Borboleta Casulo
Mente Renovada,  Transformação e Santificação

A Crise é o terreno fértil para a criatividade

A Palavra do Senhor veio nesta manhã em forma de provérbios sobre o paradoxo, um paralelismo entre duas palavras: Crise e Oportunidade. A seguir alguns provérbios sobre Crise e Oportunidade.

A crise é sempre o sintoma que identifica a falência de uma fase, de um estágio, de uma capacidade ou de um sistema de coisas. A crise é apenas um sintoma e, dentro dela, você encontrará a oportunidade. No meio da crise você precisa identificar a oportunidade e a criatividade que está nascendo ou surgindo.

Etimologia da palavra crise

A palavra crise vem do Latim (CRISIS) e do Grego (KRISIS), que significam “julgamento, seleção, resultado de uma avaliação”. Deriva do termo KRINEIN: “separar, peneirar, decidir e julgar”. Nas crises, você precisa selecionar os elementos válidos e subir para um novo nível de vida. Selecionamos coisas boas em um ciclo e levamos para o novo ciclo. Coloque tudo de bom em uma “mochila” e continue subindo a montanha. O nosso corpo físico está preparado para as crises: ele é preparado para coletar e assimilar os elementos bons do meio e descartar o que não é necessário. A vida biológica sabe lhe dar com as crises. Podemos aprender com o nosso corpo e aplicar este conhecimento à nossa vida emocional e espiritual.

A Páscoa é um tempo de crise

A crise econômica e o julgamento espiritual que Deus trouxe sobre a terra do Egito, conforme é relatado em Êxodo, foi a grande oportunidade para a libertação, a salvação e o enriquecimento de Israel. A Páscoa é, portanto, uma oportunidade de mudança de vida. A crise é uma oportunidade para coisas novas virem à luz. 

A crise é o sintoma do fim de uma estação e o início de outra. A Páscoa coincidia com o fim do Inverno e o início da Primavera. O trecho de Cantares 2:11-14 era recordado e cantado durante a Festa da Páscoa: “Porque eis que passou o inverno, cessou a chuva e se foi; aparecem as flores na terra, chegou o tempo de cantarem as aves, e a voz da rola ouve-se em nossa terra. A figueira começou a dar seus figos, e as vides em flor exalam o seu aroma; levanta-te, querida minha, formosa minha, e vem. Pomba minha, que andas pelas fendas dos penhascos, no esconderijo das rochas escarpadas, mostra-me o rosto, faze-me ouvir a tua voz, porque a tua voz é doce, e o teu rosto, amável.”

Deus está no controle da vida de Seus filhos

Deus produz e está no controle das crises na vida de Seus filhos. Observe os momentos de crises que passaram os filhos de Deus. Lembre-se do que aconteceu com Elias, após ser perseguido por Jezabel que queria matá-lo (1 Reis 19:1-4). Foi neste momento de perseguição e crise, quando Elias pediu para si a morte e clamou a Deus: “…Basta; toma agora, ó Senhor, a minha alma, pois não sou melhor do que meus pais. Foi neste momentoque surgiu seu sucessor Eliseu e a fé para impartir a porção dobrada do Espírito. A crise é a oportunidade que nos prepara para a porção dobrada e a frutificação. Quando você chega ao fim de suas forças, quando clama: BASTA! Então Deus está pronto para gerar as Suas obras vivas através de você. Graças a Deus quando Ele nos conduz às crises (1 Reis 19:19…).

Gênesis 1:1 descreve que a Terra se tornou sem forma e vazia, MAS o Espírito de Deus pairava sobre a face do abismo. E disse Deus: HAJA! Então tudo foi criado. E Deus continuou exercendo Sua criatividade. Portanto, a crise é o terreno fértil que produz a criatividade. O seu BASTA cria a oportunidade para a ação e o controle absolutos de Deus na sua vida e diante de uma situação.

Tempo de esperar em Deus

O tempo da crise é um tempo de ESPERAR em Deus. Em todos os momentos de crise, de exaustão, do fim das forças humanas, do findar de um sistema de coisas, espere em Deus. Espere em Deus, porque no meio daquele tempo de crise, Ele está trazendo à luz a oportunidade – a oportunidade de uma nova estação, da criatividade e da entrada em um novo nível. Aprenda com a crise!

A crise da adolescência

Porque a fase da adolescência é denominada pelos psicólogos e especialistas de: “a crise da adolescência?” A adolescência é uma fase muito importante para o amadurecimento do ser humano. É na crise da adolescência que toda uma reformulação, uma reestruturação do caráter e personalidade do ser humano se processa. O adolescente, no meio da crise, pode manifestar atitudes de rebeldia, ansiedade ou mesmo apatia, mas dentro dele, dentro do seu espírito, ele está em uma fase de encubação. Toda a sua vivência na infância está sendo confrontada com novos estímulos e padrões apresentados pelo mundo lá fora. Neste período está sendo elaborado ou amadurecido um “novo” ser.

A crise é como a fase do casulo

A crise é como a fase do casulo: um tempo de reclusão, quando as forças são acumuladas, onde as experiências são cravadas em nosso caráter, para que um “novo” ser, uma nova perspectiva de vida, uma nova visão e experiência surjam.

A poda do Pai Agricultor

A crise é tão necessária em nossas vidas como a poda é para as plantas: “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que, estando em mim, não der fruto, ele o CORTA; e todo o que dá fruto LIMPA, para que produza mais fruto ainda.” (João 15:1, 2). O que você prefere: ser CORTADO ou LIMPO pela poda? A crise parece ser o fim, mas é o prelúdio de um novo início. Deus nos poda para que produzamos mais e mais frutos. A “poda” é necessária, pois é ela que nos preserva e nos mantém sempre frutíferos. Deus sabe que se convivêssemos com as folhas e galhos secos da “velha estação”, nossa vitalidade estaria comprometida e morreríamos.

Nos períodos de crises, não olhe para as circunstâncias, para as aparências das coisas, para aquilo que está indo embora ou deixado para traz. Espere em Deus, busque discernimento, então você encontrará o novo que Deus está querendo gerar. Se você se detiver na aparência dos fatos, se perderá no meio da crise. Confie em Deus, Ele sempre tem o melhor para você, Ele tem uma porta aberta, uma oportunidade está surgindo.

Antegoze o novo

Na crise, antegoze o novo que está surgindo. Tenha fé, esperança e a firme convicção que Deus está no controle. A crise é tempo de buscar o Senhor, sugar dEle a seiva, Sua Palavra, esperar e adorar ao Senhor. Ele está trabalhando e do “caos” fará surgir algo novo. A morte é um fato, a ressurreição é nossa viva esperança: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos…” (1 Pedro 1:3).

Cuidado para não gerar um Ismael

Não gere um Ismael no tempo de crise, não se precipite, confie em Deus, Ele está perto. “De noite, no meu leito, busquei o amado de minha alma, busquei-o e não o achei. Levantar-me-ei, pois, e rodearei a cidade, pelas ruas e pelas praças; buscarei o amado da minha alma. Busquei-o e não o achei. Encontraram-me os guardas, que rondavam pela cidade. Então, lhes perguntei: vistes o amado da minha alma? Mal os deixei, encontrei logo o amado da minha alma; agarrei-me a ele e não o deixei ir embora, até que o fiz entrar em casa de minha mãe e na recâmara daquela que me concebeu”. (Cantares 3:1-4).

O Pai nos disciplina por amor

A crise é como a disciplina: Deus nos disciplina como a filhos (Hebreus 12:10, 11). No primeiro momento a disciplina, a crise, traz a sensação de frustração, de perda e de fracasso. Mas é, na realidade, o início de uma nova alegria, de um novo cântico, da frutificação, da criatividade e da oportunidade.

Deus é soberano e está no controle de toda a crise que sobrevém à nossa vida. Com a crise Ele está trabalhando e criando as condições para que o novo nível venha à luz: sermos participantes da Sua santidade.

A crise é como o período da quarentena, um período intermediário entre o antes e o depois, o passado e o futuro, do domínio da velha natureza para o controle da nova natureza, a morte e a ressurreição.

A cruz é um período de crise

A cruz é um período de crise. Por isso, durante a crise, não olhe para a aparência das coisas ou para as circunstâncias ou fatos, aprenda com a crise, não murmure (1 Tessalonicenses 5:18). Busque, no seu espírito, aquilo que Deus quer trazer de novo. Olhe com os olhos da fé do seu espírito, então poderá enxergar a nova criatividade que Deus está trazendo à luz. No meio de uma crise eu sempre fico curioso e pergunto ao Senhor: “O que Tu irás trazer de novo? Como o Senhor irá me surpreender?”

É tempo de esperar em Deus

Crise é o momento propício para ESPERAR EM DEUS e para nos dedicarmos mais à oração de escuta: “Esperei confiantemente pelo Senhor; ele se inclinou para mim e me ouviu quando clamei por socorro [no momento de crise].” (Salmos 40:1). Paulo escreveu a orientação e posicionamento que devemos ter nos momentos de crise: “… regozijai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, na oração, perseverantes” (Romanos 12:12).

A crise nos cega para que a visão de Deus seja implantada em nosso espírito. A crise pode gerar desesperança, mas Deus está gerando a Sua esperança em nós.

Veja a crise que Deus provocou na vida de Jó. Deus também programou a crise na vida de José. Lembre-se de como o Senhor planejou a crise para os filhos de Israel, levando-os para o Egito. Qual foi o resultado daquelas crises? Seus filhos se apegaram mais a Ele, O conheceram como Deus soberano, cumpridor das promessas e um Deus de braço forte que peleja pelos Seus.

A criatividade aflora

A crise é o terreno fértil que produz a criatividade, um novo tempo, estação e capacidade. A crise traz a oportunidade para o Senhor ser engrandecido em meio às adversidades. Aprenda com as crises!

Os povos aprendem com os momentos de crise

Os povos aprendem com os momentos de crise. Um dos dialetos chineses, que formaram a base dos dialetos dos povos asiáticos, como o povo japonês, traz um ideograma da palavra crise, que é constituído de dois símbolos, um ligado ao outro. O primeiro símbolo representa a CRISE, o perigo e o medo. Já o segundo ideograma significa a CHANCE, a OPORTUNIDADE. Portanto, de acordo com a sabedoria oriental, toda crise é um momento em que há perigos e medos, mas também é o momento da oportunidade. Por isso os povos orientais, depois da grande crise e devastação produzidas pela Segunda Guerra Mundial, encontraram forças para reconstruírem a sua dignidade, suas riquezas e seus países. Pense nisso!

Crise, prova, provação…

Muitas vezes falamos de nossas crises usando outras palavras: prova, provação, dificuldade, aperto, aperreio, aflição, tormento, sofrimento, tribulação, padecimento, derrota, fracasso e termos semelhantes. Não; renove a sua mente para conhecer qual é a perfeita vontade do Senhor nos momentos de crise. A crise é sua aliada, foi criada por Deus para trazer à luz a oportunidade e a criatividade.

Sendo assim, a crise será uma porta aberta para a autodescoberta, para o autoconhecimento, na medida em que somos forçados a buscar soluções, a rever posições, reavaliar relacionamentos e condutas. Talvez não porque queremos, pois ninguém deseja ou tem prazer nos momentos de crise, mas porque não existe outra possibilidade…

A crise é o terreno fértil para o amadurecimento da fé

A crise é o terreno fértil para o amadurecimento e fortalecimento da fé. Todos nós temos diversos talentos, dons e profecias sobre nossas vidas. E os momentos de crise são o terreno fértil para desenvolver talentos adormecidos e esquecidos: “Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações” [momentos de CRISES], “sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança. Ora, a perseverança deve ter ação completa” [em todas as áreas de nossa vida], “para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes.” (Tiago 4:2-4).

Diante de uma crise, não murmure, não reaja negativamente às circunstâncias, não se desespere, espere pela força, pela fé, pela luz – o dia está raiando. A alvorada da primavera está sendo elaborada, metabolizada. Uma nova fé e força, um novo entusiasmo e motivação estão surgindo, bem dentro do caos. Tanto o lírio como a flor de lótus, plantas belas, perfumadas e sensíveis, encontram no lodo o ambiente propício para florescer. “Porque não passa de um momento a sua ira; o seu favor dura a vida inteira. Ao anoitecer, pode vir o choro, mas a alegria vem pela manhã” (Salmos 30:5).

Não se forma um bom marinheiro em águas tranquilas

Não se forma um bom marinheiro em águas tranquilas, mas em mares revoltos. Os momentos de crise são necessários para a destreza. Nos momentos de tempestade, acorde Jesus! Desperte o Cristo dentro de você. Reveja as palavras, as profecias que existem sobre a sua vida (1 Timóteo 1:18). Acorde a sua fé. Reveja aquilo que Deus já colocou no seu espírito, porque a crise é o momento propício para que estas palavras floresçam. A crise é o momento oportuno para que todo o seu potencial e criatividade venham à luz.

Despido do velho e se revestir do novo

A crise não pode fazer você perder a sua personalidade e seus valores. Não destrua seu “centro”. Não se perca no meio da crise. Crise exige: paciência, autocontrole, foco e um passo de cada vez. O pânico é a pior reação que se pode ter numa crise. Agarre-se a seus valores como uma corda de salvação que você tem no momento da crise. Não deixe que a crise corte seu único canal de redenção, que é o compromisso com as coisas simples da vida.

A crise não é uma indicação de fim, mas a indicação de que um novo começo está surgindo. Busque esta nova oportunidade, a nova expressão, a novidade de vida. Almeje o novo caráter e a nova natureza, o novo homem que está surgindo dentro de você. Na crise você precisa aprender a se despir do velho e se revestir do novo (Colossenses 3:8-12).

Apocalipse é um livro de crise

O Apocalipse de João não trata do fim do mundo, mas do fim de um VELHO MUNDO e início de um novo tempo: a Era do Reino de Deus. Ao Cordeiro foi dito: “Digno és de tomar o livro e abrir-lhe os selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação e para o nosso Deus os constituíste REINO e SACERDOTE; e REINARÃO SOBRE A TERRA” (Apocalipse 5:9, 10). Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus, deu a Sua vida na cruz para resgatar a muitos, fazendo-os cidadãos do Seu Reino.

Chaves de como enfrentar as crises

Portanto, aí vão algumas chaves de como enfrentar as crises que nos sobrevêm.

Primeiro, não fuja da crise. Encare-a de frente. Estude-a sobre todos os ângulos. Não se deixe tomar pelo desânimo, medo ou desespero, pois nenhuma crise é maior do que o poder de Deus. Busque mais ao Senhor neste momento de crise. Condense a Palavra do Senhor. Ore, busque e espere mais no Senhor. Ele criou este momento para que você estivesse mais perto Dele, para lhe chamar para perto e lhe ensinar os tesouros do Reino.

Momentos de tentação

“Não vos sobreveio tentação” [ou crise] “que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação” [ou crise] “vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar.” (1 Coríntios 10:13). Na crise, o Senhor abrirá uma porta de escape e livramento. Este deve ser o seu pensamento no momento de crise: qual é a porta, qual é o livramento, qual o novo que o Senhor está trazendo à luz neste momento de poda, provação, tentação ou teste? O que o Senhor quer lhe ensinar?

Não olhe para as circunstâncias, para o mar revolto. Feche seus olhos naturais e, entre no seu quarto, ore ao Pai e busque abrir os olhos da fé. Porque, nos momentos de crise a oportunidade para um novo começo está surgindo. A crise é o instrumento para o Senhor levar-nos ao fracasso da nossa natureza carnal, é o fim do eu e a descoberta do Cristo em nós. É o exaurir das suas forças naturais para o surgimento da energia divina em você.

A crise é o meio pelo qual o Senhor produz a Suas obras vivas em e através de nós. Graças a Deus pelas crises!…

Se antecipe, louve a Deus pela certeza da vitória e do novo amanhecer

“As minhas lágrimas têm sido o meu alimento dia e noite, enquanto me dizem continuamente: O teu Deus, onde está? Lembro-me destas coisas – e dentro de mim se me derrama a alma -, de como passava eu com a multidão de povo e os guiava em procissão à Casa de Deus, entre gritos de alegria e louvor, multidão em festa. Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu… Um abismo chama outro abismo, ao fragor das tuas catadupas; todas as tuas ondas e vagas passaram sobre mim. Contudo, o Senhor, durante o dia, me concede a sua misericórdia, e à noite comigo está o seu cântico, uma oração ao Deus da minha vida.” (Salmos 42:3-8).

As crises são necessárias, assim como as estações do ano foram programadas por Deus. Elohim estabeleceu o dia e a noite, noite e dia: “Disse também Deus: Haja luzeiros no firmamento dos céus, para fazerem separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais, para estações, para dias e anos.” (Gênesis 1:14). O inverno, tempo de escassez e exaustão, prepara a natureza para a exuberância da Primavera. “Teu é o dia; tua, também, a noite; a luz e o sol, tu os formaste” (Salmos 74:16).

As nuvens passam

A crise é um momento, é uma nuvem passageira. É um momento de noite, um momento da estação de inverno. “Salmodiai ao Senhor, vós que sois seus santos, e dai graças ao seu santo nome. Porque não passa de um momento a Sua ira; o Seu favor dura a vida inteira. Ao anoitecer pode vir o choro, mas a alegria vem pela manhã” (Salmos 30:4, 5). Bem-aventurados aqueles que choram, que passam pela crise, porque eles serão consolados. Não pare dentro da crise, não desfaleça, confie em Deus porque você ainda O louvará. Você ainda gritará: “Gol!” Antecipe a vitória! Tenha fé, confie em Deus.

O momento da crise nos ensina muitas coisas:

São nos momentos de crise que Deus produz os Seus profetas. Bem ali, no meio da crise e do caos. Em meio à apostasia, o novo está surgindo.

Veja como Deus pinta o quadro nos dias do sacerdote Eli, em 1 Samuel capítulos 2 e 3. Os filhos de Eli eram filhos de Belial, dados à bebida, glutonarias, orgias, depravações e abominações. Eli, o sacerdote, já era muito velho, glutão, gordo, quase não enxergava mais e não exercia autoridade sobre os seus filhos. A palavra do Senhor era muito rara, a luz do candeeiro estava se apagando e as visões não eram mais frequentes. “MAS o jovem Samuel crescia em estatura e no favor do Senhor e dos homens.” (2:26). No momento de crise, busque o que está além da vírgula, de um pequeno instante, de um virar de página, uma mudança de ótica e de encarar as circunstâncias. No momento de crise, do aparente caos, busque as conjunções: MAS, PORÉM, TODAVIA, CONTUDO, ENTRETANTO e NO ENTANTO.

Deus criou as noites, mas a Sua misericórdia se renova a cada manhã. Discirna a noite e o dia. João 13:30, mostra que era noite para Judas, quando ele traiu o Senhor: “Ele, tendo recebido o bocado, saiu logo. E era noite”. Era noite para Judas, um momento de provação. Como aquela noite foi crucial para a vida de Judas. Pedro também foi provado durante a noite: “Replicou-lhe Jesus: Em verdade te digo que, nesta mesma noite, antes que o galo cante, tu me negarás três vezes”.

Há sempre um novo amanhecer

A noite pode produzir o momento de traição, pode ser que alguém pereça. As crises podem ter um resultado trágico, mas espere a “vírgula”, espere pelo “porém” de Deus. Espere um pouco mais: resta apenas uma última braçada, a última pedra a ser quebrada, a última curva na estrada. Espere um pouco mais, confie em Deus, o dia está raiando.

“É necessário que façamos as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar” (João 9:4). “Vigiai, pois, porque não sabeis quando virá o dono da casa: se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se pela manhã…” (Marcos 13:35). O período da Idade das Trevas, ou Idade Média, foi considerado o milênio da escuridão. Mil anos de trevas espiritual, cultural e científica. Mas, no fim dos mil anos, nasce a restauração e o movimento renascentista. Há tempos de trevas, mas o cantar do galo anuncia o amanhecer.

Então Jesus lhes disse: Esta noite todos vós vos escandalizareis comigo; porque está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho ficarão dispersas. MAS, depois da minha ressurreição, irei adiante de vós para a Galileia” (Mateus 26:31). Há tempo de trevas, há momentos de noite, MAS há sempre a esperança de um novo amanhecer.

Nós precisamos aprender a discernir os tempos

Nós precisamos aprender a discernir os tempos: “Ele, porém, lhes respondeu: Chegada à tarde, dizeis: Haverá bom tempo, porque o céu está avermelhado; e, pela manhã: Hoje, haverá tempestade, porque o céu está de um vermelho sombrio. Sabeis, na verdade, discernir o aspecto do céu e não podeis discernir os sinais dos tempos?” (Mateus 16:2, 3).

Assim é descrito o momento da morte de Jesus: “Chegada a hora sexta, houve trevas sobre toda a terra, até a hora nona. À hora nona, clamou Jesus em alta voz: Eloí, Eloí, lamá sabactâni? Que quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Marcos 15:33, 34). Durante a noite, no momento da cruz, pode surgir o sentimento de que Deus lhe desamparou, mas não! Mantenha sua fé (confiança). Você confia em Deus? Confia na soberania divina? Você crê que Ele está no controle de todas as coisas?

Havendo ele ressuscitado de manhã cedo no primeiro dia da semana, apareceu primeiro a Maria Madalena, da qual expelira sete demônios”. (Marcos 16:9). Discirna os tempos, os tempos de crise. Ele ressuscitou pela manhã.

A crise gera aprendizado e oportunidades

A crise gera aprendizado e oportunidades. Na crise, percebemos os verdadeiros amigos. “Em todo tempo ama o amigo, e na angústia se faz o irmão”. (Provérbios 17:17). No período de crise temos a oportunidade de identificar quem são os verdadeiros amigos, os verdadeiros irmãos, aqueles que estarão conosco nos dias bons e, ainda, nos dias ruins.

Durante a crise nós podemos rever os nossos fundamentos, podemos avaliá-los. No final do Sermão do Monte Jesus contou a parábola dos dois fundamentos que são revelados por meio das crises. A crise vem, a chuva cai, os rios transbordam e os ventos dão com ímpeto sobre as duas casas: a que fora edificada sobre a areia e a outra que foi construída sobre a rocha. Uma casa cai e a outra permanece firme. Portanto, entendemos que a crise revela os fundamentos. A crise traz à tona nossas motivações e quem realmente somos.

A crise revela a solidez do casamento e do amor

O amor não é provado nos momentos de alegria, mas nos momentos de crises: “As muitas águas não poderiam apagar o amor, nem os rios, afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens da sua casa pelo amor, seria de todo desprezado”. (Cantares 8:7).

Na crise nós aprendemos a construir celeiros, a poupar. Nós temos a tendência natural de gastar o que ganhamos sem pensar no amanhã. As formigas entesouram no verão, para terem suprimento no inverno (Provérbios 30:25; 6:6-11). Na crise aprendemos dolorosamente que não devemos gastar sem deixarmos reservas.

Durante a crise nós identificamos aquilo que é um desejo passageiro ou uma real necessidade.

Na crise nós nos lembramos de Deus! Nós O buscamos mais frequentemente

As Escrituras revelam o propósito de Deus ao conduzir os Seus filhos pelo deserto: “Recordar-te-ás de todo o caminho pelo qual o Senhor, teu Deus, te guiou no deserto estes quarenta anos, para te humilhar, para te provar, para saber o que estava no teu coração, se guardarias ou não os seus mandamentos. Ele te humilhou, e te deixou ter fome, e te sustentou com o maná, que tu não conhecias, nem teus pais o conheciam, para te dar a entender que não só de pão viverá o homem, mas de tudo o que procede da boca do Senhor viverá o homem.” (Deuteronômio 8:2, 3).

O deserto revela o que está no seu coração. No coração dos filhos de Israel estava o murmúrio, a rebeldia e a incredulidade. Será que realmente temos fome da Palavra do Senhor? Será que O amamos sobre todas as coisas, a despeito de todas as circunstâncias? A crise nos humilha porque mostra a nossa incapacidade. Na crise o Senhor quer se revelar a você, revelar a Sua Palavra.

Aprenda com os tempos de crise! A crise é o tempo fértil que produz a criatividade e as oportunidades.

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