<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos 2. EVANGELHO DA GRAÇA - Rai Barreto</title>
	<atom:link href="https://raibarreto.com.br/category/evangelho-da-graca/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://raibarreto.com.br/category/evangelho-da-graca/</link>
	<description>Conteúdo para quem quer estudar a bíblia com profundidade. Aqui você encontra artigos e mensagens sobre o Evangelho do Reino e da Graça de Deus.</description>
	<lastBuildDate>Sat, 17 May 2025 22:06:05 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.6.2</generator>

<image>
	<url>https://raibarreto.com.br/wp-content/uploads/2020/06/cropped-ICONI_SITE-32x32.png</url>
	<title>Arquivos 2. EVANGELHO DA GRAÇA - Rai Barreto</title>
	<link>https://raibarreto.com.br/category/evangelho-da-graca/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Não fira a Rocha duas vezes. Fale à rocha!</title>
		<link>https://raibarreto.com.br/nao-fira-a-rocha-duas-vezes-fale-a-rocha/</link>
					<comments>https://raibarreto.com.br/nao-fira-a-rocha-duas-vezes-fale-a-rocha/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rai Barreto]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 17 May 2025 22:06:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2. EVANGELHO DA GRAÇA]]></category>
		<category><![CDATA[6. ESTUDOS DA BÍBLIA]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://raibarreto.com.br/?p=844</guid>

					<description><![CDATA[<p>Baixe o arquivo PDF completo desta mensagem no final deste post. Existe um princípio de interpretação das Escrituras que é muito revelador e que precisamos compreender. Sempre há um paralelo entre o começo e o fim: o começo é semelhante ao que vai acontecer no fim; quer dizer, os fatos registrados no início da Bíblia possuem um paralelo com os fatos profetizados no final da Bíblia. Vemos este princípio ensinado por Salomão, pela Sabedoria que Deus lhe agraciou e pela inspiração do Espírito Santo, em Eclesiastes 1:9, 10: “O que foi é o que há de ser; e o que se fez, isso se tornará a fazer; nada há, pois, novo debaixo do sol. Há alguma coisa de que se possa dizer: Vê, isto é novo? Não! Já foi nos séculos que foram antes de nós”. Então, ao estudar as Escrituras também não entenda os personagens e fatos apenas como algo histórico que aconteceu no passado. Não! Há um ensinamento mais profundo por traz da história. O motivo para o qual o Espírito Santo inspirou os fatos do passado é também para que sejam “TIPOS”, ou exemplo para nós. No grego  temos a palavra tupos (τυπος &#8211; G5179 na Concordância de Strong). A palavra tupos é empregada por Paulo na passagem de 1 Coríntios 10:6, 11, 12a, que diz: “Com esta lição somos advertidos de que não devemos desejar coisas más, como eles fizeram&#8230; Todas essas coisas sucederam a eles, como exemplos, como lições objetivas para nós, a fim de advertir-nos contra a prática das mesmas coisas; foram escritas para que pudéssemos ler a respeito delas e delas aprender nestes últimos dias enquanto o mundo se aproxima do fim. Portanto, tenham cuidado” (versão NBV). A palavra grega tupos significa: exemplo, modelo, lição, tipo (tipologia bíblica), prefiguração, padrões, uma pessoa ou coisa que prefigura algo (veja Atos 7:44 e Romanos 5:14). O bordão de Moisés e o bordão de Arão Quando o Senhor orientou Moisés a pegar “o bordão”, Ele Se referiu ao do sacerdote Arão. Já Moisés tinha a “sua vara” na mão desde aquele tempo da sarça ardente (Êxodo 4:2). O BORDÃO (VARA) DE MOISÉS foi transformada por Deus em serpente e tornou-se o instrumento pelo qual Ele executou a juízo sobre o Egito e seus deuses (Êxodo 7:10-12; 9:23; 10:13 e 12:12). Com ela, Moisés desencadeou as pragas &#8211; como transformar as águas em sangue, trazer gafanhotos e dividir o Mar Vermelho (Êxodo 9:22, 23; 10:12, 13; 14:15, 16, 21) -, atos que demonstraram o poder de Deus em instruções contra a rebelião e idolatria dos egípcios. Mesmo em Horebe (Êxodo 17:5, 6), ao ferir a rocha, a vara foi usada num contexto de resposta à murmuração do povo, que testava a Deus, carregando um tom de autoridade e correção. Assim, a vara de Moisés simboliza juízo porque está associada à manifestação do juízo divina contra o pecado, à rebelião, à quebra da resistência humana e à imposição da vontade soberana de Deus sobre as nações, deuses e indivíduos desobedientes. Por outro lado, o BORDÃO (VARA) DE ARÃO, destacado em Números 17:8-10, é um símbolo de misericórdia e graça devido ao seu papel sacerdotal e ao milagre de florescimento. Quando os israelitas contestaram a liderança de Moisés e Arão após a rebelião de Coré, Deus fez o bordão de Arão brotar, florescer e dar amêndoas, confirmando sua escolha como sacerdote e silenciando a rebelião sem derramamento de sangue adicional &#8211; um ato de graça que reafirmou a mediação sacerdotal. Guardado diante da Arca (Números 17:10), o bordão representa a autoridade divina para interceder pelo povo e oferecer sacrifícios que aplacavam a ira de Deus (como em Números 16:46-48, quando Arão deteve a praga). Em Meribá (Números 20:8), Deus instruiu Moisés a tomar o bordão de Arão, guardado no Tabernáculo, e não a vara que ele carregava consigo. A ordem de falar à rocha com o bordão de Arão sugere que o milagre deveria vir pela INTERCESSÃO SACERDOTAL E PELA PALAVRA DE FÉ, refletindo misericórdia e graça para suprir as necessidades do povo. Porém, Moisés, com sua própria vara de juízo na mão, acusou o povo de rebeldes e feriu a rocha duas vezes, um ato que evocou juízo em vez de graça, desonrando a Deus ao sugerir que o poder vinha dele e de Arão (&#8220;tiraremos água?&#8220;, v. 10). Na tipologia, a Rocha é Cristo (1 Coríntios 10:4): ferida uma vez em Horebe (prefigurando a cruz), agora só preciso ser invocada por fé, não &#8220;ferida&#8221; novamente. A vara de Moisés, ligada ao juízo e à Lei, destoou do propósito de graça simbolizado pelo bordão de Arão, representando o sacerdócio da graça. Forme em sua mente a cena de Moisés diante daquela rocha, tendo em uma das mãos a sua vara de juízo e na outra mão a vara sacerdotal da intercessão, misericórdia e graça. Na presença de Arão, Moisés reuniu o povo diante da rocha. E, cheio de ira no seu coração, impaciente por causa da murmuração do povo, grita: “Ouvi, agora, rebeldes&#8230;”. Moisés chama o povo de rebeldes, com um espírito de acusação. Então, ao invés de “falar à rocha” a fere com a vara do juízo uma vez e mais uma vez. Quantos ministros da Palavra e cristãos têm usado a vara do juízo e acusação, ao invés da vara da intercessão e graça? Pai, que este exemplo de Moisés venha a alinhar nossas motivações e palavras. Que palavras de graça e misericórdia brotem dos nossos lábios. E, se detectarmos impurezas ou pecados em nós ou no meio do Seu povo, que sejamos sacerdotes intercessores, cheios de misericórdia e graça: “Todos falavam bem dele e eram admirados com as palavras de graça que saíram de sua boca&#8230;” (Lucas 4:22). Em Atos 20:32, Paulo, ao se despedir dos presbíteros da igreja em Éfeso, diz: “E agora, irmãos, eu os encomendo a Deus e à palavra da sua graça, que tem poder para edificá-los e dar-lhes herança entre todos os que são santificados.” (NVI). A “palavra da Sua graça” refere-se à mensagem do Evangelho da Graça. E Paulo explica os benefícios de ministramos a Palavra da Graça: “Somente Ela tem o poder para EDIFICAR, e dar HERANÇA, entre todos os que são santificados”. O bordão de Arão que brotou, inchou os gomos, produziu flores e deu amêndoas (Números 17:8b) foi guardado diante da presença do Senhor, no Santo dos Santos, para testemunho eterno. Todos presenciaram e viram daquele bordão de Arão, morto e sem vida, brotar flores lindas de primavera e amêndoas. Em Israel as amêndoas são os primeiros frutos que nascem depois do inverno; o que simboliza a flor e fruto da ressurreição de Jesus Cristo após a Páscoa. Jesus ressurreto é nosso Sumo Sacerdote gracioso que pode compadercer-Se de nossas necessidades. A vara de Arão que floresceu tipifica a “vara da graça sacerdotal”. Quando você pensar em sacerdote, associe este ministério com a graça: “Tendo, pois, a Jesus, o Filho de Deus, como grande sumo sacerdote que penetrou os céus, conservemos firmes a nossa confissão.Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado. Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna” (Hebreus 4:14-16). Quando da rocha em Horebe, há 40 anos antes, não havia o ministério sacerdotal. Agora, à porta de Canaã, já havia sido estabelecido o sacerdócio gracioso. Então, agora o tratamento de Deus para com o Seu povo era diferente e a vara sacerdotal da graça era o testemunho vivo de que a ira de Deus foi aplacada. Mas, Moisés ainda estava com a mentalidade antiga. Se ele tivesse entendido e praticado o sacerdócio de intercessão, misericórdia e graça, ele e aquela geração entrariam JUNTOS na terra prometida. A lição para nós é: será que vamos aprender rapidamente a andarmos neste ministério sacerdotal de todos os crentes? O que estava na mente de Deus era que Moisés segurasse a vara sacerdotal e nem a usasse para “ferir a rocha”, bastava apenas declarar com fé: “brota água”! Se Moisés tivesse ferido a rocha com a vara sacerdotal as flores iriam cair. Ele deveria falar à rocha na autoridade sacerdotal e dela sairia água para saciar o povo e os animais. Não fira a Rocha duas vezes É preciso que entendamos que o Senhor Jesus Cristo, a Rocha Espiritual, foi acoitado uma única vez, como um único sacrifício e não se deve acoitá-Lo novamente. O livro aos Hebreus explica claramente este mistério da superioridade da Aliança da Graça que temos com o Pai, por meio de Jesus Cristo (leia Hebreus 7:26-28; 9:11-14). Hebreus 9:23-28 afirma que Cristo fez um único e eterno sacrifício, uma vez por todas, e não é mais necessário sofrer muitas vezes. De acordo com a Bíblia, o sacrifício de Jesus Cristo na cruz foi suficiente e definitivo, não havendo mais necessidade de sacrifícios repetitivos (Hebreus 6:4-6; 10:26-29). Hoje, na dispensação da Nova Aliança da Graça, precisamos apenas fazer a confissão da fé e falar à Rocha e, de Cristo, A Rocha, brotará toda a provisão que necessitamos “a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna”. Falar à Rocha é o que Paulo explica em Romanos 10:4-11. Hebreus 10:12 diz: “Jesus, porém, tendo oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à destra de Deus&#8230;”. Jesus, nosso Sumo Sacerdote, assentado à destra de Deus nos traz a imagem da obra consumada: Teletestai[1]! Ele não mais precisa Se levantar para oferecer sacrifícios pelos nossos pecado, à semelhança do sacerdócio levítico. Querer crucificar novamente a Cristo seria um ato de soberba, um pecado presunçoso ou voluntário. É ultrajar o Espírito da Graça e profanar o sangue da Nova Aliança: “De quanto mais severo castigo julgais vós será considerado digno aquele que calcou aos pés o Filho de Deus, e profanou o sangue da aliança com o qual foi santificado, e ultrajou o Espírito da graça?” (Hebreus 10:29). Quando voltamos às obras da lei para tentar nos santificar, estamos ultrajando o Espírito da Graça. [1] &#8220;Tetelestai&#8221; é uma palavra grega (τετέλεσται) que significa &#8220;está consumado&#8221; ou &#8220;está concluído&#8221; e aparece no Novo Testamento em João 19:30, quando Jesus, na cruz, proclama: &#8220;Está consumado!&#8221; antes de entregar Seu espírito. Derivada do verbo teleō (&#8220;completar&#8221;, &#8220;cumprir&#8221; ou &#8220;concluir&#8221;), ela carrega um sentido profundo de que uma tarefa ou propósito foi cumprida. Clique no LINK abaixo para baixar e ler a mensagem completa em formato PDF.</p>
<p>O post <a href="https://raibarreto.com.br/nao-fira-a-rocha-duas-vezes-fale-a-rocha/">Não fira a Rocha duas vezes. Fale à rocha!</a> apareceu primeiro em <a href="https://raibarreto.com.br">Rai Barreto</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong><em>Baixe o arquivo PDF completo desta mensagem no final deste post</em>.</strong></p>



<p>Existe um princípio de interpretação das Escrituras que é muito revelador e que precisamos compreender. Sempre há um <strong>paralelo entre o começo e o fim</strong>: o começo é semelhante ao que vai acontecer no fim; quer dizer, <strong>os fatos registrados no início da Bíblia possuem um paralelo com os fatos profetizados no final da Bíblia</strong>. Vemos este princípio ensinado por Salomão, pela Sabedoria que Deus lhe agraciou e pela inspiração do Espírito Santo, em <strong>Eclesiastes 1:9, 10</strong>: “O que foi é o que há de ser; e o que se fez, isso se tornará a fazer; nada há, pois, novo debaixo do sol. Há alguma coisa de que se possa dizer: Vê, isto é novo? Não! Já foi nos séculos que foram antes de nós”.</p>



<p>Então, ao estudar as Escrituras também não entenda os personagens e fatos apenas como algo histórico que aconteceu no passado. Não! Há um ensinamento mais profundo por traz da história. O motivo para o qual o Espírito Santo inspirou os fatos do passado é também para que sejam “<strong><em>TIPOS</em></strong><em>”</em>, ou exemplo para nós. No grego  temos a palavra <strong><em>tupos</em></strong> (<strong>τυπος</strong> &#8211; G5179 na Concordância de Strong). A palavra <strong><em>tupos</em></strong> é empregada por Paulo na passagem de <strong>1 Coríntios 10:6, 11, 12a</strong>, que diz: “<em>Com esta <strong>lição</strong> somos advertidos de que não devemos desejar coisas más, como eles fizeram&#8230; Todas essas coisas sucederam a eles, como <strong>exemplos</strong>, como lições objetivas para nós, a fim de advertir-nos contra a prática das mesmas coisas; foram escritas para que pudéssemos ler a respeito delas e delas aprender nestes últimos dias enquanto o mundo se aproxima do fim. Portanto, tenham cuidado”</em> (versão NBV)<em>.</em> A palavra grega <strong><em>tupos</em></strong> significa: exemplo, modelo, lição, tipo (<strong>tipologia bíblica</strong>), prefiguração, padrões, uma pessoa ou coisa que prefigura algo (veja <strong>Atos 7:44</strong> e <strong>Romanos 5:14</strong>).</p>



<h2 class="wp-block-heading">O bordão de Moisés e o bordão de Arão</h2>



<p>Quando o Senhor orientou Moisés a pegar “<strong><em>o bordão</em></strong>”, Ele Se referiu ao do sacerdote Arão. Já Moisés tinha a “<em>sua vara”</em> na mão desde aquele tempo da sarça ardente (<strong>Êxodo 4:2</strong>). O <strong>BORDÃO (VARA) DE MOISÉS</strong> foi transformada por Deus em serpente e tornou-se o instrumento pelo qual Ele executou a juízo sobre o Egito e seus deuses (<strong>Êxodo 7:10-12; 9:23; 10:13 </strong>e<strong> 12:12</strong>). Com ela, Moisés desencadeou as pragas &#8211; como transformar as águas em sangue, trazer gafanhotos e dividir o Mar Vermelho (<strong>Êxodo 9:22, 23; 10:12, 13; 14:15, 16, 21</strong>) -, atos que demonstraram o poder de Deus em instruções contra a rebelião e idolatria dos egípcios. Mesmo em Horebe (<strong>Êxodo 17:5, 6</strong>), ao ferir a rocha, a vara foi usada num contexto de resposta à murmuração do povo, que testava a Deus, carregando um tom de autoridade e correção. Assim, a vara de Moisés simboliza juízo porque está associada à manifestação do juízo divina contra o pecado, à rebelião, à quebra da resistência humana e à imposição da vontade soberana de Deus sobre as nações, deuses e indivíduos desobedientes.</p>



<p>Por outro lado, o <strong>BORDÃO (VARA) DE ARÃO</strong>, destacado em Números 17:8-10, é um símbolo de misericórdia e graça devido ao seu papel sacerdotal e ao milagre de florescimento. Quando os israelitas contestaram a liderança de Moisés e Arão após a rebelião de Coré, Deus fez o bordão de Arão brotar, florescer e dar amêndoas, confirmando sua escolha como sacerdote e silenciando a rebelião sem derramamento de sangue adicional &#8211; um ato de graça que reafirmou a mediação sacerdotal. Guardado diante da Arca (<strong>Números 17:10</strong>), o bordão representa a autoridade divina para interceder pelo povo e oferecer sacrifícios que aplacavam a ira de Deus (como em Números 16:46-48, quando Arão deteve a praga).</p>



<p>Em Meribá (Números 20:8), Deus instruiu Moisés a tomar o bordão de Arão, guardado no Tabernáculo, e não a vara que ele carregava consigo. A ordem de <strong><em>falar</em> à rocha</strong> com o bordão de Arão sugere que o milagre deveria vir pela <strong>INTERCESSÃO SACERDOTAL E PELA PALAVRA DE FÉ</strong>, refletindo misericórdia e graça para suprir as necessidades do povo. Porém, Moisés, com sua própria vara de juízo na mão, acusou o povo de rebeldes e feriu a rocha duas vezes, um ato que evocou juízo em vez de graça, desonrando a Deus ao sugerir que o poder vinha dele e de Arão (&#8220;<em>tiraremos água?</em>&#8220;, <strong>v. 10</strong>). Na tipologia, a Rocha é Cristo (<strong>1 Coríntios 10:4</strong>): ferida uma vez em Horebe (prefigurando a cruz), agora só preciso ser invocada por fé, não &#8220;ferida&#8221; novamente. A vara de Moisés, ligada ao juízo e à Lei, destoou do propósito de graça simbolizado pelo bordão de Arão, representando o sacerdócio da graça.</p>



<p>Forme em sua mente a cena de Moisés diante daquela rocha, tendo em uma das mãos a sua vara de juízo e na outra mão a vara sacerdotal da intercessão, misericórdia e graça. Na presença de Arão, Moisés reuniu o povo diante da rocha. E, cheio de ira no seu coração, impaciente por causa da murmuração do povo, grita: “<em>Ouvi, agora, <strong>rebeldes</strong>&#8230;”</em>. Moisés chama o povo de rebeldes, com um espírito de acusação. Então, ao invés de “falar à rocha” a fere com a vara do juízo uma vez e mais uma vez.</p>



<p>Quantos ministros da Palavra e cristãos têm usado a vara do juízo e acusação, ao invés da vara da intercessão e graça? Pai, que este exemplo de Moisés venha a alinhar nossas motivações e palavras. Que palavras de graça e misericórdia brotem dos nossos lábios. E, se detectarmos impurezas ou pecados em nós ou no meio do Seu povo, que sejamos sacerdotes intercessores, cheios de misericórdia e graça: “<em>Todos falavam bem dele e eram admirados com as palavras de graça que saíram de sua boca&#8230;”</em> (<strong>Lucas 4:22</strong>).</p>



<p>Em <strong>Atos 20:32</strong>, Paulo, ao se despedir dos presbíteros da igreja em Éfeso, diz: “<em>E agora, irmãos, eu os encomendo a Deus e à palavra da sua graça, que tem poder para edificá-los e dar-lhes herança entre todos os que são santificados</em>.” (NVI). A “palavra da Sua graça” refere-se à mensagem do Evangelho da Graça. E Paulo explica os benefícios de ministramos a Palavra da Graça: “<em>Somente Ela tem o poder para EDIFICAR<strong>, </strong>e dar HERANÇA, entre todos os que são santificados”</em>.</p>



<p>O bordão de Arão que brotou, inchou os gomos, produziu flores e deu amêndoas (<strong>Números 17:8b</strong>) foi guardado diante da presença do Senhor, no Santo dos Santos, para testemunho eterno. Todos presenciaram e viram daquele bordão de Arão, morto e sem vida, brotar flores lindas de primavera e amêndoas. Em Israel as <strong>amêndoas</strong> são os primeiros frutos que nascem depois do inverno; o que simboliza a flor e fruto da ressurreição de Jesus Cristo após a Páscoa. <strong>Jesus ressurreto</strong> é nosso <strong>Sumo Sacerdote gracioso</strong> que pode compadercer-Se de nossas necessidades. A vara de Arão que floresceu tipifica a “<strong>vara da graça sacerdotal</strong>”. Quando você pensar em sacerdote, associe este ministério com a graça: “<em>Tendo, pois, a Jesus, o Filho de Deus, como grande sumo sacerdote que penetrou os céus, conservemos firmes a nossa confissão.Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado. Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna</em>” (<strong>Hebreus 4:14-16</strong>).</p>



<p>Quando da rocha em Horebe, há 40 anos antes, não havia o ministério sacerdotal. Agora, à porta de Canaã, já havia sido estabelecido o sacerdócio gracioso. Então, agora o tratamento de Deus para com o Seu povo era diferente e a vara sacerdotal da graça era o testemunho vivo de que a ira de Deus foi aplacada. Mas, <strong>Moisés ainda estava com a mentalidade antiga</strong>. Se ele tivesse entendido e praticado o sacerdócio de intercessão, misericórdia e graça, ele e aquela geração entrariam JUNTOS na terra prometida.</p>



<p>A lição para nós é: será que vamos aprender rapidamente a andarmos neste ministério sacerdotal de todos os crentes?</p>



<p>O que estava na mente de Deus era que Moisés segurasse a vara sacerdotal e nem a usasse para “ferir a rocha”, bastava apenas declarar com fé: “<em>brota água”</em>! Se Moisés tivesse ferido a rocha com a vara sacerdotal as flores iriam cair. Ele deveria falar à rocha na autoridade sacerdotal e dela sairia água para saciar o povo e os animais.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Não fira a Rocha duas vezes</h2>



<p>É preciso que entendamos que o Senhor Jesus Cristo, a Rocha Espiritual, foi acoitado uma única vez, como um único sacrifício e não se deve acoitá-Lo novamente. O livro aos Hebreus explica claramente este mistério da superioridade da Aliança da Graça que temos com o Pai, por meio de Jesus Cristo (leia <strong>Hebreus 7:26-28; 9:11-14</strong>). <strong>Hebreus 9:23-28</strong> afirma que Cristo fez um único e eterno sacrifício, uma vez por todas, e não é mais necessário sofrer muitas vezes. De acordo com a Bíblia, o sacrifício de Jesus Cristo na cruz foi suficiente e definitivo, não havendo mais necessidade de sacrifícios repetitivos (<strong>Hebreus 6:4-6; 10:26-29</strong>).</p>



<p>Hoje, na dispensação da Nova Aliança da Graça, precisamos apenas fazer a confissão da fé e falar à Rocha e, de Cristo, A Rocha, brotará toda a provisão que necessitamos “<em>a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna”</em>. Falar à Rocha é o que Paulo explica em <strong>Romanos 10:4-11</strong>.</p>



<p><strong>Hebreus 10:12 </strong>diz: “<em>Jesus, porém, tendo oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, <strong>assentou-se</strong> à destra de Deus&#8230;</em>”. Jesus, nosso Sumo Sacerdote, <strong>assentado</strong> à destra de Deus nos traz a imagem da obra consumada: <strong>Teletestai</strong><a href="#_ftn1" id="_ftnref1">[1]</a>! Ele não mais precisa Se levantar para oferecer sacrifícios pelos nossos pecado, à semelhança do sacerdócio levítico. Querer crucificar novamente a Cristo seria um ato de soberba, um pecado presunçoso ou voluntário. É ultrajar o <strong>Espírito da Graça</strong> e profanar o sangue da Nova Aliança: “<em>De quanto mais severo castigo julgais vós será considerado digno aquele que calcou aos pés o Filho de Deus, e profanou o sangue da aliança com o qual foi santificado, e ultrajou o Espírito da graça?</em>” (<strong>Hebreus 10:29</strong>). Quando voltamos às obras da lei para tentar nos santificar, estamos ultrajando o Espírito da Graça.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p><a href="#_ftnref1" id="_ftn1">[1]</a> &#8220;<strong>Tetelestai</strong>&#8221; é uma palavra grega (τετέλεσται) que significa &#8220;está consumado&#8221; ou &#8220;está concluído&#8221; e aparece no Novo Testamento em João 19:30, quando Jesus, na cruz, proclama: &#8220;Está consumado!&#8221; antes de entregar Seu espírito. Derivada do verbo teleō (&#8220;completar&#8221;, &#8220;cumprir&#8221; ou &#8220;concluir&#8221;), ela carrega um sentido profundo de que uma tarefa ou propósito foi cumprida.</p>



<p>Clique no LINK abaixo para baixar e ler a mensagem completa em formato PDF.</p>



<div data-wp-interactive="core/file" class="wp-block-file"><object data-wp-bind--hidden="!state.hasPdfPreview"  class="wp-block-file__embed" data="https://raibarreto.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Nao-fira-a-Rocha-duas-vezes-Fale-a-Rocha-1.pdf" type="application/pdf" style="width:100%;height:600px" aria-label="Incorporado de Não fira a Rocha duas vezes - Fale à Rocha."></object><a id="wp-block-file--media-e47dbfd0-8eb2-40dc-b0a5-1af4dfc17716" href="https://raibarreto.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Nao-fira-a-Rocha-duas-vezes-Fale-a-Rocha-1.pdf">Não fira a Rocha duas vezes &#8211; Fale à Rocha</a><a href="https://raibarreto.com.br/wp-content/uploads/2025/05/Nao-fira-a-Rocha-duas-vezes-Fale-a-Rocha-1.pdf" class="wp-block-file__button wp-element-button" download aria-describedby="wp-block-file--media-e47dbfd0-8eb2-40dc-b0a5-1af4dfc17716">Baixar</a></div>



<p></p>
<p>O post <a href="https://raibarreto.com.br/nao-fira-a-rocha-duas-vezes-fale-a-rocha/">Não fira a Rocha duas vezes. Fale à rocha!</a> apareceu primeiro em <a href="https://raibarreto.com.br">Rai Barreto</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://raibarreto.com.br/nao-fira-a-rocha-duas-vezes-fale-a-rocha/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O enigma das curas nos dois tanques: BETESDA e SILOÉ</title>
		<link>https://raibarreto.com.br/o-enigma-das-curas-nos-dois-tanques-betesda-e-siloe/</link>
					<comments>https://raibarreto.com.br/o-enigma-das-curas-nos-dois-tanques-betesda-e-siloe/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rai Barreto]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Sep 2024 13:38:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2. EVANGELHO DA GRAÇA]]></category>
		<category><![CDATA[Transformação e Santificação]]></category>
		<category><![CDATA[graça]]></category>
		<category><![CDATA[saúde divina]]></category>
		<category><![CDATA[transformação]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://raibarreto.com.br/?p=824</guid>

					<description><![CDATA[<p>Esta mensagem bíblica explica o enigma do porque João registrou no Evangelho apenas estas duas curas operadas por Jesus em Jerusalém. Abaixo você pode baixar o arquivo em PDF para meditar, se aprofundar e compartilhar. Cura no Tanque de Betesda O Tanque de Betesda era um local fora dos muros de Jerusalém de adoração pagã&#160;divindade chamada de Asclépio, (da mitologia Grega e Romana, principal deus da medicina e da cura), para afirmar que o Tanque de Betesda era um local de ADORAÇÃO PAGÃ. Segundo a mitologia Grega e Romana, Asclépio casou-se com a deusa Epíone (deusa calmante da dor) formou a “Família da Saúde” gerando 5 filhos: Panaceia (deusa da cura de todos os males); Hígia ou Higeia (deusa da preservação da saúde); Iaso (deusa dos remédios e dos modos de cura); Aceso (deusa do processo de cura) e Égle (deusa do resplendor). No Evangelho de João (João 5:1-9), há um relato sobre um homem enfermo que esperava ser curado no tanque de Betesda (“Beit”, casa, “Hesed”, graça ou misericórdia: Casa da Graça e da Misericórdia). Este tanque era conhecido por suas águas que, supostamente, se moviam de vez em quando e curavam os doentes que conseguiam entrar nele primeiro. Jesus encontra o homem, que estava ali há 38 anos, e o cura, dizendo-lhe para pegar seu leito e andar. Este milagre ilustra a capacidade de Jesus de trazer cura e restaurar a vida onde parecia haver apenas desespero e estagnação. Cura do Cego de Nascença No Evangelho de João (João 9:1-12), há um relato da cura de um cego de nascença. Jesus usa lama feita com sua própria saliva e a aplica nos olhos do homem, mandando-o lavar-se no tanque de Siloé, dentro da cidade de Jerusalém. O homem recupera a visão, e isso se torna um testemunho poderoso de Jesus como a luz do mundo e da sua missão de trazer clareza e entendimento àqueles que estão em trevas, tanto físicas quanto espirituais. Texto de 2 Samuel 5:6, 7 “Partiu o rei com os seus homens para Jerusalém, contra os jebuseus que habitavam naquela terra e que disseram a Davi: Não entrarás aqui, porque os cegos e os coxos te repelirão, como quem diz: Davi não entrará neste lugar.Porém Davi tomou a fortaleza de Sião; esta é a Cidade de Davi”. No texto de 2 Samuel, o rei Davi está se preparando para conquistar Jerusalém, que era habitada pelos jebuseus. Estes habitantes se sentiam seguros e desafiaram Davi, dizendo que ele não conseguiria tomar a cidade porque &#8220;os cegos e os coxos&#8221; a protegeriam. Isso era uma forma de zombaria, sugerindo que a cidade estava bem protegida e que Davi falharia. Relação Entre os Textos de João e Samuel A conexão entre esses eventos do Evangelho de João e o texto de 2 Samuel 5:6, 7 pode ser vista no contexto da do cumprimento de promessas de que Jesus é o Enviado à Casa da Graça que tem a autoridade para curar pessoas enfermas há 38 anos e com doenças de nascença trazendo cura e livramento onde parece não haver esperança. Assim, a relação entre os eventos do Evangelho de João e o texto do Antigo Testamento reflete temas de superioridade, triunfo, restauração e inclusão de todos os indivíduos no plano divino, mostrando como o poder e a missão do Enviado à Casa da Graça. Em Cristo,Rai BarretoPastor/Mestre</p>
<p>O post <a href="https://raibarreto.com.br/o-enigma-das-curas-nos-dois-tanques-betesda-e-siloe/">O enigma das curas nos dois tanques: BETESDA e SILOÉ</a> apareceu primeiro em <a href="https://raibarreto.com.br">Rai Barreto</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Esta mensagem bíblica explica o enigma do porque João registrou no Evangelho apenas estas duas curas operadas por Jesus em Jerusalém. Abaixo você pode baixar o arquivo em PDF para meditar, se aprofundar e compartilhar.</em></p>



<div data-wp-interactive="core/file" class="wp-block-file"><object data-wp-bind--hidden="!state.hasPdfPreview"  class="wp-block-file__embed" data="https://raibarreto.com.br/wp-content/uploads/2024/09/O-enigma-das-curas-nos-tanques-de-Betesda-e-Siloe.pdf" type="application/pdf" style="width:100%;height:600px" aria-label="Incorporado de O enigma das curas nos tanques de Betesda e Siloé."></object><a id="wp-block-file--media-0c70e49b-cc6f-4d09-9bb0-55381ccc7627" href="https://raibarreto.com.br/wp-content/uploads/2024/09/O-enigma-das-curas-nos-tanques-de-Betesda-e-Siloe.pdf">O enigma das curas nos tanques de Betesda e Siloé</a><a href="https://raibarreto.com.br/wp-content/uploads/2024/09/O-enigma-das-curas-nos-tanques-de-Betesda-e-Siloe.pdf" class="wp-block-file__button wp-element-button" download aria-describedby="wp-block-file--media-0c70e49b-cc6f-4d09-9bb0-55381ccc7627">Baixar</a></div>



<p><strong>Cura no Tanque de Betesda</strong></p>



<p>O Tanque de Betesda era um local fora dos muros de Jerusalém de <strong>adoração pagã&nbsp;divindade chamada de Asclépio</strong>, (da mitologia Grega e Romana, principal deus da <strong>medicina e da cura</strong>), para afirmar que o Tanque de Betesda era um local de <strong>ADORAÇÃO PAGÃ</strong>.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="729" height="522" src="https://raibarreto.com.br/wp-content/uploads/2024/09/asclepios.png" alt="" class="wp-image-826" srcset="https://raibarreto.com.br/wp-content/uploads/2024/09/asclepios.png 729w, https://raibarreto.com.br/wp-content/uploads/2024/09/asclepios-300x215.png 300w" sizes="(max-width: 729px) 100vw, 729px" /></figure></div>


<p>Segundo a mitologia Grega e Romana, <strong>Asclépio</strong> casou-se com a deusa <strong>Epíone</strong> (deusa calmante da dor) formou a “<strong>Família da Saúde</strong>” gerando 5 filhos: <strong>Panaceia</strong> (deusa da cura de todos os males); <strong>Hígia ou Higeia</strong> (deusa da preservação da saúde);<strong> Iaso</strong> (deusa dos remédios e dos modos de cura); <strong>Aceso</strong> (deusa do processo de cura) e <strong>Égle</strong> (deusa do resplendor).</p>



<p>No Evangelho de João (<strong>João 5:1-9</strong>), há um relato sobre um <strong>homem enfermo</strong> que esperava ser curado no tanque de Betesda (“<strong>Beit</strong>”, casa, “<strong>Hesed</strong>”, graça ou misericórdia: <strong>Casa da Graça e da Misericórdia</strong>). Este tanque era conhecido por suas águas que, supostamente, se moviam de vez em quando e curavam os doentes que conseguiam entrar nele primeiro. Jesus encontra o homem, que estava ali há 38 anos, e o cura, dizendo-lhe para pegar seu leito e andar. Este milagre ilustra a capacidade de Jesus de trazer cura e restaurar a vida onde parecia haver apenas desespero e estagnação.</p>



<p><strong>Cura do Cego de Nascença</strong></p>



<p>No Evangelho de João (<strong>João 9:1-12</strong>), há um relato da cura de um cego de nascença. Jesus usa lama feita com sua própria saliva e a aplica nos olhos do homem, mandando-o lavar-se no tanque de Siloé, dentro da cidade de Jerusalém. O homem recupera a visão, e isso se torna um testemunho poderoso de Jesus como a luz do mundo e da sua missão de trazer clareza e entendimento àqueles que estão em trevas, tanto físicas quanto espirituais.</p>



<p><strong>Texto de 2 Samuel 5:6, 7</strong></p>



<p>“<em>Partiu o rei com os seus homens para Jerusalém, contra os jebuseus que habitavam naquela terra e que disseram a Davi: Não entrarás aqui, porque os cegos e os coxos te repelirão, como quem diz: Davi não entrará neste lugar.Porém Davi tomou a fortaleza de Sião; esta é a Cidade de Davi</em>”.</p>



<p>No texto de 2 Samuel, o rei Davi está se preparando para conquistar Jerusalém, que era habitada pelos jebuseus. Estes habitantes se sentiam seguros e desafiaram Davi, dizendo que ele não conseguiria tomar a cidade porque &#8220;os cegos e os coxos&#8221; a protegeriam. <strong>Isso era uma forma de zombaria, sugerindo que a cidade estava bem protegida e que Davi falharia</strong>.</p>



<p><strong>Relação Entre os Textos de João e Samuel</strong></p>



<p>A conexão entre esses eventos do Evangelho de João e o texto de 2 Samuel 5:6, 7 pode ser vista no contexto da do cumprimento de promessas de que <strong>Jesus é o Enviado à Casa da Graça que tem a autoridade para curar pessoas enfermas há 38 anos e com doenças de nascença trazendo cura e livramento onde parece não haver esperança</strong>.</p>



<ol start="1" class="wp-block-list">
<li><strong>Superioridade</strong>: O texto de 2 Samuel 5:6, 7 destaca a confiança dos jebuseus em sua fortaleza e a ideia de que até mesmo os &#8220;cegos e coxos&#8221; poderiam repelir Davi. No entanto, Davi eventualmente conquista Jerusalém, mostrando que Deus pode superar qualquer obstáculo. Da mesma forma, Jesus, ao curar o enfermo no tanque de Betesda e o cego de nascença, demonstra Seu poder sobre as limitações físicas e espirituais, trazendo cura e restauração onde parece não haver esperança.</li>



<li><strong>Triunfo sobre o pecado e a doença (Ele é o Médico dos médicos)</strong>: Jerusalém, após a conquista de Davi, se torna a cidade do grande rei, um símbolo do lugar onde Deus escolhe habitar. Da mesma forma, o tanque de Betesda e o tanque de Siloé, ao serem locais de cura e revelação de Jesus, a vitória de Jesus sobre o “ladrão” &#8211; que veio para matar, roubar e destruir – e sobre o pecado. <strong>Jesus triunfa sobre o pecado e as doenças. transforma lugares e situações que eram anteriormente limitados ou desolados</strong>. Antes de confiar nos médicos e na medicina, devemos buscar toda a nossa suficiência, cura e libertação no Médico dos médicos que é Senhor sobre a Casa da Graça. Não devemos confiar em promessas pagãs.</li>
</ol>



<ol start="3" class="wp-block-list">
<li><strong>Restauração e Inclusão</strong>: A cura de Jesus não apenas restaura a saúde física, mas também simboliza a inclusão de pessoas que eram marginalizadas ou vistas como desqualificadas. O tratamento de &#8220;cegos e coxos&#8221; em 2 Samuel 5:6, 7 pode ser visto como uma metáfora para aqueles que são excluídos ou desprezados pela sociedade. Jesus reverte essas expectativas, mostrando que Sua missão inclui todos, inclusive aqueles que são marginalizados ou considerados sem valor.</li>
</ol>



<p>Assim, a relação entre os eventos do Evangelho de João e o texto do Antigo Testamento reflete temas de superioridade, triunfo, restauração e inclusão de todos os indivíduos no plano divino, mostrando como o poder e a missão do <strong>Enviado à Casa da Graça</strong>.</p>



<p>Em Cristo,<br>Rai Barreto<br>Pastor/Mestre</p>
<p>O post <a href="https://raibarreto.com.br/o-enigma-das-curas-nos-dois-tanques-betesda-e-siloe/">O enigma das curas nos dois tanques: BETESDA e SILOÉ</a> apareceu primeiro em <a href="https://raibarreto.com.br">Rai Barreto</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://raibarreto.com.br/o-enigma-das-curas-nos-dois-tanques-betesda-e-siloe/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O Espírito Santo que nos ajuda e edifica</title>
		<link>https://raibarreto.com.br/espirito-santo/</link>
					<comments>https://raibarreto.com.br/espirito-santo/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rai Barreto]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 May 2024 21:00:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2. EVANGELHO DA GRAÇA]]></category>
		<category><![CDATA[6. ESTUDOS DA BÍBLIA]]></category>
		<category><![CDATA[Festas Bíblicas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://raibarreto.com.br/?p=810</guid>

					<description><![CDATA[<p>Baixe a mensagem completa em PDF pelo link abaixo: Este ensinamento que estamos apresentando aqui é continuidade da Série Graça Sobre Graça, que tem sido ministrada desde a Páscoa de 2017. Estamos num período aonde o Senhor está dispensando para o Corpo uma unção especial de graça abundante, que tem nos curado da incapacitação, frustrações e nos aproximando do Pai numa nova perspectiva em nosso caminhar. Desde então, nos encontros e nas igrejas locais que tenho ministrado e impartido esta unção de graça sobre graça, tenho recebido a testificação de ministérios e do Corpo de que, sem sombra de dúvidas, o Senhor está nos levando em um caminho de glória. Desde o início desta Série, temos voltado ao texto básico de João 1:14 que fala a respeito de Cristo Jesus: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio” (no grego temos a palavra “pléres”, repleto, completo, abundante ou transbordante) “de graça e de verdade e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai”. Note que Jesus era cheio de graça e de verdade e se moveu nos sinais e nas maravilhas, manifestando a Sua glória e a do Reino do Pai. Sendo assim, entendemos que a unção de graça que está vindo sobre nós também nos levará a manifestarmos a glória de Deus. A graça sempre precede à manifestação da glória e do poder do Espírito Santo. Aprendemos isso pelos textos de Atos: “Estêvão, cheio de graça e poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo”. (Atos 6:8). A graça está sempre associada ao “dunamis”, poder de Deus, operando através de nós. “Com grande poder, os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça”. (Atos 4:33). A abundante graça que havia nos apóstolo os fazia se moverem em grande poder. Grande, abundante, pleno e completo&#8230; Esteja se acostumando com estes termos, pois é isso que está proposto para nós nestes dias; este é o tamanho da bondade de nosso Pai. Agora, portanto, este ensinamento está vindo de forma bem prática e apontando os primeiros passos para nos edificarmos e nos movermos neste grande poder. Depois que os apóstolos receberam a graça e a verdade, na pessoa de Jesus, foram livres de toda autocondenação, medo, legalismo e culpa, o que os capacitou para se moverem no dom do Espírito Santo. Jesus, a graça e a verdade, precisava voltar para o Pai, para que o Espírito pudesse ser enviado e continuasse a obra na vida de Seus discípulos. Então, ao cumprir-se o dia de Pentecostes, o Espírito Santo os revestiu de poder (“dunamis”): “&#8230;mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra. Ditas estas palavras, foi Jesus elevado às alturas, à vista deles, e uma nuvem o encobriu dos seus olhos.” (Atos 1:8, 9). Este é uma boa experiência para ser revivida nestes dias o Projeto OMJ. Aqui você receberá o ensinamento de Romanos 8, o ápice de tudo o que Paulo ensinou nos capítulos anteriores sobre a justificação pela fé, a autoridade sobre o pecado e a santificação pela graça. Romanos 8 nos ensina a usarmos a ferramenta para nos movermos no poder do Espírito Santo e mantermos o fluir de graça que temos recebido. Se andarmos no Espírito, mortificaremos a carne, manifestaremos as obras maiores e produziremos o fruto do Espírito Santo. Portanto, esteja pronto para se edificar e se mover no poder do Espírito Santo na medida em que trazemos este ENSINAMENTO PRÁTICO. Não tenha este ensino como uma doutrina, mas uma orientação prática para nos movermos nos sinais, obras maiores e glória do Pai. Agora, no início de 2018, o Senhor abriu uma porta para nós, e entraremos nas obras maiores da graça e do poder do Espírito Santo. Na medida em que você mergulhar nestas novas experiências com o Espírito Santo, mantenha sua fé fixada na graça do Senhor. O Espírito Santo nos auxilia em nossa fraqueza e incapacidade É por isso que, em Romanos 5:6, Paulo deixa bem claro que antes de nos convertemos a Cristo éramos “fracos”, afastados de Deus, aprisionados pela Lei e o pecado. Nos esforçando para alcançar a perfeição, nós éramos fracos: “Porque Cristo, quando nós ainda éramos fracos, morreu à seu tempo pelos ímpios”. Fraqueza, aqui, significa a incapacidade de produzir os resultados desejados porque estávamos sujeitos à inclinação da carne (Romanos 7:21-24). Já explicamos em outras mensagens da Série Graça Sobre Graça, que nos capítulos 1 a 3 de Romanos temos o ensinamento básico da justificação. Todos os homens pecaram e estão aquém da glória de Deus. Mas, sendo justificados pela fé, mediante a abundante graça que há em Jesus Cristo, somos reconciliados com o Pai e agora temos a dom do Espírito Santo que nos assiste em nossa fraqueza. Por isso, no capítulo 8 de Romanos, Paulo introduz o assunto importantíssimo sobre o Espírito Consolador. Sem a ajuda do Espírito Santo permanecemos fracos e incapazes de alcançar o alvo proposto por Deus para nossas vidas: nos tornarmos à imagem de Cristo, a qual perdemos pelo pecado de Adão. Como consequência do pecado e da herança adâmica, agora, não só a natureza sofre e geme, mas também nós sofremos e gememos em nosso íntimo aguardando a nossa filiação e a glória a ser revelada EM NÓS. Mas o Espírito Santo nos assiste, nos auxilia como um Parákleto a alcançarmos a nossa vocação e eleição. Veja o ensinamento importantíssimo que Paulo nos traz a este respeito no texto abaixo: “Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis. E aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito, porque segundo a vontade de Deus é que ele intercede pelos santos. Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos”. (Romanos 8:26-29). A iniciativa de orar no Espírito Santo é sua! A Bíblia não diz que o Espírito Santo intercederá por nós lá do céu. Mas que o Espírito, que conhece a mente de Deus, intercede através de nós quando oramos em línguas. A única incumbência do Espírito, quanto à oração, é nos ajudar a orar, não orar em nosso lugar. Então, se você quer ser um vencedor e ser conduzido à imagem de Cristo, deve intencional e deliberadamente investir tempo na oração COM o Espírito Santo. Toda vez que você der ao Espírito Santo oportunidade, Ele usará esta linguagem para orar pelo seu chamado, para orar o plano de Deus, para edificar e carregar você com Seu santo poder. Ele Se emprestará a você à medida que sua fé permitir que Ele seja ativado dentro do seu espírito. Ele tirará você de tudo o que Jesus já o libertou e o colocará em tudo o que Jesus disse que você é Nele. “Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem” (Atos 2:4). Note que eles falaram em outras línguas e o Espírito inspirava o dialeto. Aprendemos, então, que é sua a escolha e iniciativa de orar, ou não. Mas toda vez que você realmente escolher orar COM o Espírito Santo, você sairá daquele momento de oração mais edificado em Seu plano e propósito do que se você não tivesse feito isto. O plano de Deus para você está na mente do Espírito, e o Espírito Santo está em você, pela graça. O Espírito Santo está equipado com o conhecimento de tudo o que Ele ouviu sobre o plano de redenção de Deus para você, antes da fundação do mundo. E toda vez que Ele perscruta o seu coração, Ele faz isto com a intenção de orar este plano – a mente de Deus a seu respeito – dentro da sua vida. A oração em línguas expressa a mente do Espírito Quando nós oramos, mesmo que seja apenas uma frase em línguas, é para edificação, porque Deus a origina. O Espírito Santo pode se expressar em um parágrafo o que levaríamos uma tarde inteira para dizer! É uma linguagem maravilhosa e celestial, o nosso espírito ora de fato em harmonia com a mente do Espírito. E o Espírito Santo a usa para expressar não apenas o mistério do que Cristo é em nós, mas o chamado de Deus, o qual não podemos cumprir com nossa própria força. Ele entra com gemidos inexprimíveis e faz intercessão POR/COM nós de acordo com os propósitos de Deus. Então, entre em seu quarto e diga: “Espírito Santo, tome a direção. Quero fluir nos rios de águas vivas. Ultimamente, minha alma está me sabotando, mas eu não me importo em passar um dia com Você!”. Quando nós passamos qualquer que seja a quantidade de tempo orando no Espírito Santo, com a linguagem sobrenatural das línguas, nós estamos, com gemidos inexprimíveis, clamando os segredos e mistérios divinos, ou as leis espirituais; e Ele, então, emprega aquelas leis para que vejamos que as circunstâncias – as leis naturais – alinham-se com o propósito e plano de Deus para nossas vidas. Deus, através do Espírito Santo, quando você ora no Espírito, fará TODAS AS COISAS COOPERAREM PARA O CUMPRIMENTO DO PROPÓSITO DIVINO PARA A SUA VIDA (e também para os membros do Corpo de Cristo, quando você intercede no Espírito, conforme veremos mais adiante). Nós não podemos orar consistentemente por muito tempo sem que as coisas que não pertencem ao plano de Deus para nós comecem a desaparecer. Quando você ora no Espírito, o mesmo criará a fé e a convicção para você declarar: “Se Deus é por nós, quem será contra nós? Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? Quem nos condenará? Quem nos separará do amor de Cristo? Em todas estas coisas, porém, somos mais do que vencedores, por meio daquele que nos amou. Nada nos separará do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor”. (Romanos 8:31-39).</p>
<p>O post <a href="https://raibarreto.com.br/espirito-santo/">O Espírito Santo que nos ajuda e edifica</a> apareceu primeiro em <a href="https://raibarreto.com.br">Rai Barreto</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Baixe a mensagem completa em PDF pelo link abaixo:</p>



<div data-wp-interactive="core/file" class="wp-block-file"><object data-wp-bind--hidden="!state.hasPdfPreview"  class="wp-block-file__embed" data="https://raibarreto.com.br/wp-content/uploads/2024/05/O-Espirito-Santo-que-nos-ajuda-e-edifica_Rai_Barreto_COMPLETA.pdf" type="application/pdf" style="width:100%;height:600px" aria-label="Incorporado de O-Espirito-Santo-que-nos-ajuda-e-edifica_Rai_Barreto_COMPLETA."></object><a id="wp-block-file--media-1f1d9325-d819-49bb-a05c-bbeb4d44c58e" href="https://raibarreto.com.br/wp-content/uploads/2024/05/O-Espirito-Santo-que-nos-ajuda-e-edifica_Rai_Barreto_COMPLETA.pdf">O-Espirito-Santo-que-nos-ajuda-e-edifica_Rai_Barreto_COMPLETA</a><a href="https://raibarreto.com.br/wp-content/uploads/2024/05/O-Espirito-Santo-que-nos-ajuda-e-edifica_Rai_Barreto_COMPLETA.pdf" class="wp-block-file__button wp-element-button" download aria-describedby="wp-block-file--media-1f1d9325-d819-49bb-a05c-bbeb4d44c58e">Baixar</a></div>



<p>Este ensinamento que estamos apresentando aqui é continuidade da Série Graça Sobre Graça, que tem sido ministrada desde a Páscoa de 2017. Estamos num período aonde o Senhor está dispensando para o Corpo uma unção especial de graça abundante, que tem nos curado da incapacitação, frustrações e nos aproximando do Pai numa nova perspectiva em nosso caminhar. Desde então, nos encontros e nas igrejas locais que tenho ministrado e impartido esta unção de graça sobre graça, tenho recebido a testificação de ministérios e do Corpo de que, sem sombra de dúvidas, o Senhor está nos levando em um caminho de glória.</p>



<p>Desde o início desta Série, temos voltado ao texto básico de <strong>João 1:14</strong> que fala a respeito de Cristo Jesus: “<em>E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio” </em>(no grego temos a palavra “<strong><em>pléres</em></strong>”, repleto, completo, abundante ou transbordante) <em>“de graça e de verdade e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai”</em>. Note que Jesus era cheio de graça e de verdade e se moveu nos sinais e nas maravilhas, manifestando a Sua glória e a do Reino do Pai. Sendo assim, entendemos que a unção de graça que está vindo sobre nós também nos levará a manifestarmos a glória de Deus.</p>



<p>A graça sempre precede à manifestação da glória e do poder do Espírito Santo. Aprendemos isso pelos textos de Atos: “<em>Estêvão, cheio de graça e poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo</em>”. (<strong>Atos 6:8</strong>). A graça está sempre associada ao “<em>dunamis”</em>, poder de Deus, operando através de nós. “<em>Com grande poder, os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça”</em>. (<strong>Atos 4:33</strong>). A abundante graça que havia nos apóstolo os fazia se moverem em grande poder. Grande, abundante, pleno e completo&#8230; Esteja se acostumando com estes termos, pois é isso que está proposto para nós nestes dias; este é o tamanho da bondade de nosso Pai.</p>



<p>Agora, portanto, este ensinamento está vindo de forma bem prática e apontando os primeiros passos para nos edificarmos e nos movermos neste grande poder. Depois que os apóstolos receberam a graça e a verdade, na pessoa de Jesus, foram livres de toda autocondenação, medo, legalismo e culpa, o que os capacitou para se moverem no dom do Espírito Santo. Jesus, a graça e a verdade, precisava voltar para o Pai, para que o Espírito pudesse ser enviado e continuasse a obra na vida de Seus discípulos. Então, ao cumprir-se o dia de Pentecostes, o Espírito Santo os revestiu de poder (“<strong><em>dunamis</em></strong><em>”</em>): “&#8230;<em>mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra. Ditas estas palavras, foi Jesus elevado às alturas, à vista deles, e uma nuvem o encobriu dos seus olhos.” </em>(<strong>Atos 1:8, 9</strong>). Este é uma boa experiência para ser revivida nestes dias o Projeto OMJ.</p>



<p>Aqui você receberá o ensinamento de <strong>Romanos 8</strong>, o ápice de tudo o que Paulo ensinou nos capítulos anteriores sobre a justificação pela fé, a autoridade sobre o pecado e a santificação pela graça. <strong>Romanos 8</strong> nos ensina a usarmos a ferramenta para nos movermos no poder do Espírito Santo e mantermos o fluir de graça que temos recebido. Se andarmos no Espírito, mortificaremos a carne, manifestaremos as obras maiores e produziremos o fruto do Espírito Santo.</p>



<p>Portanto, esteja pronto para se edificar e se mover no poder do Espírito Santo na medida em que trazemos este ENSINAMENTO PRÁTICO. Não tenha este ensino como uma doutrina, mas uma orientação prática para nos movermos nos sinais, obras maiores e glória do Pai. Agora, no início de 2018, o Senhor abriu uma porta para nós, e entraremos nas obras maiores da graça e do poder do Espírito Santo. Na medida em que você mergulhar nestas novas experiências com o Espírito Santo, mantenha sua fé fixada na graça do Senhor.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O Espírito Santo nos auxilia em nossa fraqueza e incapacidade</h2>



<p>É por isso que, em <strong>Romanos 5:6</strong>, Paulo deixa bem claro que antes de nos convertemos a Cristo éramos “<strong>fracos</strong>”, afastados de Deus, aprisionados pela Lei e o pecado. Nos esforçando para alcançar a perfeição, nós éramos fracos: “<em>Porque Cristo, quando nós ainda éramos fracos, morreu à seu tempo pelos ímpios”</em>. Fraqueza, aqui, significa a incapacidade de produzir os resultados desejados porque estávamos sujeitos à inclinação da carne (<strong>Romanos 7:21-24</strong>).</p>



<p>Já explicamos em outras mensagens da Série Graça Sobre Graça, que nos <strong>capítulos 1 a 3 de Romanos</strong> temos o ensinamento básico da justificação. Todos os homens pecaram e estão aquém da glória de Deus. Mas, sendo justificados pela fé, mediante a abundante graça que há em Jesus Cristo, somos reconciliados com o Pai e agora temos a dom do Espírito Santo que nos assiste em nossa fraqueza.</p>



<p>Por isso, no <strong>capítulo 8 de Romanos</strong>, Paulo introduz o assunto importantíssimo sobre o Espírito Consolador. Sem a ajuda do Espírito Santo permanecemos fracos e incapazes de alcançar o alvo proposto por Deus para nossas vidas: nos tornarmos à imagem de Cristo, a qual perdemos pelo pecado de Adão. Como consequência do pecado e da herança adâmica, agora, não só a natureza sofre e geme, mas também nós sofremos e gememos em nosso íntimo aguardando a nossa filiação e a glória a ser revelada EM NÓS. Mas o Espírito Santo nos assiste, nos auxilia como um <strong><em>Parákleto</em></strong> a alcançarmos a nossa vocação e eleição. Veja o ensinamento importantíssimo que Paulo nos traz a este respeito no texto abaixo:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><em>“Também o Espírito, semelhantemente, nos <strong>assiste</strong> em nossa <strong>fraqueza</strong>; porque não sabemos <u>orar</u> como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis.</em> <em>E aquele que sonda os corações sabe qual é a <strong>mente do Espírito</strong>, porque segundo a vontade de Deus é que ele <u>intercede pelos santos</u>.</em> <em>Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.</em> <em>Porquanto aos que de antemão conheceu, também os <u>predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho</u>, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos”.</em> (<strong>Romanos 8:26-29</strong>).</p>
</blockquote>



<h2 class="wp-block-heading">A iniciativa de orar no Espírito Santo é sua!</h2>



<p>A Bíblia não diz que o Espírito Santo intercederá por nós lá do céu. Mas que o Espírito, que conhece a mente de Deus, intercede através de nós quando oramos em línguas. A única incumbência do Espírito, quanto à oração, é nos ajudar a orar, não orar em nosso lugar. Então, se você quer ser um vencedor e ser conduzido à imagem de Cristo, deve intencional e deliberadamente investir tempo na oração COM o Espírito Santo.</p>



<p>Toda vez que você der ao Espírito Santo oportunidade, Ele usará esta linguagem para orar pelo seu chamado, para orar o plano de Deus, para edificar e carregar você com Seu santo poder. Ele Se emprestará a você à medida que sua fé permitir que Ele seja ativado dentro do seu espírito. Ele tirará você de tudo o que Jesus já o libertou e o colocará em tudo o que Jesus disse que você é Nele.</p>



<p>“<em>Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem”</em> (<strong>Atos 2:4</strong>). Note que eles falaram em outras línguas e o Espírito inspirava o dialeto. Aprendemos, então, que é sua a escolha e iniciativa de orar, ou não. Mas toda vez que você realmente escolher orar COM o Espírito Santo, você sairá daquele momento de oração mais edificado em Seu plano e propósito do que se você não tivesse feito isto. O plano de Deus para você está na <strong>mente do Espírito</strong>, e o Espírito Santo está em você, pela graça. O Espírito Santo está equipado com o conhecimento de tudo o que Ele ouviu sobre o plano de redenção de Deus para você, antes da fundação do mundo. E toda vez que Ele perscruta o seu coração, Ele faz isto com a intenção de orar este plano – a mente de Deus a seu respeito – dentro da sua vida.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A oração em línguas expressa a mente do Espírito</h2>



<p>Quando nós oramos, mesmo que seja apenas uma frase em línguas, é para edificação, porque Deus a origina. O Espírito Santo pode se expressar em um parágrafo o que levaríamos uma tarde inteira para dizer! É uma linguagem maravilhosa e celestial, o nosso espírito ora de fato em harmonia com a mente do Espírito. E o Espírito Santo a usa para expressar não apenas o <strong>mistério do que Cristo é em nós</strong>, mas o chamado de Deus, o qual não podemos cumprir com nossa própria força. Ele entra com gemidos inexprimíveis e faz intercessão POR/COM nós de acordo com os propósitos de Deus. Então, entre em seu quarto e diga: “Espírito Santo, tome a direção. Quero fluir nos rios de águas vivas. Ultimamente, minha alma está me sabotando, mas eu não me importo em passar um dia com Você!”.</p>



<p>Quando nós passamos qualquer que seja a quantidade de tempo orando no Espírito Santo, com a linguagem sobrenatural das línguas, nós estamos, com gemidos inexprimíveis, clamando os segredos e mistérios divinos, ou as leis espirituais; e Ele, então, emprega aquelas leis para que vejamos que as circunstâncias – as leis naturais – alinham-se com o propósito e plano de Deus para nossas vidas. Deus, através do Espírito Santo, quando você ora no Espírito, fará TODAS AS COISAS COOPERAREM PARA O CUMPRIMENTO DO PROPÓSITO DIVINO PARA A SUA VIDA (e também para os membros do Corpo de Cristo, quando você intercede no Espírito, conforme veremos mais adiante). Nós não podemos orar consistentemente por muito tempo sem que as coisas que não pertencem ao plano de Deus para nós comecem a desaparecer. Quando você ora no Espírito, o mesmo criará a fé e a convicção para você declarar: “Se Deus é por nós, quem será contra nós? Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? Quem nos condenará? Quem nos separará do amor de Cristo? Em todas estas coisas, porém, somos mais do que vencedores, por meio daquele que nos amou. Nada nos separará do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor”. (<strong>Romanos 8:31-39</strong>).</p>
<p>O post <a href="https://raibarreto.com.br/espirito-santo/">O Espírito Santo que nos ajuda e edifica</a> apareceu primeiro em <a href="https://raibarreto.com.br">Rai Barreto</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://raibarreto.com.br/espirito-santo/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A Escola do Perdão</title>
		<link>https://raibarreto.com.br/escola-do-perdao/</link>
					<comments>https://raibarreto.com.br/escola-do-perdao/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rai Barreto]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 May 2022 19:00:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2. EVANGELHO DA GRAÇA]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://raibarreto.com.br/?p=570</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#8220;Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco! Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio. E, havendo dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo. Se de alguns perdoardes os pecados, são-lhes perdoados; se lhos retiverdes, são retidos&#8221; (João 20:21-23). O Ensino do Reino Sobre o Perdão Baixe, no final do post, o arquivo PDF da mensagem completa com 33 páginas. Já tive a oportunidade de ministrar algumas mensagens sobre o perdão e ainda tinha guardado alguns apontamentos sobre este assunto. E percebi que havia a necessidade de se ensinar algo mais completo sobre o perdão, porque entendo que será de grande ajuda para as pessoas, individualmente, e para o Corpo de Cristo. Portanto, aqui está um ensinamento mais completo sobre este assunto. Incluo também alguns provérbios do Reino sobre o perdão que, como sugestão, você pode fixar em lugares estratégicos em sua casa ou mesmo postar em suas redes sociais. O apóstolo Paulo descreve alguns comportamentos que marcarão o caráter das pessoas nestes últimos dias: “Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder.” (2 Timóteo 3:1-5a). Hoje, as relações interpessoais estão cada vez mais complexas, difíceis de harmonizar e conflitantes. Por isso temos visto os consultórios psiquiátricos e médicos cheios. Depressão, solidão, amargura, ira, traição, ódio e homicídios são coisas que estão se tornando cada vez mais comuns. E esse fermento de maldade não deixa de penetrar nos corações dos membros do Corpo de Cristo. Por isso temos que buscar imunidade contra este fermento. Também Jesus, em Seu “Sermão Profético”, descreve alguns problemas que serão marcantes em nossos dias. “Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros; levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos. Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo. E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim” (Mateus 24:10-14). Jesus ensina que o remédio para a nossa sociedade é o Evangelho do Reino. Note que a descrição que Paulo faz dos “últimos dias” refere-se à humanidade de uma forma geral. Já a descrição de Jesus focaliza a situação de muitos da cristandade com os problemas de “uns para com os outros”. Isso nos ajuda a entender o porquê toda a humanidade e a criação estão clamando por livramento e salvação, não por julgamento. Sendo assim, este são dias para sermos compassivos, benignos e misericordiosos, pois são tempos difíceis. Pedro também escreve sobre a segunda vinda do Senhor e dos últimos dias na passagem de 2 Pedro 3:1-9. No versículo 9b ele também nos lembra que precisamos ser longânimos: “&#8230;ele (Deus) é longânimo para conosco, não querendo que nenhum se perca, senão que todos cheguem ao arrependimento”, lembrando dos dias de Noé. O perdão é um assunto para HOJE. O Senhor tem nos dado autoridade para perdoar pecados, o que é uma chave para a libertação das pessoas e para o evangelismo do Reino. E, para andarmos neste comissionamento de perdoar pecados, precisamos aprender a usar esta chave a fim de libertar as pessoas cativas de pecados, de amarguras, de ressentimentos, de ódio, de doenças e enfermidades. Que possamos, nesta hora, sermos canais de perdão e libertação. &#160;“Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda malícia. Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou” (Efésios 4:32). Paulo ensina que o remédio para a amargura, a cólera, a ira, a gritaria (histerismo e descontrole emocional), a blasfêmia e toda a malícia é o perdão em nossos relacionamentos. O perdão está diretamente ligado com o amor &#8211; quem ama, perdoa. O perdão é um canal pelo qual os milagres de Deus podem fluir através de nós, para curar e libertar as pessoas. Deus tem uma natureza de graça, de misericórdia e rico em perdoar. Note que o perdão que ministramos a uma pessoa nasce da consciência do perdão que recebemos do Senhor por Sua graça. Tudo de bom o que podemos oferecer da parte de Deus ao nosso próximo, nasce em Deus. Nós amamos ao nosso próximo porque Ele nos amou primeiro e derramou o Seu amor em nossos Corações, pelo Espírito Santo. De graça recebemos e de graça nós compartilhamos, este é o princípio: “Curai enfermos, ressuscitai mortos, purificai leprosos, expeli demônios; de graça recebestes, de graça dai” (Mateus 10:8). A capacidade de perdoar não está em nós, mas no Senhor que soprou o Seu Espírito sobre nós para que perdoemos os pecados das pessoas. O capítulo 55 de Isaías profetiza a Era da Graça quando o Senhor fez, em Cristo Jesus, uma aliança perpétua, que consiste nas fiéis misericórdias prometidas a Davi. E, neste contexto, é dito que o Senhor é rico em perdoar: “Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo, os seus pensamentos; converta-se ao Senhor, que se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar” (Isaías 55:7).Ele nos perdoou e promete nos salvar completamente através de Seu Filho, Jesus Cristo. Jesus é a encarnação da graça, da misericórdia e do perdão de Deus oferecidas à humanidade. E nós, cristãos, devemos ser os canais desta graça, misericórdia e perdão para as pessoas. Nossas comunidades devem se tornar “casas de perdão”, onde cultivamos a graça, a bondade, a misericórdia, o perdão e o amor do Senhor. As pessoas, então, serão atraídas por esta atmosfera espiritual e serão libertas.&#160;&#160; Na carta aos Colossenses 3:12 a 14 Paulo repete o mesmo ensinamento, enumerando as virtudes que devem ser cultivadas em nossos relacionamentos: “Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade. Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós; acima de tudo isto, porém, esteja o amor, que é o vínculo” (ligamento do corpo humano, cf. Colossenses 2:19) “da perfeição”. Caso haja algum motivo de queixa ou atrito no relacionamento, a recomendação apostólica é “perdoai-vos mutuamente”, no mesmo padrão que o Senhor nos perdoou. Deus quer que tenhamos um relacionamento de amor uns com os outros, cheio de bondade, afetos de misericórdia, mansidão e nos perdoando uns aos outros. Por isso vemos a expressão “uns com os outros” nas passagens de Efésios e Colossenses. “O bom senso torna o homem capaz de perdoar as ofensas e ser paciente com outras pessoas. Assim ele será respeitado pelos outros!” (Provérbios 19:11 – A Bíblia Viva – Paráfrase). “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei“ (Mateus 11:28). O povo contemporâneo de Jesus vivia debaixo de um jugo muito pesado, sob domínio dos romanos e de uma carga religiosa exagerada. As doutrinas dos escribas e fariseus impunham muito legalismo e peso, o que produzia a autocondenação no coração das pessoas. Então, as palavras de graça de Jesus (Lucas 4:22) soaram como um bálsamo para as almas daquela geração, daquelas “ovelhas perdidas da casa de Israel”. Jesus se tornou uma pessoa acessível porque era humilde, manso e cheio de compaixão. Que este mesmo espírito seja produzido em nós e em nossas comunidades. Lembre-se: o mundo vai ser atraído para o Reino por causa deste espírito de perdão, que reflete o ministério de reconciliação que nos foi outorgado pelo Senhor. O Senhor conhece a natureza humana e adâmica, fraca e imperfeita, e por isso sabe que carecemos de perdão: do Seu perdão e o perdão de uns para com os outros em nossos relacionamentos (Salmos 103:11-14). Ele enviou o Seu Filho para nos perdoar, livrando-nos do domínio do pecado e de Satanás, nos reconciliando Consigo mesmo: “Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o MINISTÉRIO DA RECONCILIAÇÃO, a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a PALAVRA DA RECONCILIAÇÃO” (2 Coríntios 5:18, 19). O coração que perdoa não imputa as transgressões das pessoas. Pelo perdão alcançamos a liberdade dos filhos. Lembre-se, repousa sobre você a autoridade para perdoar: a palavra e o ministério da reconciliação. Portanto, aqui você vai aprender mais sobre como se mover neste ministério de perdão e reconciliação, que é uma extensão do ministério de Cristo sobre esta terra: “&#8230; para que saibais que o Filho do Homem tem, sobre a terra, autoridade para perdoar pecados.” (Lucas 5:24). A Páscoa fala de perdão. E também não foi em vão que Deus estabeleceu o Dia do Perdão ou Dia da Expiação (Yom Kippur), isso porque Ele sabe que o perdão é muito importante no nosso processo de amadurecimento e rumo à maturidade. Deus nos ensina, por toda a Bíblia, como e porque perdoar. Ele quer que entremos na Escola do Perdão e que, como Ele, sejamos ricos em perdoar. Clique no LINK abaixo para baixar o arquivo PDF da mensagem:</p>
<p>O post <a href="https://raibarreto.com.br/escola-do-perdao/">A Escola do Perdão</a> apareceu primeiro em <a href="https://raibarreto.com.br">Rai Barreto</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>&#8220;Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco! Assim como o <strong>Pai me enviou</strong>, eu também <strong>vos envio</strong>. E, havendo dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: <strong>Recebei o Espírito Santo</strong>. Se de alguns <strong>perdoardes os pecados</strong>, são-lhes perdoados; se lhos retiverdes, são retidos&#8221; (<strong>João 20:21-23</strong>).</p>



<h2 class="has-text-align-center wp-block-heading">O Ensino do Reino Sobre o Perdão</h2>



<p class="has-text-align-center"><em><strong>Baixe, no final do post, o arquivo PDF da mensagem completa com 33 páginas.</strong></em></p>



<figure class="wp-block-embed aligncenter is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="7 Dias na Escola do Perdão [ Mateus 18 e Lucas 17 ] #01" width="960" height="540" src="https://www.youtube.com/embed/TRcaBu1cdSA?start=90&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
</div><figcaption><strong>Aula de introdução da &#8220;Escola do Perdão&#8221;</strong> #escoladoperdão</figcaption></figure>



<p></p>



<p>Já tive a oportunidade de ministrar algumas mensagens sobre o perdão e ainda tinha guardado alguns apontamentos sobre este assunto. E percebi que havia a necessidade de se ensinar algo mais completo sobre o perdão, porque entendo que será de grande ajuda para as pessoas, individualmente, e para o Corpo de Cristo. Portanto, aqui está um ensinamento mais completo sobre este assunto. Incluo também alguns provérbios do Reino sobre o perdão que, como sugestão, você pode fixar em lugares estratégicos em sua casa ou mesmo postar em suas redes sociais.</p>



<p>O apóstolo Paulo descreve alguns comportamentos que marcarão o caráter das pessoas nestes últimos dias:<em> “Sabe, porém, isto: <strong>nos últimos dias</strong>, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder.” </em>(<strong>2 Timóteo 3:1-5a</strong>). </p>



<p>Hoje, as relações interpessoais estão cada vez mais complexas, difíceis de harmonizar e conflitantes. Por isso temos visto os consultórios psiquiátricos e médicos cheios. Depressão, solidão, amargura, ira, traição, ódio e homicídios são coisas que estão se tornando cada vez mais comuns. E esse fermento de maldade não deixa de penetrar nos corações dos membros do Corpo de Cristo. Por isso temos que buscar imunidade contra este fermento.</p>



<p>Também Jesus, em Seu “Sermão Profético”, descreve alguns problemas que serão marcantes em nossos dias. “<em>Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros; levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos. Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo. E será pregado <strong>este evangelho do reino</strong> por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim” </em>(<strong>Mateus 24:10-14</strong>). Jesus ensina que o remédio para a nossa sociedade é o Evangelho do Reino.</p>



<p>Note que a descrição que Paulo faz dos “<strong>últimos dias</strong>” refere-se à humanidade de uma forma geral. Já a descrição de Jesus focaliza a situação de muitos da cristandade com os problemas de “<em>uns para com os outros”</em>. Isso nos ajuda a entender o porquê toda a humanidade e a criação estão clamando por livramento e salvação, não por julgamento. Sendo assim, este são dias para sermos compassivos, benignos e misericordiosos, pois são tempos difíceis. </p>



<p>Pedro também escreve sobre a segunda vinda do Senhor e dos últimos dias na passagem de <strong>2 Pedro 3:1-9</strong>. No <strong>versículo 9b</strong> ele também nos lembra que precisamos ser <strong>longânimos</strong>: “<em>&#8230;ele (Deus) é longânimo para conosco, não querendo que nenhum se perca, senão que todos cheguem ao arrependimento”</em>, lembrando dos dias de Noé.</p>



<p><strong>O perdão é um assunto para HOJE</strong>. O Senhor tem nos dado autoridade para perdoar pecados, o que é uma chave para a libertação das pessoas e para o evangelismo do Reino. E, para andarmos neste comissionamento de perdoar pecados, precisamos aprender a usar esta chave a fim de libertar as pessoas cativas de pecados, de amarguras, de ressentimentos, de ódio, de doenças e enfermidades. Que possamos, nesta hora, sermos canais de perdão e libertação.</p>



<p><em>&nbsp;“Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda malícia. Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, <strong>perdoando-vos uns aos outros</strong>, como também Deus, em Cristo, vos perdoou</em><em>”</em> (<strong>Efésios 4:32</strong>). Paulo ensina que o remédio para a amargura, a cólera, a ira, a gritaria (histerismo e descontrole emocional), a blasfêmia e toda a malícia é o perdão em nossos relacionamentos. O perdão está diretamente ligado com o amor &#8211; quem ama, perdoa. O perdão é um canal pelo qual os milagres de Deus podem fluir através de nós, para curar e libertar as pessoas. Deus tem uma natureza de graça, de misericórdia e <strong>rico em perdoar</strong>.</p>



<p>Note que o perdão que ministramos a uma pessoa nasce da consciência do perdão que recebemos do Senhor por Sua graça. Tudo de bom o que podemos oferecer da parte de Deus ao nosso próximo, nasce em Deus. Nós amamos ao nosso próximo porque Ele nos amou primeiro e derramou o Seu amor em nossos Corações, pelo Espírito Santo. De graça recebemos e de graça nós compartilhamos, este é o princípio: “<em>Curai enfermos, ressuscitai mortos, purificai leprosos, expeli demônios; de graça recebestes, de graça dai</em>” (<strong>Mateus 10:8</strong>).</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>A capacidade de perdoar não está em nós, mas no Senhor que soprou o Seu Espírito sobre nós para que perdoemos os pecados das pessoas.</p></blockquote>



<p>O <strong>capítulo 55 de Isaías</strong> profetiza a Era da Graça quando o Senhor fez, em Cristo Jesus, uma aliança perpétua, que consiste nas fiéis misericórdias prometidas a Davi. E, neste contexto, é dito que o Senhor é <strong>rico em perdoar</strong>: “<em>Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo, os seus pensamentos; converta-se ao Senhor, que se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar</em>” (<strong>Isaías 55:7</strong>).Ele nos perdoou e promete nos salvar completamente através de Seu Filho, Jesus Cristo. Jesus é a encarnação da graça, da misericórdia e do perdão de Deus oferecidas à humanidade. E nós, cristãos, devemos ser os canais desta graça, misericórdia e perdão para as pessoas. Nossas comunidades devem se tornar “<strong>casas de perdão</strong>”, onde cultivamos a graça, a bondade, a misericórdia, o perdão e o amor do Senhor. As pessoas, então, serão atraídas por esta atmosfera espiritual e serão libertas.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Na carta aos <strong>Colossenses 3:12 a 14</strong> Paulo repete o mesmo ensinamento, enumerando as virtudes que devem ser cultivadas em nossos relacionamentos: “<em>Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, <u>de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade</u>. Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. <strong>Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós</strong>; acima de tudo isto, porém, esteja o amor, que é o vínculo” </em>(ligamento do corpo humano, cf. <strong>Colossenses 2:19</strong>)<em> “da perfeição”.</em> Caso haja algum motivo de queixa ou atrito no relacionamento, a recomendação apostólica é “<em>perdoai-vos mutuamente”</em>, no mesmo padrão que o Senhor nos perdoou.</p>



<p>Deus quer que tenhamos um relacionamento de amor uns com os outros, cheio de bondade, afetos de misericórdia, mansidão e nos perdoando uns aos outros. Por isso vemos a expressão “<em>uns com os outros”</em> nas passagens de Efésios e Colossenses.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>“<em>O bom senso torna o homem capaz de perdoar as ofensas e ser paciente com outras pessoas. Assim ele será respeitado pelos outros!”</em> (Provérbios 19:11 – A Bíblia Viva – Paráfrase).</p></blockquote>



<p><em>“Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei</em><em>“ </em>(<strong>Mateus 11:28</strong>). O povo contemporâneo de Jesus vivia debaixo de um jugo muito pesado, sob domínio dos romanos e de uma carga religiosa exagerada. As doutrinas dos escribas e fariseus impunham muito legalismo e peso, o que produzia a autocondenação no coração das pessoas. Então, as palavras de graça de Jesus (<strong>Lucas 4:22</strong>) soaram como um bálsamo para as almas daquela geração, daquelas “<em>ovelhas perdidas da casa de Israel</em>”. Jesus se tornou uma pessoa acessível porque era humilde, manso e cheio de compaixão. Que este mesmo espírito seja produzido em nós e em nossas comunidades. Lembre-se: o mundo vai ser atraído para o Reino por causa deste espírito de perdão, que reflete o ministério de reconciliação que nos foi outorgado pelo Senhor.</p>



<p>O Senhor conhece a natureza humana e adâmica, fraca e imperfeita, e por isso sabe que carecemos de perdão: do Seu perdão e o perdão de uns para com os outros em nossos relacionamentos (<strong>Salmos 103:11-14</strong>). Ele enviou o Seu Filho para nos perdoar, livrando-nos do domínio do pecado e de Satanás, nos reconciliando Consigo mesmo: “<em>Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o <strong>MINISTÉRIO DA RECONCILIAÇÃO</strong>, a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, <u>e nos confiou a <strong>PALAVRA DA RECONCILIAÇÃO</strong></u>”</em> (<strong>2 Coríntios 5:18, 19</strong>). </p>



<p>O coração que perdoa não imputa as transgressões das pessoas. Pelo perdão alcançamos a liberdade dos filhos. Lembre-se, repousa sobre você a autoridade para perdoar: a palavra e o ministério da reconciliação. Portanto, aqui você vai aprender mais sobre como se mover neste ministério de perdão e reconciliação, que é uma extensão do ministério de Cristo sobre esta terra: “<em>&#8230; para que saibais que o Filho do Homem tem, <u>sobre a terra</u>, autoridade para perdoar pecados.”</em> (<strong>Lucas 5:24</strong>). A Páscoa fala de perdão. E também não foi em vão que Deus estabeleceu o Dia do Perdão ou Dia da Expiação (Yom Kippur), isso porque Ele sabe que o perdão é muito importante no nosso processo de amadurecimento e rumo à maturidade. Deus nos ensina, por toda a Bíblia, como e porque perdoar. Ele quer que entremos na <strong>Escola do Perdão</strong> e que, como Ele, sejamos ricos em perdoar.</p>



<p><strong><span class="has-inline-color has-vivid-purple-color">Clique no LINK abaixo para baixar o arquivo PDF da mensagem:</span></strong></p>



<div class="wp-block-file"><a href="https://raibarreto.com.br/wp-content/uploads/2022/05/O-Ensino-do-Reino-Sobre-PERDAO-Rai-Barreto.pdf"><strong><em>O-Ensino-do-Reino-Sobre-PERDAO-Rai-Barreto</em></strong></a><a href="https://raibarreto.com.br/wp-content/uploads/2022/05/O-Ensino-do-Reino-Sobre-PERDAO-Rai-Barreto.pdf" class="wp-block-file__button" download>Baixar</a></div>
<p>O post <a href="https://raibarreto.com.br/escola-do-perdao/">A Escola do Perdão</a> apareceu primeiro em <a href="https://raibarreto.com.br">Rai Barreto</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://raibarreto.com.br/escola-do-perdao/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Coloque sua esperança na Graça!</title>
		<link>https://raibarreto.com.br/coloque-sua-esperanca-na-graca/</link>
					<comments>https://raibarreto.com.br/coloque-sua-esperanca-na-graca/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rai Barreto]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Feb 2022 00:55:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2. EVANGELHO DA GRAÇA]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://raibarreto.com.br/?p=548</guid>

					<description><![CDATA[<p>Toda a mensagem do fim dos tempos está envolvida na graça (1 Pedro 1:13)</p>
<p>O post <a href="https://raibarreto.com.br/coloque-sua-esperanca-na-graca/">Coloque sua esperança na Graça!</a> apareceu primeiro em <a href="https://raibarreto.com.br">Rai Barreto</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Queremos possuir tudo o que Deus tem colocado diante de nós. Para isso, vamos reviver nossas esperanças, visões e sonhos. Vamos deixar nossa trincheira de passividade e conquistar o cume!</p>



<p>Em sua primeira epístola, Pedro fala como podemos fazer isso. “<em>Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos </em>(isto é onde começa: nós devemos nascer novamente para uma viva esperança), <em>para uma herança incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos céus para vós outros. </em>O objetivo final não é apenas nascer de novo para a esperança, mas possuir o que estamos esperando. Esta herança será nossa, <em>que sois <strong>guardados pelo poder de Deus</strong>, mediante a fé, para salvação preparada para revelar-se no último tempo”. </em><strong>1 Pedro 1:3-5</strong>.</p>



<p>No tempo do fim grandes libertações têm sido realizadas na terra. Nesse ínterim, Deus está nos ajudando, até realmente herdarmos tudo o que está reservado para nós. Estamos sendo guardados pelo poder de Deus. Podemos estar enfrentando dificuldades e problemas, mas não estamos nos tornando fracassados. Como Paulo, somos perseguidos, porém não desamparados; abatidos; porém não destruídos. Estaremos carregando em nosso corpo a morte de nosso Senhor Jesus Cristo, mas a vida de Cristo também está sendo manifesta em nós (<strong>2 Coríntios 4:9, 10</strong>). Alguns dias você se sente como se estivesse pendurado apenas por um fio? Então lembre-se que uma herança está sendo reservada para nós, e Deus está protegendo-nos até que a recebamos.</p>



<p>Uma oração judia muito conhecida declara: &#8220;Eu sei que o Senhor irá me ajudar, mas Ele deveria me ajudar até que venha a Sua ajuda&#8221;. É isso que o Senhor está fazendo por nós. Ele está nos dando uma medida de proteção até a nossa herança vir à luz. Estamos crendo em Deus por mais fé. No entanto, já temos fé de que teremos mais fé. Nós começamos com fé, para receber mais fé. Buscamos isso, sabendo que irá explodir, tornando-se algo que não será menos que a nossa expectativa. Pelo contrário,<strong> irá exceder</strong> a nossa expectativa. Nesse ínterim, não dizendo que temos tudo o que esperamos, mas sabemos que estamos sendo protegidos até podermos nos apropriar de tudo. Estamos sendo protegidos na batalha, para que não nos tornemos simples baixas no exército. Estamos nos apropriando da graça, até nos movermos dentro da grande manifestação de graça na revelação do Senhor.</p>



<p><em>“Nisto exultais”.</em> <strong>1 Pedro 1:6a</strong>. Estamos nos regozijando porque a salvação está pronta para ser revelada no último tempo (<strong>versículo 5</strong>). O Senhor tem tudo preparado para nós. Recentemente eu recebi um catálogo, mostrando muitos presentes diferentes. Como um bônus, a companhia promete que qualquer coisa que você deseja será entregue embrulhada para presente e pronta para presentear seus amigos. Isto ilustra o que Deus faz por nós. Ele tem a nossa libertação já embrulhada para presente. De fato, ela está preparada antes da fundação do mundo. Agora Ele está nos protegendo até alcançarmos a herança completamente. A Salvação está pronta para ser revelada. Ela já está embrulhada para presente para nós.</p>



<p><em>“Nisto exultais, embora, no presente, por breve tempo, se necessário, sejais contristados por várias provações”. </em><strong>Versículo 6</strong>. Deus tem uma forma de realizar os Seus propósitos através das nossas provações. A história bíblica mostra que tudo na vida parece seguir esta regra. Quando um bebê está no ventre, a mãe está usualmente sem muita dor. Mas quando aquele bebê está para nascer, para que possa viver como um indivíduo separado de sua mãe, então ela experimenta dor. Tudo em seu corpo é dilacerado e transformado. O corpo de uma mulher muda completamente no momento em que ela dá à luz uma criança.</p>



<p>Grandes coisas nos acontecerão, mas o processo de entrar nelas seguirá um padrão similar ao nascimento de uma criança. Queremos nos mover dentro da nova dimensão de vida, mas primeiro devemos ser preparados para essa nova esfera. Por isso, por breve tempo, somos contristados por várias provações para que tenhamos a fé e as obras de Deus dentro de nós. Temos experimentado este processo desde o começo deste Caminhar de Restauração. Todas as vezes que o Senhor profetiza um ministério ou dons do Espírito sobre um indivíduo, ele é imediatamente lançado em testes e provações debaixo da mão e dos tratamentos de Deus.</p>



<p><strong>Romanos 12:3</strong> conta-nos que Deus dá a cada um uma medida de fé, mas esta quantidade de fé não é suficiente. Quando Deus dá fé para um homem, Ele testa aquela fé para que expanda ou ele se aproprie de mais fé para ir de encontro à situação. O crescimento da fé depende de sua iniciativa. À medida que Deus ordena os seus passos, sua fé é testada pelas circunstâncias em sua vida. Sua reação a estes testes irá levá-lo para um de dois cursos: ou ele abandonará a fé, ou então a fé se tornará suficientemente grande para ir de encontro à situação de testes e trazê-lo para o que Deus tem preparado e desejado para ele.</p>



<p>Quando os dois cegos vieram a Jesus clamando por cura, Ele disse-lhes: &#8220;<em>Faça-se conforme a vossa fé</em>.&#8221; (<strong>Mateus 9:29</strong>) Há outros exemplos de curas em Mateus, nos quais Jesus disse que foi a fé que ocasionou a cura (<strong>Mateus 15:28; 8:10; 9:2-22</strong>). Toda a provisão está aí! Está embrulhada para presente, pronta para ser entregue dos céus. Tudo o que você tem que fazer é crer! Não duvide que você será testado para ver se irá se conformar com algo inferior, ou vai crer e lutar por todas as coisas que a sua fé abraçou primeiro. Determine que em tempo nenhumvocê irá se fixar em alguma coisa inferior àquilo que Deus lhe tem preparado. Quando a sua fé for testada, não se comprometa a aceitar uma libertação parcial ou uma vitória inferior. Este é o tempo em que todos nós caminhamos em uma absoluta declaração da nossa fé!</p>



<p><em>“Para que o valor da vossa fé, uma vez confirmada, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo”. </em><strong>1 Pedro 1:7</strong>. O <strong>versículo 5</strong> fala sobre a salvação &#8220;revelada no último tempo&#8221;, e o <strong>versículo 7</strong> fala da &#8220;revelação de Jesus Cristo&#8221;, porque este tempo do fim será o ponto culminante do cumprimento. Nós temos crido nisto por anos. Mas agora podemos facilmente recuar e dizer: &#8220;Vamos adiar isto para outros cinco anos. Assim não temos que nos preocupar em crer por isto agora&#8221;. Todavia devemos crer que esta é a hora crítica na história do mundo, quando vem o grande cumprimento, a grande manifestação, o grande rompimento.</p>



<p>Nossa fé tem uma responsabilidade. Devemos caminhar até o limiar deste presente momento e começar libertando coisas e clamando por elas em nome do Senhor. Satanás gostaria de retardar se ele pudesse, e frequentemente ele tem feito isso. A profecia de Jeremias declarou que haveria setenta anos de cativeiro. Quando mais de setenta anos se haviam passado, Daniel orou a respeito disso (<strong>Daniel 9</strong>). Gabriel veio para trazer uma resposta, mas o príncipe do reino da Pérsia o impediu. Então Miguel veio e juntos eles romperam (<strong>Daniel 10:13</strong>). Deus contou a Abraão que a sua semente viveria no Egito por quatrocentos anos (<strong>Gêneses 15:13</strong>); mas Êxodo nos conta que os israelitas saíram do Egito no fim de 430 anos, nesse mesmo dia (<strong>Êxodo 12:40, 41</strong>). Você tem curiosidade de saber por que eles tiveram que permanecer lá aqueles trinta anos extras? Talvez a fé deles não fosse suficiente nem as suas orações suficientemente insistentes para a libertação. Talvez Moisés demorou-se demasiadamente no deserto tentando descobrir com o que Deus se parecia, ou fugindo dEle. Você acha que os israelitas poderiam ter sido libertos do Egito trinta anos antes?</p>



<p>Quantos anos temos perdido? Nós estamos tentando não perder tempo algum. Estamos tentando apressar; estamos intercedendo. Você já sentiu: &#8220;Há profecias sobre mim, e como estou compelido em meu espírito para pô-las em prática, para encontrar-me fluindo dentro da perfeita vontade de Deus! Como eu gostaria de romper dentro de uma profunda adoração, dentro das obras maiores (<strong>João 14:12</strong>) que irão trazer glória para Deus na terra! Como estou ansioso para ver o Reino vir!&#8221; &#8220;Nós sabemos que está na hora. Este é o tempo para isto acontecer!&#8221; O grande cumprimento virá no “&#8230;<em>em </em><em>louvor e glória e honra da revelação de Jesus Cristo”.</em></p>



<p><strong>Versículo 8</strong>: “<em>A quem não havendo visto, amais; no qual, não vendo agora; mas crendo, exultais com alegria indizível e cheia de glória”.</em> O maior teste de fé vem quando você não pode ver o Senhor ou mesmo a obra de Suas mãos na situação em que está. Então é fácil se tornar desencorajado e deprimido. Você batalha contra o principado que produz um sentimento de depressão. Quando você acorda de manhã, pode já estar imaginando o que fez de errado; e antes de muito tempo, se encontra em um estado de auto-condenação e depressão. Todas as vezes que isso acontecer, determine de alguma forma romper no gozo inexprimível e cheio de glória. Isto é o que Deus quer para você. Você será cheio de gozo, porque tem fé. Embora não possa ver a mão de Deus em Suas provas, creia nEle de qualquer maneira, e “<em>exultais com alegria indizível e cheia de glória”.</em></p>



<p>Qual será o resultado? Você irá romper no livramento que Deus tem para você. Obterá “<em>o fim da vossa fé, a salvação das vossas almas”. </em><strong>1 Pedro1:9</strong>. O gozo inexprimível e cheio de glória conduz à libertação da alma. Todas as suas emoções estão em sua alma. Você deve alcançar um ponto em que não reage e responde às circunstâncias através de suas emoções; em vez disso se regozija no Senhor porque crê nEle, embora não possa entender o que Ele está fazendo. Então alcança a purificação de sua alma. Depois disso, nada em tempo algum irá abalar você outra vez.</p>



<p><strong>1 Pedro 1:10-12</strong>: “<em>Foi a respeito desta salvação que os profetas indagaram e inquiriram, os quais profetizaram acerca da <strong>graça a vós outros destinada</strong>, investigando atentamente qual a ocasião ou quais as circunstâncias oportunas, indicadas pelo Espírito de Cristo, que neles estava, ao dar de antemão testemunho sobre os sofrimentos referentes a Cristo, e sobre as glórias que os seguiram. A eles foi revelado que, não para si mesmos, mas para vós outros, ministravam as cousas que agora vos foram anunciadas por aqueles que, pelo Espírito Santo enviado do céu, vos pregaram o evangelho, cousas essas que anjos anelam perscrutar”.</em></p>



<p>Esta passagem bíblica indica que a Bíblia <strong>foi escrita primeiramente para os santos do fim dos tempos</strong>. Nós somos aqueles para quem ela foi escrita. Os profetas, nos tempos da Bíblia, não estavam profetizando para eles mesmos, mas para nós. Todas as suas palavras, todas as suas visões e todas as suas experiências não foram para eles mesmos &#8211; e eles compreenderam isto. Não estavam servindo a si mesmos, mas a nós. A Bíblia foi escrita pelo Espírito Santo através dos homens que experimentaram todas estas coisas exatamente para que tivéssemos o Livro, e soubéssemos que ele foi escrito para nós. Contudo, o pensamento humano tende a inverter esta verdade. Nós tentamos imitar os homens da Bíblia, dizendo: &#8220;Ó, Senhor, que sejamos como Daniel. Que sejamos como Sadraque, Mesaque e Abdnego. Senhor, queremos ser capazes de sofrer como Paulo&#8221;.&nbsp; Aqueles homens não tiveram essas experiências para que os imitássemos, mas para que fôssemos fortificados e fortalecidos, para que pudéssemos ter as bases de fé pura que confia em Deus. Eles não fizeram isto para si mesmos, mas para nós.</p>



<p>Este ensinamento dá a você um novo senso de importância do mover do Espírito de Deus no fim dos tempos? Ele não está declinando ou decaindo: está desenvolvendo e crescendo dia após dia. A Palavra diz: <em>&#8220;Melhor é o fim das coisas do que o seu princípio&#8221;</em> (<strong>Eclesiastes 7:8</strong>). Eu creio que estarão em cena neste tempo do fim, profetas maiores do que aqueles que apareceram nos tempos da Bíblia, porque então eles não tinham para apropriar tanta verdade quanto temos hoje. Nós temos tudo o que eles tinham, mais as palavras que eles próprios falaram, pelas quais aprendemos.</p>



<p>Paulo nos conta que aquelas coisas aconteceram a eles, para nos ensinar e admoestar. Elas foram escritas para nossa admoestação, sobre quem o fim dos tempos é chegado (<strong>1 Coríntios 10:11</strong>). <strong>O fim dos tempos tem vindo para nós</strong>. Sobre os nossos ombros repousa o manto para o fim dos tempos. Esta é a razão pela qual somos tão conscientes da época e da dispensação. Estamos cientes de que uma nova era tem se iniciado. Este é o tempo para os filhos virem à luz. Quando pessoas nas gerações passadas leram as Escrituras, de alguma forma extraíram conforto delas enquanto passavam por experiências similares. Contudo, foi para <strong>nós</strong> que aquelas coisas aconteceram. Não é tempo de reconhecermos o destino que Deus quer que se cumpra através de um povo humilde?!</p>



<p>Todas aquelas coisas aconteceram àquele povo por nossa causa. Todos os anjos de Deus desejam entrar nas bênçãos que pertencem a nós (<strong>1 Pedro 1:10-13</strong>). Eles estão provavelmente perguntando a Deus: &#8220;O que Você fará por aquele povo lá embaixo &#8211; os mancos, cegos e coxos?&#8221; Não deixe que alguém de nós diga: &#8220;Eu sou inadequado. Porque eu sou um dos mancos, cegos e coxos, eu nunca poderei entrar&#8221;. Nós somos as pessoas para quem essas palavras foram escritas! (<strong>Lucas 14:15-24</strong>).</p>



<p>Pedro nos diz no <strong>versículo 13</strong> o que devemos fazer: “<em>Por isso, cingindo o vosso entendimento, <strong>sede sóbrios e esperai inteiramente na graça que vos está sendo trazida na revelação de Jesus Cristo</strong>”. </em>Note que estamos colocando a nossa esperança na graça &#8211; não em nossa capacidade. <strong>Vamos nos apropriar da graça de Deus que virá na revelação de Jesus Cristo</strong>.</p>



<p><strong>As coisas que Deus tem prometido nunca virão a acontecer se isto depender de nós; devemos nos apropriar da graça de Deus.</strong> <strong>Toda a mensagem do fim dos tempos está envolvida na graça. Deus trará a Sua vontade à luz através de um povo que não é mais merecedor, talvez, de que algumas gerações antes de nós. Mas Ele nos fará merecedores pela Sua graça.</strong> Seremos encorajados, capacitados para alcançarmos e apropriarmos isso. A graça de Deus choverá sobre os nossos corações para que possamos caminhar em Deus, e ser e fazer todas as coisas que Ele colocou diante de nós. “<em>Por isso, cingindo o vosso entendimento, sede sóbrios e esperai inteiramente na graça que vos está sendo trazida na revelação de Jesus Cristo”.</em></p>



<p>Perante Deus, determine que <strong>você irá fixar a sua esperança na graça de Deus</strong>. Eu não ousarei olhar para mim mesmo e para as minhas capacidades, e você não ousará olhar para você mesmo e para as suas capacidades. Todos nós temos falhado para conosco mesmos, para Deus, e para aqueles que estão ao nosso redor, muitas vezes. Nossa total insuficiência deve ser parte da revelação de Deus para nós. Lembramo-nos das palavras de Paulo em <strong>2 Coríntios 3:5, 6</strong>: “<em>Não que por nós mesmos sejamos capazes de pensar alguma cousa, como se partisse de nós; pelo contrário, a nossa suficiência vem de Deus, o qual nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança”. </em>Isto significa que não há nada em mim ou em você que seja suficiente. Em nós mesmos, tudo o que podemos fazer é deixar Deus frustrado, nós mesmos frustrados, e deixar uns aos outros frustrados &#8211; mesmo aqueles a quem nós amamos muito. Se olharmos para as nossas próprias capacidades, não seremos nem mesmo capazes de caminhar em Sua verdade, quando ela nos vem.</p>



<p>Você pode dizer que nunca falhou para com Deus? Ou nunca falhou para com você mesmo? Ou para com aqueles a quem você ama muito? Você é orgulhoso de seu currículo? É orgulhoso de suas habilidades humanas? Em você mesmo, sente-se como se pudesse atingir o seu pleno potencial em Deus? Sua atitude é de auto-suficiência: &#8220;Eu não estou de forma alguma impressionado com minhas profecias; posso cumpri-las facilmente.&#8221; Ou é justamente o oposto? &#8220;Eu estou sendo testado na fé, porque a minha fé será fixada na esperança da graça de Deus que virá&#8221;.&nbsp; Os testes, as provações, a preciosa fé &#8211; melhor que o ouro que é perecível &#8211; tudo nos traz para um lugar onde fixamos nossa esperança completamente na graça de Deus.</p>



<p>Você se sente rejeitado? Quem não se sente? Você se sente condenado? Talvez algumas vezes tenha experimentado, quando até se sente envergonhado. Talvez Tenha feito o melhor que poderia, mas que não tenha sido o suficiente. Olhe para a situação honestamente. Reconheça que não há nada bom dentro de você, exceto Cristo. Somente na extensão em que a natureza de Cristo tem vindo à luz, aí está alguma coisa decente em você. O que você deve fazer? Fixe a sua esperança na graça de Deus.</p>



<p>Peça ao Senhor para ajudá-lo nisto, para que você nunca olhe para si mesmo como se fosse sua capacidade que pudesse trazer a vontade de Deus para a sua vida. Compreenda que isso só será feito à medida que você tiver fé. E esta fé será testada e experimentada. Sempre quando não puder ver Deus nas situações por que passa, creia que a revelação do Senhor trará a Sua maravilhosa graça para você. Deixe seu coração ser cheio do gozo inexprimível e cheio de glória.</p>



<p>Por que não lançar fora as suas limitações agora e declarar: &#8220;Eu não vou mais crer em ser derrotado. Estou crendo que serei um vencedor. A vontade de Deus virá à luz em minha vida e Deus será glorificado em mim&#8221;. Esteja certo, contudo, de começar com um senso de humildade, de avaliar corretamente a incapacidade e a insuficiência da carne. Se você começa aí, então à medida que entra na graça de Deus, será capaz de caminhar com Ele sem tormento. Não queremos caminhar com nossa incapacidade predominante importunando-nos, porque estamos tentando realizar a vontade de Deus em nós mesmos. Encare cada dificuldade com esta atitude: &#8220;Aqui está mais uma situação que eu posso resolver na carne, mais uma circunstância dentro de uma esfera de ação humanamente impossível. Agora, que a liberdade venha através da graça de Deus. Que a glória de Deus venha. Que Ele seja glorificado. <strong>Eu coloco a minha esperança em Sua graça</strong>&#8220;.</p>
<p>O post <a href="https://raibarreto.com.br/coloque-sua-esperanca-na-graca/">Coloque sua esperança na Graça!</a> apareceu primeiro em <a href="https://raibarreto.com.br">Rai Barreto</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://raibarreto.com.br/coloque-sua-esperanca-na-graca/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A verdade sobre Ananias e Safira</title>
		<link>https://raibarreto.com.br/a-verdade-sobre-ananias-e-safira/</link>
					<comments>https://raibarreto.com.br/a-verdade-sobre-ananias-e-safira/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rai Barreto]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 12 Feb 2022 10:31:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2. EVANGELHO DA GRAÇA]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://raibarreto.com.br/?p=540</guid>

					<description><![CDATA[<p>A verdade sobre Ananias e Safira(Atos 4:32 a 5:11) Raimundo BarretoGaranhuns, PE, fevereiro de 2022 O contexto: O contexto em que o ocorrido com o casal judeu Ananias e Safira acontece está em Atos 4:32 a 35. Este texto descreve como vivia a comunidade cristã: “Da multidão dos que creram era um o coração e a alma. Ninguém considerava exclusivamente sua nem uma das coisas que possuía; tudo, porém, lhes era comum. Com grande poder, os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça. Pois, nenhum necessitado havia entre eles, porquanto os que possuíam terras ou casas, vendendo-as, traziam os valores correspondentes e depositavam aos PÉS dos apóstolos; então, se distribuía a qualquer um à medida que alguém tinha necessidade. José, a quem os apóstolos deram o sobrenome de Barnabé, que quer dizer filho de exortação (consolação), levita, natural de Chipre, como tivesse um campo, vendendo-o, trouxe o preço (todo o dinheiro) e o depositou aos pés dos apóstolos. Note a atmosfera que havia entre a comunidade cristã primitiva. Observe as expressões e palavras chaves do texto: Os que creram se moviam em unidade de coração e alma. Havia uma bondade e um sentimento positivo, de edificação em todos; Os apóstolos se moviam em grande poder; Em todos havia abundante graça, de forma que não havia nenhum necessitado, pois ninguém dizia que coisa alguma do que possuía era sua própria, mas todas as coisas lhes eram em COMUM; Os que possuíam terras ou casas, vendia e traziam TODO o valor e depositavam aos pés dos apóstolos; Então, o texto passa a fazer um CONTRASTE, primeiramente citando um discípulo, Barnabé, que tinha boas referências: um ministério reconhecido de consolo, era levita e da cidade de Chipre. Barnabé vendeu o campo que tinha e trouxe todo o dinheiro e depositou aos pés dos apóstolos. Ananias, um certo homem Aí, então, o texto introduz, em paralelo ao gesto de Barnabé, um discípulo com credenciais, a história de um CERTO HOMEM chamado Ananias, com sua mulher chamada Safira, que, de comum acordo, venderam uma propriedade e reteve parte do preço. Uma das chaves para entendermos este acontecimento é que Ananias é chamado de “um certo homem”, ou seja, ele não tinha credencial de discípulo, era uma pessoa que não fazia parte da comunidade cristã. Observe que, quando as Escrituras contam a história de um homem ou mulher piedosa, sempre apresenta as suas credenciais. Veja o caso de um outro Ananias, de Damasco, que era um discípulo e orou por Saulo para que suas vistas fossem recuperadas e recebesse o Espírito Santo (Atos 9:10). Veja também a menção de Cornélio, um homem piedoso e temente a Deus (Atos 10:1). Ou seja, as Escrituras sempre descrevem as credenciais da pessoa, assim como foi feito com Barnabé, mas Ananias foi chamado de “um certo homem”. Conclusão óbvia: Ananias não era um crente, não pertencia à comunidade dos santos e não estava se movendo no mesmo Espírito de unidade, comunhão, debaixo da Ordem Divina apostólica e da abundante graça. Então, este fato ocorrido com Ananias e sua esposa Safira não se trata de um julgamento de Deus pela mentira de um crente. Trata, sim, da PROTEÇÃO DIVINA contra um “espírito” que quis se aproveitar da graça (bondade e generosidade) de Deus que fluía na comunidade. O que aconteceu é o relatado no Salmos 1:4, 5 – “Os ímpios não são assim; mas são como a palha que que o vento lança para longe. Portanto, os ímpios não ficarão de pé no juízo, nem pecadores na congregação dos justos” (versão BKJ). Este Salmo fala do juízo de Deus sobre os ímpios, quando os ímpios (pecadores) são tirados de cena. O salmista diz que o vento (Espírito Santo) lança para longe a palha (os ímpios). O que se entende é que Ananias e Safira queriam se aproveitar financeiramente da comunidade cristã, se aproveitar da abundante graça que fluía dos corações dos crentes. Eles venderam uma propriedade, retiveram parte do dinheiro e queriam participar do suprimento abundante da comunidade. O pecado de ultrajar o Espírito da graça O livro dirigido aos Hebreus descreve em 10:26-31 o juízo e fogo vingador aos hebreus que pecarem deliberadamente contra o Espírito da graça e aqueles que “calçarem aos pés o Filho de Deus” (versículos 28 e 29): “Aquele que desprezou a lei de Moisés, morreu sem misericórdia, sob duas ou três testemunhas. Com quão maior castigo pensais vós que será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus, e tiver por profano o sangue do pacto com que foi santificado, e ultrajar ao Espírito da graça?” (BKJ). &#160;O verbo grego “katpateo” é muito comum e significa pisar sob os pés. Tal palavra era usada figuradamente para indicar desdenhar ou desprezar. Agora podemos entender porque o texto usa tantas vezes a expressão PÉS. Nos tempos antigos, as pessoas expressavam seu desprezo por algo pisando-o liberalmente com os pés. Os bens vendidos pelos discípulos eram depositados aos pés dos apóstolos, com o sentido honra. Já Ananias e Safira caíram aos pés do apóstolo Pedro e morreram (Atos 5:10). A causa foi que o casal “tentaram o Espírito do Senhor” (vs. 9), que é o Espírito da Graça (Zacarias 12:10 e Hebreus 10:29). O Novo Testamento diz que Deus sujeitará todas as coisas debaixo dos pés de Cristo (ver Hebreus 2:8 e 1 Coríntios 15:25). A lição é: nunca despreze o Espírito da graça que vem do Senhor. Houve grande temor de todos os que presenciaram ou ouviram a notícia destes acontecimentos. O casamento da GRAÇA com a LEI gera MORTE Ao lermos as Escrituras, tanto no Antigo como no Novo Testamento, devemos buscar a revelação dos ensinamentos que estão “escondidos” no texto, as pérolas do Reino de Deus. Portanto, vamos nos aprofundar um pouco mais sobre os acontecimentos que sobrevieram ao casal Ananias e Safira. ANANIAS&#160;(Ἁνανίας) é a forma grega de Hananias (palavra&#160;hebraica&#160;para חנניה, &#8220;Yahweh é gracioso&#8220;, “Deus é gracioso”). Hannah – graça. Yah – Iavé. Em Atos 9:12 vemos um outro Ananias (“Graça de Deus”) orar para que os olhos do grande legalista da sua época fossem abertos: Saulo de Tarso. Quando Saulo abriu os olhos, a primeira pessoa que ele enxergou foi Ananias, representando a graça de Deus.&#160; Já a esposa de Ananias chamava-se SAFIRA, uma pedra preciosa de cor azul. Safira representa a LEI DE MOISÉS. As tábuas de pedra da Lei foram escritas em pedras de safira. Confira o texto abaixo de Êxodo 24:9-12: “E subiram Moisés, e Arão, e Nadabe, e Abiú, e setenta dos anciãos de Israel. E viram o Deus de Israel, sob cujos pés havia uma como pavimentação de pedra de safira, que se parecia com o céu na sua claridade. Ele não estendeu a mão sobre os escolhidos dos filhos de Israel; porém eles viram a Deus, e comeram, e beberam. Então, disse o SENHOR a Moisés: Sobe a mim, ao monte, e fica lá; dar-te-ei tábuas de pedra, e a lei, e os mandamentos que escrevi, para os ensinares”. A tradição rabínica também afirma que a pedra aonde foi escrita a Lei era de safira. A safira é esculpida e surge em altíssima temperatura, igual à que havia no cume do monte Sinai, aonde havia o fogo do Senhor. O fogo do Senhor, no cume do monte Sinai, transformou a rocha em Safira. Observou a imagem do Senhor sobre o monte Sinai? “E viram o Deus de Israel, sob cujos pés havia uma como pavimentação de pedra de safira&#8230;”. Imagem semelhante a retratada em Atos 5:10 – “No mesmo instante, caiu ela (Safira) aos pés de Pedro e expirou (morreu)”. A lição é: toda vez que quisermos harmonizar ou casar Ananias (a graça de Deus) com Safira (a Lei), teremos morte. Eis, então a grande verdade: toda vez que caímos da graça de Deus, nos submeteremos à Lei, à morte: “De novo, testifico a todo homem que se deixa circuncidar que está obrigado a guardar toda a lei. De Cristo vos desligastes, vós que procurais justificar-vos na lei; da graça decaístes” (Gálatas 5:3, 4). “E o mandamento que me fora para vida, verifiquei que este mesmo se me tornou para morte&#8230;” (Romanos 7:10). Toda vez que um cristão se desconecta de Cristo, caindo da graça, tentará se esforçar para agradar a Deus e gerará morte no seu espírito. O Espírito da Graça não suporta a associação com Safira! Crer corretamente sempre nos leva a viver a fé de forma correta e sadia. Quando você crer corretamente, viverá corretamente. Caso deseje, segue abaixo o arquivo em PDF desta mensagem:</p>
<p>O post <a href="https://raibarreto.com.br/a-verdade-sobre-ananias-e-safira/">A verdade sobre Ananias e Safira</a> apareceu primeiro em <a href="https://raibarreto.com.br">Rai Barreto</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h1 class="has-text-align-center wp-block-heading">A verdade sobre Ananias e Safira<br>(Atos 4:32 a 5:11)</h1>



<h6 class="has-text-align-right wp-block-heading">Raimundo Barreto<br>Garanhuns, PE, fevereiro de 2022</h6>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>O contexto:</strong></h3>



<p>O contexto em que o ocorrido com o casal judeu Ananias e Safira acontece está em <strong>Atos 4:32 a 35</strong>. Este texto descreve como vivia a comunidade cristã:</p>



<p></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>“Da multidão dos que creram era <strong>um o coração e a alma</strong>. Ninguém considerava exclusivamente sua nem uma das coisas que possuía; tudo, porém, lhes era comum. Com <strong>grande poder, os apóstolos</strong> davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia <strong>abundante graça</strong>. Pois, nenhum necessitado havia entre eles, porquanto os que possuíam terras ou casas, vendendo-as, traziam os valores correspondentes e depositavam aos <strong>PÉS dos apóstolos</strong>; então, se distribuía a qualquer um à medida que alguém tinha necessidade. <strong>José</strong>, a quem os apóstolos deram o sobrenome de <strong>Barnabé</strong>, que quer dizer <strong>filho de exortação (consolação)</strong>, levita, natural de Chipre, como tivesse um campo, vendendo-o, trouxe <strong>o</strong> preço (todo o dinheiro) e o depositou aos <strong>pés dos apóstolos</strong>.</p></blockquote>



<p>Note a atmosfera que havia entre a comunidade cristã primitiva. Observe as expressões e palavras chaves do texto:</p>



<ol class="wp-block-list" type="1"><li>Os que creram se moviam em <strong>unidade de coração e alma</strong>. Havia uma bondade e um sentimento positivo, de edificação em todos;</li><li>Os <strong>apóstolos</strong> se moviam em <strong>grande poder</strong>;</li><li>Em todos havia <strong>abundante graça</strong>, de forma que não havia nenhum necessitado, pois ninguém dizia que coisa alguma do que possuía era sua própria, mas todas as coisas lhes eram em <strong>COMUM</strong>;</li><li>Os que possuíam terras ou casas, vendia e traziam <strong>TODO o valor</strong> e depositavam aos <strong>pés dos apóstolos</strong>;</li><li>Então, o texto passa a fazer um <strong>CONTRASTE</strong>, primeiramente citando um discípulo, <strong>Barnabé</strong>, que tinha boas referências: <strong>um ministério reconhecido de consolo, era levita e da cidade de Chipre</strong>. Barnabé vendeu o campo que tinha e trouxe todo o dinheiro e depositou aos <strong>pés dos apóstolos</strong>.</li></ol>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Ananias, um certo homem</strong></h3>



<p>Aí, então, o texto introduz, em paralelo ao gesto de Barnabé, um discípulo com credenciais, a história de um <strong>CERTO HOMEM</strong> chamado <strong>Ananias</strong>, com sua mulher chamada <strong>Safira</strong>, que, de comum acordo, venderam uma propriedade e reteve <strong>parte do preço</strong>.</p>



<p>Uma das chaves para entendermos este acontecimento é que Ananias é chamado de “<strong><em>um certo homem</em></strong>”, ou seja, ele não tinha credencial de discípulo, era uma pessoa que não fazia parte da comunidade cristã. Observe que, quando as Escrituras contam a história de um homem ou mulher piedosa, sempre apresenta as suas credenciais. Veja o caso de um outro Ananias, de Damasco, que era um discípulo e orou por Saulo para que suas vistas fossem recuperadas e recebesse o Espírito Santo (<strong>Atos 9:10</strong>). Veja também a menção de Cornélio, um homem piedoso e temente a Deus (<strong>Atos 10:1</strong>). Ou seja, as Escrituras sempre descrevem as <strong>credenciais da pessoa</strong>, assim como foi feito com Barnabé, mas Ananias foi chamado de “<strong><em>um certo homem</em></strong>”.</p>



<p>Conclusão óbvia: Ananias não era um crente, não pertencia à comunidade dos santos e não estava se movendo no mesmo Espírito de unidade, comunhão, debaixo da Ordem Divina apostólica e da abundante graça.</p>



<p>Então, este fato ocorrido com Ananias e sua esposa Safira não se trata de um julgamento de Deus pela mentira de um crente. Trata, sim, <strong>da PROTEÇÃO DIVINA contra um “espírito” que quis se aproveitar da graça (bondade e generosidade) de Deus que fluía na comunidade</strong>. O que aconteceu é o relatado no <strong>Salmos 1:4, 5 </strong>– “<em>Os ímpios não são assim; mas são como a palha que que o vento lança para longe. Portanto, os ímpios não ficarão <strong>de pé</strong> no juízo, nem pecadores na congregação dos justos”</em> (versão BKJ). Este Salmo fala do juízo de Deus sobre os ímpios, quando os ímpios (pecadores) são tirados de cena. <strong>O salmista diz que o vento (Espírito Santo) lança para longe a palha (os ímpios).</strong></p>



<p>O que se entende é que Ananias e Safira queriam se aproveitar financeiramente da comunidade cristã, se aproveitar da <strong>abundante graça</strong> que fluía dos corações dos crentes. Eles venderam uma propriedade, retiveram parte do dinheiro e queriam participar do suprimento abundante da comunidade.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>O pecado de ultrajar o Espírito da graça</strong></h3>



<p>O livro dirigido aos <strong>Hebreus</strong> descreve em <strong>10:26-31</strong> o juízo e fogo vingador aos hebreus que pecarem deliberadamente contra o <strong>Espírito da graça</strong> e aqueles que “<em>calçarem aos pés o Filho de Deus”</em> (<strong>versículos 28 e 29</strong>):</p>



<p>“Aquele que desprezou a lei de Moisés, morreu sem misericórdia, sob duas ou três testemunhas. Com quão maior castigo pensais vós que será julgado merecedor aquele que <strong>pisar o Filho de Deus</strong>, e tiver por profano o sangue do pacto com que foi santificado, e <strong>ultrajar ao Espírito da graça?</strong>” (BKJ).</p>



<p>&nbsp;O verbo grego “<strong><em>katpateo</em></strong><em>”</em> é muito comum e significa <strong><em>pisar sob os pés</em></strong><em>. </em>Tal palavra era usada figuradamente para indicar <em>desdenhar ou desprezar</em>. Agora podemos entender porque o texto usa tantas vezes a expressão <strong>PÉS</strong>. Nos tempos antigos, as pessoas expressavam seu desprezo por algo pisando-o liberalmente com os pés. Os bens vendidos pelos discípulos eram depositados aos pés dos apóstolos, com o <strong>sentido honra</strong>. Já Ananias e Safira caíram aos pés do apóstolo Pedro e morreram (<strong>Atos 5:10</strong>). A causa foi que o casal “<strong><em>tentaram o Espírito do Senhor</em></strong><em>” </em>(<strong>vs. 9</strong>), que é o Espírito da Graça (<strong>Zacarias 12:10</strong> e <strong>Hebreus 10:29</strong>).</p>



<p>O Novo Testamento diz que Deus sujeitará todas as coisas debaixo dos pés de Cristo (ver <strong>Hebreus 2:8 e 1 Coríntios 15:25</strong>).</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>A lição é: nunca despreze o Espírito da graça que vem do Senhor. Houve grande temor de todos os que presenciaram ou ouviram a notícia destes acontecimentos</strong>.</p></blockquote>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>O casamento da GRAÇA com a LEI gera MORTE</strong></h3>



<p>Ao lermos as Escrituras, tanto no Antigo como no Novo Testamento, devemos buscar a revelação dos ensinamentos que estão “escondidos” no texto, as pérolas do Reino de Deus. Portanto, vamos nos aprofundar um pouco mais sobre os acontecimentos que sobrevieram ao casal Ananias e Safira.</p>



<p><strong>ANANIAS</strong>&nbsp;(Ἁνανίας) é a forma grega de Hananias (palavra&nbsp;<strong>hebraica</strong>&nbsp;para חנניה, &#8220;<strong>Yahweh </strong><strong>é</strong><strong> gracioso</strong>&#8220;, <strong>“Deus é gracioso”</strong>). Hannah – graça. Yah – Iavé. Em <strong>Atos 9:12</strong> vemos um outro Ananias (“Graça de Deus”) orar para que os olhos do grande legalista da sua época fossem abertos: Saulo de Tarso. Quando Saulo abriu os olhos, a primeira pessoa que ele enxergou foi Ananias, representando a graça de Deus.&nbsp;</p>



<p>Já a esposa de Ananias chamava-se <strong>SAFIRA</strong>, uma pedra preciosa de cor azul. <strong>Safira representa a LEI DE MOISÉS</strong>. As tábuas de pedra da Lei foram escritas em pedras de safira. Confira o texto abaixo de <strong>Êxodo 24:9-12</strong>:</p>



<p>“E subiram Moisés, e Arão, e Nadabe, e Abiú, e setenta dos anciãos de Israel. E viram o Deus de Israel, sob <strong>cujos pés</strong> havia uma como pavimentação de <strong>pedra de safira</strong>, que se parecia com o céu na sua claridade. Ele não estendeu a mão sobre os escolhidos dos filhos de Israel; porém eles viram a Deus, e comeram, e beberam. Então, disse o SENHOR a Moisés: Sobe a mim, ao monte, e fica lá; dar-te-ei <strong>tábuas de pedra, e a lei, e os mandamentos que escrevi</strong>, para os ensinares”.</p>



<p>A tradição rabínica também afirma que a pedra aonde foi escrita a Lei era de safira. A safira é esculpida e surge em altíssima temperatura, igual à que havia no cume do monte Sinai, aonde havia o fogo do Senhor. O fogo do Senhor, no cume do monte Sinai, transformou a rocha em Safira.</p>



<p>Observou a imagem do Senhor sobre o monte Sinai? “<em>E viram o Deus de Israel, sob <strong>cujos pés</strong> havia uma como pavimentação de <strong>pedra de safira</strong>&#8230;”</em>. Imagem semelhante a retratada em <strong>Atos 5:10</strong> – “<em>No mesmo instante, caiu ela (Safira) aos pés de Pedro e expirou (morreu)”</em>.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><strong>A lição é: toda vez que quisermos harmonizar ou casar Ananias (a graça de Deus) com Safira (a Lei), teremos morte</strong>.</p></blockquote>



<p>Eis, então a grande verdade: toda vez que caímos da graça de Deus, nos submeteremos à Lei, à morte: “<em>De novo, testifico a todo homem que se deixa circuncidar que está obrigado a guardar toda a lei. De Cristo vos desligastes, vós que procurais justificar-vos na lei; <strong>da graça decaístes</strong>”</em> (<strong>Gálatas 5:3, 4</strong>).</p>



<p>“<em>E o mandamento que me fora para vida, verifiquei que este mesmo se me tornou para morte&#8230;”</em> (<strong>Romanos 7:10</strong>). Toda vez que um cristão se desconecta de Cristo, caindo da graça, tentará se esforçar para agradar a Deus e gerará morte no seu espírito. <strong>O Espírito da Graça não suporta a associação com Safira!</strong></p>



<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading"><strong><span class="has-inline-color has-vivid-red-color">Crer corretamente sempre nos leva a viver a fé de forma correta e sadia. Quando você crer corretamente, viverá corretamente.</span></strong></h3>



<p>Caso deseje, segue abaixo o arquivo em PDF desta mensagem:</p>



<div class="wp-block-file"><a href="https://raibarreto.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Ananias-e-Safira-A-verdade-Por-Rai-Barreto-1.pdf">Ananias-e-Safira-A-verdade-Por-Rai-Barreto-1</a><a href="https://raibarreto.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Ananias-e-Safira-A-verdade-Por-Rai-Barreto-1.pdf" class="wp-block-file__button" download>Baixar</a></div>
<p>O post <a href="https://raibarreto.com.br/a-verdade-sobre-ananias-e-safira/">A verdade sobre Ananias e Safira</a> apareceu primeiro em <a href="https://raibarreto.com.br">Rai Barreto</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://raibarreto.com.br/a-verdade-sobre-ananias-e-safira/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O Chamado Irresistível da Graça</title>
		<link>https://raibarreto.com.br/o-chamado-irresistivel-da-graca/</link>
					<comments>https://raibarreto.com.br/o-chamado-irresistivel-da-graca/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rai Barreto]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2020 16:49:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2. EVANGELHO DA GRAÇA]]></category>
		<category><![CDATA[Evangelho da Graça]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://raibarreto.com.br/?p=282</guid>

					<description><![CDATA[<p>Aqui explicamos o entendimento que o reformador João Calvino tinha da irresistível graça de Deus ("graça eficaz" e "vocação eficaz"). Evangelho da Graça e a Palavra da Graça.</p>
<p>O post <a href="https://raibarreto.com.br/o-chamado-irresistivel-da-graca/">O Chamado Irresistível da Graça</a> apareceu primeiro em <a href="https://raibarreto.com.br">Rai Barreto</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>É muito importante que voltemos aos ensinamentos dos nossos “pais reformadores” para entendermos as revelações que os moveram. Aqui fiz uma compilação do entendimento que João Calvino tinha a respeito da natureza da graça de Deus (também conhecida como &#8220;graça eficaz&#8221; e &#8220;vocação eficaz&#8221;).</p>



<p class="has-text-align-right"><em>Pelo Teólogo Cristão Francês:<br>João Calvino</em></p>



<h4 class="has-text-align-center wp-block-heading">Para Calvino, o que significa graça irresistível?</h4>



<p>Sabemos que quando o chamado do Evangelho ocorre em uma igreja, ou ao ar livre, ou pela leitura da Palavra de Deus, nem todos atendem. Nem todos ficam convencidos do pecado e sua necessidade de Cristo. Isso explica o fato de haver dois chamados. Não somente há o chamado exterior, existe também o chamado interior. O exterior pode ser descrito como “palavra do pregador”, e quando ocorre pode operar de modos diferentes em diferentes corações, produzindo uma série de diferentes resultados (confira <strong>Romanos 10:13-17 </strong>e a Parábola do Semeador em <strong>Mateus 13:1-23</strong>). Uma coisa não fará, entretanto, não operará obra de salvação no coração do pecador. Para que seja forjada a obra de salvação, o chamado exterior precisa ser acompanhado pela abertura do coração do pecador ao chamado interior do Espírito Santo de Deus, pois é Ele quem “<em>convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo</em>” (<strong>João 16:8-11</strong>). E quando o Espírito Santo opera na vida de um homem, ou mulher ou jovem por Sua graça, esse chamado é irresistível: <strong>manifestação do chamado irresistível da graça de Deus</strong>.</p>



<p>Isso é provado vezes e mais vezes na Palavra vivificadora de Deus, como por exemplo nos versículos e trechos a seguir:</p>



<ol class="wp-block-list" type="1"><li>“<em>Todo o que o pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora</em>”, (<strong>João 6:37</strong>). O contexto aqui é Jesus falando aos Judeus, que O consideravam Mestre. Notemos que são aqueles que o pai “dá a Cristo” que virão a Ele; e quando vierem não serão lançados fora. E Jesus continua:<ol><li>a) “<em>Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou o não trouxer</em>” (<strong>João 6:44</strong>). Aqui nosso Senhor está simplesmente dizendo que é impossível aos homens virem a Ele por si mesmos; o Pai tem que atraí-los.</li></ol><ol><li>b) “<em>Está escrito nos profetas: E serão todos ensinados por Deus. Portanto, todo aquele que da parte do Pai tem ouvido e aprendido, esse vem a mim</em>’ (<strong>João 6:45</strong>).</li></ol><ol><li>c) Os homens podem ouvir o chamado exterior; mas são aqueles “ensinados por Deus” que responderão e virão a Cristo. Assim foi com Simão Pedro: “<em>Então, Jesus lhe afirmou: Bem-aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelaram, mas meu Pai, que está nos céus</em>” (<strong>Mateus 16:17</strong>).</li></ol></li><li>“<em>Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus esses são filhos de Deus</em>” (<strong>Romanos 8:14</strong>).</li><li>“<em>Mas quando aprouve a Deus que desde o ventre de minha mãe me separou, e me <strong>chamou pela sua graça</strong>, aprouve revelar seu Filho em mim&#8230;</em> ” (<strong>Gálatas 1:15</strong>).</li><li>“<em>E o Deus de toda graça, que em Cristo Jesus vos <strong>chamou</strong> à sua eterna glória &#8230;</em>” (<strong>1 Pedro 5:10</strong>).</li></ol>



<p>Uma ilustração notável desse ensinamento de graça irresistível, ou chamado eficaz, certamente é o incidente sobre o qual lemos em <strong>Atos capítulo 16:11-15</strong>. O apóstolo Paulo ensinava o Evangelho a um grupo de mulheres às margens de um rio em Filipos; e enquanto o fazia, “<em>Certa mulher, chamada Lídia, da cidade de Tiatira, vendedora de púrpura, <strong>temente a Deus</strong>, nos escutava; <strong>o Senhor lhe abriu o coração para atender</strong> às coisas que Paulo dizia</em>” (<strong>vs. 14</strong>). Paulo, o pregador, falou aos ouvidos de Lídia — o chamado exterior; mas o Senhor falou ao coração de Lídia &#8211; o chamado interior de graça irresistível. O fato de Lídia ser uma mulher “temente a Deus” comprova que o coração dela já era atraído por Deus, agora Ela ouviu o chamado da graça irresistível que há em Cristo Jesus.</p>



<p>Calvino acreditava que não somente os homens e mulheres podem resistir ao Evangelho de Deus, como de fato o fazem, e tem que fazê-lo em decorrência de suas naturezas. Por isso acreditava que havia a necessidade de existir uma doutrina como a da graça irresistível. Em outras palavras alguma influência maior que a nossa natureza adâmica e carnal &#8211; maior que a nossa resistência &#8211; precisa penetrar nossos corações, ou estaremos perdidos para sempre, pois “<em>o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus</em>”.</p>



<p>“<em>O Verbo estava no mundo, o mundo foi feito por intermédio dele, mas o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da <strong>vontade do homem, mas de Deus</strong></em>” (<strong>João 1:10-13</strong>).</p>



<p>Existem três grandes forças trabalhando na questão da salvação do homem:</p>



<ol class="wp-block-list" type="1"><li>A vontade do diabo.</li><li>A vontade do homem.</li><li>A vontade de Deus (<strong>1 Coríntios 1:1; 2 Coríntios 1:1; Efésios 1:1; Colossenses 1:1; 2 Timóteo 1:1</strong>).</li></ol>



<p>Qual será a vitoriosa? Se a vontade de Deus não for vitoriosa na questão de nossa salvação, então a vontade do diabo o será, pois o diabo é mais forte do que nós. Thomas Watson, um puritano do século XVII, coloca a questão nestas palavras: “<em>Deus segue em frente conquistando na carruagem de Seu </em><em>Evangelho&#8230; Conquista o orgulho do coração, e faz a vontade que se manteve como um Fort Royal contra Ele se entregar e se inclinar à Sua graça; faz o coração duro sangrar. Oh, é um chamado poderoso! Porque então alguns homens parecem falar de uma persuasão moral? Por que dizem que Deus, na conversão de um pecador, só persuade moralmente e nada mais? Se Deus, na conversão de um pecador, persuadisse só moralmente, então não apresentaria um poder tão grande na salvação dos homens quanto o diabo na destruição deles</em>”. De quem será a vontade vitoriosa? <strong>Nossa vontade?</strong> Mas não é ela que realmente se coloca como “um Fort Royal”<a href="#_ftn1">[1]</a> contra o Senhor? Realmente, a vontade da nossa natureza carnal batalha e resiste ao chamado de Deus (<strong>Gálatas 5:17</strong>). “<em>Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim. Contudo, não quereis vir a mim para terdes vida</em>” (<strong>João 5:39, 40</strong>). <strong>A vontade do diabo?</strong></p>



<p>Então, quem será salvo, pois Sua vontade sempre será mais forte que a nossa? Mas não será isso o Evangelho, que &#8220;um mais forte do que o forte” apareceu, conquistando e para conquistar na carruagem de Seu Evangelho? E Ele conquista! Conquista Satanás, e o homem insignificante também, para a glória de Sua graça irresistível.</p>



<p><strong>Complemento Raimundo Barreto:</strong></p>



<p>“<em>E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai&#8230; Porque todos nós temos recebido da sua plenitude e graça sobre graça</em>” (<strong>João 1:14, 16</strong>). Cristo Jesus é a manifestação da graça abundante do Pai, que manifesta a Sua glória neste mundo. E Ele, a Graça, é o convite do Pai para a Salvação. Este é o verdadeiro Evangelho da Graça irresistível que deve ser anunciado ao mundo.</p>



<p>No Evangelho de João está registrada, em muitas histórias de vida, o convite irresistível da Graça aos pecadores: a Mulher samaritana, o paralítico junto à Porta das Ovelhas, a mulher pega em adultério e o cego de nascença. Todos estes foram atraídos pelo convite irresistível da graça e neles se manifestou a glória do Pai.</p>



<p>“<em>Estêvão, cheio de graça e poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo</em>” (<strong>Atos 6:8</strong>).</p>



<p>A pregação do Evangelho da Graça, ou a Palavra da Sua Graça, é a maior força atrativa e transformadora dos pecadores. “<em>Porém em nada considero a vida preciosa para mim mesmo, contanto que complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus para testemunhar o <strong>evangelho da graça de Deus</strong>”.</em> E Paulo recomendou aos presbíteros da igreja em Éfeso:<em> “Agora, pois, encomendo-vos ao Senhor e à <strong>palavra da sua graça</strong>, que tem <strong>poder para vos edificar e dar herança</strong> entre todos os que são santificados</em>” (<strong>Atos 20:24, 32</strong>). A Palavra da Graça é o poder transformador de Deus, que pode salvar, santificar, edificar e dar herança aos pecadores que a recebem. “<em>Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome</em>&#8230;” (<strong>João 1:12</strong>). O Evangelho da Graça é o que devemos anunciar no poder do Espírito Santo. Creio que este é o chamado irresistível que devemos pregar a todos os homens.</p>



<p>“<em>Chegou o momento de ser julgado este mundo, e agora o seu príncipe será expulso. E eu, <strong>quando for levantado</strong> da terra, <strong>atrairei todos a mim mesmo</strong>. Isto dizia, significando de que gênero de morte estava para morrer”</em> (<strong>João 12:31-33</strong>). Quando os israelitas foram picados por serpentes no deserto, Deus disse a Moisés para colocar uma serpente de bronze em uma haste (poste). O poste representa a cruz e o bronze fala de julgamento do pecado. Aqueles que viram a serpente no mastro viveram porque viram seu problema &#8211; a serpente mortal &#8211; pregada e morta na cruz (<strong>Números 21:6–9</strong>). Hoje, você também não morrerá, mas viverá quando vir todos os seus pecados julgados na cruz e, com eles, todas as suas doenças, enfermidades, dores, fracassos e derrotas! Na cruz, tudo o que é mortal em sua vida foi removido!</p>



<p>Devemos exaltar a Jesus Cristo e fazer as pessoas fixarem os olhos nEle, que providenciou sua libertação e vitória na cruz. Pregue às pessoas que, na cruz, todos os seus inimigos foram derrotados. Todas as suas doenças foram destruídas. Sua pobreza foi removida na cruz. Seus pecados foram varridos na cruz.</p>



<p>A <strong>Palavra da Graça</strong> não induz as pessoas à auto avaliação, a examinarem a si próprios para buscarem o pecado em suas vidas, antes, deve levar as pessoas a fixarem sua atenção e fé no convite irresistível da Graça que há em Jesus Cristo. Quando a fé for focalizada em Jesus Cristo, o Espírito Santo convencerá a pessoa do pecado, da justiça e do juízo (<strong>João 16:8-11</strong>). Note: não apenas <strong>do pecado</strong> (no singular: O pecado) de não terem crido e recebido a Jesus, mas <strong>da justiça</strong> que lhe é concedida pela graça (<strong>Romanos 5:15-17</strong>) e <strong>do juízo</strong>, poiso príncipe deste mundo já está julgado e ela é livre, em Cristo, do domínio satânico.</p>



<p>Quando os israelitas provaram amargura nas águas de Mara, Deus mostrou a Moisés uma árvore que ele lançou nas águas, tornando-as doces (<strong>Êxodo 15:23–26</strong>). A árvore representa a cruz, que tornou as águas amargas doces. Hoje, a árvore do Calvário transformou todas as nossas situações amargas em doces. Por causa da cruz, você pode esperar que as situações amargas em sua vida sejam doces!</p>



<p>“<em>Pois eu decidi não saber nada entre vocês, exceto Jesus Cristo e Ele crucificado” </em>(<strong>1 Coríntios 2:2</strong>). Deus quer que preguemos a cruz e a graça que há em Jesus Cristo. O apóstolo Paulo, em sua carta à igreja de Corinto, disse que ele não sabia nada entre eles, exceto “Jesus Cristo e Ele crucificado”. Em outras palavras, Paulo, que escreveu dois terços do Novo Testamento, estava com a mente cheia de Jesus e Sua obra terminada.</p>



<p>Enquanto Pedro pregava o Evangelho da Paz, por meio de Jesus Cristo, os Seus feitos, como fora pendurado na cruz e Deus O ressuscitara ao terceiro dia; enquanto pregava que “<em>&#8230; todos os profetas dão testemunho de que, por meio de Seu Nome, todo aquele que nEle crê recebe remissão de pecados&#8230; caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviram a palavra”</em> (<strong>Atos 10:34-44</strong>). <strong>O Evangelho da Graça exalta a obra de Cristo e o que Ele fez, gratuitamente, por nós</strong>. Enquanto não olharmos para o que Jesus fez por nós na Cruz, permanecemos cegos, buscando justiça e esforço próprios, e assim, permanecemos presos na mentalidade da Lei mosaica.</p>



<p>A Cruz faz toda a diferença na vida de uma pessoa. Se não compreendermos a fundo sobre ela, nunca iremos conhecer a profundidade do amor de Deus por nós; nunca iremos entender a Sua Graça e o quanto fomos perdoados, aceitos, amados, reconciliados, justificados, abençoados e, agora, temos paz para com o Pai.</p>



<p>Não importa aprendermos tudo sobre a Bíblia, se não apreendermos todos os tesouros e riquezas que Cristo nos trouxe. Medite na cruz. Foque na Cruz. Procure todas as respostas para seus problemas na Cruz. Busque ter uma revelação profunda do que ela significa. Ela nos traz a real dimensão de quem nós éramos, de quem Ele é, e de quem nos tornamos nEle (nossa nova identidade).</p>



<p>A Cruz nos traz tudo o que Ele já conquistou para nós, pois a Palavra diz que nela Cristo triunfou sobre todo o mal, enquanto ela ainda esclarece tudo o que precisamos saber nessa vida; e quando é Cristo o que nos importa, nada mais importa! “<em>E a vós outros, que estáveis mortos pelas vossas transgressões e pela incircuncisão da vossa carne, vos deu vida <strong>juntamente com ele</strong>, <strong>perdoando todos os nossos delitos</strong>; tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu- o inteiramente, encravando-o na <strong>cruz</strong>; e, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na <strong>cruz</strong>”</em> (<strong>Colossenses 2:15</strong>). É isso que o Espírito vem nos revelar (ou convencer): que os nossos pecados foram todos perdoados, que somos justos em Cristo perante o Pai e que todos os principados e as potestades foram expostas ao desprezo.</p>



<p>Qual é o testemunho do Espírito Santo em nossos corações: “<em>Porque, com uma única oferta, aperfeiçoou <strong>para sempre</strong> quantos estão sendo santificados. E disto nos dá <strong>testemunho também o Espírito Santo</strong>; porquanto, após ter dito: Esta é a aliança que farei com eles, depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei no seu coração as minhas leis e sobre a sua mente as inscreverei, acrescenta: Também de <strong>nenhum modo me lembrarei dos seus pecados e das suas iniquidades, para sempre</strong>. Ora, onde há remissão destes, já não há oferta pelo pecado”</em> (<strong>Hebreus 10:14-18</strong>). É neste testemunho que você deve permanecer firme.</p>



<p>Que todos os seres humanos possam aceitar o chamado irresistível da Graça: “<em>Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve”</em> (<strong>Mateus 11:28-30</strong>).</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p style="font-size:14px"><a href="#_ftnref1">[1]</a> <em>A Batalha de <strong>Fort Royal</strong> foi uma batalha naval travada em Fort Royal, Martinica nas Índias Ocidentais, durante a Guerra Anglo-Francesa em 29 de abril de 1781, entre frotas da Marinha Real Britânica e da Marinha Francesa.</em></p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p class="has-text-align-center">Abaixo você pode baixar o <strong>arquivo PDF </strong>deste post, caso queira compartilhar e/ou imprimir.</p>



<div class="wp-block-file"><a href="https://raibarreto.com.br/wp-content/uploads/2020/06/O-Chamado-Irresistível-da-Graça-Rai-Barreto.pdf">O-Chamado-Irresistível-da-Graça-Rai-Barreto</a><a href="https://raibarreto.com.br/wp-content/uploads/2020/06/O-Chamado-Irresistível-da-Graça-Rai-Barreto.pdf" class="wp-block-file__button" download>Baixar</a></div>
<p>O post <a href="https://raibarreto.com.br/o-chamado-irresistivel-da-graca/">O Chamado Irresistível da Graça</a> apareceu primeiro em <a href="https://raibarreto.com.br">Rai Barreto</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://raibarreto.com.br/o-chamado-irresistivel-da-graca/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Nos Alimentando do Amor de Deus</title>
		<link>https://raibarreto.com.br/nos-alimentando-do-amor-de-deus/</link>
					<comments>https://raibarreto.com.br/nos-alimentando-do-amor-de-deus/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rai Barreto]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 May 2020 15:34:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2. EVANGELHO DA GRAÇA]]></category>
		<category><![CDATA[Transformação e Santificação]]></category>
		<category><![CDATA[AMOR DE DEUS]]></category>
		<category><![CDATA[graça]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://raibarreto.com.br/?p=208</guid>

					<description><![CDATA[<p>“Nós amamos porque ele nos amou primeiro” (1 João 4:19). Nossa capacidade para amar é criada por causa do fluir do Seu amor para nós. </p>
<p>O post <a href="https://raibarreto.com.br/nos-alimentando-do-amor-de-deus/">Nos Alimentando do Amor de Deus</a> apareceu primeiro em <a href="https://raibarreto.com.br">Rai Barreto</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h6 class="has-text-align-right wp-block-heading"><em>Por: Raimundo Barreto<br><a href="mailto:contato@raibarreto.com.br">contato@raibarreto.com.br</a></em></h6>



<p>Normalmente nos baseamos no ensinamento de Paulo em <strong>1 Coríntios 13</strong> como sendo a definição do amor. Na realidade, neste texto, Paulo está nos ensinando as características ou as formas de expressão do amor: o amor é paciente, benigno, não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, etc. Porém, a definição de amor nos é ensinada por João, o discípulo amado: “<em>Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados”</em> (<strong>1 João 4:10</strong>). Esta palavra “<strong>propiciação</strong>” tem um significado maravilhoso: <strong>sacrifício para evitar a ira</strong>. O amor se define não por nosso amor a Deus, mas no Seu amor para conosco.</p>



<p>A Lei centraliza o amor em nossa própria capacidade: “Você deve amar a Deus! Deve amá-Lo de todo o seu coração, força e entendimento” (<strong>Deuteronômio 6:5</strong>). A Lei exige esta prioridade do nosso amor a Deus. E as pregações continuam ainda hoje: “Você deve amar a Deus sobre todas as coisas!” Sim, está corretíssimo. Entretanto a pergunta é: “Mas como eu faço para amar a Deus com toda a minha capacidade?” Aí, então, este ensinamento de João vem abrir o nosso entendimento a respeito de como nos alimentarmos primeiro do amor de Deus para que possamos devolvê-Lo o amor.</p>



<p>&nbsp;<em>“<strong>Nós amamos porque ele nos amou primeiro</strong></em>” (<strong>1 João 4:19</strong>). Nossa capacidade para amar é criada por causa do fluir do Seu amor para nós. O amor de Deus é criativo. Paulo, o apóstolo da graça, nos ensina, em <strong>Romanos 5:5</strong>, que Deus tem derramando o Seu amor em nossos corações pelo Espírito Santo. Todo o capítulo cinco de Romanos fala a respeito de sermos justificados pela fé, de Deus irradiando Seu amor e o derramando em nossos corações para que nos tornemos submersos nesse amor. Nós nos tornamos completamente novas criaturas no Senhor por causa desse amor. João diz que nós O amamos porque primeiro Ele nos amou.</p>



<p>Deus nos dá o primeiro e grande mandamento: “<em>Amarás ao Senhor teu Deus com todo teu coração, com toda a tua alma, com toda a tua mente e com toda a tua força</em>”. Em seguida Ele nos diz: “<em>Ama a teu próximo como a ti mesmo</em>” (<strong>Marcos 12:30, 31</strong>). A questão é que a Lei revela a completa incapacidade do homem para fazer a vontade de Deus, a não ser que este se aproprie da graça divina. Aquele que ama é nascido de Deus, e é Deus nele que o capacita a amar: “<em>Amados, amemo-nos uns aos outros, porque <strong>o amor procede de Deus</strong>; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus</em>” (<strong>1 João 4:7</strong>). Deus é a fonte do amor. Nós O amamos porque primeiro Ele nos amou. Ele derramou Seu amor em nossos corações e nós O estamos amando de volta com uma capacidade que Ele criou. Ele colocou algo de Sua própria natureza dentro de nós. Seus filhos olham para Ele com aquilo que nasceu do Pai &#8211; a natureza santa de Deus &#8211; e dizem: “Aba Pai, nós Te amamos. Com todo o nosso coração Te amamos”. Não poderíamos dizer e manifestar este amor, se Ele não tivesse nos amado com esse amor criativo.</p>



<p>O conceito geral que as pessoas têm é que amamos ao Senhor porque o Senhor nos amou e fez tudo por nós. Esta não é a razão pela qual O amamos. Nós O amamos porque Seu amor cria em nós a capacidade para amar. Nós O amamos porque Ele nos amou primeiro. Seu amor foi o fator precedente, e você está só refletindo de volta o amor d’Ele. Na realidade, é mais do que refletir: é Seu próprio amor voltando para Ele numa nova criação, que somos nós em Cristo. Que tremendo é quando Deus começa a gerar esse amor! Se desejamos que esse amor seja reproduzido em nós, devemos nos lembrar de que ele é um produto do Espírito; é algo operado completamente por Deus: “<em>Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei</em>” (<strong>Gálatas 5:22, 23</strong>).</p>



<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">Precisamos ter a compreensão do amor que Deus tem por nós</h3>



<p>Deus deixou Israel durante 1.500 anos sob o regime da Lei que exigia deles. E o cumprimento de toda a Lei se resumia em: “Me ame de todo o teu coração, toda tua alma, toda a tua mente e toda a tua força. E ame o seu próximo como a ti mesmo”. E alguém cumpriu isso? Os melhores homens e mulheres que viveram sob a Lei falharam em amar a Deus sobre todas as coisas, até mesmo Davi. Porque a Lei condena até mesmo os melhores (<strong>Romanos 3:19, 20, 23</strong>). Porém a graça salva o pior dos homens (<strong>Romanos 5:20, 21</strong>). A Lei exige a justiça do homem, mas a graça <em>imparte</em> a justiça como um dom (<strong>Romanos 5:17</strong>). A Lei exige do homem o amor; a graça derrama o amor de Deus em nossos corações. Debaixo da Lei Deus disse: “<em>Não te chegues para cá”</em> – não se aproxime de Mim &#8211;<em>; “tira as sandálias dos pés, porque o lugar em que estás é terra santa</em>” (<strong>Êxodo 3:5</strong>). Debaixo da graça, quando o filho pecador voltou para a casa, o pai recebe o seu filho e ordenou aos seus servos: <em>“&#8230;Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés&#8230;</em>”, porque este meu filho estava morto e revivei e tem direito a estar na minha presença (<strong>Lucas 15:22</strong>).</p>



<p>Deus sabia que o homem falharia e que ninguém seria capaz de guardar a Lei. Mas o homem não sabia que não guardaria a Lei. Por três vezes o povo, arrogantemente, declarou: “<em>Tudo o que o Senhor falou faremos”</em> (<strong>Êxodo 19:8; 24:3, 7</strong>). Porém, mesmo antes da Lei ser anunciada ao povo por Moisés, eles fizeram o bezerro de ouro para adorar &#8211; já transgredindo o primeiro mandamento. Deus deu a Lei para fazer o homem chegar ao seu limite e abater a sua jactância, arrogância e autoconfiança (<strong>Romanos 3:23, 24, 27a</strong>). A Lei não foi dada para salvar ou justificar o homem, porque “<em>pela Lei vem o pleno conhecimento do pecado</em>”, não o conhecimento de Deus (<strong>Romanos 3:19, 20</strong>).</p>



<p>Então, Deus disse: “Basta! Veio a hora em que Eu vou amá-los com todo o Meu coração, com toda a Minha Alma e toda a Minha força. Vou provar o Meu amor por todos vocês”. “<em>Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna</em>” (<strong>João 3:16</strong>). “<em>Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores</em>” (<strong>Romanos 5:8</strong>). “<em>Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus” </em>– <strong>Sim!, todos nós falhamos em cumprir a Lei e amá-Lo</strong> &#8211; ”<em>mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados”</em> (<strong>1 João 4:10</strong>). Todos nós precisamos reconhecer que não O amamos sobre todas as coisas. Então, é necessário nos humilharmos e buscarmos nos alimentar do Seu amor. Nossa capacidade de amar é criada por causa do fluir do Seu amor para nós.</p>



<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">Abandone a introspecção: Se alimente do amor de Deus</h3>



<p>Então, a cada dia, deve ser não o nosso amor para com Deus, mas o Seu amor para conosco. Em nós não há o amor perfeito. Nós O amamos porque Ele nos amou primeiro. Paulo revela que o amor de Cristo nos constrange, porque um morreu por todos (<strong>2 Coríntios 5:14</strong>). Devemos viver o nosso dia a dia na consciência do Seu grande amor para conosco, não na introspecção da nossa insuficiência em amá-Lo sobre todas as coisas. Esta introspecção e exigência só traz condenação e morte.</p>



<p>Estamos conscientes do quanto Ele nos ama. Então vivemos sob um foco intenso do amor do Pai para conosco. Há uma luz brilhante do amor de Deus sobre você, como um holofote. Viva como o apóstolo Paulo: “&#8230;<em>logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, <strong>vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim</strong></em>” (<strong>Gálatas 2:20</strong>). Paulo, em seu viver diário, se alimentava do amor de Cristo e do Pai. Quanto mais você crê &#8211; não no seu amor a Deus, mas no amor de Deus para com você &#8211; mais você O amará.</p>



<p>O que é mais confiável e estável: o seu amor por Deus ou o amor de Deus para com você? O seu amor por Deus é inconstante, cheio de altos e baixos. No domingo, após o culto, o seu amor por Deus está em alta. Na próxima quarta-feira, o amor diminui. E é sempre assim, hora seu amor está intenso e em outro momento fraco. Por isso lembro: abandone a introspecção, fixe a sua fé no Filho de Deus e no Seu amor para com você. Mantenha sua fé no amor de Deus para com você, pois este amor é constante, estável e perfeito. Esta consciência e fé produzirão estabilidade no seu amor e caminhar com Ele. O amor de Deus para com você não varia nem muda. “<em>Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança</em>” (<strong>Tiago 1:17</strong>). &nbsp;</p>



<p>Este é o pacto do Novo Testamento: Nós o amamos, porque Ele nos amou primeiro. A introspecção é muito perigosa, pois nos mantém ocupados com nós mesmos. Não há nada mais doloroso e deprimente do que estar ocupado consigo mesmo: “&#8230;<em>logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim”</em>. Ocupe-se com Cristo e Seu amor para com você. É nisto que você deve focalizar a sua consciência, fé e esperança. Deus quer que nos ocupemos com Cristo e focalizemos nEle (<strong>Hebreus 12:2</strong>).</p>



<p>As Escrituras sempre descrevem Cristo como Se posicionando no centro de todas as coisas. “<em>Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou <strong>no meio</strong> deles”. </em>(<strong>Mateus 18:20</strong>). <em>“Estando as portas trancadas, veio Jesus, pôs-se <strong>no meio</strong> e disse-lhes: Paz seja convosco!</em>” (<strong>João 20:26b</strong>). Quando Ele se coloca no meio, a Sua paz nos envolve. “<em>Jamais terão fome, nunca mais terão sede, não cairá sobre eles o sol, nem ardor algum, pois o Cordeiro que se encontra <strong>no meio do trono</strong> os apascentará e os guiará para as fontes da água da vida. E Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima</em>” (<strong>Apocalipse 7:16, 17</strong>).</p>



<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">Deus não examina você e suas falhas: Ele examina o Cordeiro!</h3>



<p>Deixe eu te explicar algo simbólico a respeito dos animais imolados e oferecidos nos sacrifícios pelo pecado. Quando uma pessoa pecava ou oferecia oferta voluntária ao Senhor, conforme prescrito na Lei, deveria se apresentar diante do Senhor com um novilho ou cordeiro sem defeito (<strong>Levítico 22:17-25</strong>). Quando o novilho era trazido à porta da tenda da congregação, perante o Senhor, o sacerdote não examinava o ofertante ou pecador, mas o cordeiro ou novilho. Era observado se o animal não era: “<em>Cego, ou aleijado, ou mutilado, ou ulceroso, ou sarnoso, ou cheio de impigens, ter testículos machucados ou cortados”</em>.</p>



<p>O sacerdote não examinava o ofertante, mas a oferta. Quando pecamos ou falhamos, Deus não olha para nós, pensando: “Será que este ofertante é bom?” Não! Deus examina o quão bom é o Cordeiro. A questão, agora, não é o quão bom ou perfeito eu sou, mas o quão bom e perfeito é o Cordeiro. Jesus Cristo, O Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, foi examinado e achado sem mácula (<strong>Hebreus 9:14</strong>). Deus nos amou sendo nós ainda pecadores e por isso nos Deus o Seu único Filho como propiciação pelos nossos pecados.</p>



<p>Voltando ao livro de <strong>Levítico</strong>, nos é apresentada a orientação sobre o sacrifício pelo povo. O texto de <strong>Levítico 16:21</strong> registra: “<em>Arão porá <strong>ambas as mãos sobre a cabeça do bode</strong> <strong>vivo</strong> e sobre ele <strong>confessará todas as iniquidades dos filhos de Israel</strong>, todas as suas transgressões e todos os seus pecados; e os porá sobre a cabeça do bode e enviá-lo-á ao deserto, pela mão de um homem à disposição para isso</em>”. Cristo é o nosso Cordeiro que foi imolado na Cruz.</p>



<p>Duas coisas acontecem quando se coloca a mão sobre a cabeça do bode ou do cordeiro vivo. Primeiro, ao confessar todos os pecados sobre o animal, estamos transferindo todo o pecado e mal para ele. Segundo, a justiça (ou pureza) do cordeiro se transfere para você. Assim acontece, <strong>pela fé</strong>, quando lançamos todos os nossos pecados ao Cordeiro de Deus: Nossos pecados entram no Cordeiro e a Sua justiça nos é impartida como um dom (<strong>Romanos 5:17</strong>). Tudo acontece pelo princípio espiritual da transferência em mão dupla. Você se achega cheio de pecado e sai cheio de graça e de justiça. E o sangue do Cordeiro foi derramado e purificou nossas consciências. Não há mais culpa em nossas consciências.</p>



<p>Muitos cristãos cometem um grande erro de interpretação no ensinamento de Paulo a respeito da Ceia. Em <strong>1 Coríntios 11:28</strong>, aonde está escrito: “<em>Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e, assim, como do pão, e beba do cálice”</em>, o contexto e o grego não deixam dúvidas quanto à compreensão de que a questão é o modo (a maneira) como discernimos o corpo de Cristo, não como nós devemos nos examinar. <strong>A questão nunca é o ofertante, mas a oferta</strong>. A questão não é o estado do nosso coração, mas o nosso discernimento da oferta do corpo e do sangue de Jesus Cristo que nos traz saúde divina. Porque os crentes da igreja em Corinto não tinham um discernimento correto dos benefícios do sangue e do corpo de Cristo, havia entre eles “<em>muitos fracos e doentes e não poucos que dormem”</em> (morrem). (Leia em meu blog a mensagem: “<strong><a href="https://raibarreto.com.br/discernindo-o-corpo-de-cristo-a-ceia-do-senhor/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Discernindo o corpo de Cristo</a></strong>”, aonde tem uma explicação completa sobre esta passagem que fala da Ceia do Senhor).</p>



<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">A questão central não é o seu amor por Ele,<br>mas o grande amor dEle por você</h3>



<p>A questão central não é o seu amor por Ele, mas o grande amor dEle por você. Entenda que você não é o centro do mundo ou o protagonista da história. O mundo não gira em torno de você, mas de Deus: “<em>Pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos, como alguns dos vossos poetas têm dito: Porque dele também somos geração</em>” (<strong>Atos 17:28</strong>).</p>



<p>Deus nos ama! Quão maravilhoso é ser capaz de sentir isso, ser capaz de erguer os olhos e dizer: “O Senhor me ama!” Nossos corações deveriam estar completamente apercebidos do quanto Deus nos ama. Ele está irradiando o Seu amor para nós; e quanto mais recebemos este amor, mais ele cria dentro de nós. Então, abra o seu coração e diga: “Senhor, Eu sei que Você me ama, sei que Você me ama mais do que o meu coração é capaz de entender”. A nossa pequena mente nunca será capaz de compreender este perfeito amor. É um amor que vai além do conhecimento – Deus, que criou o vasto universo, focaliza o Seu amor e o irradia para nós, nos redimindo, salvando e nos criando à Sua própria imagem e com a capacidade de amá-Lo.</p>



<p>O que Deus está fazendo em tudo isto? Ele está Se esforçando para criar em nós um amor que flua de volta para Ele, um amor tão grande que nada neste mundo possa ser o seu rival.</p>



<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">O contraste entre João e Pedro</h3>



<p>João compartilhou no Evangelho e em suas cartas o que ele viveu. Devemos abrir os nossos corações para entendermos o ensinamento de João. O <strong>nome de João</strong> tem&nbsp;origem&nbsp;no hebraico <strong><em>Yehokhanan</em></strong>, <strong><em>Iohanan</em></strong>, composto pela união dos elementos Yah, que&nbsp;significa&nbsp;“Javé, Jeová, Deus”, e hannah, que quer dizer “graça”. Sendo assim, o nome João significa&nbsp;“<strong>Deus é cheio de graça</strong>”, ou “<strong>a graça de Deus</strong>”. Não é maravilhoso? O Evangelho diz que João era “<em>o discípulo a quem Jesus amava</em>” (<strong>João 20:2; 19:26; 21:7, 20</strong>). Eu sempre me perguntei: “Qual o segredo de João? Por que João era tratado por Jesus com este amor especial?” Então descobri que a chave deve estar no próprio Evangelho de João, porque é lá que temos as quatro passagens que se referem a ele como o discípulo amado. E creio que João fez a questão de registrar, não para sua glória pessoal, mas para nos revelar o grande segredo.</p>



<p>Na última noite com os Seus discípulos, antes de Jesus ser crucificado, o Evangelho registra alguns fatos inusitados. Após ter lavado os pés dos Seus discípulos e tomado a Ceia com eles, Jesus se levantou e afirmou que, por causa de Sua morte, todos eles se escandalizariam, como está escrito: “<em>Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho ficarão dispersas”</em>. Então <strong>Pedro</strong>, apontando para todos os outros discípulos, falou: “Senhor, mesmo que todos Te abandonem e se escandalizem, eu nunca Te abandonarei, nunca Te negarei, nunca serás um tropeço para mim. Ainda que seja necessário morrer contigo, de nenhum modo te negarei”. E Jesus respondeu: “<em>Pedro, em verdade te dito que, nesta mesma noite, antes que o galo cante, tu me negarás três vezes”</em> (<strong>Mateus 26:31-35</strong>).</p>



<p>Além de Pedro e Judas, outro discípulo é focalizado naquela última cena: <strong>João</strong>. O texto agora é <strong>João 13:21-26</strong>. Quando Jesus afirmou: “<em>Em verdade, em verdade vos digo que um dentre vós me trairá”</em> (<strong>vs. 21</strong>), todos ficaram curiosos. E o texto continua: “<em>Ora, ali estava conchegado a Jesus um dos seus discípulos, aquele a quem amava&#8230;</em>” (<strong>vs.</strong> <strong>23</strong>). E Simão Pedro fez sinal a João para perguntar a Jesus a quem Ele se referia.</p>



<p>O texto contrasta o comportamento de Pedro e o de João. O nome <strong>Pedro</strong> significa <strong>pedra</strong> e representa a <strong>Lei</strong>: aquela pessoa que promete jamais negaria o Senhor, que O ama a ponto de dar a sua vida por Ele. Já <strong>João</strong> (a <strong>graça</strong>) estava aconchegado ou “<em>reclinado sobre o peito de Jesus”</em> (Bíblia King James). Segundo o costume daquela época, o Senhor se reclinava no chão com o apoio do cotovelo para comer. E João, o discípulo amado, se reclinava sobre o peito de Jesus. Esta sena é um retrato de que João se apoiava no amor do Senhor para com ele. E Jesus revelou a João o segredo do Seu coração, compartilhando quem era o traidor: “<em>É aquele a quem eu der o pedaço de pão molhado”</em> (<strong>vs. 26a</strong>). Quando nos apoiamos e confiamos no amor de Cristo por nós, como fez João, e não no nosso amor por Ele, como fez Pedro, escutamos o coração de Jesus.</p>



<p>Antes que acabasse aquela noite singular, onde estava Pedro, o discípulo que declarou que nunca negaria o Senhor e que, se preciso fosse, daria a sua vida por Ele? Pedro estava negando o Senhor por três vezes. E onde estava João, <strong>o discípulo amado</strong>? João foi o único dos discípulos que permaneceu com Jesus ao pé da cruz, juntamente com as três Marias e Marta (<strong>João 19:25-27</strong>). Note que João sabia que o Senhor o amava e nisto estava a sua confiança. <strong>Pedro</strong> representa todos aqueles que confiam no seu próprio amor pelo Senhor, na sua capacidade de amá-Lo até à morte. Já <strong>João</strong> representa aqueles que creem na graça e confiam no amor do Senhor por eles. A revelação do amor de Jesus por eles, os capacitam a serem fiéis ao Senhor. Com quem você se identifica: com Pedro ou com João?</p>



<p>O que nos fortalece? Nos alimentar do Seu amor e graça! Não devemos nos alimentar do nosso amor por Ele, mas do Seu amor por nós. Jesus Se alimentava em fazer a vontade do Pai. Nós nos alimentamos do Seu amor por nós. Em qualquer situação da vida você deve estar consciência da luz que brilha sobre você, do amor que Deus tem emanando para a sua vida. Perceba a luz, o favor e a graça do Senhor sendo ministrada a você, pelo Espírito Santo. Você é um filho e amado, no Amado, participando da riqueza da Sua graça (<strong>Efésios 1:3-6</strong>).</p>



<p>João não teve medo da morte quando permaneceu ao pé da cruz. Por isso ele compreendeu o perfeito amor que lança fora todo o medo. “<em>No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor</em>” (<strong>1 João 4:18</strong>). Já Pedro, naquele momento, teve medo de ser pego pelas autoridades e também ser morto. Confie no amor do Senhor para com você e seja livre de todo o medo.</p>



<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">O amor de Deus nos sustenta e encoraja</h3>



<p>Quando Jesus saiu das águas do batismo, Ele ouviu a voz do Pai que veio dos céus e que dizia: “<em>Este é o meu <strong>Filho amado</strong>, em quem me comprazo”</em> (<strong>Mateus 3:17</strong>). Logo em seguida, Jesus foi levado pelo Espírito Santo para a Sua primeira grande provação: ser tentado pelo diabo no deserto. Então, por duas vezes o diabo O tentou, dizendo: “<em>Se és Filho de Deus&#8230;”</em> (<strong>vss. 4:3, 6</strong>). Note que o diabo omitiu uma palavra: “<strong>Amado</strong>”. O Pai afirmou: “<em>Tu és meu Filho amado”</em>. E o diabo questionou a consciência de filiação de Jesus e, ainda, omitiu a palavra amado: “<em>Se és Filho de Deus”</em>. Porque era contraproducente ao diabo lembrar a Jesus que Ele era um <strong>Filho amado</strong> do Pai. Quando sabemos que somos filhos Deus e que temos o Seu amor, as tentações não terão força contra nós.</p>



<p>Nos momentos da nossa vida que passamos por provações ou dificuldades, precisamos permitir que o Espírito Santo nos lembre que também somos filhos amados. A consciência de nossa identidade e do perfeito amor incondicional do Pai, nos fortalece para superarmos todas as dificuldades. Satanás sempre vai querer omitir a verdade de que você é um filho amado do Pai. Você está no Amado! Você está reclinado no peito de Jesus e não deve ter medo de nada. A consciência deste perfeito amor de Deus por você, lança fora todo o medo.</p>



<p>Quando uma criança tem um pesadelo noturno, ela procura correr para os braços do pai (ou da mãe). Reclinada no braço do pai (ou da mãe), recebendo a emanação daquele amor, ela se sente protegida, confiante, corajosa e sem medo. Permaneça inclinado no peito de Jesus, ouvindo o batido do Seu coração: aqui está o segredo de João.</p>



<p>É com este mesmo coração que os presbíteros, pais e professores das Escolas do Reino devem ministrar às suas ovelhas, filhos e alunos: afirmando o amor e bondade de Deus para com elas: “<em>Quão preciosa é, ó Deus, a tua <strong>benignidade</strong> (<strong>graça</strong>)! E por isso os filhos dos homens se abrigam à sombra das tuas <strong>asas</strong>&#8230; Estende a tua benignidade (graça) sobre os que te conhecem, e a tua <strong>justiça</strong> sobre os retos de coração”</em> (<strong>Salmos 36:7, 10</strong>).</p>



<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">Deus não mais se ira contra você</h3>



<p>O <strong>capítulo 53 de Isaías</strong> descreve com riqueza de detalhes o sofrimento vicário de Jesus na Cruz, sendo, Ele mesmo, a “<strong>propiciação</strong>” por nossos pecados. Lembra da definição de “propiciação”? &#8211; <strong>sacrifício para evitar a ira </strong>(confira <strong>Hebreus 2:17</strong> e <strong>1 João 2:2</strong>). Os <strong>versículos 6 e 7</strong> dizem: “<em>Todos nós antávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava do caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós outros. Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro&#8230;”</em>. Como consequência da obra perfeito de Jesus na cruz, fazendo a propiciação pelos pecados, descrita no capítulo 53, o <strong>capítulo 54</strong> descreve a grande misericórdia do Senhor e Seu juramento: “<em>&#8230;e assim jurei que não mais me iraria contra ti, nem te repreenderia”</em> (<strong>vs. 9</strong>). Deus fez, por meio de Jesus Cristo, uma aliança de paz conosco que jamais seria removida (<strong>vs. 10</strong>). Já o <strong>capítulo 55</strong> tem uma descrição da perpétua aliança de graça e misericórdia que o Senhor firmaria conosco, por meio de Jesus Cristo: “<em>&#8230;porque convosco farei uma aliança perpétua, que consiste nas fiéis misericórdias prometidas a Davi”</em> (<strong>vs. 3b</strong>).</p>



<p>Davi morreu sem experimentar em sua vida esta aliança de misericórdia. Paulo lembra que Davi almejou este dia, quando seria “<em>bem-aventurado o homem a quem Deus atribui justiça, independente de obras: Bem-aventurado aquele cujas iniquidades são perdoadas, e cujos pecados são cobertos; bem-aventurado o homem a quem o Senhor jamais imputará pecado”</em> (<strong>Romanos 4:6-8</strong>). Hoje participamos da nova aliança da graça e misericórdia do Senhor, quando Deus não se lembra mais dos nossos pecados (<strong>Hebreus 10:17</strong>) e nós estamos salvos da ira de Deus:&nbsp; “<em>Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira”</em> (<strong>Romanos 5:9</strong>).</p>



<p>No Novo Testamento não há nenhum registro que Deus se ira contra os Seus filhos, por causa dos seus pecados. Porque toda a ira de Deus contra o pecado foi liberada sobre Jesus, na Cruz. Porque Cristo nos impartiu o dom a Sua justiça, agora a graça e o amor podem reinas em nossas vidas (<strong>Romanos 6:20, 21</strong>). Em Isaías ficou registrado que Deus jurou não mais se irar contra nós, Seus filhos. Ele não precisava ter jurada. Entretanto, este juramente é mais uma garantia para nós. Agora, o perfeito amor e graça, lançam fora todo o medo: somos filhos amados do Pai. Devemos crer na verdade. Crendo corretamente, sentimentos e pensamentos verdadeiros surgem em nossos corações.</p>



<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">O fruto do Espírito Santo</h3>



<p>Toda vez que você tem fé e consciência do amor de Deus por você, você o amará mais. O amor será um fruto espontâneo produzido pelo Espírito Santo em sua vida, não um esforço mental ou da alma.</p>



<p>Certa vez, Jesus foi convidado por um fariseu, por nome Simão, para que fosse jantar com ele (<strong>Lucas 7:36-50</strong>). Estando à mesa, uma mulher pecadora levou um vaso de alabastro com unguento e: “<em>estando por detrás, aos seus pés, chorando, regava-os com suas lágrimas e os enxugava com os próprios cabelos; e beijava-lhe os pés e os ungia com o unguente”</em>. O fariseu pensou que o Senhor deveria ter repreendido aquele ato (de amor), pois aquela mulher era pecadora. Mas Jesus lhe trouxe um ensinamento maravilhoso sobre o amor e a graça: “<em>Por isso, te digo: perdoados lhe são os seus muitos pecados, porque ela muito amou; mas aquele a quem pouco se perdoa, pouco ama</em>” (<strong>Lucas 7:47</strong>). Quanto mais consciente uma pessoa é do grande amor de Deus em perdoar seus muitos pecados, maior será o espontâneo amor dela para com Ele. Quanto menos uma pessoa é consciente do amor de Deus, pouco ela ama.</p>



<p>Jesus nunca exigiu amor das pessoas, mas sempre manifestou Seu perfeito amor e graça para com todos e, então, aqueles que recebem o Seu amor, passam a manifestar este mesmo amor. “<em>Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor&#8230;</em> <em>E nós <strong>conhecemos e cremos no amor que Deus tem por nós</strong>. Deus é amor, e aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus, nele</em>” (<strong>1 João 4:8, 16</strong>).</p>



<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">Deus provou o Seu amor por nós nos mandando um substituto</h3>



<p>“<em>Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores</em>” (<strong>Romanos 5:8</strong>). Uma das maiores demonstrações do amor de Deus para conosco é o fato dEle ter entregue o Seu filho para morrer por nós.</p>



<p>A história de Abraão, que iria oferecer seu único filho, Isaque, no altar, é uma figura do Amor de Deus por nós, que ofereceu Seu único Filho como propiciação por nossos pecados. “<em>Acrescentou Deus: Toma teu filho, teu <strong>único filho</strong>, Isaque, a <strong>quem amas</strong>, e vai-te à terra de <strong>Moriá</strong>; oferece-o ali em holocausto, sobre um dos montes, que eu te mostrarei”</em> (<strong>Gênesis 22:2</strong>). E o texto narra que Abraão subiu ao monte com Isaque e este levava a lenha do holocausto sobre os seus ombros. Que linda imagem, prefigurando Jesus Cristo levando a Sua cruz ao subir o monte do Calvário.</p>



<p>Quando Deus falou para Abraão que Isaque era o seu único filho, não mencionou Ismael, filho da serva Hagar, porque Isaque era o filho da promessa. O relato de Abraão entregando o seu único filho como holocausto é uma exata figura de Deus entregando o Seu único Filho, Jesus Cristo, para morrer por nós – o Cordeiro imolado na cruz. E Deus falou mais: “<em>&#8230;teu único filho, Isaque, <strong>a quem amas</strong></em>&#8230;”.</p>



<p>Deus, na realidade, nunca queria que Abraão imolasse o seu único filho, Isaque. Mas aquela cena é uma ilustração visual que se cumpriu na crucificação de Jesus Cristo. Salomão edificou a casa de Deus em Jerusalém, no <strong>Monte Moriá</strong> (<strong>2 Crônicas 3:1</strong>). Já o <strong>Gólgota</strong>, ou <strong>Calvário</strong>, também era uma outra colina &#8211; um pouco mais elevada que Moriá -, fora da cidade de Jerusalém, aonde Jesus foi crucificado. “<em>Tomaram eles, pois, a Jesus; e ele próprio, carregando a sua cruz, saiu para o lugar chamado Calvário, <strong>Gólgota<a href="#_ftn1"><strong>[1]</strong></a></strong> em hebraico</em>&#8230;” (<strong>João 19:17</strong>). Sabendo disso, agora podemos compreender o que aconteceu com Abraão no Monte Moriá: “<em>Tendo Abraão erguido os olhos, viu <strong>atrás de si</strong> um cordeiro preso pelos chifres entre os arbustos; tomou Abraão o carneiro e o ofereceu em holocausto, em lugar de seu filho”</em> (<strong>Gênesis 22:13</strong>). Quando Abraão olhou para trás, voltou-se para o Gólgota e, pela fé, viu o Cordeiro de Deus que seria o substituto de seu filho. O que confirma e explica a declaração de Jesus: “<em>Abraão, vosso pai, alegrou-se por ver o meu dia, viu-o e regozijou-se</em>” (<strong>João 8:56</strong>).</p>



<p>E Deus disse a Abraão: <em>“&#8230;agora sei que temes a Deus, porquanto não me negaste o filho, o teu <strong>único filho</strong></em>”. Semelhantemente podemos dizer a Deus: “Agora sei, Senhor, que me amas, porque não negastes o Teu Filho, teu único Filho, que amas”. “<em>Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”</em> (<strong>João 3:16</strong>). Você nunca saberá o quanto Deus te ama, até quando compreender o quanto Deus ama a Jesus, e O entregou para morrer no seu lugar. Se temos esta revelação do amor de Deus por nós, seremos mais que vencedores (<strong>Romanos 8:37-39</strong>).</p>



<p><strong>Isaías 53:1</strong> começa descrevendo o Renovo como sendo o <strong>braço do Senhor</strong>. Ser amado pelo Pai, é estar amparado nos braços de Jesus. Por isso João, o discípulo amado, ao reclinar sobre o peito de Jesus, estava amparado por Seus braços (confira <strong>Marcos 9:36</strong>). O seu amor por Deus não é perfeito. Mas o amor de Deus por você é perfeito. Por isso o amor perfeito de Deus tirou todo o medo da vida de João. E mesmo sabendo que passaria deste mundo para o Pai, Jesus, o Braço de Deus, não deixou João e Maria desamparados, mas conectou-os como mãe e filho (<strong>João 19:26, 27</strong>). Maria recebeu João como filho; e João recebeu Maria como mãe, levando-a para casa e passando a cuidar dela. Mesmo diante da morte, Jesus manifestou amor perfeito.</p>



<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">O resgate de Pedro</h3>



<p>Quando o Senhor de Pedro foi crucificado, ele disse, num momento de desencorajamento: “Vou pescar”, e os outros discípulos, que também se encontravam perdidos, disseram: “Nós também vamos com você”. Na manhã seguinte, Jesus apareceu na praia e depois de ter-lhes dito onde lançar a rede, eles reconheceram a Sua mão miraculosa novamente, e exclamaram: “É o Senhor!” Impetuosamente Pedro lançou-se no mar e nadou até Ele, mas quando chegou lá, não sabia o que dizer. Quando os discípulos puxaram a rede, esta estava cheia com cento e cinquenta e três peixes. Os peixes dispostos ali, aos pés do Senhor, provavelmente ainda se debatiam. O Senhor Se voltou para Pedro e disse: “<em>Simão, filho de Jonas, amas-Me mais do que a estes?</em>” Jesus empregou o termo grego <strong><em>ágape</em></strong> – o amor perfeito e sacrificial. E Pedro, o pescador, que tinha dito, “vou pescar”, agora respondeu: “Sim, Senhor, Tu sabes que eu Te amo”, utilizando o termo grego <strong><em>fileo</em></strong>, que significa carinho ou afeto. Sim, agora Pedro foi sincero: seu amor por Jesus não era perfeito. Então Jesus concluiu: “<em>Apascenta as minhas ovelhas” </em>(<strong>João 21:17</strong>). Jesus expressou Sua confiança em Pedro, pois ele aprendeu a lição. O amor perfeito de Jesus não abandonou a Pedro. Não foi o amor de Pedro por Jesus que o sustentou e capacitou a ser fiel até a morte, mas foi o amor de Jesus por ele (<strong>João 21:19</strong>).</p>



<p>A fé opera pelo amor, não pelo seu amor, mas pelo amor de Deus por você (<strong>Gálatas 5:6</strong>). Quando você conhece o amor que Deus tem por você, esta revelação libera o mais alto nível de fé na sua vida. Fé para liberar os Seus milagres, curas e sinais. O amor do Pai gera o mais alto nível de confiança, ousadia e fé na sua vida. Deus te ama muito!</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p class="has-small-font-size"><a href="#_ftnref1"><strong>[1]</strong></a> Uma antiga tradição rabínica afirma que Davi enterrou a cabeça do gigante Golias numa colina chamado Gólgota, que pode ser traduzida como <strong>Lugar da Caveira</strong>. Este relato seria a comprovação que Jesus Cristo, a semente da mulher, na cruz, pisou sobre a cabeça da serpente.</p>



<h5 class="has-text-align-center wp-block-heading">Caso queira baixar o arquivo PDF desta mensagem, para arquivar, imprimir ou compartilhar com outras pessoas, clique abaixo:</h5>



<div class="wp-block-file"><a href="https://raibarreto.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Nos-Alimentando-do-Amor-de-Deus.pdf">Nos-Alimentando-do-Amor-de-Deus</a><a href="https://raibarreto.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Nos-Alimentando-do-Amor-de-Deus.pdf" class="wp-block-file__button" download>Baixar</a></div>
<p>O post <a href="https://raibarreto.com.br/nos-alimentando-do-amor-de-deus/">Nos Alimentando do Amor de Deus</a> apareceu primeiro em <a href="https://raibarreto.com.br">Rai Barreto</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://raibarreto.com.br/nos-alimentando-do-amor-de-deus/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A Graça Manifesta &#8211; Que nos Educa a Renegar o Pecado</title>
		<link>https://raibarreto.com.br/a-graca-manifesta-que-nos-educa-a-renegar-o-pecado/</link>
					<comments>https://raibarreto.com.br/a-graca-manifesta-que-nos-educa-a-renegar-o-pecado/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rai Barreto]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2020 15:30:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2. EVANGELHO DA GRAÇA]]></category>
		<category><![CDATA[Transformação e Santificação]]></category>
		<category><![CDATA[Evangelho da Graça]]></category>
		<category><![CDATA[graça]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://raibarreto.com.br/?p=203</guid>

					<description><![CDATA[<p>“Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente, aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus, o qual a si mesmo se deu por nós, a fim de remir-nos de toda iniquidade e purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras. Dize estas coisas; exorta e repreende também com toda a autoridade. Ninguém te despreze” (Tito 2:11-15)</p>
<p>O post <a href="https://raibarreto.com.br/a-graca-manifesta-que-nos-educa-a-renegar-o-pecado/">A Graça Manifesta &#8211; Que nos Educa a Renegar o Pecado</a> apareceu primeiro em <a href="https://raibarreto.com.br">Rai Barreto</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h6 class="has-text-align-right wp-block-heading">Mensagem ministrada por:<br>Raimundo Barreto<br>Acampamento Plenitude<br>Salvador &#8211; BA<br>Páscoa &#8211; Março de 2018</h6>



<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">A Graça nos educa a renegar o pecado</h3>



<p>Nos <strong>capítulos 1 e 2 </strong>de sua carta a<strong> Tito</strong>, verdadeiro filho na fé, Paulo traz orientações e instruções de como ele deveria ordenar a igreja de Creta. As orientações são dirigidas aos presbíteros (supervisores ou bispos), aos homens e mulheres idosos, aos moços e aos servos. Ou seja, todos são orientados a viverem de modo temperante, procederem piedosamente e mantendo o “<em>padrão de boas obras”</em>.</p>



<p>No final do capítulo dois Paulo conclui com as seguintes palavras: “<em>Porquanto a <strong>graça de Deus se manifestou salvadora</strong> a todos os homens, <strong>educando-nos</strong> para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente, aguardando a bendita esperança e a <strong>manifestação</strong> da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus, o qual a si mesmo se deu por nós, a fim de remir-nos de toda iniquidade e purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras. Dize estas coisas; exorta e repreende também com toda a autoridade. Ninguém te despreze</em>” (<strong>Tito 2:11-15</strong>). Paulo explica que a graça de Deus se manifestou na PESSOA DE JESUS CRISTO para salvar todos os homens. E Jesus, a graça manifesta de Deus, nos EDUCA a vivermos, no presente século, sensata, justa e piedosamente, aguardando a segunda manifestação da graça que virá em glória (<strong>1 Pedro 1:13</strong>).</p>



<p>Pensar que a graça é autorização para viver uma vida de pecado ou libertinagem é uma maneira muito distorcida de entender a graça de Deus. Este tipo de pensamento era introduzido nas igrejas por pessoas que queriam atacar ou diminuir o Evangelho da Graça ministrado por Paulo. Esta série de mensagens da graça não visa nos determos nesta questão do faça ou não faça, no que pode ou não ser feito com a graça, mas algo mais profundo e verdadeiro: <strong>Estamos buscando a graça para nos tornar e ser o Cristo de Deus na terra</strong>. Não diminua o Evangelho da Graça a questões legalistas e religiosas. A <strong>Graça</strong> (agora com letra maiúscula) é uma pessoa: Jesus Cristo, que tabernaculou entre nós cheio de graça e verdade (<strong>João 1:14, 16, 17</strong>). A verdade está do lado da graça; não há mentira nem pecado na graça. E, segundo Paulo, a Graça nos EDUCA a vivermos sensata, justa e piedosamente neste mundo.</p>



<p>Aprendemos com Jesus, <strong>a Graça manifesta do Pai</strong>, a como nos comportar neste mundo, manifestando o amor de Deus. A Graça nos educa, forma o nosso caráter. Aprendemos com Jesus a como amarmos os pecadores, a sermos misericordiosos, e como nos movermos na Sua autoridade para perdoar e capacitar. Portanto, a graça é a capacitação de Deus para vivermos piedosamente no presente século.</p>



<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">O Senhor quer fazer-nos seus canais de graça e poder</h3>



<p>Recordemos as instruções que o Senhor deu aos Seus discípulos quando do comissionamento deles: “<em>Curai enfermos, ressuscitai mortos, purificai leprosos, expeli demônios; de graça recebestes, de graça dai” </em>(<strong>Mateus 10:8</strong>)<em>.</em> Toda vez que somos objetos da graça do Senhor, nos tornamos canais desta mesma graça. Quando recebemos do Seu amor, derramado gratuitamente em nossos corações, também nos tornamos canais deste mesmo amor. Portanto, se recebemos do Senhor gratuitamente, devemos ser seus canais graciosos.</p>



<p>Veja como se moviam os discípulos no livro de Atos: “<em>Estêvão, cheio de graça e poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo”</em>. (<strong>Atos 6:8</strong>). Quando somos cheios de graça, o poder de Deus é canalizado para transformar as pessoas pela operação dos prodígios, grandes sinais e milagres. <strong>É nesta graça manifesta que estamos buscando nos mover</strong>. O Senhor quer fazer-nos Seus canais de misericórdia, graça e amor. Ele nos promete o dom de misericórdia: “<em>&#8230;quem exerce misericórdia, com alegria” </em>(<strong>Romanos 12:8c</strong>). Ele deseja fazer-nos misericordiosos: “<em>Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia”</em> (<strong>Mateus 5:7</strong>)<em>. </em>Aqui nestes ensinamentos aprenderemos os atributos divinos que precisamos nos apropriar para sermos estes canais de misericórdia, da graça e do poder do Senhor.</p>



<p>Há três atributos da natureza divina que também devemos nos apropriar e que devem operar conjuntamente: <strong>a misericórdia, a graça e o amor</strong>. Resumidamente, a misericórdia é a capacidade ou percepção para detectarmos a necessidade de uma pessoa. É um atributo divino que cria uma empatia pela necessidade do nosso próximo. Mas, misericórdia, em si mesma, não supre a necessidade do próximo.</p>



<p>Já o amor é um sentimento de bondade para com o próximo, uma vontade de querer o bem do próximo. O amor, também, não tem em si a capacidade de transformar ou mudar a realidade do próximo.</p>



<p>Concluímos, portanto, que a misericórdia percebe a necessidade, o amor deseja suprir, mas não suprem ou criam. Daí que surge a graça como a resposta à misericórdia e ao amor. A graça é a manifestação do amor e o suprimento imerecido da necessidade do nosso próximo necessitado. Peçamos a Deus para multiplicar em nós o Seu amor, misericórdia e graça. Vamos nos aprofundar no entendimento destes atributos divino.</p>



<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">O Amor, a Graça e a Misericórdia de Deus</h3>



<p><strong>A natureza de Deus é amor</strong>. Isso está registrado em <strong>1 João 4:16 </strong>– “<em>E nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem por nós. Deus é amor, e aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus, nele</em>”. Aqui não diz, apenas, que Deus ama. Tampouco diz que Deus poderia amar, ou que Deus pode amar, ou que Deus amou ou amará. Pelo contrário, diz que <strong>DEUS É AMOR</strong>. O que significa dizer que Deus é amor? Significa que o próprio Deus, Sua natureza e Seu ser, é amor. Se pudéssemos dizer que Deus tem uma substância, então a substância de Deus é o amor.</p>



<p>O assunto todo termina com Deus amando ao mundo? “<strong><em>Deus é amor</em></strong>” fala da natureza de Deus; fala do próprio Deus. “<em>Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito</em>” fala da ação de Deus (<strong>Jo 3:16</strong>). Mas o amor de Deus para conosco tem uma expressão. Que é essa expressão do Seu amor? <strong>Romanos 5:8</strong> diz: “<em>Mas Deus <u>prova o seu próprio amor para conosco</u>, pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores</em>”. O amor de Deus tem uma expressão. Se eu amo uma pessoa e simplesmente lhe digo que a amo, esse amor ainda não está completo.</p>



<p>Já que Deus nos ama, Ele deve prover uma solução ao problema do pecado e suas consequências; Ele deve prover a salvação que os pecadores precisam. Por essa razão, a Bíblia mostrou-nos este grandioso fato: O amor de Deus é manifestado na morte de Cristo. Uma vez que somos pecadores e incapazes de salvar a nós mesmos, Cristo veio morrer de modo a solucionar o problema do pecado por nós. Seu amor cumpriu algo substancial, e isso é posto diante de nós. Agora podemos ver Seu amor de uma forma substancial. Seu amor já não é meramente um sentimento. Ele tornou-se um ato totalmente manifestado.</p>



<p>Nessa grande questão do amor de Deus, devemos atentar para três coisas: a natureza do amor de Deus, a ação do amor de Deus e a expressão do amor de Deus. Agradecemos e louvamos a Deus! Seu amor não é somente um sentimento em Seu interior; é também uma ação e até mesmo uma expressão e manifestação. Seu amor fê-Lo realizar o que não podemos por nós mesmos. Uma vez que Ele é amor e amou ao mundo, a salvação foi produzida.</p>



<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">A graça é o amor manifesto de Deus</h3>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>“Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo</em> <em>morrido por nós, sendo nós ainda pecadores”</em>. (<strong>Romanos 5:8</strong>).</p></blockquote>



<p>Contudo o amor de Deus não para aqui. Uma vez que Deus é amor, a questão da graça surge. <strong>A graça é uma expressão do amor de Deus para conosco</strong>. É verdade que o amor é precioso, mas o amor deve ter sua expressão. Quando o amor é expresso, torna-se graça. <strong>Graça é amor expresso</strong>. O amor é algo em Deus. Mas quando esse amor vem até você, torna-se graça. Se Deus for somente amor, Ele é muito abstrato. Mas agradecemos ao Senhor porque embora o amor seja algo abstrato, com Deus ele é imediatamente transformado em algo concreto. O amor interior é abstrato, mas a graça exterior deu-lhe substância. Quando o amor é transformado em ação, torna-se graça.</p>



<p>Embora a Bíblia mencione o amor do Senhor Jesus, ela dá maior atenção à graça do Senhor Jesus. A Bíblia também fala da graça de Deus, mas Ela dá maior atenção ao amor de Deus. Não estou dizendo que não existe o amor do Senhor Jesus e a graça de Deus na Bíblia. Mas a ênfase na Bíblia está no amor de Deus, o Pai, e na graça do Senhor Jesus. Como foi que Paulo saudou a igreja em Corinto? “<em>A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós</em>” (<strong>2 Coríntios 13:13</strong>). Você não pode mudar a sentença para ler: “A graça de Deus, e o amor do Senhor Jesus Cristo, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós”. Você não pode fazer isso, porque a ênfase da Bíblia está no amor de Deus e na graça do Senhor Jesus Cristo. Por que é assim? Porque foi o Senhor Jesus quem Se manifestou e trouxe a salvação. <strong>Foi Cristo Jesus quem concretizou o amor e efetuou a graça</strong>. O amor de Deus tornou-se graça por meio da obra do Senhor Jesus. A Bíblia diz-nos que a lei foi dada por intermédio de Moisés, mas a graça/verdade vieram por meio de Jesus Cristo (<strong>João 1:17</strong>).</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>“<em>Porque Deus amou o mundo de tal maneira que DEU o seu Filho unigênito&#8230;” </em>(<strong>João 3:16</strong>). Portanto, Cristo, a graça/verdade, é a expressão do amor de Deus pelo mundo, pelos pecadores necessitados.</p></blockquote>



<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">A misericórdia de Deus</h3>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>“Rendei graças ao SENHOR, porque ele é bom, e a sua</em> <em>misericórdia dura para sempre</em>” (<strong>Salmos 107:1</strong>).</p></blockquote>



<p>Agradecemos ao Senhor porque no amor de Deus não há apenas a graça, há também outro grande atributo: <strong>a misericórdia</strong>. O canal para o amor fluir é ou a graça ou a misericórdia. Misericórdia é para questões negativas, enquanto graça é para questões positivas. A misericórdia está relacionada à percepção da necessidade ou aflição do outro, a graça lida com o suprimento desta necessidade. Não sei se você tem clareza disso. Suponha que haja uma pessoa necessitada aqui conosco. Você a ama e quer ajuda-la. Você se sente triste pela sua situação difícil. Se não a amasse, não sofreria nem se preocuparia com ela. Mas fazendo assim você está tendo misericórdia dela. Contudo, essa misericórdia é “negativa”. Sua misericórdia está na condolência, ou compaixão, pela condição atual dessa pessoa. Mas quando a graça é efetivada? Ela é efetivada na hora em que essa pessoa é resgatada da sua condição pobre para uma posição nova, para uma esfera nova e para um ambiente novo. Somente então seu amor por ela torna-se graça. É por isso que misericórdia tem sentido de perceber a necessidade e é para hoje, enquanto graça tem sentido positivo e trata do suprimento da necessidade e do que a pessoa se tornará.</p>



<p>Se houvesse apenas misericórdia, poderíamos ter somente esperança. A misericórdia vem do amor e resulta em graça. Se a misericórdia não viesse do amor, ela não produziria graça. Uma vez que ela se origina no amor, ela chega à graça. Nos Evangelhos há o relato de um cego recebendo visão (<strong>Marcos 10:46-52</strong>). Ao encontrar o Senhor, ele não disse: “Senhor, ama-me!” ou “Senhor, sê benévolo para comigo!” Pelo contrário, ele disse: “&#8230;<em>e, ouvindo que era Jesus, o Nazareno, pôs-se a clamar: Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de mim! Filho de Davi, tem misericórdia de mim!</em>” (<strong>vs. 47, 48</strong>). Ele pediu misericórdia por causa da sua situação presente, da sua dificuldade presente e da sua dor presente. Ele sabia que se o Senhor Jesus se compadecesse dele, Ele não se limitaria a mostrar-lhe misericórdia; Ele certamente faria algo. Jesus, a encarnação da Graça do Pai, sempre atende ao grito de socorro: “<em>Tem misericórdia de mim</em>” (<strong>Mateus 9:27; 15:22; 17:15 </strong>e<strong> Lucas 17:13</strong>).</p>



<p>Agora vejamos alguns versículos reveladores destas verdades. <strong>Efésios 2:4, 5</strong> diz: “<em>Mas Deus, <strong>sendo rico em misericórdia</strong>, por causa do <strong>grande amor</strong> com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, &#8211; <strong>pela graça sois salvos</strong>&#8230;”</em>. Paulo disse que Deus era rico em misericórdia por causa de algo. Esse algo é Seu grande amor com que nos amou. Sem amor não haveria misericórdia. Em que situação foi Ele misericordioso para conosco? Ele foi misericordioso para conosco quando estávamos mortos em nossos delitos. Aquilo teve a ver com nossa infeliz situação presente e necessidade. Por estarmos mortos em pecados, Ele teve misericórdia de nós. Ele teve misericórdia de nós baseado em Seu amor por nós. Que acontece após a misericórdia? Os <strong>versículos 7 e 8</strong> prosseguem dizendo-nos: “&#8230; <em>para mostrar, nos séculos vindouros, a <strong>suprema riqueza da sua graça</strong>, em bondade para conosco, em Cristo Jesus. Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus;&#8230;”</em> Ele nos salvou pela Sua graça e bondade. Concluímos que a misericórdia surgiu porque estávamos em uma situação de mortos em nossos delitos; então, a graça foi manifesta para nossa salvação, indicando que recebemos uma nova posição e entramos numa nova esfera. Agradecemos a Deus porque não há somente amor e graça, mas também grandiosa misericórdia.</p>



<p>Também em <strong>Tito 3:3 a 7</strong> Paulo emprega magnificamente como o amor, a graça e a misericórdia de Deus operam, por meio de Jesus Cristo, para nossa salvação e justificação: “<em>Pois nós também, outrora, éramos néscios, desobedientes, desgarrados, escravos de toda sorte de paixões e prazeres, vivendo em malícia e inveja, odiosos e odiando-nos uns aos outros. Quando, porém, se <strong>manifestou a benignidade</strong>” </em>(<strong>graça</strong>)<em> “de Deus, nosso Salvador, e o <strong>seu amor</strong> para com todos, não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua <strong>misericórdia</strong>, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que ele derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador, a fim de que, justificados por <strong>graça</strong>, nos tornemos seus herdeiros, segundo a esperança da vida eterna.</em> Não há justiça em nós. Enquanto estávamos sem justiça e numa situação de sofrimento e sem esperança, Deus teve misericórdia de nós. <strong>Graças ao Senhor que existe a misericórdia! Vimos anteriormente que a misericórdia se origina no amor e materializa na graça.</strong> Quando a misericórdia se estende, somos salvos. Ele teve misericórdia de nós na condição em que estávamos, e como resultado fomos salvos pela graça.</p>



<p>Em <strong>1 Timóteo 1:13 e 16</strong> Paulo diz: “<em>A mim que noutro tempo era blasfemo e perseguidor e insolente. Mas obtive misericórdia, pois o fiz na ignorância, na incredulidade&#8230; Mas, por esta mesma razão, me foi concedida misericórdia, para que, em mim, o principal, evidenciasse Jesus Cristo a sua completa longanimidade, e servisse eu de modelo a quantos hão de crer nele para a vida eterna</em>”. Paulo explica aqui como obteve misericórdia. O fato de obter misericórdia tinha relação com a história de sua vida, com o fato de ser ele um blasfemo, um perseguidor e uma pessoa insolente. Antes de ser salvo, ele estava na condição de blasfemo, perseguidor, insolente, ignorante e incrédulo. Enquanto estava em tal condição, Deus teve misericórdia dele. Assim, você pode ver que misericórdia está relacionada com as situações duras e difíceis do nosso passado. Graça, por outro lado, está associada com os aspectos positivos relacionados conosco. Os dois devem ser distintos e não devem ser considerados iguais.</p>



<p><strong>Tito 3:5</strong> diz: “<em>&#8230;não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou</em>”. Não há justiça em nós. Enquanto estávamos sem justiça e numa situação de sofrimento e sem esperança, Deus teve misericórdia de nós. Graças ao Senhor que existe a misericórdia! Vimos anteriormente que a misericórdia se origina no amor e se manifesta na graça. Quando a misericórdia se estende, somos salvos. Ele teve misericórdia de nós na condição em que estávamos, e como resultado fomos salvos pela manifestação da graça.</p>



<p>Cristo, nosso Sumo Sacerdote, é misericordioso e solidário para conosco, porque Se identificou com as nossas fraquezas, tentações e problemas. E, por isso, pode nos socorrer em todas as situações: “<em>Por isso mesmo, convinha que, em todas as coisas, se tornasse semelhante aos irmãos, para ser <strong>misericordioso</strong> e fiel sumo sacerdote nas coisas referentes a Deus e para fazer propiciação pelos pecados do povo. Pois, naquilo que ele mesmo sofreu, tendo sido tentado, é poderoso para socorrer os que são tentados” </em>(<strong>Hebreus 2:17, 18</strong>)<em>.</em></p>



<p>O texto de <strong>Hebreus 4:14-16</strong> também é muito esclarecedor: <em>“Tendo, pois, a Jesus, o Filho de Deus, como grande sumo sacerdote que penetrou os céus, conservemos firmes a nossa confissão. Porque não temos sumo sacerdote que não possa <u>compadecer-se das nossas fraquezas</u>; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado. Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, <u>junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna</u>”.</em> O coração de Sumo Sacerdote de Cristo faz com que Ele se compadeça de nossas fraquezas, <strong>isto é misericórdia</strong>. E a misericórdia do Senhor sempre estará atenta para nossos momentos de fraqueza, quando a oportunidade surgirá para que a Sua graça seja a nós manifestada. Ao nos achegarmos ao Senhor, pela oração, <strong>recebemos misericórdia</strong> e <strong>achamos graça</strong> para socorro em ocasião oportuna.</p>



<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">A Natureza da Graça</h3>



<p>Primeiramente temos de ver qual é a natureza da graça. Que características a graça possui? Valorizamos o amor de Deus, pois sem o amor de Deus como fonte não haveria o fluir da salvação. O fluir da salvação nasce do amor de Deus. Ao mesmo tempo, sem a misericórdia de Deus não haveria a possibilidade de salvação. Por ter Deus mostrado misericórdia para conosco, Ele nos deu a Sua salvação. A salvação de Deus é a expressão concreta do Seu amor para conosco. Por isso valorizamos o amor e também valorizamos a misericórdia. Contudo, o que de mais precioso nos alcança para nos salvar é a graça. O amor sem dúvida é importante, mas ele não nos traz nenhum benefício concreto. A misericórdia é também muito boa, mas ela não nos traz qualquer benefício direto; no entanto, com a graça há um benefício direto, pois, por ela o poder de Deus flui para nossas vidas. Assim sendo, a graça é mais preciosa para nos salvar e capacitar. O Novo Testamento está repleto, não com o amor de Deus nem com a Sua misericórdia, mas com a graça de Deus. Graça é o amor de Deus vindo para suprir algo que necessitamos. Agora não temos somente um amor abstrato e uma misericórdia sentimental, mas temos a graça que vem ao encontro das nossas necessidades de maneira concreta. <strong>Cristo Jesus é a manifestação da graça de Deus</strong>: <em>“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai”</em> (<strong>João 1:14</strong>).</p>



<p>Deus não somente tem de sentir misericórdia de nós, como também tem de nos conceder graça. O que procede do amor de Deus é a graça. Deus não está satisfeito somente com a misericórdia. Pensamos que se houvesse a misericórdia e que se Deus nos deixasse ir e não ajustasse contas conosco, tudo estaria bem. Mas Deus não disse que desde que tenha “pena” de nós Ele nos deixaria ir. Essa não é a maneira de Deus trabalhar. Quando age, Ele faz em harmonia Consigo mesmo. Portanto, o amor de Deus não pode parar na misericórdia. Seu amor deve estender-se e operar em nós por meio da Sua graça, a fim de suprir nossas necessidades e carências, e capacitando-nos para a abundância. Ele deve lidar completamente com o problema do pecado e das necessidades da humanidade, do mundo. Se o problema do pecado fosse algo que pudesse ser desconsiderado, a misericórdia de Deus seria suficiente. Mas deixar-nos ir e desconsiderar nossas necessidades não é suficiente para Ele. Assim, ter só a misericórdia não é suficiente. Ele deve pôr a questão do pecado completamente em ordem. Aqui vemos a graça de Deus. É por isso que o Novo Testamento, embora não isento de misericórdia, está cheio de graça. Ali vemos como o Filho de Deus, Cristo Jesus, veio ao mundo para manifestar a graça e tornar-se graça, a fim de que pudéssemos receber graça.</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Caso queira baixar o arquivo PDF desta mensagem, para arquivar, imprimir ou compartilhar com outras pessoas, clique abaixo:</strong></p>



<div class="wp-block-file"><a href="https://raibarreto.com.br/wp-content/uploads/2020/05/A-Graça-Manifesta-Rai-Barreto.pdf">A-Graça-Manifesta-Rai-Barreto</a><a href="https://raibarreto.com.br/wp-content/uploads/2020/05/A-Graça-Manifesta-Rai-Barreto.pdf" class="wp-block-file__button" download>Baixar</a></div>
<p>O post <a href="https://raibarreto.com.br/a-graca-manifesta-que-nos-educa-a-renegar-o-pecado/">A Graça Manifesta &#8211; Que nos Educa a Renegar o Pecado</a> apareceu primeiro em <a href="https://raibarreto.com.br">Rai Barreto</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://raibarreto.com.br/a-graca-manifesta-que-nos-educa-a-renegar-o-pecado/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A Graça Nos Conduz à Glória de Deus</title>
		<link>https://raibarreto.com.br/a-graca-nos-conduz-a-gloria-de-deus/</link>
					<comments>https://raibarreto.com.br/a-graca-nos-conduz-a-gloria-de-deus/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rai Barreto]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2020 11:51:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2. EVANGELHO DA GRAÇA]]></category>
		<category><![CDATA[Transformação e Santificação]]></category>
		<category><![CDATA[Evangelho da Graça]]></category>
		<category><![CDATA[GLÓRIA DE DEUS]]></category>
		<category><![CDATA[graça]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://raibarreto.com.br/?p=198</guid>

					<description><![CDATA[<p>Salvação é Deus puxando um pecador da lama do pecado e levando-o até a Sua glória. Embora estejamos justificados, sabemos que justificação não é suficiente. A justificação não é o alvo da salvação de Deus para nós. Deus não vai parar até que estejamos na Sua glória.</p>
<p>O post <a href="https://raibarreto.com.br/a-graca-nos-conduz-a-gloria-de-deus/">A Graça Nos Conduz à Glória de Deus</a> apareceu primeiro em <a href="https://raibarreto.com.br">Rai Barreto</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h6 class="has-text-align-right wp-block-heading"><em>Mensagem ministrada por:<br>Raimundo Barreto<br>Acampamento Plenitude<br>Salvador &#8211; BA<br>Páscoa &#8211; Março de 2018</em></h6>



<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">O que é a graça</h3>



<p class="has-normal-font-size"><strong>Que é a graça?</strong> Graça nada mais é que a grande obra de Deus realizada gratuitamente em Seu amor incondicional e ilimitado em favor do homem desamparado, indigno, pecador e fraco. A graça de Deus é simplesmente Deus trabalhando para/com o homem. Como isso se diferencia da lei? A lei é Deus exigindo que o homem trabalhe para Ele, enquanto a graça é Deus trabalhando para/com o homem. Que é a lei? A lei é a exigência de Deus para que o homem faça algo para Ele. Que é obra? Obra é o esforço do homem para fazer algo para Deus. Que é graça? Graça, nem é Deus exigindo algo, nem é Deus recebendo a obra do homem, mas graça é Deus fazendo a Sua própria obra em nossas vidas. Quando Deus vem para fazer algo pelo homem e a favor do homem, isso é graça.</p>



<p class="has-normal-font-size">A ênfase no Novo Testamento não está no princípio da lei. Na verdade, o Novo Testamento opõe-se ao legalismo da lei, pois a lei e a graça jamais podem misturar-se. É Deus quem está trabalhando ou é o homem? Deus está dando algo para o homem ou está pedindo algo do homem? Se Deus estiver pedindo algo do homem, nós ainda estamos na era da lei. Contudo, se Deus estiver dando algo para o homem, capacitando-o, estamos na Era da Graça. Você não iria à casa de alguém dar-lhe dinheiro se houvesse ido lá para pedir dinheiro. Semelhantemente, lei e graça são princípios opostos; elas não podem ser colocadas juntas. Se é para o homem receber graça, ele deve colocar a lei de lado. Por outro lado, se ele seguir a lei, cairá da graça (<strong>Gálatas 5:4</strong>).</p>



<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">Ocasiões oportunas para a graça se manifestar</h3>



<p>A nossa <strong>insuficiência</strong> diante do Senhor não é um impedimento para a graça. Pelo contrário, a nossa humildade (pobreza de espírito) é uma condição para recebermos graça. Se não estivermos muito pobres, não estaremos desejosos de receber a graça. Isso explica a primeira bem-aventurança: “<em>Bem-aventurados os humildes (ou pobres) de espírito, pois deles é o reino dos céus”</em> (<strong>Mateus 5:3</strong>).</p>



<p>O Homem é muito ilógico. Ele diz que não pode receber a graça porque seus pecados são numerosos demais. Nenhuma afirmação é mais contraditória que essa; nenhuma afirmação é tão insensata. Porque os doentes estão doentes é que precisam de um médico; porque os pobres são pobres é que precisam de ajuda; e da mesma forma, porque o homem é um pecador é que ele precisa da graça. Portanto, o pecado não é um empecilho. Pelo contrário, é uma oportunidade para a graça se manifestar. Nosso problema é que sempre achamos que temos de estar numa condição diferente da que estamos hoje. Achamos que para receber graça devemos ser mais santos e melhores hoje do que ontem (leia <strong>Mateus 9:12, 13</strong>).</p>



<p>O Homem sem Cristo deixa de obter graça não por ser pecaminoso demais, mas por não estar em condição suficientemente baixa. Ele é orgulhoso demais e moral demais. É exatamente aqui que se encontra o maior problema (<strong>Romanos 3:27</strong>). A Humanidade é grande em todos os tipos de pecados. Ao mesmo tempo, é muito grande no pecado do orgulho (<strong>Isaías 16:6</strong>). Por um lado, há uma necessidade absoluta; por outro, o terreno em que se encontram não é aquele no qual podem receber a graça de que necessitam. Isso ocorre exclusivamente por causa do orgulho no coração humano.</p>



<p><strong>Romanos 5:15, 20</strong> diz-nos que: “<em>Todavia, não é assim o dom gratuito como a ofensa&#8230; mas onde abundou o pecado, superabundou a graça</em>”. Seguindo a lei da causa e efeito, Paulo está dizendo que o dom gratuito da graça é maior do que a ofensa ou delitos. A Palavra de Deus mostra-nos que onde estiver o pecado, ali estará também a abundante graça. Onde o pecado abundar &#8211; não que ele tenha realmente abundado, pois todos os homens pecam semelhantemente, mas onde o pecado tenha-se manifestado mais abundantemente &#8211; a graça de Deus abunda ainda mais.</p>



<p>A palavra <strong>ABUNDAR</strong> na linguagem original está relacionada com a ideia de <strong>TRANSBORDAR</strong>. O pecado é grande, mas a graça é ainda maior e cobre o pecado. Esta é a graça de Deus. O homem tem o estranho conceito de que para receber graça, deve estar sem pecado ou delito. Mas isso não existe. Embora nossos delitos sejam muito sérios e possam elevar-se muito, a graça de Deus se eleva ainda mais. A graça nos constrange! Uma vez que a graça de Deus está aqui para lidar com o problema dos delitos ou ofensas, os delitos e ofensas não são mais um problema.</p>



<p>Este entendimento, do poder e eficácia da graça de Deus, nos capacita a crermos por todas as pessoas, independentemente da situação em que ela se encontra, ou do tamanho do seu problema ou impiedade. A graça não se acovarda diante do homossexualismo, dos assassinos, viciados, blasfemos, arrogantes, dos adúlteros ou qualquer outro tipo de impiedade. Qualquer ser humano que se encontre numa condição mais depravada possível, se se humilhar e clamar pela misericórdia de Deus, será transformado pelo poder regenerador da Sua graça e capacitado a não pecar mais. A graça nos faz reinar sobre o pecado e a morte (<strong>Romanos 5:17; 6:14</strong>). Seja lá qual for o tamanho ou gravidade da ofensa, a graça pode superabundar e reinar na situação.</p>



<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">A graça de Deus está ligada à glória de Deus</h3>



<p><strong>Que é graça?</strong> Deixe-me dizer isto de um modo enfático &#8211; graça é receber sem ter um motivo ou merecimento para receber. Uma vez que haja um motivo, ela se torna recompensa. Se você tem quaisquer realizações, a questão da recompensa entra e a graça fica de fora. Devemos dar muita atenção a essa questão. <strong>Romanos 4:4</strong> torna a questão muito clara: “<em>Ora, ao que trabalha, o salário não é considerado como favor, e sim como dívida</em>”. Este texto diz claramente que ninguém pode vir diante de Deus e dizer que fez isso ou aquilo e que, portanto, sem se envergonhar, é merecedora da graça. Há ainda outra frase em <strong>Romanos</strong> que é muito clara sobre esse ponto: “<em>E, se é pela graça, já não é pelas obras; do contrário, a graça já não é graça</em>” (<strong>11:6</strong>).</p>



<p>Se tivéssemos quaisquer realizações diante de Deus, fossem elas grandes ou pequenas, a salvação de Deus para nós tornar-se-ia um pagamento de dívida e não seria mais graça. Agradecemos ao Senhor porque somos salvos pela graça. Se eu fosse salvo pelas minhas realizações, nunca poderia dizer: “Deus, agradeço-Te por conceder-me graça”. Ao contrário, eu diria: “Deus, estou salvo porque pagaste a Tua dívida”. Poderia proclamar orgulhosamente que estou salvo pelas realizações. Por que ninguém pode salvar-se pelas realizações? Porque Deus quer remover todo orgulho do homem, para que o homem nada possa fazer senão agradecer e louvá-Lo. Deus é a fonte de tudo o que precisamos, Ele quer que sempre dependamos dEle: “<em>Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer</em>” (<strong>João 15:5</strong>).</p>



<p>Quem pecou? Creio que todos conhecemos a frase de cor: “<em>Pois todos pecaram</em>”. Por que é que todos pecaram? Porque “<strong><em>carecem da glória de Deus</em></strong>” (<strong>Romanos 3:23</strong>). Que significa carecer da glória de Deus? Significa não poder entrar na glória. Todos pecaram, portanto não podem entrar, estão privados da glória de Deus, ou participar da Sua glória.</p>



<p>Se quer entender o que é a glória de Deus, você tem de entender <strong>Romanos capítulos 1 a 8</strong>. A graça de Deus está associada à glória de Deus. A graça procura o homem no nível mais baixo e a glória eleva o homem ao nível mais elevado. <strong>Romanos capítulos 1 a 3</strong> diz-nos como todos os homens pecaram e estão privados (ou destituídos) da glória de Deus (<strong>3:23</strong>). A seguir, após dar o caminho da salvação pelo Senhor Jesus nos <strong>capítulos 4 e 5</strong>, a glória de Deus é apresentada como a esperança: “<em>&#8230;por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na <u>esperança da glória de Deus</u>”</em> (<strong>vs. 5:2</strong>). A crucificação com Cristo é ensinada nos <strong>capítulos 6 e 7</strong>.</p>



<p>Já no meio do <strong>capítulo 8</strong> nos é apresentado, ao vivo e a cores, o Espírito Santo, que nos auxilia em nossa fraqueza, pois antes Paulo fala que quando o pecado reinava sobre as nossas vidas “<em>éramos fracos”</em> (<strong>vs 5:6</strong>). Então, Paulo diz-nos o seguinte no final do capítulo oito: “<em>Aos que de antemão conheceu, também os predestinou (&#8230;) e aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou</em>” (<strong>Romanos 8:29, 30</strong>). Salvação é Deus puxando um pecador da lama do pecado e levando-o até a Sua glória. Embora estejamos justificados, sabemos que justificação não é suficiente. A justificação não é o alvo da salvação de Deus para nós. Deus não vai parar até que estejamos na Sua glória. “<em>Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não poder ser comparados com a glória a ser revelada em nós&#8230;na esperança de que a própria criação será redimida do cativeiro da corrupção para a liberdade da glória dos filhos de Deus” </em>(<strong>8:18, 21</strong>). Portanto, <strong>Romanos capítulos 1 a 8 começa com pecados e condenação, mas termina com a glória dos filhos de Deus</strong>.</p>



<p>Ao final do livro de <strong>Apocalipse</strong>, depois de o novo céu, a nova terra, o Reino, o lago de fogo, o fim de Satanás e o grande trono branco terem sido todos mencionados, a Bíblia diz: “<em>Quem quiser receba de graça a água da vida</em>” (<strong>22:17b</strong>). Agradecemos ao Senhor porque Ele colocou, de propósito, o beber gratuito da água da vida no final do capítulo 22. Após termos visto o lago de fogo, a segunda morte, o fim de Satanás, o Reino, o novo céu e a nova terra, podemos sentir temor de que Deus endureça Seu coração novamente; mas depois de todas essas coisas, Deus propositadamente declarou que a água da vida é gratuita. Não há preço para ela. Agradecemos ao Senhor porque temos a graça por meio de Jesus Cristo, e essa graça é gratuita. Ela não está relacionada com ao nosso merecimento.</p>



<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">Graça x Merecimento</h3>



<p>Muitas vezes tenho ouvido dizer que temos de fazer o bem e retribuir a graça de Deus. Essas palavras são comuns hoje nas igrejas. Mas tenho de perguntar onde na Bíblia há um versículo que diz que temos de retribuir a graça de Deus? Essa palavra é por demais contraditória. Se há retribuição, não há graça. E, se há graça, não há necessidade de retribuição. Agradecemos ao Senhor que em todo o Novo Testamento nunca nos é dito para retribuir alguma coisa a Deus. É verdade que nós, cristãos, devemos ter boas obras. Mas por que devemos ter boas obras? Por que temos de sofrer pelo Senhor? Por que temos de suportar a vergonha? Por que servimos ao Senhor? Como o Senhor tem tratado conosco em amor, assim também tratamos com o Senhor em amor; contudo não existe aqui o pensamento de troca. Não é que Deus me dá muito e eu em troca devolvo muito.</p>



<p>Quando o “filho pródigo caiu em si” e percebeu a miséria em que se encontrava, ele não teve um arrependimento genuíno e nem quis voltar para a casa do pai porque o amava. Ele nutria uma mente legalista e escrava da lei. Seu pensamento não era de filho que recebe a herança pela graça, mas sim por merecimento. Ele pensava como alguém que tinha de trabalhar para merecer o salário, o sustento e o pão. Veja o que ele pensava quando decidiu voltar para a casa do pai: “<em>Então, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai <u>têm pão</u> com fartura, e eu aqui morro de fome! Levantar-me-ei, e irei ter com o meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; <u>trata-me como um dos teus trabalhadores</u>”</em> (<strong>Lucas 15:17-19</strong>).</p>



<p>Se entendermos este ensinamento da parábola do “Filho Pródigo”, poderemos compreender as atitudes graciosas do pai, ao correr, abraçar e beijar o seu filho desviado. O pai o chamou de filho “<em>que estava morte e reviveu, estava perdido e foi achado</em>” (<strong>vs. 24a</strong>). Deus o via como filho e não como empregado. <strong>A herança dada pelo pai não é conquistada ou merecida, é mérito da graça e da filiação</strong>.</p>



<p>Vale destacar que a mente do filho mais velho também era uma mente legalista e que pensava em termos de mérito. Sua fala para o pai foi: “<em>Mas ele respondeu a seu pai: Há tantos anos que te sirvo sem jamais transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito sequer para alegrar-me com os meus amigos;&#8230;”</em> (<strong>vs. 29</strong>).</p>



<p>Por isso entendemos que o personagem <strong>protagonista</strong> desta parábola contada por Jesus é <strong>o pai</strong> com suas atitudes de amor, graça e misericórdia, e não os filhos. Esta parábola deveria ter o título de: “<strong>O pai gracioso e misericordioso</strong>”. Todas as parábolas contadas por Jesus neste <strong>capítulo 15 de Lucas</strong> revelam o coração gracioso do Pai e dEle, o bom Pastor, que veio buscar os pecadores perdidos. Portanto, a glória não está no afastamento e retorno do filho, nem no fato da ovelha ter se perdido ou da moeda (kkk imagina a moeda pensar em voltar para o bolso da mulher), mas na firmeza do amor, graça e misericórdia do Pai e do bom Pastor.</p>



<p>Como precisamos ter uma revelação do coração gracioso do nosso Pai e também da nossa filiação: “<em>Meu filho, tu sempre estás comigo; tudo o que é meu é teu”</em> (<strong>vs. 31</strong>). Deus nos recebe como filhos por causa de Seu amor e graça, não porque fizemos algo para merecer a filiação: “<em>Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus” </em>(<strong>1 João 3:1a</strong>)<em>.</em></p>



<p>A dificuldade reside na mente legalista do homem. Em todas as coisas o homem pensa em negócios, lei e merecimento (O sentimento de culpa está camuflado aqui!). Mesmo a questão da salvação é vista do ângulo de negócio. Hoje, se trabalhamos, servimos ao Senhor, sofremos vergonha ou carregamos a cruz, não é porque queremos recompensar a Sua graça &#8211; é porque O amamos. O amor com que Ele nos amou nos cativou, capturou nosso coração e mente. Graça é o que Deus tem feito por mim; não tem nada a ver com o que eu tenho feito por Ele.</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p><strong>Caso queira baixar o arquivo PDF desta mensagem, para arquivar, imprimir ou compartilhar com outras pessoas, clique abaixo:</strong></p>



<div class="wp-block-file"><a href="https://raibarreto.com.br/wp-content/uploads/2020/05/A-Graça-Nos-Conduz-à-Glória-de-Deus.pdf">A-Graça-Nos-Conduz-à-Glória-de-Deus</a><a href="https://raibarreto.com.br/wp-content/uploads/2020/05/A-Graça-Nos-Conduz-à-Glória-de-Deus.pdf" class="wp-block-file__button" download>Baixar</a></div>
<p>O post <a href="https://raibarreto.com.br/a-graca-nos-conduz-a-gloria-de-deus/">A Graça Nos Conduz à Glória de Deus</a> apareceu primeiro em <a href="https://raibarreto.com.br">Rai Barreto</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://raibarreto.com.br/a-graca-nos-conduz-a-gloria-de-deus/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
