram de forma torta.</p>



<p>Alguém que tem os pés quebrados não consegue andar ereto olhando para o céu, se cansa rapidamente e não consegue chegar aonde os outros chegam. Ele foi chamado para <strong>assentar-se na mesa do rei</strong>, recebeu honra, pode desfrutar de comunhão íntima, lá na mesa tinha os pés encobertos, ele que morava em <strong>Lo-Debar</strong><a href="#_ftn2">[2]</a>, lugar deserto e seco, mudou-se para Jerusalém e foi morar no Palacio. Foi uma Restauração completa.</p>



<p>Mefibosete cresceu coxo de ambos os pés, vivia num lugar distante e sentia vergonha de tudo e de todos. Ele lutava contra os pensamentos de rebaixamento e vergonha. Ele não imaginava que poderia ser recebido com honra na presença do rei, pois a vergonha e o medo lhe dominavam. Porém, seu pai, antes de morrer, fizera uma aliança com o rei. Mesmo que ele não soubesse, tudo já estava preparado.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<h2 class="wp-block-heading"><strong>A graça procura o Homem no nível mais baixo e a glória eleva o Homem ao nível mais elevado.</strong></h2>
</blockquote>



<p>Em nossa jornada com o Senhor, muitas vezes o diabo tenta nos convencer que devemos ficar distantes de Deus e nos acostumar com uma vida natural, afinal, quem somos para que Ele se importe. Mas, mesmo não merecendo, se estamos em Cristo, podemos chegar à presença de Deus com ousadia e convicção: “<em>Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna”</em> (<strong>Hebreus 4:16</strong>). Assim como Mefibosete, temos uma mesa na presença do Senhor onde podemos sentar e comer todos os dias. Ele nos recebe, não por nosso merecimento, mas por causa da aliança de graça eterna feita em Cristo.</p>



<p>Quão bom seria poder sentar numa mesa como essa, fosse eu convidado de outrem, fosse o anfitrião da festa do amor!&nbsp;Por isso, se te for possível, reconcilia-te ainda hoje com o teu semelhante, pondo perante ti e ele uma mesa, conclamando Deus como tua testemunha desse ato de grandeza. Sim, faça isso enquanto ainda há tempo, pois talvez chegue o dia em que a tua mesa seja apenas feita de distâncias e nela tu estejas, absolutamente, só&#8230;</p>



<hr class="wp-block-separator has-css-opacity"/>



<p><a href="#_ftnref1">[1]</a> Mefibosete, em hebraico מפיבשת, significa “<em>da boca da vergonha</em>”. Veja <strong>2 Samuel 4:4</strong>. Segundo as passagens de <strong>1 Crônicas 8:34 e 9:40</strong> ele também se chamava Meribe-Baal, “aquele que luta contra Baal”, contra a vergonha.</p>



<p><a href="#_ftnref2">[2]</a> Literalmente “<strong>Não-Palavras</strong>”, silêncio, “Não-Memória”. Naquela cidade só havia mendigos e doentes. Era a terra do esquecimento e da honra destruída.</p>
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		<title>Príncipe da Paz &#8211; Shalom</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rai Barreto]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 21 Aug 2021 15:28:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Devocional]]></category>
		<category><![CDATA[Transformação e Santificação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz; para que se aumente o seu governo, e venha paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, para o estabelecer e o firmar mediante o juízo e a justiça, desde agora e para sempre. O zelo do Senhor dos Exércitos fará isto” (Isaías 9:6, 7). “Ao cair da tarde daquele dia, o primeiro da semana, trancadas as portas da casa onde estavam os discípulos com MEDO dos judeus, veio Jesus, PÔS-SE NO MEIO e disse-lhes: Paz seja convosco! E, dizendo isto, lhes mostrou as mãos e o lado. Alegraram-se, portanto, os discípulos ao verem o Senhor. Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco! Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio” (João 20:19, 21). A palavra hebraica “Shalom” (שָׁל֣וֹם  &#8211; Shâlôwn H7965, vem da raiz da palavra שָׁלֹ֣ם  &#8211; Sãlam H7999), significa muito mais do que a ausência de conflitos, ou seja, a paz. A tradução literal de Shalom é: estar seguro, estar bem (i.e., com saúde, prosperidade, paz ou tranquilidade), estar feliz. É usada 233 vezes no Antigo Testamento. Já a raiz Sãlam, significa: estar completo, estar concluído, que é perfeito, prosperar, próspero, estar seguro e bem integralmente, reconciliar, restituir e pagar uma dívida. Cristo é a nossa Paz “Porque ele [Cristo] é a nossa paz, o qual de ambos fez um; e, tendo derribado a parede da separação que estava no meio, a inimizade&#8230;” (Efésios 2:14, confira Colossences 2:13-15). Sim, quando você deve a alguém, você perde a paz, por isso Cristo Jesus pagou a nossa dívida para com o Pai e nos trouxe a Shalom. Esta palavra é normalmente usada quando Deus está guardando seu povo em segurança. Por exemplo, em Israel é costume as pessoas ao se saudarem perguntar: “Como está a sua Shalom?”, querendo saber como está todo o contexto da vida de uma pessoa. A palavra Shalom também significa perfeito, inteiro ou completo. Então, a pergunta seria: “Está tudo perfeito em sua vida?” O que Deus deseja que tenhamos a Sua paz, estarmos tudo completamente perfeito. A palavra Shalom também traz o significado de prosperidade, pois o desejo de Deus é que tenhamos prosperidade de fé, alegria, paz, saúde e tranquilidade de subsistência. A Sua Shalom em nós nos torna completos nEle: “Amado, acima de tudo, faço votos por tua prosperidade e saúde, assim como é próspera a tua alma” (3 João 1:2). Shalom também significa um relacionamento não abalado com uma pessoa. Se o seu relacionamento com alguém está abalado, você perde a vivência da paz: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor&#8230;” (Hebreus 12:14). “Pois quem quer amar a vida e ver dias felizes refreie a língua do mal e evite que os seus lábios falem dolosamente; aparte-se do mal, pratique o que é bom, busque a paz e empenhe-se por alcançá-la” (1 Pedro 3:10, 11). Como apropriar da Shalom? Como você pode se apropriar da Shalom de Deus? Pela oração, aproprie-se da paz de Deus “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos. Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor. Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus” (Filipenses 4:4-7). Salmos 4:8 – “Em paz me deito e logo pego no sono, porque, Senhor, só tu me fazes repousar seguro”. Outro texto importante é o Salmos 29:11 – “O Senhor dá força ao seu povo, o Senhor abençoa com paz ao seu povo”. Já o Salmos 119:165 registra: “Grande paz têm os que amam a tua lei; para eles não há tropeço”. Salmos 122:6 – “Orai pela paz de Jerusalém! Sejam prósperos os que te amam”. Promessa do Reino de Deus Romanos 14:17 – “Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo”. Salmos 37:11 – “Mas os mansos herdarão a terra e se deleitarão na abundância de paz”. Salmos 85:9-13 – “Próxima está a sua salvação dos que o temem, para que a glória assista em nossa terra. ENCONTRARAM-SE A GRAÇA E A VERDADE, A JUSTIÇA E A PAZ SE BEIJARAM. Da terra brota a verdade, dos céus a justiça baixa o seu olhar. Também o Senhor dará o que é bom, e a nossa terra produzirá o seu fruto. A justiça irá adiante dele, cujas pegadas ela transforma em caminhos”. Viva e abençoe as pessoas com a Shalom de Deus O conhecimento de Deus e de Jesus, nosso Senhor, nos faz apropriar da sua Shalom: “&#8230; graça e paz vos sejam multiplicadas, no pleno conhecimento de Deus e de Jesus, nosso Senhor” (2 Pedro 1:2). “Então, entrou o Espírito em Amasai, cabeça de trinta, e disse: Nós somos teus, ó Davi, e contigo estamos, ó filho de Jessé! Paz, paz seja contigo! E paz com os que te ajudam! Porque o teu Deus te ajuda. Davi os recebeu e os fez capitães de tropas” (1 Crônicas 12:18). O Espírito Santo sobre em você se tornará um canal da Shalom de Deus para as pessoas. “&#8230; graça e paz a vós outros, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo” (Filemon 1:3). Abençoo a sua vida com a Shalom de Deus: paz, harmonia, saúde, prosperidade, perfeição e ser completo em Cristo. Para sua meditação e também para poder compartilhar esta mensagem,disponibilizo abaixo o arquivo PDF da mesma. Shalom!</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>“<em>Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz; para que se aumente o seu governo, e venha paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, para o estabelecer e o firmar mediante o juízo e a justiça, desde agora e para sempre. O zelo do Senhor dos Exércitos fará isto</em>” (<strong>Isaías 9:6, 7</strong>).</p></blockquote>



<p>“<em>Ao cair da tarde daquele dia, o primeiro da semana, trancadas as portas da casa onde estavam os discípulos com <strong>MEDO</strong> dos judeus, veio Jesus, <strong>PÔS-SE NO MEIO </strong>e disse-lhes: <strong><u>Paz</u> seja convosco</strong>! E, dizendo isto, lhes mostrou as mãos e o lado. Alegraram-se, portanto, os discípulos ao verem o Senhor. Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: <strong><u>Paz</u> seja convosco</strong>! Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio</em>” (<strong>João 20:19, 21</strong>).</p>



<p>A palavra hebraica “<strong>Shalom</strong>” (<strong>שָׁל֣וֹם</strong>  &#8211; <strong>Shâlôwn H7965</strong>, vem da raiz da palavra <strong>שָׁלֹ֣ם</strong>  &#8211; <strong>Sãlam H7999</strong>), significa muito mais do que a ausência de conflitos, ou seja, a paz. A tradução literal de Shalom é: <strong>estar seguro, estar bem (i.e., com saúde, prosperidade, paz ou tranquilidade), estar feliz</strong>. É usada 233 vezes no Antigo Testamento. Já a raiz <strong>Sãlam</strong>, significa: <strong>estar completo, estar concluído, que é perfeito, prosperar, próspero, estar seguro e bem integralmente, reconciliar, restituir e pagar uma dívida.</strong></p>



<h3 class="wp-block-heading">Cristo é a nossa Paz</h3>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>“<em>Porque ele <strong>[Cristo] é a nossa paz</strong>, o qual de ambos fez um; e, tendo derribado a parede da separação que estava no meio, a inimizade&#8230;” </em>(<strong>Efésios 2:14</strong>, confira <strong>Colossences 2:13-15</strong>). </p></blockquote>



<p>Sim, quando você deve a alguém, você perde a paz, por isso Cristo Jesus pagou a nossa dívida para com o Pai e nos trouxe a Shalom. Esta palavra é normalmente usada quando Deus está guardando seu povo em segurança.</p>



<p>Por exemplo, em Israel é costume as pessoas ao se saudarem perguntar: “<strong>Como está a sua Shalom?</strong>”, querendo saber como está todo o contexto da vida de uma pessoa. A palavra Shalom também significa <strong>perfeito, inteiro ou completo</strong>. Então, a pergunta seria: “<strong>Está tudo perfeito em sua vida?</strong>” O que Deus deseja que tenhamos a Sua paz, estarmos tudo completamente perfeito.</p>



<p>A palavra Shalom também traz o significado de <strong>prosperidade</strong>, pois o desejo de Deus é que tenhamos prosperidade de fé, alegria, paz, saúde e tranquilidade de subsistência. <strong>A Sua Shalom em nós nos torna completos nEle</strong>: “<em>Amado, acima de tudo, faço votos por tua prosperidade e saúde, assim como é próspera a tua alma”</em> (<strong>3 João 1:2</strong>).</p>



<p><strong>Shalom </strong>também significa um <strong>relacionamento não abalado com uma pessoa</strong>. Se o seu relacionamento com alguém está abalado, você perde a vivência da paz: <strong>“</strong><em>Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor&#8230;</em>” (<strong>Hebreus 12:14</strong>).</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>“<em>Pois quem quer amar a vida e ver dias felizes refreie a língua do mal e evite que os seus lábios falem dolosamente; aparte-se do mal, pratique o que é bom, <u>busque a paz e empenhe-se por alcançá-la</u></em>” (<strong>1 Pedro 3:10, 11</strong>).</p></blockquote>



<h2 class="has-text-align-center wp-block-heading"><strong>Como apropriar da Shalom?</strong></h2>



<p>Como você pode se apropriar da Shalom de Deus?</p>



<h3 class="wp-block-heading">Pela oração, aproprie-se da paz de Deus</h3>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>“<em>Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: <strong>alegrai-vos</strong>. Seja a vossa <strong>moderaçã</strong>o conhecida de todos os homens. <strong>Perto está o Senhor</strong>. Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a <strong>paz de Deus</strong>, que excede todo o entendimento, guardará o vosso <strong>coração</strong> e a vossa <strong>mente</strong> em Cristo Jesus</em>” (<strong>Filipenses 4:4-7</strong>).</p></blockquote>



<p><strong>Salmos 4:8</strong> – “<em>Em <u>paz</u> me deito e logo pego no sono, porque, Senhor, só tu me fazes repousar seguro</em>”. Outro texto importante é o <strong>Salmos 29:11</strong> – “<em>O Senhor dá força ao seu povo, o Senhor abençoa com <u>paz</u> ao seu povo</em>”. Já o <strong>Salmos 119:165</strong> registra: “<em>Grande <u>paz</u> têm os que amam a tua lei; para eles não há tropeço</em>”. <strong>Salmos 122:6</strong> – “<em>Orai pela <u>paz</u> de Jerusalém! Sejam prósperos os que te amam</em>”.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Promessa do Reino de Deus</h3>



<p><strong>Romanos 14:17</strong> – “<em>Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo</em>”. <strong>Salmos 37:11</strong> – “<em>Mas os mansos herdarão a terra e se deleitarão na abundância de <u>paz</u></em>”. <strong>Salmos 85:9-13</strong> – “<em>Próxima está a sua <strong>salvação</strong> dos que o temem, para que a <strong>glória</strong> assista em nossa terra. <strong>ENCONTRARAM-SE A GRAÇA E A VERDADE, A JUSTIÇA E A PAZ SE BEIJARAM</strong>. Da terra brota a verdade, dos céus a justiça baixa o seu olhar. Também o Senhor dará o que é bom, e a nossa terra produzirá o seu fruto. A justiça irá adiante dele, cujas pegadas ela transforma em caminhos</em>”.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Viva e abençoe as pessoas com a Shalom de Deus</h3>



<p>O conhecimento de Deus e de Jesus, nosso Senhor, nos faz apropriar da sua Shalom: “&#8230; <strong><em>graça e paz</em></strong><em> vos sejam multiplicadas, no pleno conhecimento de Deus e de Jesus, nosso Senhor</em>” (<strong>2 Pedro 1:2</strong>).</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>“<em>Então, entrou o Espírito em Amasai, cabeça de trinta, e disse: Nós somos teus, ó Davi, e contigo estamos, ó filho de Jessé! <strong>Paz, paz seja contigo!</strong> E paz com os que te ajudam! Porque o teu Deus te ajuda. Davi os recebeu e os fez capitães de tropas”</em> (<strong>1 Crônicas 12:18</strong>). O Espírito Santo sobre em você se tornará um canal da Shalom de Deus para as pessoas.</p></blockquote>



<p>“<em>&#8230; <strong>graça e paz</strong> a vós outros, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo</em>” (<strong>Filemon 1:3</strong>). Abençoo a sua vida com a Shalom de Deus: paz, harmonia, saúde, prosperidade, perfeição e ser completo em Cristo.</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p class="has-text-align-center"><strong>Para sua meditação e também para poder compartilhar esta mensagem,</strong><br><strong>disponibilizo abaixo o arquivo PDF da mesma. Shalom!</strong></p>



<div class="wp-block-file"><a href="https://raibarreto.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Principe-da-PAZ-Shalom-RBS.pdf"><strong>Príncipe da PAZ &#8211; Shalom RBS</strong></a><a href="https://raibarreto.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Principe-da-PAZ-Shalom-RBS.pdf" class="wp-block-file__button" download>Baixar</a></div>
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		<title>A Crise é o terreno fértil para a criatividade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rai Barreto]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Aug 2020 15:16:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mente Renovada]]></category>
		<category><![CDATA[Transformação e Santificação]]></category>
		<category><![CDATA[transformação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Palavra do Senhor veio nesta manhã em forma de provérbios sobre o paradoxo, um paralelismo entre duas palavras: Crise e Oportunidade. A seguir alguns provérbios sobre Crise e Oportunidade. A crise é sempre o sintoma que identifica a falência de uma fase, de um estágio, de uma capacidade ou de um sistema de coisas. A crise é apenas um sintoma e, dentro dela, você encontrará a oportunidade. No meio da crise você precisa identificar a oportunidade e a criatividade que está nascendo ou surgindo. Etimologia da palavra crise A palavra crise vem do Latim (CRISIS) e do Grego (KRISIS), que significam &#8220;julgamento, seleção, resultado de uma avaliação&#8221;. Deriva do termo KRINEIN: &#8220;separar, peneirar, decidir e julgar&#8221;. Nas crises, você precisa selecionar os elementos válidos e subir para um novo nível de vida. Selecionamos coisas boas em um ciclo e levamos para o novo ciclo. Coloque tudo de bom em uma &#8220;mochila&#8221; e continue subindo a montanha. O nosso corpo físico está preparado para as crises: ele é preparado para coletar e assimilar os elementos bons do meio e descartar o que não é necessário. A vida biológica sabe lhe dar com as crises. Podemos aprender com o nosso corpo e aplicar este conhecimento à nossa vida emocional e espiritual. A Páscoa é um tempo de crise A crise econômica e o julgamento espiritual que Deus trouxe sobre a terra do Egito, conforme é relatado em Êxodo, foi a grande oportunidade para a libertação, a salvação e o enriquecimento de Israel. A Páscoa é, portanto, uma oportunidade de mudança de vida. A crise é uma oportunidade para coisas novas virem à luz.&#160; A crise é o sintoma do fim de uma estação e o início de outra. A Páscoa coincidia com o fim do Inverno e o início da Primavera. O trecho de Cantares 2:11-14 era recordado e cantado durante a Festa da Páscoa: “Porque eis que passou o inverno, cessou a chuva e se foi; aparecem as flores na terra, chegou o tempo de cantarem as aves, e a voz da rola ouve-se em nossa terra. A figueira começou a dar seus figos, e as vides em flor exalam o seu aroma; levanta-te, querida minha, formosa minha, e vem. Pomba minha, que andas pelas fendas dos penhascos, no esconderijo das rochas escarpadas, mostra-me o rosto, faze-me ouvir a tua voz, porque a tua voz é doce, e o teu rosto, amável.” Deus está no controle da vida de Seus filhos Deus produz e está no controle das crises na vida de Seus filhos. Observe os momentos de crises que passaram os filhos de Deus. Lembre-se do que aconteceu com Elias, após ser perseguido por Jezabel que queria matá-lo (1 Reis 19:1-4). Foi neste momento de perseguição e crise, quando Elias pediu para si a morte e clamou a Deus: “&#8230;Basta; toma agora, ó Senhor, a minha alma, pois não sou melhor do que meus pais”. Foi neste momentoque surgiu seu sucessor Eliseu e a fé para impartir a porção dobrada do Espírito. A crise é a oportunidade que nos prepara para a porção dobrada e a frutificação. Quando você chega ao fim de suas forças, quando clama: BASTA! Então Deus está pronto para gerar as Suas obras vivas através de você. Graças a Deus quando Ele nos conduz às crises (1 Reis 19:19&#8230;). Gênesis 1:1 descreve que a Terra se tornou sem forma e vazia, MAS o Espírito de Deus pairava sobre a face do abismo. E disse Deus: HAJA! Então tudo foi criado. E Deus continuou exercendo Sua criatividade. Portanto, a crise é o terreno fértil que produz a criatividade. O seu BASTA cria a oportunidade para a ação e o controle absolutos de Deus na sua vida e diante de uma situação. Tempo de esperar em Deus O tempo da crise é um tempo de ESPERAR em Deus. Em todos os momentos de crise, de exaustão, do fim das forças humanas, do findar de um sistema de coisas, espere em Deus. Espere em Deus, porque no meio daquele tempo de crise, Ele está trazendo à luz a oportunidade &#8211; a oportunidade de uma nova estação, da criatividade e da entrada em um novo nível. Aprenda com a crise! A crise da adolescência Porque a fase da adolescência é denominada pelos psicólogos e especialistas de: “a crise da adolescência?” A adolescência é uma fase muito importante para o amadurecimento do ser humano. É na crise da adolescência que toda uma reformulação, uma reestruturação do caráter e personalidade do ser humano se processa. O adolescente, no meio da crise, pode manifestar atitudes de rebeldia, ansiedade ou mesmo apatia, mas dentro dele, dentro do seu espírito, ele está em uma fase de encubação. Toda a sua vivência na infância está sendo confrontada com novos estímulos e padrões apresentados pelo mundo lá fora. Neste período está sendo elaborado ou amadurecido um “novo” ser. A crise é como a fase do casulo A crise é como a fase do casulo: um tempo de reclusão, quando as forças são acumuladas, onde as experiências são cravadas em nosso caráter, para que um “novo” ser, uma nova perspectiva de vida, uma nova visão e experiência surjam. A poda do Pai Agricultor A crise é tão necessária em nossas vidas como a poda é para as plantas: “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que, estando em mim, não der fruto, ele o CORTA; e todo o que dá fruto LIMPA, para que produza mais fruto ainda.” (João 15:1, 2). O que você prefere: ser CORTADO ou LIMPO pela poda? A crise parece ser o fim, mas é o prelúdio de um novo início. Deus nos poda para que produzamos mais e mais frutos. A “poda” é necessária, pois é ela que nos preserva e nos mantém sempre frutíferos. Deus sabe que se convivêssemos com as folhas e galhos secos da “velha estação”, nossa vitalidade estaria comprometida e morreríamos. Nos períodos de crises, não olhe para as circunstâncias, para as aparências das coisas, para aquilo que está indo embora ou deixado para traz. Espere em Deus, busque discernimento, então você encontrará o novo que Deus está querendo gerar. Se você se detiver na aparência dos fatos, se perderá no meio da crise. Confie em Deus, Ele sempre tem o melhor para você, Ele tem uma porta aberta, uma oportunidade está surgindo. Antegoze o novo Na crise, antegoze o novo que está surgindo. Tenha fé, esperança e a firme convicção que Deus está no controle. A crise é tempo de buscar o Senhor, sugar dEle a seiva, Sua Palavra, esperar e adorar ao Senhor. Ele está trabalhando e do “caos” fará surgir algo novo. A morte é um fato, a ressurreição é nossa viva esperança: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos&#8230;” (1 Pedro 1:3). Cuidado para não gerar um Ismael Não gere um Ismael no tempo de crise, não se precipite, confie em Deus, Ele está perto. “De noite, no meu leito, busquei o amado de minha alma, busquei-o e não o achei. Levantar-me-ei, pois, e rodearei a cidade, pelas ruas e pelas praças; buscarei o amado da minha alma. Busquei-o e não o achei. Encontraram-me os guardas, que rondavam pela cidade. Então, lhes perguntei: vistes o amado da minha alma? Mal os deixei, encontrei logo o amado da minha alma; agarrei-me a ele e não o deixei ir embora, até que o fiz entrar em casa de minha mãe e na recâmara daquela que me concebeu”. (Cantares 3:1-4). O Pai nos disciplina por amor A crise é como a disciplina: Deus nos disciplina como a filhos (Hebreus 12:10, 11). No primeiro momento a disciplina, a crise, traz a sensação de frustração, de perda e de fracasso. Mas é, na realidade, o início de uma nova alegria, de um novo cântico, da frutificação, da criatividade e da oportunidade. Deus é soberano e está no controle de toda a crise que sobrevém à nossa vida. Com a crise Ele está trabalhando e criando as condições para que o novo nível venha à luz: sermos participantes da Sua santidade. A crise é como o período da quarentena, um período intermediário entre o antes e o depois, o passado e o futuro, do domínio da velha natureza para o controle da nova natureza, a morte e a ressurreição. A cruz é um período de crise A cruz é um período de crise. Por isso, durante a crise, não olhe para a aparência das coisas ou para as circunstâncias ou fatos, aprenda com a crise, não murmure (1 Tessalonicenses 5:18). Busque, no seu espírito, aquilo que Deus quer trazer de novo. Olhe com os olhos da fé do seu espírito, então poderá enxergar a nova criatividade que Deus está trazendo à luz. No meio de uma crise eu sempre fico curioso e pergunto ao Senhor: “O que Tu irás trazer de novo? Como o Senhor irá me surpreender?” É tempo de esperar em Deus Crise é o momento propício para ESPERAR EM DEUS e para nos dedicarmos mais à oração de escuta: “Esperei confiantemente pelo Senhor; ele se inclinou para mim e me ouviu quando clamei por socorro [no momento de crise].” (Salmos 40:1). Paulo escreveu a orientação e posicionamento que devemos ter nos momentos de crise: “&#8230; regozijai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, na oração, perseverantes” (Romanos 12:12). A crise nos cega para que a visão de Deus seja implantada em nosso espírito. A crise pode gerar desesperança, mas Deus está gerando a Sua esperança em nós. Veja a crise que Deus provocou na vida de Jó. Deus também programou a crise na vida de José. Lembre-se de como o Senhor planejou a crise para os filhos de Israel, levando-os para o Egito. Qual foi o resultado daquelas crises? Seus filhos se apegaram mais a Ele, O conheceram como Deus soberano, cumpridor das promessas e um Deus de braço forte que peleja pelos Seus. A criatividade aflora A crise é o terreno fértil que produz a criatividade, um novo tempo, estação e capacidade. A crise traz a oportunidade para o Senhor ser engrandecido em meio às adversidades. Aprenda com as crises! Os povos aprendem com os momentos de crise Os povos aprendem com os momentos de crise. Um dos dialetos chineses, que formaram a base dos dialetos dos povos asiáticos, como o povo japonês, traz um ideograma da palavra crise, que é constituído de dois símbolos, um ligado ao outro. O primeiro símbolo representa a CRISE, o perigo e o medo. Já o segundo ideograma significa a CHANCE, a OPORTUNIDADE. Portanto, de acordo com a sabedoria oriental, toda crise é um momento em que há perigos e medos, mas também é o momento da oportunidade. Por isso os povos orientais, depois da grande crise e devastação produzidas pela Segunda Guerra Mundial, encontraram forças para reconstruírem a sua dignidade, suas riquezas e seus países. Pense nisso! Crise, prova, provação&#8230; Muitas vezes falamos de nossas crises usando outras palavras: prova, provação, dificuldade, aperto, aperreio, aflição, tormento, sofrimento, tribulação, padecimento, derrota, fracasso e termos semelhantes. Não; renove a sua mente para conhecer qual é a perfeita vontade do Senhor nos momentos de crise. A crise é sua aliada, foi criada por Deus para trazer à luz a oportunidade e a criatividade. Sendo assim, a crise será uma porta aberta para a autodescoberta, para o autoconhecimento, na medida em que somos forçados a buscar soluções, a rever posições, reavaliar relacionamentos e condutas. Talvez não porque queremos, pois ninguém deseja ou tem prazer nos momentos de crise, mas porque não existe outra possibilidade&#8230; A crise é o terreno fértil para o amadurecimento da fé A crise é o terreno fértil para o amadurecimento e fortalecimento da fé. Todos nós temos diversos talentos, dons e profecias sobre nossas vidas. E os momentos de crise são o terreno fértil para desenvolver talentos adormecidos e esquecidos:...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A Palavra do Senhor veio nesta manhã em forma de provérbios sobre o paradoxo, um paralelismo entre duas palavras: <strong>Crise e Oportunidade</strong>. A seguir alguns provérbios sobre Crise e Oportunidade.</p>



<p><strong>A crise é sempre o sintoma</strong> que identifica a falência de uma fase, de um estágio, de uma capacidade ou de um sistema de coisas. A crise é apenas um sintoma e, dentro dela, você encontrará a oportunidade. No meio da crise você precisa identificar a oportunidade e a criatividade que está nascendo ou surgindo.</p>



<h4 class="has-text-align-center wp-block-heading">Etimologia da palavra crise</h4>



<p>A palavra crise vem do Latim (CRISIS) e do Grego (KRISIS), que significam &#8220;julgamento, seleção, resultado de uma avaliação&#8221;. Deriva do termo KRINEIN: &#8220;separar, peneirar, decidir e julgar&#8221;. Nas crises, você precisa selecionar os elementos válidos e subir para um novo nível de vida. Selecionamos coisas boas em um ciclo e levamos para o novo ciclo. Coloque tudo de bom em uma &#8220;mochila&#8221; e continue subindo a montanha. O nosso corpo físico está preparado para as crises: ele é preparado para coletar e assimilar os elementos bons do meio e descartar o que não é necessário. A vida biológica sabe lhe dar com as crises. Podemos aprender com o nosso corpo e aplicar este conhecimento à nossa vida emocional e espiritual.</p>



<h4 class="has-text-align-center wp-block-heading">A Páscoa é um tempo de crise</h4>



<p>A crise econômica e o julgamento espiritual que Deus trouxe sobre a terra do Egito, conforme é relatado em Êxodo, foi a grande oportunidade para a libertação, a salvação e o enriquecimento de Israel. A Páscoa é, portanto, uma oportunidade de mudança de vida. A crise é uma oportunidade para coisas novas virem à luz.&nbsp;</p>



<p>A crise é o sintoma do fim de uma estação e o início de outra. A <strong>Páscoa</strong> coincidia com o <strong>fim do Inverno e o início da Primavera</strong>. O trecho de <strong>Cantares 2:11-14</strong> era recordado e cantado durante a Festa da Páscoa: “<em>Porque eis que <u>passou o inverno</u>, cessou a chuva e se foi; aparecem as flores na terra, chegou o tempo de cantarem as aves, e a voz da rola ouve-se em nossa terra. A figueira começou a dar seus figos, e as vides em flor exalam o seu aroma; levanta-te, querida minha, formosa minha, e vem. Pomba minha, que andas pelas fendas dos penhascos, no esconderijo das rochas escarpadas, mostra-me o rosto, faze-me ouvir a tua voz, porque a tua voz é doce, e o teu rosto, amável.”</em></p>



<h4 class="has-text-align-center wp-block-heading">Deus está no controle da vida de Seus filhos</h4>



<p>Deus produz e está no controle das crises na vida de Seus filhos. Observe os momentos de crises que passaram os filhos de Deus. Lembre-se do que aconteceu com Elias, após ser perseguido por Jezabel que queria matá-lo (<strong>1 Reis 19:1-4</strong>). Foi neste momento de perseguição e crise, quando Elias pediu para si a morte e clamou a Deus: “&#8230;<em>Basta; toma agora, ó Senhor, a minha alma, pois não sou melhor do que meus pais</em>”<em>. </em>Foi neste momentoque surgiu seu sucessor Eliseu e a fé para impartir a porção dobrada do Espírito. A crise é a oportunidade que nos prepara para a porção dobrada e a frutificação. Quando você chega ao fim de suas forças, quando clama: BASTA! Então Deus está pronto para gerar as Suas obras vivas através de você. Graças a Deus quando Ele nos conduz às crises (<strong>1 Reis 19:19</strong>&#8230;).</p>



<p><strong>Gênesis 1:1</strong> descreve que a Terra se tornou sem forma e vazia, <strong>MAS</strong> o Espírito de Deus pairava sobre a face do abismo. E disse Deus: HAJA! Então tudo foi criado. E Deus continuou exercendo Sua criatividade. Portanto, a crise é o terreno fértil que produz a criatividade. O seu BASTA cria a oportunidade para a ação e o controle absolutos de Deus na sua vida e diante de uma situação.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><em>Tempo de esperar em Deus</em></h5>



<p>O tempo da crise é um tempo de ESPERAR em Deus. Em todos os momentos de crise, de exaustão, do fim das forças humanas, do findar de um sistema de coisas, espere em Deus. Espere em Deus, porque no meio daquele tempo de crise, Ele está trazendo à luz a oportunidade &#8211; a oportunidade de uma nova estação, da criatividade e da entrada em um novo nível. <strong>Aprenda com a crise!</strong></p>



<h4 class="has-text-align-center wp-block-heading">A crise da adolescência</h4>



<p>Porque a fase da adolescência é denominada pelos psicólogos e especialistas de: “a crise da adolescência?” A adolescência é uma fase muito importante para o amadurecimento do ser humano. É na crise da adolescência que toda uma reformulação, uma reestruturação do caráter e personalidade do ser humano se processa. O adolescente, no meio da crise, pode manifestar atitudes de rebeldia, ansiedade ou mesmo apatia, mas dentro dele, dentro do seu espírito, ele está em uma fase de encubação. Toda a sua vivência na infância está sendo confrontada com novos estímulos e padrões apresentados pelo mundo lá fora. Neste período está sendo elaborado ou amadurecido um “novo” ser.</p>



<h4 class="has-text-align-center wp-block-heading">A crise é como a fase do casulo</h4>



<p>A crise é como a fase do casulo: um tempo de reclusão, quando as forças são acumuladas, onde as experiências são cravadas em nosso caráter, para que um “novo” ser, uma nova perspectiva de vida, uma nova visão e experiência surjam.</p>



<h4 class="has-text-align-center wp-block-heading">A poda do Pai Agricultor</h4>



<p>A crise é tão necessária em nossas vidas como a poda é para as plantas: “<em>Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que, estando em mim, não der fruto, ele o CORTA; e todo o que dá <u>fruto LIMPA, para que produza mais fruto ainda</u>.</em>” (<strong>João 15:1, 2</strong>). O que você prefere: ser CORTADO ou LIMPO pela poda? A crise parece ser o fim, mas é o prelúdio de um novo início. Deus nos poda para que produzamos mais e mais frutos. A “poda” é necessária, pois é ela que nos preserva e nos mantém sempre frutíferos. Deus sabe que se convivêssemos com as folhas e galhos secos da “velha estação”, nossa vitalidade estaria comprometida e morreríamos.</p>



<p>Nos períodos de crises, não olhe para as circunstâncias, para as aparências das coisas, para aquilo que está indo embora ou deixado para traz. Espere em Deus, busque discernimento, então você encontrará o novo que Deus está querendo gerar. Se você se detiver na aparência dos fatos, se perderá no meio da crise. Confie em Deus, Ele sempre tem o melhor para você, Ele tem uma porta aberta, uma oportunidade está surgindo.</p>



<h4 class="has-text-align-center wp-block-heading">Antegoze o novo</h4>



<p>Na crise, antegoze o novo que está surgindo. Tenha fé, esperança e a firme convicção que Deus está no controle. A crise é tempo de buscar o Senhor, sugar dEle a seiva, Sua Palavra, esperar e adorar ao Senhor. Ele está trabalhando e do “caos” fará surgir algo novo. A morte é um fato, a ressurreição é nossa viva esperança: “<em>Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos&#8230;”</em> (<strong>1 Pedro 1:3</strong>).</p>



<h4 class="has-text-align-center wp-block-heading">Cuidado para não gerar um Ismael</h4>



<p>Não gere um Ismael no tempo de crise, não se precipite, confie em Deus, Ele está perto. “<em>De noite, no meu leito, busquei o amado de minha alma, busquei-o e não o achei. Levantar-me-ei, pois, e rodearei a cidade, pelas ruas e pelas praças; buscarei o amado da minha alma. Busquei-o e não o achei. Encontraram-me os guardas, que rondavam pela cidade. Então, lhes perguntei: vistes o amado da minha alma? Mal os deixei, encontrei logo o amado da minha alma; agarrei-me a ele e não o deixei ir embora, até que o fiz entrar em casa de minha mãe e na recâmara daquela que me concebeu”.</em> (<strong>Cantares 3:1-4</strong>).</p>



<h4 class="has-text-align-center wp-block-heading">O Pai nos disciplina por amor</h4>



<p>A crise é como a disciplina: Deus nos disciplina como a filhos (<strong>Hebreus 12:10, 11</strong>). No primeiro momento a disciplina, a crise, traz a sensação de frustração, de perda e de fracasso. Mas é, na realidade, o início de uma nova alegria, de um novo cântico, da frutificação, da criatividade e da oportunidade.</p>



<p>Deus é soberano e está no controle de toda a crise que sobrevém à nossa vida. Com a crise Ele está trabalhando e criando as condições para que o novo nível venha à luz: sermos participantes da Sua santidade.</p>



<p>A crise é como o período da quarentena, um período intermediário entre o antes e o depois, o passado e o futuro, do domínio da velha natureza para o controle da nova natureza, a morte e a ressurreição.</p>



<h4 class="has-text-align-center wp-block-heading">A cruz é um período de crise</h4>



<p>A cruz é um período de crise. Por isso, durante a crise, não olhe para a aparência das coisas ou para as circunstâncias ou fatos, aprenda com a crise, não murmure (<strong>1 Tessalonicenses 5:18</strong>). Busque, no seu espírito, aquilo que Deus quer trazer de novo. Olhe com os olhos da fé do seu espírito, então poderá enxergar a nova criatividade que Deus está trazendo à luz. No meio de uma crise eu sempre fico curioso e pergunto ao Senhor: “O que Tu irás trazer de novo? Como o Senhor irá me surpreender?”</p>



<h5 class="wp-block-heading"><em>É tempo de esperar em Deus</em></h5>



<p>Crise é o momento propício para ESPERAR EM DEUS e para nos dedicarmos mais à oração de escuta: “<em>Esperei confiantemente pelo Senhor; ele se inclinou para mim e me ouviu quando clamei por socorro [no momento de crise].”</em> (<strong>Salmos 40:1</strong>). Paulo escreveu a orientação e posicionamento que devemos ter nos momentos de crise: “&#8230; <em>regozijai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, na oração, perseverantes”</em> (<strong>Romanos 12:12</strong>).</p>



<p>A crise nos cega para que a visão de Deus seja implantada em nosso espírito. A crise pode gerar desesperança, mas Deus está gerando a Sua esperança em nós.</p>



<p>Veja a crise que Deus provocou na vida de Jó. Deus também programou a crise na vida de José. Lembre-se de como o Senhor planejou a crise para os filhos de Israel, levando-os para o Egito. Qual foi o resultado daquelas crises? Seus filhos se apegaram mais a Ele, O conheceram como Deus soberano, cumpridor das promessas e um Deus de braço forte que peleja pelos Seus.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><em>A criatividade aflora</em></h5>



<p>A crise é o terreno fértil que produz a criatividade, um novo tempo, estação e capacidade. A crise traz a oportunidade para o Senhor ser engrandecido em meio às adversidades. Aprenda com as crises!</p>



<h4 class="has-text-align-center wp-block-heading">Os povos aprendem com os momentos de crise</h4>



<p>Os povos aprendem com os momentos de crise. Um dos dialetos chineses, que formaram a base dos dialetos dos povos asiáticos, como o povo japonês, traz um ideograma da palavra crise, que é constituído de dois símbolos, um ligado ao outro. O primeiro símbolo representa a CRISE, o perigo e o medo. Já o segundo ideograma significa a CHANCE, a OPORTUNIDADE. Portanto, de acordo com a sabedoria oriental, toda crise é um momento em que há perigos e medos, mas também é o momento da oportunidade. Por isso os povos orientais, depois da grande crise e devastação produzidas pela Segunda Guerra Mundial, encontraram forças para reconstruírem a sua dignidade, suas riquezas e seus países. Pense nisso!</p>



<h4 class="has-text-align-center wp-block-heading">Crise, prova, provação&#8230;</h4>



<p>Muitas vezes falamos de nossas crises usando outras palavras: prova, provação, dificuldade, aperto, aperreio, aflição, tormento, sofrimento, tribulação, padecimento, derrota, fracasso e termos semelhantes. Não; renove a sua mente para conhecer qual é a perfeita vontade do Senhor nos momentos de crise. A crise é sua aliada, foi criada por Deus para trazer à luz a oportunidade e a criatividade.</p>



<p>Sendo assim, a crise será uma porta aberta para a autodescoberta, para o autoconhecimento, na medida em que somos forçados a buscar soluções, a rever posições, reavaliar relacionamentos e condutas. Talvez não porque queremos, pois ninguém deseja ou tem prazer nos momentos de crise, mas porque não existe outra possibilidade&#8230;</p>



<h4 class="has-text-align-center wp-block-heading">A crise é o terreno fértil para o amadurecimento da fé</h4>



<p>A crise é o terreno fértil para o amadurecimento e fortalecimento da fé. Todos nós temos diversos talentos, dons e profecias sobre nossas vidas. E os momentos de crise são o terreno fértil para desenvolver talentos adormecidos e esquecidos: “<em>Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações” </em>[momentos de CRISES]<em>, “sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança. Ora, a perseverança deve ter ação completa” </em>[em todas as áreas de nossa vida]<em>, “para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes.”</em> (<strong>Tiago 4:2-4</strong>).</p>



<p>Diante de uma crise, não murmure, não reaja negativamente às circunstâncias, não se desespere, espere pela força, pela fé, pela luz &#8211; o dia está raiando. A alvorada da primavera está sendo elaborada, metabolizada. Uma nova fé e força, um novo entusiasmo e motivação estão surgindo, bem dentro do caos. Tanto o lírio como a flor de lótus, plantas belas, perfumadas e sensíveis, encontram no lodo o ambiente propício para florescer. “<em>Porque não passa de um momento a sua ira; o seu favor dura a vida inteira. Ao anoitecer, pode vir o choro, mas a alegria vem pela manhã</em>” (<strong>Salmos 30:5</strong>).</p>



<h5 class="wp-block-heading"><em>Não se forma um bom marinheiro em águas tranquilas</em></h5>



<p>Não se forma um bom marinheiro em águas tranquilas, mas em mares revoltos. Os momentos de crise são necessários para a destreza. Nos momentos de tempestade, acorde Jesus! Desperte o Cristo dentro de você. Reveja as palavras, as profecias que existem sobre a sua vida (<strong>1 Timóteo 1:18</strong>). Acorde a sua fé. Reveja aquilo que Deus já colocou no seu espírito, porque a crise é o momento propício para que estas palavras floresçam. A crise é o momento oportuno para que todo o seu potencial e criatividade venham à luz.</p>



<h4 class="has-text-align-center wp-block-heading">Despido do velho e se revestir do novo</h4>



<p>A crise não pode fazer você perder a sua personalidade e seus valores. Não destrua seu &#8220;centro&#8221;. Não se perca no meio da crise. Crise exige: paciência, autocontrole, foco e um passo de cada vez. O pânico é a pior reação que se pode ter numa crise. Agarre-se a seus valores como uma corda de salvação que você tem no momento da crise. Não deixe que a crise corte seu único canal de redenção, que é o compromisso com as coisas simples da vida.</p>



<p>A crise não é uma indicação de fim, mas a indicação de que um novo começo está surgindo. Busque esta nova oportunidade,  a nova expressão, a novidade de vida. Almeje o novo caráter e a nova natureza, o novo homem que está surgindo dentro de você. Na crise você precisa aprender a se despir do velho e se revestir do novo (<strong>Colossenses 3:8-12</strong>).</p>



<h4 class="has-text-align-center wp-block-heading">Apocalipse é um livro de crise</h4>



<p>O Apocalipse de João não trata do fim do mundo, mas do fim de um VELHO MUNDO e início de um novo tempo: a Era do Reino de Deus. Ao Cordeiro foi dito: &#8220;<em>Digno és de tomar o livro e abrir-lhe os selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação e para o nosso Deus os constituíste REINO e SACERDOTE; e REINARÃO SOBRE A TERRA</em>&#8221; (<strong>Apocalipse 5:9, 10</strong>). Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus, deu a Sua vida na cruz para resgatar a muitos, fazendo-os cidadãos do Seu Reino.</p>



<h4 class="has-text-align-center wp-block-heading">Chaves de como enfrentar as crises</h4>



<p>Portanto, aí vão algumas chaves de como enfrentar as crises que nos sobrevêm.</p>



<p>Primeiro, não fuja da crise. Encare-a de frente. Estude-a sobre todos os ângulos. Não se deixe tomar pelo desânimo, medo ou desespero, pois nenhuma crise é maior do que o poder de Deus. Busque mais ao Senhor neste momento de crise. Condense a Palavra do Senhor. Ore, busque e espere mais no Senhor. Ele criou este momento para que você estivesse mais perto Dele, para lhe chamar para perto e lhe ensinar os tesouros do Reino.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><em>Momentos de tentação</em></h5>



<p><em>“Não vos sobreveio tentação” </em>[ou crise]<em> “que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação” </em>[ou crise]<em> “vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar.” </em>(<strong>1 Coríntios 10:13</strong>). Na crise, o Senhor abrirá uma porta de escape e livramento. Este deve ser o seu pensamento no momento de crise: qual é a porta, qual é o livramento, qual o novo que o Senhor está trazendo à luz neste momento de poda, provação, tentação ou teste? O que o Senhor quer lhe ensinar?</p>



<p>Não olhe para as circunstâncias, para o mar revolto. Feche seus olhos naturais e, entre no seu quarto, ore ao Pai e busque abrir os olhos da fé. Porque, nos momentos de crise a oportunidade para um novo começo está surgindo. A crise é o instrumento para o Senhor levar-nos ao fracasso da nossa natureza carnal, é o fim do eu e a descoberta do Cristo em nós. É o exaurir das suas forças naturais para o surgimento da energia divina em você.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>A crise é o meio pelo qual o Senhor produz a Suas obras vivas em e através de nós. Graças a Deus pelas crises!&#8230;</p></blockquote>



<h5 class="wp-block-heading"><em>Se antecipe, louve a Deus pela certeza da vitória e do novo amanhecer</em></h5>



<p><em>“As minhas lágrimas têm sido o meu alimento dia e noite, enquanto me dizem continuamente: O teu Deus, onde está? Lembro-me destas coisas &#8211; e dentro de mim se me derrama a alma -, de como passava eu com a multidão de povo e os guiava em procissão à Casa de Deus, entre gritos de alegria e louvor, multidão em festa. Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu&#8230; Um abismo chama outro abismo, ao fragor das tuas catadupas; todas as tuas ondas e vagas passaram sobre mim. Contudo, o Senhor, durante o dia, me concede a sua misericórdia, e à noite comigo está o seu cântico, uma oração ao Deus da minha vida.” </em>(<strong>Salmos 42:3-8</strong>).</p>



<p>As crises são necessárias, assim como as estações do ano foram programadas por Deus. Elohim estabeleceu o dia e a noite, noite e dia: “<em>Disse também Deus: Haja luzeiros no firmamento dos céus, para fazerem separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais, para estações, para dias e anos.”</em> (<strong>Gênesis 1:14</strong>). O inverno, tempo de escassez e exaustão, prepara a natureza para a exuberância da Primavera. “<em>Teu é o dia; tua, também, a noite; a luz e o sol, tu os formaste</em>” (<strong>Salmos 74:16</strong>).</p>



<h5 class="wp-block-heading"><em>As nuvens passam</em></h5>



<p>A crise é um momento, é uma nuvem passageira. É um momento de noite, um momento da estação de inverno. “<em>Salmodiai ao Senhor, vós que sois seus santos, e dai graças ao seu santo nome. Porque não passa de um momento a Sua ira; o Seu favor dura a vida inteira. Ao anoitecer pode vir o choro, mas a alegria vem pela manhã”</em> (<strong>Salmos 30:4, 5</strong>). Bem-aventurados aqueles que choram, que passam pela crise, porque eles serão consolados. Não pare dentro da crise, não desfaleça, confie em Deus porque você ainda O louvará. Você ainda gritará: “Gol!” Antecipe a vitória! Tenha fé, confie em Deus.</p>



<h4 class="has-text-align-center wp-block-heading">O momento da crise nos ensina muitas coisas:</h4>



<p>São nos momentos de crise que Deus produz os Seus profetas. Bem ali, no meio da crise e do caos. Em meio à apostasia, o novo está surgindo.</p>



<p>Veja como Deus pinta o quadro nos dias do sacerdote Eli, em <strong>1 Samuel capítulos 2 e 3</strong>. Os filhos de Eli eram filhos de Belial, dados à bebida, glutonarias, orgias, depravações e abominações. Eli, o sacerdote, já era muito velho, glutão, gordo, quase não enxergava mais e não exercia autoridade sobre os seus filhos. A palavra do Senhor era muito rara, a luz do candeeiro estava se apagando e as visões não eram mais frequentes. <strong><em>“MAS o jovem Samuel crescia em estatura e no favor do Senhor e dos homens.”</em> </strong>(2:26). No momento de crise, busque o que está além da vírgula, de um pequeno instante, de um virar de página, uma mudança de ótica e de encarar as circunstâncias. No momento de crise, do aparente caos, busque as conjunções: MAS, PORÉM, TODAVIA, CONTUDO, ENTRETANTO e NO ENTANTO.</p>



<p>Deus criou as noites, mas a Sua misericórdia se renova a cada manhã. Discirna a noite e o dia. <strong>João 13:30</strong>, mostra que era noite para Judas, quando ele traiu o Senhor: “<em>Ele, tendo recebido o bocado, saiu logo. E <strong>era noite</strong></em>”. Era noite para Judas, um momento de provação. Como aquela noite foi crucial para a vida de Judas. Pedro também foi provado durante a noite: “<em>Replicou-lhe Jesus: Em verdade te digo que, nesta mesma noite, antes que o galo cante, tu me negarás três vezes”.</em></p>



<h5 class="wp-block-heading"><em>Há sempre um novo amanhecer</em></h5>



<p>A noite pode produzir o momento de traição, pode ser que alguém pereça. As crises podem ter um resultado trágico, mas espere a “vírgula”, espere pelo “porém” de Deus. Espere um pouco mais: resta apenas uma última braçada, a última pedra a ser quebrada, a última curva na estrada. Espere um pouco mais, confie em Deus, o dia está raiando.</p>



<p>“É necessário que façamos as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar” (<strong>João 9:4</strong>). “<em>Vigiai, pois, porque não sabeis quando virá o dono da casa: se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se pela manhã</em>&#8230;” (<strong>Marcos 13:35</strong>). O período da Idade das Trevas, ou Idade Média, foi considerado o milênio da escuridão. Mil anos de trevas espiritual, cultural e científica. Mas, no fim dos mil anos, nasce a restauração e o movimento renascentista. Há tempos de trevas, mas o cantar do galo anuncia o amanhecer.</p>



<p>“<em>Então Jesus lhes disse: Esta noite todos vós vos escandalizareis comigo; porque está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho ficarão dispersas. <strong>MAS</strong>, depois da minha ressurreição, irei adiante de vós para a Galileia”</em> (<strong>Mateus 26:31</strong>). Há tempo de trevas, há momentos de noite, <strong>MAS</strong> há sempre a esperança de um novo amanhecer.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><em>Nós precisamos aprender a discernir os tempos</em></h5>



<p>Nós precisamos aprender a discernir os tempos: “<em>Ele, porém, lhes respondeu: Chegada à tarde, dizeis: Haverá bom tempo, porque o céu está avermelhado; e, pela manhã: Hoje, haverá tempestade, porque o céu está de um vermelho sombrio. Sabeis, na verdade, discernir o aspecto do céu e não podeis discernir os sinais dos tempos?”</em> (<strong>Mateus 16:2, 3</strong>).</p>



<p>Assim é descrito o momento da morte de Jesus: “<em>Chegada a hora sexta, houve trevas sobre toda a terra, até a hora nona. À hora nona, clamou Jesus em alta voz: Eloí, Eloí, lamá sabactâni? Que quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”</em> (<strong>Marcos 15:33, 34</strong>). Durante a noite, no momento da cruz, pode surgir o sentimento de que Deus lhe desamparou, mas não! Mantenha sua fé (confiança). Você confia em Deus? Confia na soberania divina? Você crê que Ele está no controle de todas as coisas?</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>“<em>Havendo ele ressuscitado de manhã cedo no primeiro dia da semana, apareceu primeiro a Maria Madalena, da qual expelira sete demônios”</em>. (<strong>Marcos 16:9</strong>). Discirna os tempos, os tempos de crise. Ele ressuscitou pela manhã.</p></blockquote>



<h4 class="has-text-align-center wp-block-heading">A crise gera aprendizado e oportunidades</h4>



<p>A crise gera aprendizado e oportunidades. Na crise, percebemos os verdadeiros amigos. “<em>Em todo tempo ama o amigo, e na angústia se faz o irmão”</em>. (<strong>Provérbios 17:17</strong>). No período de crise temos a oportunidade de identificar quem são os verdadeiros amigos, os verdadeiros irmãos, aqueles que estarão conosco nos dias bons e, ainda, nos dias ruins.</p>



<p>Durante a crise nós podemos rever os nossos fundamentos, podemos avaliá-los. No final do Sermão do Monte Jesus contou a parábola dos dois fundamentos que são revelados por meio das crises. A crise vem, a chuva cai, os rios transbordam e os ventos dão com ímpeto sobre as duas casas: a que fora edificada sobre a areia e a outra que foi construída sobre a rocha. Uma casa cai e a outra permanece firme. Portanto, entendemos que a crise revela os fundamentos. A crise traz à tona nossas motivações e quem realmente somos. </p>



<h4 class="has-text-align-center wp-block-heading"><span class="has-inline-color has-very-dark-gray-color">A crise revela a solidez do casamento e do amor</span></h4>



<p>O amor não é provado nos momentos de alegria, mas nos momentos de crises: “<em>As muitas águas não poderiam apagar o amor, nem os rios, afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens da sua casa pelo amor, seria de todo desprezado”. </em>(<strong>Cantares 8:7</strong>).</p>



<p>Na crise nós aprendemos a construir celeiros, a poupar. Nós temos a tendência natural de gastar o que ganhamos sem pensar no amanhã. As formigas entesouram no verão, para terem suprimento no inverno (<strong>Provérbios 30:25; 6:6-11</strong>). Na crise aprendemos dolorosamente que não devemos gastar sem deixarmos reservas.</p>



<p>Durante a crise nós identificamos aquilo que é um desejo passageiro ou uma real necessidade.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><em>Na crise nós nos lembramos de Deus! Nós O buscamos mais frequentemente</em></h5>



<p>As Escrituras revelam o propósito de Deus ao conduzir os Seus filhos pelo deserto: “<em>Recordar-te-ás de todo o caminho pelo qual o Senhor, teu Deus, te guiou no deserto estes quarenta anos, para te humilhar, para te provar, para saber o que estava no teu coração, se guardarias ou não os seus mandamentos. Ele te humilhou, e te deixou ter fome, e te sustentou com o maná, que tu não conhecias, nem teus pais o conheciam, para te dar a entender que não só de pão viverá o homem, mas de tudo o que procede da boca do Senhor viverá o homem.”</em> (<strong>Deuteronômio 8:2, 3</strong>). </p>



<p>O deserto revela o que está no seu coração. No coração dos filhos de Israel estava o murmúrio, a rebeldia e a incredulidade. Será que realmente temos fome da Palavra do Senhor? Será que O amamos sobre todas as coisas, a despeito de todas as circunstâncias? A crise nos humilha porque mostra a nossa incapacidade. Na crise o Senhor quer se revelar a você, revelar a Sua Palavra.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Aprenda com os tempos de crise! A crise é o tempo fértil que produz a criatividade e as oportunidades.</p></blockquote>



<p class="has-text-align-center"><span class="has-inline-color has-vivid-purple-color">Você pode baixar o arquivo PDF desta mensagem, caso queira imprimi-la e/ou compartilhar com seus contatos.</span></p>



<div class="wp-block-file"><a href="https://raibarreto.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Crise-e-Oportunidade-Rai-Barreto.pdf">Crise-e-Oportunidade-Rai-Barreto</a><a href="https://raibarreto.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Crise-e-Oportunidade-Rai-Barreto.pdf" class="wp-block-file__button" download>Baixar</a></div>
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		<title>Uma Mensagem Bíblica Sobre Quebra de Laços</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rai Barreto]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2020 21:20:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Transformação e Santificação]]></category>
		<category><![CDATA[LAÇOS]]></category>
		<category><![CDATA[LIBERTAÇÃO]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Para prosseguirmos livremente em nosso caminhar com Deus, precisamos nos livrar de todo peso e pecado que nos assedia - Hebreus 12:1, 2. Cristão carnal e Cristão espiritual. Libertação.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="has-text-align-center wp-block-heading"><strong>Apresentação:</strong></h4>



<p class="has-normal-font-size">Na passagem de <strong>2 Pedro 3:17, 18</strong> o apóstolo Pedro nos estimula a avançarmos em nosso relacionamento e caminhar com o Senhor: “<em>Vós, pois, amados, prevenidos como estais de antemão, acautelai-vos; não suceda que, arrastados pelo erro desses insubordinados, descaiais da vossa própria firmeza; antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja a glória, tanto agora como no dia eterno</em>”. Pedro nos alerta para não decairmos da nossa firmeza em Cristo, mas, pelo contrário, avançarmos focados no nosso crescimento na graça e conhecimento do nosso Senhor.</p>



<p class="has-normal-font-size">Crescer na graça, segundo Pedro, é desenvolver cada vez mais a consciência e revelação da graça capacitadora que vem do nosso Senhor Jesus Cristo. E, inclusive, Pedro lembra e confirma os ensinamentos registrados nas epístolas do “<em>amado irmão Paulo, escritos segundo a sabedoria que lhe foi dada”</em> (<strong>vs. 14-16</strong>). Junte-se à revelação da Graça a revelação de que Ele é nosso Senhor exaltado à direita do Pai. É nesta graça e conhecimento que devemos focar para que permaneçamos firmes e continuemos progredindo em nossa vida cristã.</p>



<p>Para avançarmos com o Senhor, precisamos, definitivamente, abandonar todo &nbsp;PESO e o PECADO que nos assedia: “<em>Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo <strong>peso</strong> e do <strong>pecado</strong> que tenazmente nos assedia, <strong>corramos</strong>, com perseverança, a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus</em>” (<strong>Hebreus 12:1, 2</strong>). Muito tem sido ensinado sobre o abandono do pecado, mas nosso foco aqui são os pesos, que não são propriamente pecados, mas cargas que dificultam o nosso avanço e corrida para o destino que o Senhor reservou para cada um de nós.</p>



<p>Paulo exorta os amados irmãos da igreja em Corinto a se purificarem “<em>&#8230; de toda impureza, <strong>tanto da carne </strong>como<strong> do espírito</strong>, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus”</em> para vivermos plenamente as promessas que temos da parte do Pai(<strong>2 Coríntios 7:1</strong>). Se lermos atentamente o texto anterior &#8211; <strong>6:14-18 </strong>– temos um entendimento claro do que Paulo está se referindo. Observe que há relacionamentos que contaminam não só a nossa carne, mas também o nosso espírito. Destaque em sua Bíblia as palavras: <strong>sociedade, comunhão, harmonia, união e ligação</strong> com a idolatria. Para prosseguirmos com Deus precisamos <strong>QUEBRAR OS LAÇOS NEGATIVOS</strong>: sociedade com incrédulos, amizades que não edificam, união ou relacionamento amoroso com o incrédulo e ligações religiosas pagãs íntimas. Leia também <strong>1 Coríntios 5:9-13</strong>; 8:1-13.</p>



<p>Quando o Senhor enviou Moisés para libertar o Seu povo do Egito e do domínio de Faraó, a orientação e firmeza de Moisés era para que nenhuma “unha” fosse deixada para traz no Egito. Esta orientação protegeria o povo de Deus para não dar condição legal do “faraó” (Satanás) de requerer algo de nós no futuro (<strong>Êxodo 10:24-26</strong>). Faraó tentará negociar com você – <strong>nunca negocie com o mundo, nem com Satanás, nem com o pecado e nem com a alma-carne (a natureza pecaminosa)</strong>. Jamais poderemos servir a dois senhores(<strong>Mateus 6:24</strong>).</p>



<p>Talvez este assunto sobre quebra de laços seja novo para você. Quebra de laços não tem nada a ver com a nossa salvação em Cristo e com pecados, mas com sentimentos, memórias e relacionamentos que precisamos nos libertar para prosseguirmos em vista à carreira que nos está proposta.</p>



<p>Há uma versão do texto de Hebreus, citato anteriormente, que diz: “<strong><em>deixemos todo EMBARAÇO, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e CORRAMOS com perseverança a carreira que nos está proposta</em></strong>”. A expressão grega <strong><em>“&#8230;desembaraçando-nos de todo peso&#8230;</em>”</strong> é o verbo “<strong><em>apotithemi</em></strong>”, “pôr de lado”, como quando um corredor se despe de suas roupas externas, que o tolheriam em seus movimentos, para sentir-se leve e à vontade. Os pesos são uma metáfora sobre qualquer coisa não essencial que possa servir de empecilho para a nossa carreira espiritual. Existem aqueles fatores não pecaminosos que podem servir de entraves e pesos que impedirão que sejamos eficazes no ministério ou vocação que o Senhor planejou para cada um de nós. Sim, como um bom corredor, precisamos lançar fora os PESOS que nos impedem de avançar livremente em Deus.</p>



<p>Após Jesus ter ordenado Lázaro vir para fora do túmulo, ressuscitando-o, Ele ordenou aos presentes: “<em>Saiu aquele que estivera morto, tendo os pés e as mãos ligados com ataduras e o rosto envolto num lenço. Então, lhes ordenou Jesus: <strong>Desatai-o e deixai-o ir</strong></em>” (<strong>João 11:44</strong>). Aqui está um entendimento valioso: a salvação, nossa identificação com a morte e ressurreição de Jesus, é operada em nossas vidas por Ele, mas a nós é ordenado <strong>desatar nossos irmãos</strong>, livrando-os das amarras. Jesus também deu o exemplo para nós lavarmos os pés uns dos outros (<strong>João 13:14-17</strong>). Entende? Há algo mais que precisamos fazer uns pelos outros e a questão da quebra de laços é uma delas.</p>



<p>Para você entender mais sobre a questão da quebra de laços, disponibilizo a seguir duas mensagens básica, uma em texto e outra em áudio, que temos recebido durante décadas, a respeito dos laços e como nos livrar dos mesmos. Oro para que você as entenda com maturidade, equilíbrio e fé para se livrar dos pesos (laços). Você precisará ler e ouvir estas mensagens durante, pelo menos, uma semana. Leia e ouça várias vezes, fazendo anotações e meditando, porque são transformadoras e apontam o caminho para você sair de um nível de vida cristã na alma para um caminhar espiritual com o Pai.</p>



<h4 class="has-text-align-center wp-block-heading">Cristãos carnais e cristãos espirituais</h4>



<p>A mensagem em <strong>áudio</strong>: “<strong>Laços da Alma São um Fardo</strong>” é muito esclarecedora e edificante. São 2 <strong>horas de mensagem</strong> e você deve ouvi-la com muita atenção. Para o melhor aproveitamento desta mensagem, você precisa entender o que é um <strong>cristão</strong> que vive no nível da <strong>alma-carne</strong> (dominado por sua <strong>natureza carnal e adâmica</strong>) e um <strong>cristão espiritual</strong>.</p>



<p>Em <strong>1 Coríntios 2:13-16</strong> Paulo deixa bem claro que há <strong>cristãos psíquicos</strong> (ou “<strong>homem natural</strong>”, que vive no nível da alma e, por isso, sujeito à instabilidade do seus sentimentos e emoções) e o <strong>cristãos espirituais</strong> (ou “<strong>homem espiritual</strong>” que desenvolvem a capacidade de discernimento, sabedoria e conhecimento espiritual &#8211; confira <strong>Hebreus 5:11-14</strong>).</p>



<p>A palavra grega “<strong>psuche</strong>”, traduzida por “natural”, literalmente deveria ser traduzida por “<strong>psíquico</strong>”, isto é, controlado pela alma. A alma é a sede das emoções, da personalidade, dos desejos, preferências, preconceitos, condicionamentos e autocondenação. Paulo classifica estes cristãos de canais (no sentido de sujeitos à alma-carne) “<em>Porquanto, havendo entre vós <u>ciúmes e contendas</u>, não é assim que sois carnais e andais segundo o homem? Quando, pois, alguém diz: Eu sou de Paulo, e outro: Eu, de Apolo, não é evidente que andais segundo os homens?” </em>(<strong>1 Coríntios 3:3, 4</strong>). Os cristãos que são dominados pela sua alma são facilmente envolvidos em preferências, contendas e ciúmes.</p>



<p>Porém, o “homem espiritual”, no grego “<strong>pneumatikois</strong>”, tem a capacidade de julgar (discernir) e de compreender todas as verdades espirituais, de distinguir entre o falso e o verdadeiro. Eles têm o espírito aberto para as revelações que são dadas pelo Espírito Santo, absorvem a sabedoria divina e entram no nível da adoração em espírito e em verdade. O cristão espiritual tem um “espírito livre” que exerce a devida predominância, sendo guiado pelo Espírito Santo. Eles manifestam os frutos do Espírito, o amor, e têm o seu espírito por controle de todas as coisas: “<em>Os espíritos dos profetas estão sujeitos aos próprios profetas&#8230;”</em> (<strong>1 Coríntios 14:32</strong>).</p>



<p>Na mensagem “Laços da Alma São um Fardo” você encontra uma explicação maravilhosa do texto de <strong>Hebreus 4:11, 12</strong> que diz: “<em>Esforcemo-nos, pois, por entrar naquele <strong>descanso</strong>, a fim de que ninguém cais, segundo o mesmo exemplo de desobediência. Porque a <strong>palavra de Deus é viva, e eficaz</strong>, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de <strong>dividir alma e espírito</strong>, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração”.</em> A vida na alma traz um fado pesado para todas as pessoas, inclusive para os crentes. Entrar no descanso de Deus é descrito em Hebreus como o nível de vida em que o espírito humano é liberto, em sua consciência e vontade, dos fardos da alma: ansiedade, preocupações, oscilação de sentimentos e outras coisas mais. Neste ponto, o ensinamento sobre a quebra de laços se torna uma chave para nos livrarmos dos fardos da alma.</p>



<p><strong>Se quisermos entrar no Reino de Deus precisamos nascer da água e do Espírito</strong>: “<em>Respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é a carne; e o que é nascido do Espírito é o espírito” </em>(<strong>João 3:5, 6</strong>). E, ainda, precisamos crucificar a natureza carnal (alma-carne), pois ela luta contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostas entre si: “<em>E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências. Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito”</em> (<strong>Gálatas 5:16-25</strong>). Esta é a razão pela qual precisamos tratar deste assunto da quebra dos laços.</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<h5 class="has-text-align-center wp-block-heading">Mensagem Completa em PDF: Quebrando a Escravidão dos Laços</h5>



<div class="wp-block-file aligncenter"><a href="https://raibarreto.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Uma-Mensagem-Bíblica-Sobre-Quebra-de-Laços.pdf">Uma-Mensagem-Bíblica-Sobre-Quebra-de-Laços</a><a href="https://raibarreto.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Uma-Mensagem-Bíblica-Sobre-Quebra-de-Laços.pdf" class="wp-block-file__button" download>Baixar</a></div>



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<h5 class="has-text-align-center wp-block-heading">Mensagem em Áudio: <strong>Laços da Alma São um Fardo</strong></h5>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-audio"><audio controls src="https://raibarreto.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Laçõs-da-Alma-São-um-Fardo_01-1.mp3"></audio></figure>
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		<title>A Última Fronteira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rai Barreto]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2020 20:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Transformação e Santificação]]></category>
		<category><![CDATA[saúde divina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Última Fronteira</p>
<p>Uma mensagem bíblica sobre a vivificação de nossos corpos mortais e da glória a ser revelada em nós.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p style="font-size:23px" class="has-text-align-center"></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Este ensino apresenta toda uma fundamentação bíblica, e, também,<br>esclarece princípios e práticas que devem ser aplicadas<br>no seu dia a dia para a apropriação da saúde divina.</p></blockquote>



<h4 class="has-text-align-center wp-block-heading"><strong>Um ensino sobre a vivificação de nossos corpos mortais e da glória a ser revelada em nós</strong></h4>



<p>Estamos vivendo dias gloriosos vindos da parte do Senhor. A aurora do Reino está nascendo sobre toda a humanidade. O Reino dos céus está se manifestando e, por causa disso, nossos espíritos estão como a flor que abrocha gradativamente diante dos raios do Sol de uma nova aurora. Na medida em que nossos espíritos começam a participar da emanação espiritual do Reino dos céus, muitos sinais, sintomas e experiências começam a nos sobrevir. Estamos em um caminho pelo qual nunca passamos antes, mas temos a Palavra, o Espírito Santo e a unidade do Corpo que nos conduzem, pacientemente, a toda esta nova realidade de vida que estamos começando a participar. Dia a dia a nossa fé é desafiada a nos movermos na unção que o Reino de Deus está trazendo.</p>



<p>Clamamos por entrar no dia do Descanso do Senhor, quando não haveremos de travar batalhas externas, contra Satanás e toda a sua corja de demônios, nem contra o mundo de pecado e nem a batalha interna contra a nossa natureza adâmica e carnal. Nosso clamor, dia a dia, tem sido: “<em>Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?</em>” (<strong>Romanos 7:24</strong>).</p>



<p>Na medida em que a nossa consciência do Reino dos céus se expandi, parece também ficar mais claro e evidente as limitações do nosso corpo físico que foi entregue à futilidade, degeneração e ao destino da morte. Porém, diante da promessa que está diante de nós, de que o Pai tabernacularia EM nós e de que Cristo está vindo para ser glorificado EM nós: “<em>&#8230;</em><em>quando vier para <strong>ser glorificado nos seus santos</strong> e ser admirado em todos os que creram, naquele dia (porquanto foi crido entre vós o nosso testemunho)</em>” (<strong>2 Tessalonicenses 1:10</strong>). Elevamos os nossos olhos para os céus e clamamos: “Cumpra-se em mim, Senhor, as Suas promessas. Vem completar a obra da salvação, produzindo regeneração e vivificação ao meu corpo”. Para esta hora fomos chamados: “Senhor, aumenta-nos a fé”. Queremos, sim, que nossos corpos sejam, efetivamente, o templo do Espírito Santo e entrarmos na vida ressurreta.</p>



<p>A última fronteira a ultrapassamos é a da vivificação de nossos corpos mortais. Paulo nos ensina, em <strong>Romanos 8:16-24</strong>, um dos grandes mistérios e promessa de Deus e que estão sendo desvendados nestes dias do Reino. Vamos ler este texto na Versão King James (VKJ): “<em>O próprio Espírito testemunha ao nosso espírito que somos filhos de Deus. Se somos filhos, então, também somos herdeiros; herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo. Se realmente participamos dos seus sofrimentos para que, da mesma maneira, <strong>participemos da sua glória</strong>”</em>. Note que estamos diante dos dias gloriosos, quando a glória do Senhor está retornando ao Seu templo, o Corpo de Cristo. A promessa é que a glória de Deus se manifestará EM nós; isso implica em toda a Sua realeza, vida e poder.</p>



<p>O texto continua: “<em>Estou absolutamente convencido de que os nossos sofrimentos do presente não podem ser comparados <strong>com a glória que em nós será revelada</strong></em>”. Desde a transgressão original, no Éden, o pecado tem gerado sofrimento na humanidade e em nós, mas nutrimos a convicção da glória que está vindo com o nascer do novo dia do Reino de Deus. Paulo explica que o pecado (ofensa) de Adão fez com que o pecado e a morte reinassem na humanidade, porém “<em>&#8230;muito mais os que recebem a abundância da graça e o dom da justiça reinarão em vida por meio de um só, a saber, Jesus Cristo”</em> (<strong>Romanos 5:17</strong>).</p>



<p>E Paulo faz outras revelações surpreendentes: <em>“A própria natureza criada aguarda, com vivido anseio, que os filhos de Deus sejam revelados. Porquanto a criação foi submetida à futilidade, não por sua livre escolha, mas por causa da vontade daquele que a sujeitou, na esperança de que também a própria natureza criada será libertada do cativeiro da <strong>degeneração</strong>” </em>(ou futilidade)<em> “em que se encontra, recebendo a <strong>gloriosa liberdade outorgada aos filhos de Deus</strong></em>”. Primeiramente nós temos de ser libertos da futilidade, da degeneração, e entramos na filiação. E aos filhos maduros de Deus será outorgada também a autoridade para libertar toda a criação da futilidade. É justamente aqui que nos encontramos.</p>



<h4 class="has-text-align-center wp-block-heading">Promessa de salvação completa</h4>



<p><em>“Sabemos que até hoje toda a criação geme e padece, como em dores de parto. E não somente ela, mas igualmente nós, que temos os primeiros frutos do Espírito, também gememos em nosso íntimo, esperando com ansiosa expectativa, por nossa adoção, como filhos de Deus, <strong>a redenção do nosso corpo</strong>”</em>. Paulo associa a nossa adoção como filhos com a redenção do nosso corpo mortal. Gênesis, que relata o princípio de todas as coisas, registra que por causa do pecado de Adão e Eva toda a criação recebeu os efeitos do pecado: degeneração e morte. Gênesis começa relatando todos os atos criativos de Deus e expressa que tudo o que Deus criou era bom. Entretanto, com o advento do pecado e consequentemente desconexão e desarmonia do espírito humano com o Criador, morte penetrou na natureza humana e em toda a criação. Agora, porém, em Cristo Jesus, o “segundo Adão”, nos é apontada a esperança e promessa da nossa plena salvação: nós seremos regenerados completamente (<strong>Hebreus 7:25</strong>) do nosso espírito, alma e corpo, e o reflexo disso será a regeneração de todo o mundo criado. “<em>Porquanto, precisamente, nessa esperança fomos salvos. Contudo, esperança que se vê não é esperança; pois como pode alguém anelar por aquilo que está vendo?”</em> Que tenhamos olhos para vê toda a provisão que há em Cristo e que nos está sendo entregue nestes dias como herança. Mas não queremos apenas ver o Reino de Deus e o cumprimento da promessa, queremos entrar e participar.</p>



<p>A <strong>palavra <em>salvação</em></strong>, no original grego, tem um significado muito amplo. A palavra significa “<strong>livramento, saúde </strong>ou<strong> ser saudável</strong>”. O conceito é que não apenas fomos salvos, ou libertos, de situações como do jugo de escravidão do pecado, de Satanás e do mundo. Mas a salvação implica que o Senhor está trazendo saúde e vida em abundância para nós. A saúde divina nos traz imunidade, Sua força, Sua natureza e vida plena. “<em>Que o próprio Deus da paz vos santifique <strong>integralmente</strong>. Que <strong>todo</strong> o vosso espírito, alma e corpo sejam mantidos irrepreensíveis na vinda” </em>(parusia) “<em>de nosso Senhor Jesus Cristo. Aquele que vos chamou é fiel, e Ele também o fará”</em>. (<strong>1 Tessalonicenses 5:23, 24 </strong>naVKJ). O Senhor é fiel e a obra de salvação que Ele começou em nós será integral, completa, alcançará a saúde plena de nosso espírito, alma e corpo.</p>



<p>Até agora temos recebido vida da parte do Senhor, mas a promessa é que teremos vida após a “vírgula”, vida em abundância, em plenitude: “<em>O ladrão não vem, senão para roubar, matar e destruir. Eu vim para que as ovelhas tenham vida</em><strong><em>,</em></strong><em>”</em> e a vida após a vírgula:<em> “e a vida em plenitude”</em>. (<strong>João 10:10 </strong>&#8211; VKJ). Plenitude é a promessa e o nosso clamor, <strong>Efésios 3:19; 4:13</strong>.</p>



<h4 class="has-text-align-center wp-block-heading">A origem espiritosomática das doenças e da morte</h4>



<p>Os psicólogos, psiquiatras e psicoterapeutas têm utilizado o termo “<strong>doenças psicossomáticas</strong>” ao se referir às doenças físicas ou não, que tem seu princípio na mente ou alma. Não há mais dúvidas de que grande parte das doenças que surgem em nosso corpo tem sua origem em nossos pensamentos e emoções. Ou seja, a saúde mental e psicológica está ligada diretamente à saúde física.</p>



<p>Agora me deixe ampliar o seu entendimento e introduzir uma nova terminologia: as <strong>doenças espiritosomáticas</strong>. Não temos nenhuma dúvida sobre a veracidade das doenças psicossomáticas, mas uma visão mais ampla dos fatos faz-nos compreender que todos os males e doenças que sobrevêm ao ser humano têm sua origem no espírito humano e na qualidade de sua relação com Deus, o Criador. O livro de Gênesis nos revela que no dia em que Adão e Eva pecaram, eles morreram porque Deus havia dito: “<em>No dia em que dela comeres, certamente morrerás</em>”. Os espíritos de Adão e Eva se tornaram mortos e ficaram na “escuridão”, privados da participação da Luz e Vida que há em Deus. Os espíritos deles morreram, suas almas tornaram-se mortal, mas eles não morreram naquele dia, pois Adão viveu por 930 anos (<strong>Gênesis 5:5</strong>). O espírito de Adão morreu, sua alma entrou em um eclipse de forma que ele não mais pôde se comunicar com Deus e, fisicamente, ele passou para um estado escuro de futilidade, tendo a morte reinando sobre ele a partir daquele momento. A futilidade e a morte entraram na natureza humana e em toda a criação por causa do pecado da desobediência, ou como Paulo denomina: ofensa. Assim como a desobediência desconecta o nosso espírito da harmonia que há em Deus, a obediência é o caminho para nos conectar ao Pai.</p>



<h4 class="has-text-align-center wp-block-heading">Toda doença e morte emanam, fundamentalmente, do espírito humano</h4>



<p>Na Bíblia encontramos a relação entre saúde física, mental e espiritual. Os <strong>Provérbios de Salomão</strong> nos ensinam, em diversos textos, que ao seguirmos os conselhos e ensinamentos do Senhor, sendo obedientes a Ele, estaremos nos protegendo de doenças, males, frustrações e dos laços do pecado. “A saúde está nos ossos da pessoa”, o que é mencionado por diversas vezes no livro de Provérbios. Como frequência, a palavra “ossos” é usada para falar do corpo inteiro, porquanto o esqueleto forma o arcabouço em torno do qual fica unida a totalidade do corpo (<strong>3:8; 14:30; 15:30 e 16:24</strong>). Isso reforça que a saúde espiritual e a saúde física estão intimamente relacionadas.</p>



<p>Há três outros Provérbios que exemplificam claramente essa relação entre a saúde espiritual, mental e física (<a href="https://raibarreto.com.br/nossa-natureza-triuna-espirito-alma-e-corpo/">lembre-se que somos um ser triuno, onde todos os três elementos estão interconectados</a>). Vejamos o primeiro texto: “<em>Filho meu, dá atenção às minhas instruções; aos meus conselhos inclina os teus ouvidos. Jamais os percas de vista; guarda-os no mais íntimo das tuas entranhas, pois são <strong>vida</strong> para quem os encontra e <strong>saúde</strong> para o seu corpo”. </em>(<strong>Provérbios 4:20-22 </strong>&#8211; VKJ). Uma das recompensas para os que buscam a sabedoria de Deus, e pratica os Seus conselhos são: a vida e saúde física. Sabemos que os estados mentais e espirituais influenciam o corpo físico para o bem ou para o mal.</p>



<p>O segundo Provérbio é: “<em>Não sejas sábio aos teus próprios olhos; teme ao Senhor e aparta-te do mal. Isso se constituirá em saúde para o teu corpo e vigor para os teus ossos</em>”. (<strong>Provérbios 3:7, 8</strong> &#8211; VKJ). Este Provérbio ensina que “<em>temer ao Senhor e apartar-se do mal</em>” (saúde espiritual) produz saúde mental e física. Paulo confirma a verdade contida neste Provérbio ao ensinar a seu filho na fé, Timóteo, uma grande verdade: “<em>Exercita-te, porém, na piedade. Pois o exercício físico para pouco é proveitoso, mas a piedade para tudo é proveitosa, porque tem a promessa da vida que agora é e da que há de ser</em>”. (<strong>1 Timóteo 4:7b, 8</strong>). A cultura greco-romana elevava o estado de perfeição humana ao culto do corpo, e Paulo lembra a Timóteo que o cuidado com o corpo é importante, mas nada comparado a um caminhar com Deus em piedade. E Paulo vai mais além, afirmando que uma vida cheia da prática piedosa traz a promessa de VIDA, tanto para a nossa vida presente com a porvir, a vida eterna. Paulo ensina a prioridade que se deve dar ao nosso caminhar com Deus em retidão e inteireza de coração, buscando o Reino de Deus como primazia.</p>



<p>Vejamos o terceiro Provérbio: “<em>O coração bem disposto” </em>(ou alegre) <em>“é remédio de grande eficácia, mas a alma deprimida consome até dos ossos do corpo todo o vigor</em>”. (<strong>Provérbios 17:22 </strong>&#8211; VKJ). Aqui é expressa a relação entre mente e corpo, como que nossas emoções afetam nossas condições físicas.</p>



<p>Os pesquisadores científicos descobriram em estudos controlados que a <strong>gargalhada</strong> alegre e feliz produz mudanças mensuráveis no sistema imunológico de uma pessoa. Você, na verdade, pode ajudar seu corpo a lutar melhor contra as doenças sendo uma pessoa alegre! Hoje está cada vez mais comum grupos de palhaços prestarem serviços nos hospitais infantis, que interagem com os pacientes para promover alegria a eles e ao ambiente hospitalar. O resultado é que se conseguem melhores resultados na recuperação das crianças. Esta prática também está sendo levada aos asilos e orfanatos.</p>



<p>Biblicamente, nossas dimensões física, mental e espiritual estão intimamente relacionadas. Vemos diversas histórias de personagens que tiveram problemas de saúde em uma dessas dimensões e consequentemente as outras também sofreram. Vemos Davi, por exemplo, que por pecar com Bateseba, teve grande sofrimento psíquico e consequentemente físico (<strong>Salmos 32:3 e 4</strong>). Também Tiago revela que doenças podem surgir no corpo das pessoas por causa de pecados (<strong>Tiago 5:14, 15</strong>). Quantas vezes ouvimos Jesus perdoar os pecados das pessoas que O procuravam para ser curadas de doenças físicas? (<strong>Mateus 9:2-6</strong>). Portanto, está comprovado: o salário do pecado é a doença e a morte, o perdão produz saúde e vida (<strong>Romanos 6:23</strong>).</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>O salário do pecado é a doença e a morte, o perdão produz saúde e vida.</p></blockquote>



<p>Deus deseja que tenhamos saúde de forma plena, completa, e não apenas em uma ou outra dimensão, até porque quando uma dessas três dimensões (física, mental ou espiritual) não estiver bem, as outras consequentemente serão afetadas!</p>



<p>Os pesquisadores contemporâneos têm relutado em documentar uma verdade que a Bíblia estabeleceu há muito tempo: os seres humanos são um todo indivisível. O que normalmente dividimos em partes físicas, mentais/sentimentais e espirituais, na verdade são coisas inter-relacionadas e inseparáveis. Em outras palavras, o que afeta a mente, afeta o corpo. Nossa condição espiritual tem efeitos sobre nossa condição física, e vice-versa. Somos seres inteiros e integrados.</p>



<p class="has-text-align-center">Leia a mensagem na íntegra para se aprofundar neste assunto tão vital para nossa vida em Cristo. Baixe o <strong>arquivo PDF</strong> abaixo:</p>



<div class="wp-block-file"><a href="https://raibarreto.com.br/wp-content/uploads/2020/05/A-Última-Fronteira-Rai-Barreto.pdf">A-Última-Fronteira-Rai-Barreto</a><a href="https://raibarreto.com.br/wp-content/uploads/2020/05/A-Última-Fronteira-Rai-Barreto.pdf" class="wp-block-file__button" download>Baixar</a></div>



<p></p>
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		<title>Nos Alimentando do Amor de Deus</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rai Barreto]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 May 2020 15:34:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2. EVANGELHO DA GRAÇA]]></category>
		<category><![CDATA[Transformação e Santificação]]></category>
		<category><![CDATA[AMOR DE DEUS]]></category>
		<category><![CDATA[graça]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Nós amamos porque ele nos amou primeiro” (1 João 4:19). Nossa capacidade para amar é criada por causa do fluir do Seu amor para nós. </p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<h6 class="has-text-align-right wp-block-heading"><em>Por: Raimundo Barreto<br><a href="mailto:contato@raibarreto.com.br">contato@raibarreto.com.br</a></em></h6>



<p>Normalmente nos baseamos no ensinamento de Paulo em <strong>1 Coríntios 13</strong> como sendo a definição do amor. Na realidade, neste texto, Paulo está nos ensinando as características ou as formas de expressão do amor: o amor é paciente, benigno, não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, etc. Porém, a definição de amor nos é ensinada por João, o discípulo amado: “<em>Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados”</em> (<strong>1 João 4:10</strong>). Esta palavra “<strong>propiciação</strong>” tem um significado maravilhoso: <strong>sacrifício para evitar a ira</strong>. O amor se define não por nosso amor a Deus, mas no Seu amor para conosco.</p>



<p>A Lei centraliza o amor em nossa própria capacidade: “Você deve amar a Deus! Deve amá-Lo de todo o seu coração, força e entendimento” (<strong>Deuteronômio 6:5</strong>). A Lei exige esta prioridade do nosso amor a Deus. E as pregações continuam ainda hoje: “Você deve amar a Deus sobre todas as coisas!” Sim, está corretíssimo. Entretanto a pergunta é: “Mas como eu faço para amar a Deus com toda a minha capacidade?” Aí, então, este ensinamento de João vem abrir o nosso entendimento a respeito de como nos alimentarmos primeiro do amor de Deus para que possamos devolvê-Lo o amor.</p>



<p>&nbsp;<em>“<strong>Nós amamos porque ele nos amou primeiro</strong></em>” (<strong>1 João 4:19</strong>). Nossa capacidade para amar é criada por causa do fluir do Seu amor para nós. O amor de Deus é criativo. Paulo, o apóstolo da graça, nos ensina, em <strong>Romanos 5:5</strong>, que Deus tem derramando o Seu amor em nossos corações pelo Espírito Santo. Todo o capítulo cinco de Romanos fala a respeito de sermos justificados pela fé, de Deus irradiando Seu amor e o derramando em nossos corações para que nos tornemos submersos nesse amor. Nós nos tornamos completamente novas criaturas no Senhor por causa desse amor. João diz que nós O amamos porque primeiro Ele nos amou.</p>



<p>Deus nos dá o primeiro e grande mandamento: “<em>Amarás ao Senhor teu Deus com todo teu coração, com toda a tua alma, com toda a tua mente e com toda a tua força</em>”. Em seguida Ele nos diz: “<em>Ama a teu próximo como a ti mesmo</em>” (<strong>Marcos 12:30, 31</strong>). A questão é que a Lei revela a completa incapacidade do homem para fazer a vontade de Deus, a não ser que este se aproprie da graça divina. Aquele que ama é nascido de Deus, e é Deus nele que o capacita a amar: “<em>Amados, amemo-nos uns aos outros, porque <strong>o amor procede de Deus</strong>; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus</em>” (<strong>1 João 4:7</strong>). Deus é a fonte do amor. Nós O amamos porque primeiro Ele nos amou. Ele derramou Seu amor em nossos corações e nós O estamos amando de volta com uma capacidade que Ele criou. Ele colocou algo de Sua própria natureza dentro de nós. Seus filhos olham para Ele com aquilo que nasceu do Pai &#8211; a natureza santa de Deus &#8211; e dizem: “Aba Pai, nós Te amamos. Com todo o nosso coração Te amamos”. Não poderíamos dizer e manifestar este amor, se Ele não tivesse nos amado com esse amor criativo.</p>



<p>O conceito geral que as pessoas têm é que amamos ao Senhor porque o Senhor nos amou e fez tudo por nós. Esta não é a razão pela qual O amamos. Nós O amamos porque Seu amor cria em nós a capacidade para amar. Nós O amamos porque Ele nos amou primeiro. Seu amor foi o fator precedente, e você está só refletindo de volta o amor d’Ele. Na realidade, é mais do que refletir: é Seu próprio amor voltando para Ele numa nova criação, que somos nós em Cristo. Que tremendo é quando Deus começa a gerar esse amor! Se desejamos que esse amor seja reproduzido em nós, devemos nos lembrar de que ele é um produto do Espírito; é algo operado completamente por Deus: “<em>Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei</em>” (<strong>Gálatas 5:22, 23</strong>).</p>



<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">Precisamos ter a compreensão do amor que Deus tem por nós</h3>



<p>Deus deixou Israel durante 1.500 anos sob o regime da Lei que exigia deles. E o cumprimento de toda a Lei se resumia em: “Me ame de todo o teu coração, toda tua alma, toda a tua mente e toda a tua força. E ame o seu próximo como a ti mesmo”. E alguém cumpriu isso? Os melhores homens e mulheres que viveram sob a Lei falharam em amar a Deus sobre todas as coisas, até mesmo Davi. Porque a Lei condena até mesmo os melhores (<strong>Romanos 3:19, 20, 23</strong>). Porém a graça salva o pior dos homens (<strong>Romanos 5:20, 21</strong>). A Lei exige a justiça do homem, mas a graça <em>imparte</em> a justiça como um dom (<strong>Romanos 5:17</strong>). A Lei exige do homem o amor; a graça derrama o amor de Deus em nossos corações. Debaixo da Lei Deus disse: “<em>Não te chegues para cá”</em> – não se aproxime de Mim &#8211;<em>; “tira as sandálias dos pés, porque o lugar em que estás é terra santa</em>” (<strong>Êxodo 3:5</strong>). Debaixo da graça, quando o filho pecador voltou para a casa, o pai recebe o seu filho e ordenou aos seus servos: <em>“&#8230;Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés&#8230;</em>”, porque este meu filho estava morto e revivei e tem direito a estar na minha presença (<strong>Lucas 15:22</strong>).</p>



<p>Deus sabia que o homem falharia e que ninguém seria capaz de guardar a Lei. Mas o homem não sabia que não guardaria a Lei. Por três vezes o povo, arrogantemente, declarou: “<em>Tudo o que o Senhor falou faremos”</em> (<strong>Êxodo 19:8; 24:3, 7</strong>). Porém, mesmo antes da Lei ser anunciada ao povo por Moisés, eles fizeram o bezerro de ouro para adorar &#8211; já transgredindo o primeiro mandamento. Deus deu a Lei para fazer o homem chegar ao seu limite e abater a sua jactância, arrogância e autoconfiança (<strong>Romanos 3:23, 24, 27a</strong>). A Lei não foi dada para salvar ou justificar o homem, porque “<em>pela Lei vem o pleno conhecimento do pecado</em>”, não o conhecimento de Deus (<strong>Romanos 3:19, 20</strong>).</p>



<p>Então, Deus disse: “Basta! Veio a hora em que Eu vou amá-los com todo o Meu coração, com toda a Minha Alma e toda a Minha força. Vou provar o Meu amor por todos vocês”. “<em>Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna</em>” (<strong>João 3:16</strong>). “<em>Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores</em>” (<strong>Romanos 5:8</strong>). “<em>Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus” </em>– <strong>Sim!, todos nós falhamos em cumprir a Lei e amá-Lo</strong> &#8211; ”<em>mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados”</em> (<strong>1 João 4:10</strong>). Todos nós precisamos reconhecer que não O amamos sobre todas as coisas. Então, é necessário nos humilharmos e buscarmos nos alimentar do Seu amor. Nossa capacidade de amar é criada por causa do fluir do Seu amor para nós.</p>



<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">Abandone a introspecção: Se alimente do amor de Deus</h3>



<p>Então, a cada dia, deve ser não o nosso amor para com Deus, mas o Seu amor para conosco. Em nós não há o amor perfeito. Nós O amamos porque Ele nos amou primeiro. Paulo revela que o amor de Cristo nos constrange, porque um morreu por todos (<strong>2 Coríntios 5:14</strong>). Devemos viver o nosso dia a dia na consciência do Seu grande amor para conosco, não na introspecção da nossa insuficiência em amá-Lo sobre todas as coisas. Esta introspecção e exigência só traz condenação e morte.</p>



<p>Estamos conscientes do quanto Ele nos ama. Então vivemos sob um foco intenso do amor do Pai para conosco. Há uma luz brilhante do amor de Deus sobre você, como um holofote. Viva como o apóstolo Paulo: “&#8230;<em>logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, <strong>vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim</strong></em>” (<strong>Gálatas 2:20</strong>). Paulo, em seu viver diário, se alimentava do amor de Cristo e do Pai. Quanto mais você crê &#8211; não no seu amor a Deus, mas no amor de Deus para com você &#8211; mais você O amará.</p>



<p>O que é mais confiável e estável: o seu amor por Deus ou o amor de Deus para com você? O seu amor por Deus é inconstante, cheio de altos e baixos. No domingo, após o culto, o seu amor por Deus está em alta. Na próxima quarta-feira, o amor diminui. E é sempre assim, hora seu amor está intenso e em outro momento fraco. Por isso lembro: abandone a introspecção, fixe a sua fé no Filho de Deus e no Seu amor para com você. Mantenha sua fé no amor de Deus para com você, pois este amor é constante, estável e perfeito. Esta consciência e fé produzirão estabilidade no seu amor e caminhar com Ele. O amor de Deus para com você não varia nem muda. “<em>Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança</em>” (<strong>Tiago 1:17</strong>). &nbsp;</p>



<p>Este é o pacto do Novo Testamento: Nós o amamos, porque Ele nos amou primeiro. A introspecção é muito perigosa, pois nos mantém ocupados com nós mesmos. Não há nada mais doloroso e deprimente do que estar ocupado consigo mesmo: “&#8230;<em>logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim”</em>. Ocupe-se com Cristo e Seu amor para com você. É nisto que você deve focalizar a sua consciência, fé e esperança. Deus quer que nos ocupemos com Cristo e focalizemos nEle (<strong>Hebreus 12:2</strong>).</p>



<p>As Escrituras sempre descrevem Cristo como Se posicionando no centro de todas as coisas. “<em>Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou <strong>no meio</strong> deles”. </em>(<strong>Mateus 18:20</strong>). <em>“Estando as portas trancadas, veio Jesus, pôs-se <strong>no meio</strong> e disse-lhes: Paz seja convosco!</em>” (<strong>João 20:26b</strong>). Quando Ele se coloca no meio, a Sua paz nos envolve. “<em>Jamais terão fome, nunca mais terão sede, não cairá sobre eles o sol, nem ardor algum, pois o Cordeiro que se encontra <strong>no meio do trono</strong> os apascentará e os guiará para as fontes da água da vida. E Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima</em>” (<strong>Apocalipse 7:16, 17</strong>).</p>



<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">Deus não examina você e suas falhas: Ele examina o Cordeiro!</h3>



<p>Deixe eu te explicar algo simbólico a respeito dos animais imolados e oferecidos nos sacrifícios pelo pecado. Quando uma pessoa pecava ou oferecia oferta voluntária ao Senhor, conforme prescrito na Lei, deveria se apresentar diante do Senhor com um novilho ou cordeiro sem defeito (<strong>Levítico 22:17-25</strong>). Quando o novilho era trazido à porta da tenda da congregação, perante o Senhor, o sacerdote não examinava o ofertante ou pecador, mas o cordeiro ou novilho. Era observado se o animal não era: “<em>Cego, ou aleijado, ou mutilado, ou ulceroso, ou sarnoso, ou cheio de impigens, ter testículos machucados ou cortados”</em>.</p>



<p>O sacerdote não examinava o ofertante, mas a oferta. Quando pecamos ou falhamos, Deus não olha para nós, pensando: “Será que este ofertante é bom?” Não! Deus examina o quão bom é o Cordeiro. A questão, agora, não é o quão bom ou perfeito eu sou, mas o quão bom e perfeito é o Cordeiro. Jesus Cristo, O Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, foi examinado e achado sem mácula (<strong>Hebreus 9:14</strong>). Deus nos amou sendo nós ainda pecadores e por isso nos Deus o Seu único Filho como propiciação pelos nossos pecados.</p>



<p>Voltando ao livro de <strong>Levítico</strong>, nos é apresentada a orientação sobre o sacrifício pelo povo. O texto de <strong>Levítico 16:21</strong> registra: “<em>Arão porá <strong>ambas as mãos sobre a cabeça do bode</strong> <strong>vivo</strong> e sobre ele <strong>confessará todas as iniquidades dos filhos de Israel</strong>, todas as suas transgressões e todos os seus pecados; e os porá sobre a cabeça do bode e enviá-lo-á ao deserto, pela mão de um homem à disposição para isso</em>”. Cristo é o nosso Cordeiro que foi imolado na Cruz.</p>



<p>Duas coisas acontecem quando se coloca a mão sobre a cabeça do bode ou do cordeiro vivo. Primeiro, ao confessar todos os pecados sobre o animal, estamos transferindo todo o pecado e mal para ele. Segundo, a justiça (ou pureza) do cordeiro se transfere para você. Assim acontece, <strong>pela fé</strong>, quando lançamos todos os nossos pecados ao Cordeiro de Deus: Nossos pecados entram no Cordeiro e a Sua justiça nos é impartida como um dom (<strong>Romanos 5:17</strong>). Tudo acontece pelo princípio espiritual da transferência em mão dupla. Você se achega cheio de pecado e sai cheio de graça e de justiça. E o sangue do Cordeiro foi derramado e purificou nossas consciências. Não há mais culpa em nossas consciências.</p>



<p>Muitos cristãos cometem um grande erro de interpretação no ensinamento de Paulo a respeito da Ceia. Em <strong>1 Coríntios 11:28</strong>, aonde está escrito: “<em>Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e, assim, como do pão, e beba do cálice”</em>, o contexto e o grego não deixam dúvidas quanto à compreensão de que a questão é o modo (a maneira) como discernimos o corpo de Cristo, não como nós devemos nos examinar. <strong>A questão nunca é o ofertante, mas a oferta</strong>. A questão não é o estado do nosso coração, mas o nosso discernimento da oferta do corpo e do sangue de Jesus Cristo que nos traz saúde divina. Porque os crentes da igreja em Corinto não tinham um discernimento correto dos benefícios do sangue e do corpo de Cristo, havia entre eles “<em>muitos fracos e doentes e não poucos que dormem”</em> (morrem). (Leia em meu blog a mensagem: “<strong><a href="https://raibarreto.com.br/discernindo-o-corpo-de-cristo-a-ceia-do-senhor/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Discernindo o corpo de Cristo</a></strong>”, aonde tem uma explicação completa sobre esta passagem que fala da Ceia do Senhor).</p>



<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">A questão central não é o seu amor por Ele,<br>mas o grande amor dEle por você</h3>



<p>A questão central não é o seu amor por Ele, mas o grande amor dEle por você. Entenda que você não é o centro do mundo ou o protagonista da história. O mundo não gira em torno de você, mas de Deus: “<em>Pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos, como alguns dos vossos poetas têm dito: Porque dele também somos geração</em>” (<strong>Atos 17:28</strong>).</p>



<p>Deus nos ama! Quão maravilhoso é ser capaz de sentir isso, ser capaz de erguer os olhos e dizer: “O Senhor me ama!” Nossos corações deveriam estar completamente apercebidos do quanto Deus nos ama. Ele está irradiando o Seu amor para nós; e quanto mais recebemos este amor, mais ele cria dentro de nós. Então, abra o seu coração e diga: “Senhor, Eu sei que Você me ama, sei que Você me ama mais do que o meu coração é capaz de entender”. A nossa pequena mente nunca será capaz de compreender este perfeito amor. É um amor que vai além do conhecimento – Deus, que criou o vasto universo, focaliza o Seu amor e o irradia para nós, nos redimindo, salvando e nos criando à Sua própria imagem e com a capacidade de amá-Lo.</p>



<p>O que Deus está fazendo em tudo isto? Ele está Se esforçando para criar em nós um amor que flua de volta para Ele, um amor tão grande que nada neste mundo possa ser o seu rival.</p>



<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">O contraste entre João e Pedro</h3>



<p>João compartilhou no Evangelho e em suas cartas o que ele viveu. Devemos abrir os nossos corações para entendermos o ensinamento de João. O <strong>nome de João</strong> tem&nbsp;origem&nbsp;no hebraico <strong><em>Yehokhanan</em></strong>, <strong><em>Iohanan</em></strong>, composto pela união dos elementos Yah, que&nbsp;significa&nbsp;“Javé, Jeová, Deus”, e hannah, que quer dizer “graça”. Sendo assim, o nome João significa&nbsp;“<strong>Deus é cheio de graça</strong>”, ou “<strong>a graça de Deus</strong>”. Não é maravilhoso? O Evangelho diz que João era “<em>o discípulo a quem Jesus amava</em>” (<strong>João 20:2; 19:26; 21:7, 20</strong>). Eu sempre me perguntei: “Qual o segredo de João? Por que João era tratado por Jesus com este amor especial?” Então descobri que a chave deve estar no próprio Evangelho de João, porque é lá que temos as quatro passagens que se referem a ele como o discípulo amado. E creio que João fez a questão de registrar, não para sua glória pessoal, mas para nos revelar o grande segredo.</p>



<p>Na última noite com os Seus discípulos, antes de Jesus ser crucificado, o Evangelho registra alguns fatos inusitados. Após ter lavado os pés dos Seus discípulos e tomado a Ceia com eles, Jesus se levantou e afirmou que, por causa de Sua morte, todos eles se escandalizariam, como está escrito: “<em>Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho ficarão dispersas”</em>. Então <strong>Pedro</strong>, apontando para todos os outros discípulos, falou: “Senhor, mesmo que todos Te abandonem e se escandalizem, eu nunca Te abandonarei, nunca Te negarei, nunca serás um tropeço para mim. Ainda que seja necessário morrer contigo, de nenhum modo te negarei”. E Jesus respondeu: “<em>Pedro, em verdade te dito que, nesta mesma noite, antes que o galo cante, tu me negarás três vezes”</em> (<strong>Mateus 26:31-35</strong>).</p>



<p>Além de Pedro e Judas, outro discípulo é focalizado naquela última cena: <strong>João</strong>. O texto agora é <strong>João 13:21-26</strong>. Quando Jesus afirmou: “<em>Em verdade, em verdade vos digo que um dentre vós me trairá”</em> (<strong>vs. 21</strong>), todos ficaram curiosos. E o texto continua: “<em>Ora, ali estava conchegado a Jesus um dos seus discípulos, aquele a quem amava&#8230;</em>” (<strong>vs.</strong> <strong>23</strong>). E Simão Pedro fez sinal a João para perguntar a Jesus a quem Ele se referia.</p>



<p>O texto contrasta o comportamento de Pedro e o de João. O nome <strong>Pedro</strong> significa <strong>pedra</strong> e representa a <strong>Lei</strong>: aquela pessoa que promete jamais negaria o Senhor, que O ama a ponto de dar a sua vida por Ele. Já <strong>João</strong> (a <strong>graça</strong>) estava aconchegado ou “<em>reclinado sobre o peito de Jesus”</em> (Bíblia King James). Segundo o costume daquela época, o Senhor se reclinava no chão com o apoio do cotovelo para comer. E João, o discípulo amado, se reclinava sobre o peito de Jesus. Esta sena é um retrato de que João se apoiava no amor do Senhor para com ele. E Jesus revelou a João o segredo do Seu coração, compartilhando quem era o traidor: “<em>É aquele a quem eu der o pedaço de pão molhado”</em> (<strong>vs. 26a</strong>). Quando nos apoiamos e confiamos no amor de Cristo por nós, como fez João, e não no nosso amor por Ele, como fez Pedro, escutamos o coração de Jesus.</p>



<p>Antes que acabasse aquela noite singular, onde estava Pedro, o discípulo que declarou que nunca negaria o Senhor e que, se preciso fosse, daria a sua vida por Ele? Pedro estava negando o Senhor por três vezes. E onde estava João, <strong>o discípulo amado</strong>? João foi o único dos discípulos que permaneceu com Jesus ao pé da cruz, juntamente com as três Marias e Marta (<strong>João 19:25-27</strong>). Note que João sabia que o Senhor o amava e nisto estava a sua confiança. <strong>Pedro</strong> representa todos aqueles que confiam no seu próprio amor pelo Senhor, na sua capacidade de amá-Lo até à morte. Já <strong>João</strong> representa aqueles que creem na graça e confiam no amor do Senhor por eles. A revelação do amor de Jesus por eles, os capacitam a serem fiéis ao Senhor. Com quem você se identifica: com Pedro ou com João?</p>



<p>O que nos fortalece? Nos alimentar do Seu amor e graça! Não devemos nos alimentar do nosso amor por Ele, mas do Seu amor por nós. Jesus Se alimentava em fazer a vontade do Pai. Nós nos alimentamos do Seu amor por nós. Em qualquer situação da vida você deve estar consciência da luz que brilha sobre você, do amor que Deus tem emanando para a sua vida. Perceba a luz, o favor e a graça do Senhor sendo ministrada a você, pelo Espírito Santo. Você é um filho e amado, no Amado, participando da riqueza da Sua graça (<strong>Efésios 1:3-6</strong>).</p>



<p>João não teve medo da morte quando permaneceu ao pé da cruz. Por isso ele compreendeu o perfeito amor que lança fora todo o medo. “<em>No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor</em>” (<strong>1 João 4:18</strong>). Já Pedro, naquele momento, teve medo de ser pego pelas autoridades e também ser morto. Confie no amor do Senhor para com você e seja livre de todo o medo.</p>



<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">O amor de Deus nos sustenta e encoraja</h3>



<p>Quando Jesus saiu das águas do batismo, Ele ouviu a voz do Pai que veio dos céus e que dizia: “<em>Este é o meu <strong>Filho amado</strong>, em quem me comprazo”</em> (<strong>Mateus 3:17</strong>). Logo em seguida, Jesus foi levado pelo Espírito Santo para a Sua primeira grande provação: ser tentado pelo diabo no deserto. Então, por duas vezes o diabo O tentou, dizendo: “<em>Se és Filho de Deus&#8230;”</em> (<strong>vss. 4:3, 6</strong>). Note que o diabo omitiu uma palavra: “<strong>Amado</strong>”. O Pai afirmou: “<em>Tu és meu Filho amado”</em>. E o diabo questionou a consciência de filiação de Jesus e, ainda, omitiu a palavra amado: “<em>Se és Filho de Deus”</em>. Porque era contraproducente ao diabo lembrar a Jesus que Ele era um <strong>Filho amado</strong> do Pai. Quando sabemos que somos filhos Deus e que temos o Seu amor, as tentações não terão força contra nós.</p>



<p>Nos momentos da nossa vida que passamos por provações ou dificuldades, precisamos permitir que o Espírito Santo nos lembre que também somos filhos amados. A consciência de nossa identidade e do perfeito amor incondicional do Pai, nos fortalece para superarmos todas as dificuldades. Satanás sempre vai querer omitir a verdade de que você é um filho amado do Pai. Você está no Amado! Você está reclinado no peito de Jesus e não deve ter medo de nada. A consciência deste perfeito amor de Deus por você, lança fora todo o medo.</p>



<p>Quando uma criança tem um pesadelo noturno, ela procura correr para os braços do pai (ou da mãe). Reclinada no braço do pai (ou da mãe), recebendo a emanação daquele amor, ela se sente protegida, confiante, corajosa e sem medo. Permaneça inclinado no peito de Jesus, ouvindo o batido do Seu coração: aqui está o segredo de João.</p>



<p>É com este mesmo coração que os presbíteros, pais e professores das Escolas do Reino devem ministrar às suas ovelhas, filhos e alunos: afirmando o amor e bondade de Deus para com elas: “<em>Quão preciosa é, ó Deus, a tua <strong>benignidade</strong> (<strong>graça</strong>)! E por isso os filhos dos homens se abrigam à sombra das tuas <strong>asas</strong>&#8230; Estende a tua benignidade (graça) sobre os que te conhecem, e a tua <strong>justiça</strong> sobre os retos de coração”</em> (<strong>Salmos 36:7, 10</strong>).</p>



<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">Deus não mais se ira contra você</h3>



<p>O <strong>capítulo 53 de Isaías</strong> descreve com riqueza de detalhes o sofrimento vicário de Jesus na Cruz, sendo, Ele mesmo, a “<strong>propiciação</strong>” por nossos pecados. Lembra da definição de “propiciação”? &#8211; <strong>sacrifício para evitar a ira </strong>(confira <strong>Hebreus 2:17</strong> e <strong>1 João 2:2</strong>). Os <strong>versículos 6 e 7</strong> dizem: “<em>Todos nós antávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava do caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós outros. Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro&#8230;”</em>. Como consequência da obra perfeito de Jesus na cruz, fazendo a propiciação pelos pecados, descrita no capítulo 53, o <strong>capítulo 54</strong> descreve a grande misericórdia do Senhor e Seu juramento: “<em>&#8230;e assim jurei que não mais me iraria contra ti, nem te repreenderia”</em> (<strong>vs. 9</strong>). Deus fez, por meio de Jesus Cristo, uma aliança de paz conosco que jamais seria removida (<strong>vs. 10</strong>). Já o <strong>capítulo 55</strong> tem uma descrição da perpétua aliança de graça e misericórdia que o Senhor firmaria conosco, por meio de Jesus Cristo: “<em>&#8230;porque convosco farei uma aliança perpétua, que consiste nas fiéis misericórdias prometidas a Davi”</em> (<strong>vs. 3b</strong>).</p>



<p>Davi morreu sem experimentar em sua vida esta aliança de misericórdia. Paulo lembra que Davi almejou este dia, quando seria “<em>bem-aventurado o homem a quem Deus atribui justiça, independente de obras: Bem-aventurado aquele cujas iniquidades são perdoadas, e cujos pecados são cobertos; bem-aventurado o homem a quem o Senhor jamais imputará pecado”</em> (<strong>Romanos 4:6-8</strong>). Hoje participamos da nova aliança da graça e misericórdia do Senhor, quando Deus não se lembra mais dos nossos pecados (<strong>Hebreus 10:17</strong>) e nós estamos salvos da ira de Deus:&nbsp; “<em>Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira”</em> (<strong>Romanos 5:9</strong>).</p>



<p>No Novo Testamento não há nenhum registro que Deus se ira contra os Seus filhos, por causa dos seus pecados. Porque toda a ira de Deus contra o pecado foi liberada sobre Jesus, na Cruz. Porque Cristo nos impartiu o dom a Sua justiça, agora a graça e o amor podem reinas em nossas vidas (<strong>Romanos 6:20, 21</strong>). Em Isaías ficou registrado que Deus jurou não mais se irar contra nós, Seus filhos. Ele não precisava ter jurada. Entretanto, este juramente é mais uma garantia para nós. Agora, o perfeito amor e graça, lançam fora todo o medo: somos filhos amados do Pai. Devemos crer na verdade. Crendo corretamente, sentimentos e pensamentos verdadeiros surgem em nossos corações.</p>



<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">O fruto do Espírito Santo</h3>



<p>Toda vez que você tem fé e consciência do amor de Deus por você, você o amará mais. O amor será um fruto espontâneo produzido pelo Espírito Santo em sua vida, não um esforço mental ou da alma.</p>



<p>Certa vez, Jesus foi convidado por um fariseu, por nome Simão, para que fosse jantar com ele (<strong>Lucas 7:36-50</strong>). Estando à mesa, uma mulher pecadora levou um vaso de alabastro com unguento e: “<em>estando por detrás, aos seus pés, chorando, regava-os com suas lágrimas e os enxugava com os próprios cabelos; e beijava-lhe os pés e os ungia com o unguente”</em>. O fariseu pensou que o Senhor deveria ter repreendido aquele ato (de amor), pois aquela mulher era pecadora. Mas Jesus lhe trouxe um ensinamento maravilhoso sobre o amor e a graça: “<em>Por isso, te digo: perdoados lhe são os seus muitos pecados, porque ela muito amou; mas aquele a quem pouco se perdoa, pouco ama</em>” (<strong>Lucas 7:47</strong>). Quanto mais consciente uma pessoa é do grande amor de Deus em perdoar seus muitos pecados, maior será o espontâneo amor dela para com Ele. Quanto menos uma pessoa é consciente do amor de Deus, pouco ela ama.</p>



<p>Jesus nunca exigiu amor das pessoas, mas sempre manifestou Seu perfeito amor e graça para com todos e, então, aqueles que recebem o Seu amor, passam a manifestar este mesmo amor. “<em>Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor&#8230;</em> <em>E nós <strong>conhecemos e cremos no amor que Deus tem por nós</strong>. Deus é amor, e aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus, nele</em>” (<strong>1 João 4:8, 16</strong>).</p>



<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">Deus provou o Seu amor por nós nos mandando um substituto</h3>



<p>“<em>Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores</em>” (<strong>Romanos 5:8</strong>). Uma das maiores demonstrações do amor de Deus para conosco é o fato dEle ter entregue o Seu filho para morrer por nós.</p>



<p>A história de Abraão, que iria oferecer seu único filho, Isaque, no altar, é uma figura do Amor de Deus por nós, que ofereceu Seu único Filho como propiciação por nossos pecados. “<em>Acrescentou Deus: Toma teu filho, teu <strong>único filho</strong>, Isaque, a <strong>quem amas</strong>, e vai-te à terra de <strong>Moriá</strong>; oferece-o ali em holocausto, sobre um dos montes, que eu te mostrarei”</em> (<strong>Gênesis 22:2</strong>). E o texto narra que Abraão subiu ao monte com Isaque e este levava a lenha do holocausto sobre os seus ombros. Que linda imagem, prefigurando Jesus Cristo levando a Sua cruz ao subir o monte do Calvário.</p>



<p>Quando Deus falou para Abraão que Isaque era o seu único filho, não mencionou Ismael, filho da serva Hagar, porque Isaque era o filho da promessa. O relato de Abraão entregando o seu único filho como holocausto é uma exata figura de Deus entregando o Seu único Filho, Jesus Cristo, para morrer por nós – o Cordeiro imolado na cruz. E Deus falou mais: “<em>&#8230;teu único filho, Isaque, <strong>a quem amas</strong></em>&#8230;”.</p>



<p>Deus, na realidade, nunca queria que Abraão imolasse o seu único filho, Isaque. Mas aquela cena é uma ilustração visual que se cumpriu na crucificação de Jesus Cristo. Salomão edificou a casa de Deus em Jerusalém, no <strong>Monte Moriá</strong> (<strong>2 Crônicas 3:1</strong>). Já o <strong>Gólgota</strong>, ou <strong>Calvário</strong>, também era uma outra colina &#8211; um pouco mais elevada que Moriá -, fora da cidade de Jerusalém, aonde Jesus foi crucificado. “<em>Tomaram eles, pois, a Jesus; e ele próprio, carregando a sua cruz, saiu para o lugar chamado Calvário, <strong>Gólgota<a href="#_ftn1"><strong>[1]</strong></a></strong> em hebraico</em>&#8230;” (<strong>João 19:17</strong>). Sabendo disso, agora podemos compreender o que aconteceu com Abraão no Monte Moriá: “<em>Tendo Abraão erguido os olhos, viu <strong>atrás de si</strong> um cordeiro preso pelos chifres entre os arbustos; tomou Abraão o carneiro e o ofereceu em holocausto, em lugar de seu filho”</em> (<strong>Gênesis 22:13</strong>). Quando Abraão olhou para trás, voltou-se para o Gólgota e, pela fé, viu o Cordeiro de Deus que seria o substituto de seu filho. O que confirma e explica a declaração de Jesus: “<em>Abraão, vosso pai, alegrou-se por ver o meu dia, viu-o e regozijou-se</em>” (<strong>João 8:56</strong>).</p>



<p>E Deus disse a Abraão: <em>“&#8230;agora sei que temes a Deus, porquanto não me negaste o filho, o teu <strong>único filho</strong></em>”. Semelhantemente podemos dizer a Deus: “Agora sei, Senhor, que me amas, porque não negastes o Teu Filho, teu único Filho, que amas”. “<em>Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”</em> (<strong>João 3:16</strong>). Você nunca saberá o quanto Deus te ama, até quando compreender o quanto Deus ama a Jesus, e O entregou para morrer no seu lugar. Se temos esta revelação do amor de Deus por nós, seremos mais que vencedores (<strong>Romanos 8:37-39</strong>).</p>



<p><strong>Isaías 53:1</strong> começa descrevendo o Renovo como sendo o <strong>braço do Senhor</strong>. Ser amado pelo Pai, é estar amparado nos braços de Jesus. Por isso João, o discípulo amado, ao reclinar sobre o peito de Jesus, estava amparado por Seus braços (confira <strong>Marcos 9:36</strong>). O seu amor por Deus não é perfeito. Mas o amor de Deus por você é perfeito. Por isso o amor perfeito de Deus tirou todo o medo da vida de João. E mesmo sabendo que passaria deste mundo para o Pai, Jesus, o Braço de Deus, não deixou João e Maria desamparados, mas conectou-os como mãe e filho (<strong>João 19:26, 27</strong>). Maria recebeu João como filho; e João recebeu Maria como mãe, levando-a para casa e passando a cuidar dela. Mesmo diante da morte, Jesus manifestou amor perfeito.</p>



<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">O resgate de Pedro</h3>



<p>Quando o Senhor de Pedro foi crucificado, ele disse, num momento de desencorajamento: “Vou pescar”, e os outros discípulos, que também se encontravam perdidos, disseram: “Nós também vamos com você”. Na manhã seguinte, Jesus apareceu na praia e depois de ter-lhes dito onde lançar a rede, eles reconheceram a Sua mão miraculosa novamente, e exclamaram: “É o Senhor!” Impetuosamente Pedro lançou-se no mar e nadou até Ele, mas quando chegou lá, não sabia o que dizer. Quando os discípulos puxaram a rede, esta estava cheia com cento e cinquenta e três peixes. Os peixes dispostos ali, aos pés do Senhor, provavelmente ainda se debatiam. O Senhor Se voltou para Pedro e disse: “<em>Simão, filho de Jonas, amas-Me mais do que a estes?</em>” Jesus empregou o termo grego <strong><em>ágape</em></strong> – o amor perfeito e sacrificial. E Pedro, o pescador, que tinha dito, “vou pescar”, agora respondeu: “Sim, Senhor, Tu sabes que eu Te amo”, utilizando o termo grego <strong><em>fileo</em></strong>, que significa carinho ou afeto. Sim, agora Pedro foi sincero: seu amor por Jesus não era perfeito. Então Jesus concluiu: “<em>Apascenta as minhas ovelhas” </em>(<strong>João 21:17</strong>). Jesus expressou Sua confiança em Pedro, pois ele aprendeu a lição. O amor perfeito de Jesus não abandonou a Pedro. Não foi o amor de Pedro por Jesus que o sustentou e capacitou a ser fiel até a morte, mas foi o amor de Jesus por ele (<strong>João 21:19</strong>).</p>



<p>A fé opera pelo amor, não pelo seu amor, mas pelo amor de Deus por você (<strong>Gálatas 5:6</strong>). Quando você conhece o amor que Deus tem por você, esta revelação libera o mais alto nível de fé na sua vida. Fé para liberar os Seus milagres, curas e sinais. O amor do Pai gera o mais alto nível de confiança, ousadia e fé na sua vida. Deus te ama muito!</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p class="has-small-font-size"><a href="#_ftnref1"><strong>[1]</strong></a> Uma antiga tradição rabínica afirma que Davi enterrou a cabeça do gigante Golias numa colina chamado Gólgota, que pode ser traduzida como <strong>Lugar da Caveira</strong>. Este relato seria a comprovação que Jesus Cristo, a semente da mulher, na cruz, pisou sobre a cabeça da serpente.</p>



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<div class="wp-block-file"><a href="https://raibarreto.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Nos-Alimentando-do-Amor-de-Deus.pdf">Nos-Alimentando-do-Amor-de-Deus</a><a href="https://raibarreto.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Nos-Alimentando-do-Amor-de-Deus.pdf" class="wp-block-file__button" download>Baixar</a></div>
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		<title>A Graça Manifesta &#8211; Que nos Educa a Renegar o Pecado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rai Barreto]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2020 15:30:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2. EVANGELHO DA GRAÇA]]></category>
		<category><![CDATA[Transformação e Santificação]]></category>
		<category><![CDATA[Evangelho da Graça]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente, aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus, o qual a si mesmo se deu por nós, a fim de remir-nos de toda iniquidade e purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras. Dize estas coisas; exorta e repreende também com toda a autoridade. Ninguém te despreze” (Tito 2:11-15)</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<h6 class="has-text-align-right wp-block-heading">Mensagem ministrada por:<br>Raimundo Barreto<br>Acampamento Plenitude<br>Salvador &#8211; BA<br>Páscoa &#8211; Março de 2018</h6>



<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">A Graça nos educa a renegar o pecado</h3>



<p>Nos <strong>capítulos 1 e 2 </strong>de sua carta a<strong> Tito</strong>, verdadeiro filho na fé, Paulo traz orientações e instruções de como ele deveria ordenar a igreja de Creta. As orientações são dirigidas aos presbíteros (supervisores ou bispos), aos homens e mulheres idosos, aos moços e aos servos. Ou seja, todos são orientados a viverem de modo temperante, procederem piedosamente e mantendo o “<em>padrão de boas obras”</em>.</p>



<p>No final do capítulo dois Paulo conclui com as seguintes palavras: “<em>Porquanto a <strong>graça de Deus se manifestou salvadora</strong> a todos os homens, <strong>educando-nos</strong> para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente, aguardando a bendita esperança e a <strong>manifestação</strong> da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus, o qual a si mesmo se deu por nós, a fim de remir-nos de toda iniquidade e purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras. Dize estas coisas; exorta e repreende também com toda a autoridade. Ninguém te despreze</em>” (<strong>Tito 2:11-15</strong>). Paulo explica que a graça de Deus se manifestou na PESSOA DE JESUS CRISTO para salvar todos os homens. E Jesus, a graça manifesta de Deus, nos EDUCA a vivermos, no presente século, sensata, justa e piedosamente, aguardando a segunda manifestação da graça que virá em glória (<strong>1 Pedro 1:13</strong>).</p>



<p>Pensar que a graça é autorização para viver uma vida de pecado ou libertinagem é uma maneira muito distorcida de entender a graça de Deus. Este tipo de pensamento era introduzido nas igrejas por pessoas que queriam atacar ou diminuir o Evangelho da Graça ministrado por Paulo. Esta série de mensagens da graça não visa nos determos nesta questão do faça ou não faça, no que pode ou não ser feito com a graça, mas algo mais profundo e verdadeiro: <strong>Estamos buscando a graça para nos tornar e ser o Cristo de Deus na terra</strong>. Não diminua o Evangelho da Graça a questões legalistas e religiosas. A <strong>Graça</strong> (agora com letra maiúscula) é uma pessoa: Jesus Cristo, que tabernaculou entre nós cheio de graça e verdade (<strong>João 1:14, 16, 17</strong>). A verdade está do lado da graça; não há mentira nem pecado na graça. E, segundo Paulo, a Graça nos EDUCA a vivermos sensata, justa e piedosamente neste mundo.</p>



<p>Aprendemos com Jesus, <strong>a Graça manifesta do Pai</strong>, a como nos comportar neste mundo, manifestando o amor de Deus. A Graça nos educa, forma o nosso caráter. Aprendemos com Jesus a como amarmos os pecadores, a sermos misericordiosos, e como nos movermos na Sua autoridade para perdoar e capacitar. Portanto, a graça é a capacitação de Deus para vivermos piedosamente no presente século.</p>



<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">O Senhor quer fazer-nos seus canais de graça e poder</h3>



<p>Recordemos as instruções que o Senhor deu aos Seus discípulos quando do comissionamento deles: “<em>Curai enfermos, ressuscitai mortos, purificai leprosos, expeli demônios; de graça recebestes, de graça dai” </em>(<strong>Mateus 10:8</strong>)<em>.</em> Toda vez que somos objetos da graça do Senhor, nos tornamos canais desta mesma graça. Quando recebemos do Seu amor, derramado gratuitamente em nossos corações, também nos tornamos canais deste mesmo amor. Portanto, se recebemos do Senhor gratuitamente, devemos ser seus canais graciosos.</p>



<p>Veja como se moviam os discípulos no livro de Atos: “<em>Estêvão, cheio de graça e poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo”</em>. (<strong>Atos 6:8</strong>). Quando somos cheios de graça, o poder de Deus é canalizado para transformar as pessoas pela operação dos prodígios, grandes sinais e milagres. <strong>É nesta graça manifesta que estamos buscando nos mover</strong>. O Senhor quer fazer-nos Seus canais de misericórdia, graça e amor. Ele nos promete o dom de misericórdia: “<em>&#8230;quem exerce misericórdia, com alegria” </em>(<strong>Romanos 12:8c</strong>). Ele deseja fazer-nos misericordiosos: “<em>Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia”</em> (<strong>Mateus 5:7</strong>)<em>. </em>Aqui nestes ensinamentos aprenderemos os atributos divinos que precisamos nos apropriar para sermos estes canais de misericórdia, da graça e do poder do Senhor.</p>



<p>Há três atributos da natureza divina que também devemos nos apropriar e que devem operar conjuntamente: <strong>a misericórdia, a graça e o amor</strong>. Resumidamente, a misericórdia é a capacidade ou percepção para detectarmos a necessidade de uma pessoa. É um atributo divino que cria uma empatia pela necessidade do nosso próximo. Mas, misericórdia, em si mesma, não supre a necessidade do próximo.</p>



<p>Já o amor é um sentimento de bondade para com o próximo, uma vontade de querer o bem do próximo. O amor, também, não tem em si a capacidade de transformar ou mudar a realidade do próximo.</p>



<p>Concluímos, portanto, que a misericórdia percebe a necessidade, o amor deseja suprir, mas não suprem ou criam. Daí que surge a graça como a resposta à misericórdia e ao amor. A graça é a manifestação do amor e o suprimento imerecido da necessidade do nosso próximo necessitado. Peçamos a Deus para multiplicar em nós o Seu amor, misericórdia e graça. Vamos nos aprofundar no entendimento destes atributos divino.</p>



<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">O Amor, a Graça e a Misericórdia de Deus</h3>



<p><strong>A natureza de Deus é amor</strong>. Isso está registrado em <strong>1 João 4:16 </strong>– “<em>E nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem por nós. Deus é amor, e aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus, nele</em>”. Aqui não diz, apenas, que Deus ama. Tampouco diz que Deus poderia amar, ou que Deus pode amar, ou que Deus amou ou amará. Pelo contrário, diz que <strong>DEUS É AMOR</strong>. O que significa dizer que Deus é amor? Significa que o próprio Deus, Sua natureza e Seu ser, é amor. Se pudéssemos dizer que Deus tem uma substância, então a substância de Deus é o amor.</p>



<p>O assunto todo termina com Deus amando ao mundo? “<strong><em>Deus é amor</em></strong>” fala da natureza de Deus; fala do próprio Deus. “<em>Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito</em>” fala da ação de Deus (<strong>Jo 3:16</strong>). Mas o amor de Deus para conosco tem uma expressão. Que é essa expressão do Seu amor? <strong>Romanos 5:8</strong> diz: “<em>Mas Deus <u>prova o seu próprio amor para conosco</u>, pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores</em>”. O amor de Deus tem uma expressão. Se eu amo uma pessoa e simplesmente lhe digo que a amo, esse amor ainda não está completo.</p>



<p>Já que Deus nos ama, Ele deve prover uma solução ao problema do pecado e suas consequências; Ele deve prover a salvação que os pecadores precisam. Por essa razão, a Bíblia mostrou-nos este grandioso fato: O amor de Deus é manifestado na morte de Cristo. Uma vez que somos pecadores e incapazes de salvar a nós mesmos, Cristo veio morrer de modo a solucionar o problema do pecado por nós. Seu amor cumpriu algo substancial, e isso é posto diante de nós. Agora podemos ver Seu amor de uma forma substancial. Seu amor já não é meramente um sentimento. Ele tornou-se um ato totalmente manifestado.</p>



<p>Nessa grande questão do amor de Deus, devemos atentar para três coisas: a natureza do amor de Deus, a ação do amor de Deus e a expressão do amor de Deus. Agradecemos e louvamos a Deus! Seu amor não é somente um sentimento em Seu interior; é também uma ação e até mesmo uma expressão e manifestação. Seu amor fê-Lo realizar o que não podemos por nós mesmos. Uma vez que Ele é amor e amou ao mundo, a salvação foi produzida.</p>



<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">A graça é o amor manifesto de Deus</h3>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>“Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo</em> <em>morrido por nós, sendo nós ainda pecadores”</em>. (<strong>Romanos 5:8</strong>).</p></blockquote>



<p>Contudo o amor de Deus não para aqui. Uma vez que Deus é amor, a questão da graça surge. <strong>A graça é uma expressão do amor de Deus para conosco</strong>. É verdade que o amor é precioso, mas o amor deve ter sua expressão. Quando o amor é expresso, torna-se graça. <strong>Graça é amor expresso</strong>. O amor é algo em Deus. Mas quando esse amor vem até você, torna-se graça. Se Deus for somente amor, Ele é muito abstrato. Mas agradecemos ao Senhor porque embora o amor seja algo abstrato, com Deus ele é imediatamente transformado em algo concreto. O amor interior é abstrato, mas a graça exterior deu-lhe substância. Quando o amor é transformado em ação, torna-se graça.</p>



<p>Embora a Bíblia mencione o amor do Senhor Jesus, ela dá maior atenção à graça do Senhor Jesus. A Bíblia também fala da graça de Deus, mas Ela dá maior atenção ao amor de Deus. Não estou dizendo que não existe o amor do Senhor Jesus e a graça de Deus na Bíblia. Mas a ênfase na Bíblia está no amor de Deus, o Pai, e na graça do Senhor Jesus. Como foi que Paulo saudou a igreja em Corinto? “<em>A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós</em>” (<strong>2 Coríntios 13:13</strong>). Você não pode mudar a sentença para ler: “A graça de Deus, e o amor do Senhor Jesus Cristo, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós”. Você não pode fazer isso, porque a ênfase da Bíblia está no amor de Deus e na graça do Senhor Jesus Cristo. Por que é assim? Porque foi o Senhor Jesus quem Se manifestou e trouxe a salvação. <strong>Foi Cristo Jesus quem concretizou o amor e efetuou a graça</strong>. O amor de Deus tornou-se graça por meio da obra do Senhor Jesus. A Bíblia diz-nos que a lei foi dada por intermédio de Moisés, mas a graça/verdade vieram por meio de Jesus Cristo (<strong>João 1:17</strong>).</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>“<em>Porque Deus amou o mundo de tal maneira que DEU o seu Filho unigênito&#8230;” </em>(<strong>João 3:16</strong>). Portanto, Cristo, a graça/verdade, é a expressão do amor de Deus pelo mundo, pelos pecadores necessitados.</p></blockquote>



<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">A misericórdia de Deus</h3>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>“Rendei graças ao SENHOR, porque ele é bom, e a sua</em> <em>misericórdia dura para sempre</em>” (<strong>Salmos 107:1</strong>).</p></blockquote>



<p>Agradecemos ao Senhor porque no amor de Deus não há apenas a graça, há também outro grande atributo: <strong>a misericórdia</strong>. O canal para o amor fluir é ou a graça ou a misericórdia. Misericórdia é para questões negativas, enquanto graça é para questões positivas. A misericórdia está relacionada à percepção da necessidade ou aflição do outro, a graça lida com o suprimento desta necessidade. Não sei se você tem clareza disso. Suponha que haja uma pessoa necessitada aqui conosco. Você a ama e quer ajuda-la. Você se sente triste pela sua situação difícil. Se não a amasse, não sofreria nem se preocuparia com ela. Mas fazendo assim você está tendo misericórdia dela. Contudo, essa misericórdia é “negativa”. Sua misericórdia está na condolência, ou compaixão, pela condição atual dessa pessoa. Mas quando a graça é efetivada? Ela é efetivada na hora em que essa pessoa é resgatada da sua condição pobre para uma posição nova, para uma esfera nova e para um ambiente novo. Somente então seu amor por ela torna-se graça. É por isso que misericórdia tem sentido de perceber a necessidade e é para hoje, enquanto graça tem sentido positivo e trata do suprimento da necessidade e do que a pessoa se tornará.</p>



<p>Se houvesse apenas misericórdia, poderíamos ter somente esperança. A misericórdia vem do amor e resulta em graça. Se a misericórdia não viesse do amor, ela não produziria graça. Uma vez que ela se origina no amor, ela chega à graça. Nos Evangelhos há o relato de um cego recebendo visão (<strong>Marcos 10:46-52</strong>). Ao encontrar o Senhor, ele não disse: “Senhor, ama-me!” ou “Senhor, sê benévolo para comigo!” Pelo contrário, ele disse: “&#8230;<em>e, ouvindo que era Jesus, o Nazareno, pôs-se a clamar: Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de mim! Filho de Davi, tem misericórdia de mim!</em>” (<strong>vs. 47, 48</strong>). Ele pediu misericórdia por causa da sua situação presente, da sua dificuldade presente e da sua dor presente. Ele sabia que se o Senhor Jesus se compadecesse dele, Ele não se limitaria a mostrar-lhe misericórdia; Ele certamente faria algo. Jesus, a encarnação da Graça do Pai, sempre atende ao grito de socorro: “<em>Tem misericórdia de mim</em>” (<strong>Mateus 9:27; 15:22; 17:15 </strong>e<strong> Lucas 17:13</strong>).</p>



<p>Agora vejamos alguns versículos reveladores destas verdades. <strong>Efésios 2:4, 5</strong> diz: “<em>Mas Deus, <strong>sendo rico em misericórdia</strong>, por causa do <strong>grande amor</strong> com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, &#8211; <strong>pela graça sois salvos</strong>&#8230;”</em>. Paulo disse que Deus era rico em misericórdia por causa de algo. Esse algo é Seu grande amor com que nos amou. Sem amor não haveria misericórdia. Em que situação foi Ele misericordioso para conosco? Ele foi misericordioso para conosco quando estávamos mortos em nossos delitos. Aquilo teve a ver com nossa infeliz situação presente e necessidade. Por estarmos mortos em pecados, Ele teve misericórdia de nós. Ele teve misericórdia de nós baseado em Seu amor por nós. Que acontece após a misericórdia? Os <strong>versículos 7 e 8</strong> prosseguem dizendo-nos: “&#8230; <em>para mostrar, nos séculos vindouros, a <strong>suprema riqueza da sua graça</strong>, em bondade para conosco, em Cristo Jesus. Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus;&#8230;”</em> Ele nos salvou pela Sua graça e bondade. Concluímos que a misericórdia surgiu porque estávamos em uma situação de mortos em nossos delitos; então, a graça foi manifesta para nossa salvação, indicando que recebemos uma nova posição e entramos numa nova esfera. Agradecemos a Deus porque não há somente amor e graça, mas também grandiosa misericórdia.</p>



<p>Também em <strong>Tito 3:3 a 7</strong> Paulo emprega magnificamente como o amor, a graça e a misericórdia de Deus operam, por meio de Jesus Cristo, para nossa salvação e justificação: “<em>Pois nós também, outrora, éramos néscios, desobedientes, desgarrados, escravos de toda sorte de paixões e prazeres, vivendo em malícia e inveja, odiosos e odiando-nos uns aos outros. Quando, porém, se <strong>manifestou a benignidade</strong>” </em>(<strong>graça</strong>)<em> “de Deus, nosso Salvador, e o <strong>seu amor</strong> para com todos, não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua <strong>misericórdia</strong>, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que ele derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador, a fim de que, justificados por <strong>graça</strong>, nos tornemos seus herdeiros, segundo a esperança da vida eterna.</em> Não há justiça em nós. Enquanto estávamos sem justiça e numa situação de sofrimento e sem esperança, Deus teve misericórdia de nós. <strong>Graças ao Senhor que existe a misericórdia! Vimos anteriormente que a misericórdia se origina no amor e materializa na graça.</strong> Quando a misericórdia se estende, somos salvos. Ele teve misericórdia de nós na condição em que estávamos, e como resultado fomos salvos pela graça.</p>



<p>Em <strong>1 Timóteo 1:13 e 16</strong> Paulo diz: “<em>A mim que noutro tempo era blasfemo e perseguidor e insolente. Mas obtive misericórdia, pois o fiz na ignorância, na incredulidade&#8230; Mas, por esta mesma razão, me foi concedida misericórdia, para que, em mim, o principal, evidenciasse Jesus Cristo a sua completa longanimidade, e servisse eu de modelo a quantos hão de crer nele para a vida eterna</em>”. Paulo explica aqui como obteve misericórdia. O fato de obter misericórdia tinha relação com a história de sua vida, com o fato de ser ele um blasfemo, um perseguidor e uma pessoa insolente. Antes de ser salvo, ele estava na condição de blasfemo, perseguidor, insolente, ignorante e incrédulo. Enquanto estava em tal condição, Deus teve misericórdia dele. Assim, você pode ver que misericórdia está relacionada com as situações duras e difíceis do nosso passado. Graça, por outro lado, está associada com os aspectos positivos relacionados conosco. Os dois devem ser distintos e não devem ser considerados iguais.</p>



<p><strong>Tito 3:5</strong> diz: “<em>&#8230;não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou</em>”. Não há justiça em nós. Enquanto estávamos sem justiça e numa situação de sofrimento e sem esperança, Deus teve misericórdia de nós. Graças ao Senhor que existe a misericórdia! Vimos anteriormente que a misericórdia se origina no amor e se manifesta na graça. Quando a misericórdia se estende, somos salvos. Ele teve misericórdia de nós na condição em que estávamos, e como resultado fomos salvos pela manifestação da graça.</p>



<p>Cristo, nosso Sumo Sacerdote, é misericordioso e solidário para conosco, porque Se identificou com as nossas fraquezas, tentações e problemas. E, por isso, pode nos socorrer em todas as situações: “<em>Por isso mesmo, convinha que, em todas as coisas, se tornasse semelhante aos irmãos, para ser <strong>misericordioso</strong> e fiel sumo sacerdote nas coisas referentes a Deus e para fazer propiciação pelos pecados do povo. Pois, naquilo que ele mesmo sofreu, tendo sido tentado, é poderoso para socorrer os que são tentados” </em>(<strong>Hebreus 2:17, 18</strong>)<em>.</em></p>



<p>O texto de <strong>Hebreus 4:14-16</strong> também é muito esclarecedor: <em>“Tendo, pois, a Jesus, o Filho de Deus, como grande sumo sacerdote que penetrou os céus, conservemos firmes a nossa confissão. Porque não temos sumo sacerdote que não possa <u>compadecer-se das nossas fraquezas</u>; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado. Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, <u>junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna</u>”.</em> O coração de Sumo Sacerdote de Cristo faz com que Ele se compadeça de nossas fraquezas, <strong>isto é misericórdia</strong>. E a misericórdia do Senhor sempre estará atenta para nossos momentos de fraqueza, quando a oportunidade surgirá para que a Sua graça seja a nós manifestada. Ao nos achegarmos ao Senhor, pela oração, <strong>recebemos misericórdia</strong> e <strong>achamos graça</strong> para socorro em ocasião oportuna.</p>



<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">A Natureza da Graça</h3>



<p>Primeiramente temos de ver qual é a natureza da graça. Que características a graça possui? Valorizamos o amor de Deus, pois sem o amor de Deus como fonte não haveria o fluir da salvação. O fluir da salvação nasce do amor de Deus. Ao mesmo tempo, sem a misericórdia de Deus não haveria a possibilidade de salvação. Por ter Deus mostrado misericórdia para conosco, Ele nos deu a Sua salvação. A salvação de Deus é a expressão concreta do Seu amor para conosco. Por isso valorizamos o amor e também valorizamos a misericórdia. Contudo, o que de mais precioso nos alcança para nos salvar é a graça. O amor sem dúvida é importante, mas ele não nos traz nenhum benefício concreto. A misericórdia é também muito boa, mas ela não nos traz qualquer benefício direto; no entanto, com a graça há um benefício direto, pois, por ela o poder de Deus flui para nossas vidas. Assim sendo, a graça é mais preciosa para nos salvar e capacitar. O Novo Testamento está repleto, não com o amor de Deus nem com a Sua misericórdia, mas com a graça de Deus. Graça é o amor de Deus vindo para suprir algo que necessitamos. Agora não temos somente um amor abstrato e uma misericórdia sentimental, mas temos a graça que vem ao encontro das nossas necessidades de maneira concreta. <strong>Cristo Jesus é a manifestação da graça de Deus</strong>: <em>“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai”</em> (<strong>João 1:14</strong>).</p>



<p>Deus não somente tem de sentir misericórdia de nós, como também tem de nos conceder graça. O que procede do amor de Deus é a graça. Deus não está satisfeito somente com a misericórdia. Pensamos que se houvesse a misericórdia e que se Deus nos deixasse ir e não ajustasse contas conosco, tudo estaria bem. Mas Deus não disse que desde que tenha “pena” de nós Ele nos deixaria ir. Essa não é a maneira de Deus trabalhar. Quando age, Ele faz em harmonia Consigo mesmo. Portanto, o amor de Deus não pode parar na misericórdia. Seu amor deve estender-se e operar em nós por meio da Sua graça, a fim de suprir nossas necessidades e carências, e capacitando-nos para a abundância. Ele deve lidar completamente com o problema do pecado e das necessidades da humanidade, do mundo. Se o problema do pecado fosse algo que pudesse ser desconsiderado, a misericórdia de Deus seria suficiente. Mas deixar-nos ir e desconsiderar nossas necessidades não é suficiente para Ele. Assim, ter só a misericórdia não é suficiente. Ele deve pôr a questão do pecado completamente em ordem. Aqui vemos a graça de Deus. É por isso que o Novo Testamento, embora não isento de misericórdia, está cheio de graça. Ali vemos como o Filho de Deus, Cristo Jesus, veio ao mundo para manifestar a graça e tornar-se graça, a fim de que pudéssemos receber graça.</p>



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<div class="wp-block-file"><a href="https://raibarreto.com.br/wp-content/uploads/2020/05/A-Graça-Manifesta-Rai-Barreto.pdf">A-Graça-Manifesta-Rai-Barreto</a><a href="https://raibarreto.com.br/wp-content/uploads/2020/05/A-Graça-Manifesta-Rai-Barreto.pdf" class="wp-block-file__button" download>Baixar</a></div>
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		<title>A Graça Nos Conduz à Glória de Deus</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rai Barreto]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2020 11:51:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2. EVANGELHO DA GRAÇA]]></category>
		<category><![CDATA[Transformação e Santificação]]></category>
		<category><![CDATA[Evangelho da Graça]]></category>
		<category><![CDATA[GLÓRIA DE DEUS]]></category>
		<category><![CDATA[graça]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Salvação é Deus puxando um pecador da lama do pecado e levando-o até a Sua glória. Embora estejamos justificados, sabemos que justificação não é suficiente. A justificação não é o alvo da salvação de Deus para nós. Deus não vai parar até que estejamos na Sua glória.</p>
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<h6 class="has-text-align-right wp-block-heading"><em>Mensagem ministrada por:<br>Raimundo Barreto<br>Acampamento Plenitude<br>Salvador &#8211; BA<br>Páscoa &#8211; Março de 2018</em></h6>



<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">O que é a graça</h3>



<p class="has-normal-font-size"><strong>Que é a graça?</strong> Graça nada mais é que a grande obra de Deus realizada gratuitamente em Seu amor incondicional e ilimitado em favor do homem desamparado, indigno, pecador e fraco. A graça de Deus é simplesmente Deus trabalhando para/com o homem. Como isso se diferencia da lei? A lei é Deus exigindo que o homem trabalhe para Ele, enquanto a graça é Deus trabalhando para/com o homem. Que é a lei? A lei é a exigência de Deus para que o homem faça algo para Ele. Que é obra? Obra é o esforço do homem para fazer algo para Deus. Que é graça? Graça, nem é Deus exigindo algo, nem é Deus recebendo a obra do homem, mas graça é Deus fazendo a Sua própria obra em nossas vidas. Quando Deus vem para fazer algo pelo homem e a favor do homem, isso é graça.</p>



<p class="has-normal-font-size">A ênfase no Novo Testamento não está no princípio da lei. Na verdade, o Novo Testamento opõe-se ao legalismo da lei, pois a lei e a graça jamais podem misturar-se. É Deus quem está trabalhando ou é o homem? Deus está dando algo para o homem ou está pedindo algo do homem? Se Deus estiver pedindo algo do homem, nós ainda estamos na era da lei. Contudo, se Deus estiver dando algo para o homem, capacitando-o, estamos na Era da Graça. Você não iria à casa de alguém dar-lhe dinheiro se houvesse ido lá para pedir dinheiro. Semelhantemente, lei e graça são princípios opostos; elas não podem ser colocadas juntas. Se é para o homem receber graça, ele deve colocar a lei de lado. Por outro lado, se ele seguir a lei, cairá da graça (<strong>Gálatas 5:4</strong>).</p>



<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">Ocasiões oportunas para a graça se manifestar</h3>



<p>A nossa <strong>insuficiência</strong> diante do Senhor não é um impedimento para a graça. Pelo contrário, a nossa humildade (pobreza de espírito) é uma condição para recebermos graça. Se não estivermos muito pobres, não estaremos desejosos de receber a graça. Isso explica a primeira bem-aventurança: “<em>Bem-aventurados os humildes (ou pobres) de espírito, pois deles é o reino dos céus”</em> (<strong>Mateus 5:3</strong>).</p>



<p>O Homem é muito ilógico. Ele diz que não pode receber a graça porque seus pecados são numerosos demais. Nenhuma afirmação é mais contraditória que essa; nenhuma afirmação é tão insensata. Porque os doentes estão doentes é que precisam de um médico; porque os pobres são pobres é que precisam de ajuda; e da mesma forma, porque o homem é um pecador é que ele precisa da graça. Portanto, o pecado não é um empecilho. Pelo contrário, é uma oportunidade para a graça se manifestar. Nosso problema é que sempre achamos que temos de estar numa condição diferente da que estamos hoje. Achamos que para receber graça devemos ser mais santos e melhores hoje do que ontem (leia <strong>Mateus 9:12, 13</strong>).</p>



<p>O Homem sem Cristo deixa de obter graça não por ser pecaminoso demais, mas por não estar em condição suficientemente baixa. Ele é orgulhoso demais e moral demais. É exatamente aqui que se encontra o maior problema (<strong>Romanos 3:27</strong>). A Humanidade é grande em todos os tipos de pecados. Ao mesmo tempo, é muito grande no pecado do orgulho (<strong>Isaías 16:6</strong>). Por um lado, há uma necessidade absoluta; por outro, o terreno em que se encontram não é aquele no qual podem receber a graça de que necessitam. Isso ocorre exclusivamente por causa do orgulho no coração humano.</p>



<p><strong>Romanos 5:15, 20</strong> diz-nos que: “<em>Todavia, não é assim o dom gratuito como a ofensa&#8230; mas onde abundou o pecado, superabundou a graça</em>”. Seguindo a lei da causa e efeito, Paulo está dizendo que o dom gratuito da graça é maior do que a ofensa ou delitos. A Palavra de Deus mostra-nos que onde estiver o pecado, ali estará também a abundante graça. Onde o pecado abundar &#8211; não que ele tenha realmente abundado, pois todos os homens pecam semelhantemente, mas onde o pecado tenha-se manifestado mais abundantemente &#8211; a graça de Deus abunda ainda mais.</p>



<p>A palavra <strong>ABUNDAR</strong> na linguagem original está relacionada com a ideia de <strong>TRANSBORDAR</strong>. O pecado é grande, mas a graça é ainda maior e cobre o pecado. Esta é a graça de Deus. O homem tem o estranho conceito de que para receber graça, deve estar sem pecado ou delito. Mas isso não existe. Embora nossos delitos sejam muito sérios e possam elevar-se muito, a graça de Deus se eleva ainda mais. A graça nos constrange! Uma vez que a graça de Deus está aqui para lidar com o problema dos delitos ou ofensas, os delitos e ofensas não são mais um problema.</p>



<p>Este entendimento, do poder e eficácia da graça de Deus, nos capacita a crermos por todas as pessoas, independentemente da situação em que ela se encontra, ou do tamanho do seu problema ou impiedade. A graça não se acovarda diante do homossexualismo, dos assassinos, viciados, blasfemos, arrogantes, dos adúlteros ou qualquer outro tipo de impiedade. Qualquer ser humano que se encontre numa condição mais depravada possível, se se humilhar e clamar pela misericórdia de Deus, será transformado pelo poder regenerador da Sua graça e capacitado a não pecar mais. A graça nos faz reinar sobre o pecado e a morte (<strong>Romanos 5:17; 6:14</strong>). Seja lá qual for o tamanho ou gravidade da ofensa, a graça pode superabundar e reinar na situação.</p>



<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">A graça de Deus está ligada à glória de Deus</h3>



<p><strong>Que é graça?</strong> Deixe-me dizer isto de um modo enfático &#8211; graça é receber sem ter um motivo ou merecimento para receber. Uma vez que haja um motivo, ela se torna recompensa. Se você tem quaisquer realizações, a questão da recompensa entra e a graça fica de fora. Devemos dar muita atenção a essa questão. <strong>Romanos 4:4</strong> torna a questão muito clara: “<em>Ora, ao que trabalha, o salário não é considerado como favor, e sim como dívida</em>”. Este texto diz claramente que ninguém pode vir diante de Deus e dizer que fez isso ou aquilo e que, portanto, sem se envergonhar, é merecedora da graça. Há ainda outra frase em <strong>Romanos</strong> que é muito clara sobre esse ponto: “<em>E, se é pela graça, já não é pelas obras; do contrário, a graça já não é graça</em>” (<strong>11:6</strong>).</p>



<p>Se tivéssemos quaisquer realizações diante de Deus, fossem elas grandes ou pequenas, a salvação de Deus para nós tornar-se-ia um pagamento de dívida e não seria mais graça. Agradecemos ao Senhor porque somos salvos pela graça. Se eu fosse salvo pelas minhas realizações, nunca poderia dizer: “Deus, agradeço-Te por conceder-me graça”. Ao contrário, eu diria: “Deus, estou salvo porque pagaste a Tua dívida”. Poderia proclamar orgulhosamente que estou salvo pelas realizações. Por que ninguém pode salvar-se pelas realizações? Porque Deus quer remover todo orgulho do homem, para que o homem nada possa fazer senão agradecer e louvá-Lo. Deus é a fonte de tudo o que precisamos, Ele quer que sempre dependamos dEle: “<em>Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer</em>” (<strong>João 15:5</strong>).</p>



<p>Quem pecou? Creio que todos conhecemos a frase de cor: “<em>Pois todos pecaram</em>”. Por que é que todos pecaram? Porque “<strong><em>carecem da glória de Deus</em></strong>” (<strong>Romanos 3:23</strong>). Que significa carecer da glória de Deus? Significa não poder entrar na glória. Todos pecaram, portanto não podem entrar, estão privados da glória de Deus, ou participar da Sua glória.</p>



<p>Se quer entender o que é a glória de Deus, você tem de entender <strong>Romanos capítulos 1 a 8</strong>. A graça de Deus está associada à glória de Deus. A graça procura o homem no nível mais baixo e a glória eleva o homem ao nível mais elevado. <strong>Romanos capítulos 1 a 3</strong> diz-nos como todos os homens pecaram e estão privados (ou destituídos) da glória de Deus (<strong>3:23</strong>). A seguir, após dar o caminho da salvação pelo Senhor Jesus nos <strong>capítulos 4 e 5</strong>, a glória de Deus é apresentada como a esperança: “<em>&#8230;por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na <u>esperança da glória de Deus</u>”</em> (<strong>vs. 5:2</strong>). A crucificação com Cristo é ensinada nos <strong>capítulos 6 e 7</strong>.</p>



<p>Já no meio do <strong>capítulo 8</strong> nos é apresentado, ao vivo e a cores, o Espírito Santo, que nos auxilia em nossa fraqueza, pois antes Paulo fala que quando o pecado reinava sobre as nossas vidas “<em>éramos fracos”</em> (<strong>vs 5:6</strong>). Então, Paulo diz-nos o seguinte no final do capítulo oito: “<em>Aos que de antemão conheceu, também os predestinou (&#8230;) e aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou</em>” (<strong>Romanos 8:29, 30</strong>). Salvação é Deus puxando um pecador da lama do pecado e levando-o até a Sua glória. Embora estejamos justificados, sabemos que justificação não é suficiente. A justificação não é o alvo da salvação de Deus para nós. Deus não vai parar até que estejamos na Sua glória. “<em>Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não poder ser comparados com a glória a ser revelada em nós&#8230;na esperança de que a própria criação será redimida do cativeiro da corrupção para a liberdade da glória dos filhos de Deus” </em>(<strong>8:18, 21</strong>). Portanto, <strong>Romanos capítulos 1 a 8 começa com pecados e condenação, mas termina com a glória dos filhos de Deus</strong>.</p>



<p>Ao final do livro de <strong>Apocalipse</strong>, depois de o novo céu, a nova terra, o Reino, o lago de fogo, o fim de Satanás e o grande trono branco terem sido todos mencionados, a Bíblia diz: “<em>Quem quiser receba de graça a água da vida</em>” (<strong>22:17b</strong>). Agradecemos ao Senhor porque Ele colocou, de propósito, o beber gratuito da água da vida no final do capítulo 22. Após termos visto o lago de fogo, a segunda morte, o fim de Satanás, o Reino, o novo céu e a nova terra, podemos sentir temor de que Deus endureça Seu coração novamente; mas depois de todas essas coisas, Deus propositadamente declarou que a água da vida é gratuita. Não há preço para ela. Agradecemos ao Senhor porque temos a graça por meio de Jesus Cristo, e essa graça é gratuita. Ela não está relacionada com ao nosso merecimento.</p>



<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">Graça x Merecimento</h3>



<p>Muitas vezes tenho ouvido dizer que temos de fazer o bem e retribuir a graça de Deus. Essas palavras são comuns hoje nas igrejas. Mas tenho de perguntar onde na Bíblia há um versículo que diz que temos de retribuir a graça de Deus? Essa palavra é por demais contraditória. Se há retribuição, não há graça. E, se há graça, não há necessidade de retribuição. Agradecemos ao Senhor que em todo o Novo Testamento nunca nos é dito para retribuir alguma coisa a Deus. É verdade que nós, cristãos, devemos ter boas obras. Mas por que devemos ter boas obras? Por que temos de sofrer pelo Senhor? Por que temos de suportar a vergonha? Por que servimos ao Senhor? Como o Senhor tem tratado conosco em amor, assim também tratamos com o Senhor em amor; contudo não existe aqui o pensamento de troca. Não é que Deus me dá muito e eu em troca devolvo muito.</p>



<p>Quando o “filho pródigo caiu em si” e percebeu a miséria em que se encontrava, ele não teve um arrependimento genuíno e nem quis voltar para a casa do pai porque o amava. Ele nutria uma mente legalista e escrava da lei. Seu pensamento não era de filho que recebe a herança pela graça, mas sim por merecimento. Ele pensava como alguém que tinha de trabalhar para merecer o salário, o sustento e o pão. Veja o que ele pensava quando decidiu voltar para a casa do pai: “<em>Então, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai <u>têm pão</u> com fartura, e eu aqui morro de fome! Levantar-me-ei, e irei ter com o meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; <u>trata-me como um dos teus trabalhadores</u>”</em> (<strong>Lucas 15:17-19</strong>).</p>



<p>Se entendermos este ensinamento da parábola do “Filho Pródigo”, poderemos compreender as atitudes graciosas do pai, ao correr, abraçar e beijar o seu filho desviado. O pai o chamou de filho “<em>que estava morte e reviveu, estava perdido e foi achado</em>” (<strong>vs. 24a</strong>). Deus o via como filho e não como empregado. <strong>A herança dada pelo pai não é conquistada ou merecida, é mérito da graça e da filiação</strong>.</p>



<p>Vale destacar que a mente do filho mais velho também era uma mente legalista e que pensava em termos de mérito. Sua fala para o pai foi: “<em>Mas ele respondeu a seu pai: Há tantos anos que te sirvo sem jamais transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito sequer para alegrar-me com os meus amigos;&#8230;”</em> (<strong>vs. 29</strong>).</p>



<p>Por isso entendemos que o personagem <strong>protagonista</strong> desta parábola contada por Jesus é <strong>o pai</strong> com suas atitudes de amor, graça e misericórdia, e não os filhos. Esta parábola deveria ter o título de: “<strong>O pai gracioso e misericordioso</strong>”. Todas as parábolas contadas por Jesus neste <strong>capítulo 15 de Lucas</strong> revelam o coração gracioso do Pai e dEle, o bom Pastor, que veio buscar os pecadores perdidos. Portanto, a glória não está no afastamento e retorno do filho, nem no fato da ovelha ter se perdido ou da moeda (kkk imagina a moeda pensar em voltar para o bolso da mulher), mas na firmeza do amor, graça e misericórdia do Pai e do bom Pastor.</p>



<p>Como precisamos ter uma revelação do coração gracioso do nosso Pai e também da nossa filiação: “<em>Meu filho, tu sempre estás comigo; tudo o que é meu é teu”</em> (<strong>vs. 31</strong>). Deus nos recebe como filhos por causa de Seu amor e graça, não porque fizemos algo para merecer a filiação: “<em>Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus” </em>(<strong>1 João 3:1a</strong>)<em>.</em></p>



<p>A dificuldade reside na mente legalista do homem. Em todas as coisas o homem pensa em negócios, lei e merecimento (O sentimento de culpa está camuflado aqui!). Mesmo a questão da salvação é vista do ângulo de negócio. Hoje, se trabalhamos, servimos ao Senhor, sofremos vergonha ou carregamos a cruz, não é porque queremos recompensar a Sua graça &#8211; é porque O amamos. O amor com que Ele nos amou nos cativou, capturou nosso coração e mente. Graça é o que Deus tem feito por mim; não tem nada a ver com o que eu tenho feito por Ele.</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p><strong>Caso queira baixar o arquivo PDF desta mensagem, para arquivar, imprimir ou compartilhar com outras pessoas, clique abaixo:</strong></p>



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		<title>Discernindo o Corpo de Cristo &#8211; A Ceia do Senhor</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rai Barreto]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Feb 2020 02:09:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Transformação e Santificação]]></category>
		<category><![CDATA[Ceia do Senhor]]></category>
		<category><![CDATA[saúde divina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Discernindo o corpo de Cristo - A Ceia do Senhor. Esta mensagem abre nosso entendimento a respeito da provisão do copo de Cristo, o pão da Nova Aliança.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Aqui repartimos um ensinamento glorioso a respeito da Ceia do Senhor e a provisão que Ele nos deixou pelo Seu corpo e Seu sangue. Participar da Ceia com fé e tendo o discernimento correto das virtudes do corpo e do sangue, lhe trará provisão e benefícios sobrenaturais e físicos da parte do Senhor Jesus Cristo.</p>



<p>A Nova Aliança que Cristo Jesus firmou conosco, pelo Seu sangue, traz cláusulas de superiores promessas quando comparamos com a aliança da Antiga Aliança. Hoje, temos as consciências purificadas de todo pecado e transgressão e o nosso corpo físico é lavado com a água pura da Palavra. Em Cristo temos os pecados removidos, esquecidos e uma provisão eterna de perdão à nossa disposição.</p>



<p>Muitos textos das Escrituras têm sido encobertos ou selados para serem revelados nestes dias da Restauração de Todas as Coisas (<strong>Atos 3:20, 21</strong>). Alguns textos do Novo Testamento são batalhados por Satanás, fazendo com que traduções erradas sejam feitas ou mesmo textos sejam mal interpretados </p>



<p>Os ensinamentos de Paulo contidos em <strong>1 Coríntios 11</strong>, aonde ele reparte a revelação que recebeu do próprio Senhor a respeito da Santa Ceia, e mais especificamente sobre o corpo de Cristo (o pão), também são mal compreendidos pelos cristãos e, sem sobra de dúvidas, são verdades batalhadas por Satanás. Porque o diabo sabe que se tivermos o discernimento correto a respeito do corpo de Cristo e do Seu sangue, entraremos em um nível elevado de vida abundante e de libertação da futilidade que domina os nossos corpos. Então, possamos servir ao Senhor plenamente e sem limitações.</p>



<h4 class="has-text-align-center wp-block-heading">O discernimento correto do corpo de Cristo</h4>



<p>Todo o contexto de <strong>1
Coríntios 11</strong> fala sobre a Santa Ceia, do corpo e do sangue do Senhor Jesus,
e o discernimento que devemos ter destes elementos. Ou seja, qual a finalidade
do Senhor nos ter dado o Seu corpo e derramado o Seu sangue. Não interprete mal
este ensinamento do apóstolo Paulo.</p>



<p>Paulo orientou os crentes de Corinto a participarem do pão e
do vinho de forma adequada para que eles não fossem “<strong><em>condenados com o mundo</em></strong>” (<strong>vs. 32b</strong>). E, porque eles não estavam participando
de forma adequada, estavam fracos, doentes e alguns até morrendo
prematuramente. Alguns pensam que esta expressão está falando de irmos para o
inferno. Mas não é disso que Paulo está se referindo. Ele está dizendo que se
participarmos da Ceia sem o discernimento apropriado do corpo de Cristo,
participaremos das condenações às quais o mundo está sujeito por causa do
pecado de Adão. </p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Por outro lado, Paulo está ensinando aos Coríntios que eles precisavam aprender a discernir a provisão do corpo de Cristo para participarem dos benefícios propostos na Ceia, para não sofrerem as consequências da condenação do mundo. </p></blockquote>



<p>Os <strong>versículos</strong> <strong>31, 32</strong> dizem: “<em>Contudo, se nós tivermos a cautela de avaliarmos o nosso discernimento”</em> (conforme o original grego: “<strong>julgar” é discernir</strong>, ou <strong>avaliar</strong> nossa compreensão a respeito da Ceia) “<em>não seríamos condenados. No entanto, quando somos julgados”</em> (<strong>avaliados</strong>)<em> “pelo Senhor, estamos sendo corrigidos a fim de que não sejamos condenados juntamente com o mundo”</em> (<strong>vss. 31, 32</strong>). Na expressão “<em>se nós nos julgássemos”</em>, a palavra “julgar” aqui é a expressão grega <strong><em>diakrino</em></strong><em>, </em>que significa: discernir. Esta mesma expressão é usada anteriormente por Paulo: “<em>Porém o homem espiritual julga todas as coisas, mas ele mesmo não é julgado por ninguém</em>”. (<strong>1 Coríntios 2:15</strong>). A versão de King James Atualizada traduz assim: “<em>Contudo, aquele que é espiritual pode <strong>DISCERNIR</strong></em> <em>todas as coisas, e ele mesmo por ninguém é compreendido&#8230;”</em>. Portanto, o termo se refere a uma compreensão ou entendimento com discernimento.</p>



<p>Este ensinamento que Paulo recebeu
do Senhor foi dado para nos corrigir: corrigir nosso discernimento dos
elementos da Ceia, para não sermos condenados juntamente com o mundo, que não
conhece as provisões do sangue e do corpo do Cordeiro de Deus. A ênfase
é: Se nós avaliamos o nosso discernimento da Ceia do Senhor, nós não seremos
julgados (ou condenados) juntamente com o mundo. Concluímos que este
ensinamento não foi trazido por Paulo para nos condenar, mas como fonte de correção
para livramento. Paulo orienta os crentes de Corinto a discernirem o corpo de
Cristo que é a provisão divina para não recebermos a condenação junto com o
mundo.</p>



<p>Qual é a “condenação do mundo” no contexto deste capítulo? <strong>Fraqueza, enfermidade e morte prematura</strong>. Paulo se surpreendeu em perceber que na igreja em Corinto havia “<em>muitos fracos e doentes e não poucos que morreram prematuramente</em>” (<strong>vs. 30</strong>). E Paulo apresenta qual o motivo nos <strong>versículos 27 a 29</strong> &#8211; “<em>&#8230;pois quem como e bebe sem discernir o corpo, como e bebe juízo para si. Eis <strong>A RAZÃO </strong>por que há entre vós muitos fracos e doentes e não poucos que dormem”</em> (<strong>vss. 29, 30</strong>).  “<em>Eis A RAZÃO” </em>daqueles crentes estarem participando da condenação com o mundo e estarem fracos, doentes e alguns até morrendo prematuramente. Observe que Paulo fala DA RAZÃO, no singular, e não no plural: AS RAZÕES. Ou seja, há apenas uma razão para todo aquele sofrimento: não discernirem os benefícios que há no corpo de Cristo que nos é oferecido na Ceia. Observe que a questão aqui é o PÃO, não o vinho (sangue) da Ceia.</p>



<p>O mundo está debaixo de condenação, herdada pelo pecado de Adão. Mas em Cristo fomos considerados justos e livres desta condenação: ”<em>Pois assim como, por uma só ofensa, veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também, por um só ato de justiça, veio a graça sobre todos os homens para a <strong>justificação que dá vida</strong>. Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos se tornaram pecadores, assim também, por meio da obediência de um só, muitos se tornarão justos</em>”. (<strong>Romanos 5:18, 19</strong>). E ainda: “<em>Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus</em>” (<strong>Romanos 8:1</strong>).</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Participando da Ceia do Senhor, com discernimento e revelação do corpo de Cristo, apropriaremos da provisão completa: saúde para nosso corpo, vitalidade e vida eterna.</p></blockquote>



<p><em>“Por isso, aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor, <strong>indignamente</strong>, será réu do corpo e do sangue do Senhor” </em>(<strong>vs. 27</strong>). A palavra empregada para “indignamente”, no grego, é <strong><em>anaxiós</em></strong>, que significa <strong>INADEQUADAMENTE</strong>. O ponto aqui é a ação, não quem agiu (a pessoa). Entenda que Paulo <strong>não</strong> está dizendo que se você está indigno, ou está em pecado, não deve participar da Santa Ceia. Este não é o pensamento de Paulo. Jesus morreu por pessoas indignas. Na verdade, ninguém é digno da provisão de Cristo. Paulo não está falando do estado de uma pessoa, mas <strong>da maneira imprópria de celebrar a Ceia. A questão aqui não é a pessoa, mas a maneira, ou a forma com que se toma o pão e o vinho</strong>.  Paulo está dizendo: “A maneira como vocês estão participando da Ceia, os impedem de receber os benefícios da provisão, e por isso estão fracos, doentes e não poucos morrem antes do tempo”. </p>



<p>Portanto: “<em>Examine-se, pois o homem a si mesmo, e assim, como do pão, e beba do cálice; pois quem come e bebe <strong>SEM</strong> <strong>DISCERNIR O CORPO</strong>, como e bebe juízo para si”</em> (<strong>vss. 28, 29</strong>). Então Paulo orienta para cada um examinar, avaliar, o seu nível de discernimento da finalidade do Senhor ter nos dado o Seu sangue e corpo. </p>



<p>Há muitos ensinamentos errados que impedem e fazem os crentes rejeitaram a Santa Ceia. Mas se discernirmos corretamente os benefícios que nos está proposto no corpo e sangue de Jesus Cristo, reverteremos estas situações. Precisamos discernir os benefícios do corpo do nosso Senhor.</p>



<h4 class="has-text-align-center wp-block-heading">Os benefícios por discernir o corpo de Cristo: o pão da ceia</h4>



<p>A palavra grega para “<em>discernir”</em> é <strong>diakrionon</strong>, e significa “fazer a diferença, discernir ou fazer a distinção entre duas coisas”. Paulo está orientando a fazerem distinção ou discernir os benefícios que há no corpo do Senhor. Quando tomamos o pão e o vinho, o corpo e o sangue do Senhor na Ceia, precisamos discernir <strong>os benefícios de cada elemento</strong>. A questão é: Por qual propósito o corpo (pão) foi partido e o sangue (o fruto da videira) derramado?</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p class="has-text-align-center">Leia a mensagem na íntegra para se aprofundar neste assunto tão vital para nossa vida em Cristo. Baixe o <strong>arquivo PDF</strong> abaixo:</p>



<div class="wp-block-file aligncenter"><a href="https://raibarreto.com.br/wp-content/uploads/2020/02/Discernindo-o-Corpo-de-Cristo-RaiBarreto.pdf"><strong>Baixe aqui a mensagem completa:</strong> <strong>&#8220;Discernindo o Corpo de Cristo &#8211; A Ceia do Senhor, Por: Rai Barreto</strong></a><a href="https://raibarreto.com.br/wp-content/uploads/2020/02/Discernindo-o-Corpo-de-Cristo-RaiBarreto.pdf" class="wp-block-file__button" download>Baixar</a></div>



<p>Estou disponibilizando também o áudio de quando esta mensagem foi, pela primeira vez, ministrada numa igreja local. O áudio está dividido em duas partes e você pode ouvir no seu Smartphone ou Desktop. Também pode fazer o download para ouvir mais tarde.</p>



<figure class="wp-block-audio"><audio controls src="https://raibarreto.com.br/wp-content/uploads/2020/02/RAI_DISCERNINDO-O-CORPO-DE-CRISTO-SANTA-CEIA_01.mp3"></audio><figcaption><strong> Áudio &#8211; Parte I</strong> </figcaption></figure>



<figure class="wp-block-audio"><audio controls src="https://raibarreto.com.br/wp-content/uploads/2020/02/RAI_DISCERNINDO-O-CORPO-DE-CRISTO-SANTA-CEIA_02.mp3"></audio><figcaption><strong>Áudio &#8211; Parte II</strong></figcaption></figure>
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