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	<title>Arquivos graça - Rai Barreto</title>
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	<description>Conteúdo para quem quer estudar a bíblia com profundidade. Aqui você encontra artigos e mensagens sobre o Evangelho do Reino e da Graça de Deus.</description>
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	<title>Arquivos graça - Rai Barreto</title>
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		<title>O enigma das curas nos dois tanques: BETESDA e SILOÉ</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rai Barreto]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Sep 2024 13:38:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2. EVANGELHO DA GRAÇA]]></category>
		<category><![CDATA[Transformação e Santificação]]></category>
		<category><![CDATA[graça]]></category>
		<category><![CDATA[saúde divina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Esta mensagem bíblica explica o enigma do porque João registrou no Evangelho apenas estas duas curas operadas por Jesus em Jerusalém. Abaixo você pode baixar o arquivo em PDF para meditar, se aprofundar e compartilhar. Cura no Tanque de Betesda O Tanque de Betesda era um local fora dos muros de Jerusalém de adoração pagã&#160;divindade chamada de Asclépio, (da mitologia Grega e Romana, principal deus da medicina e da cura), para afirmar que o Tanque de Betesda era um local de ADORAÇÃO PAGÃ. Segundo a mitologia Grega e Romana, Asclépio casou-se com a deusa Epíone (deusa calmante da dor) formou a “Família da Saúde” gerando 5 filhos: Panaceia (deusa da cura de todos os males); Hígia ou Higeia (deusa da preservação da saúde); Iaso (deusa dos remédios e dos modos de cura); Aceso (deusa do processo de cura) e Égle (deusa do resplendor). No Evangelho de João (João 5:1-9), há um relato sobre um homem enfermo que esperava ser curado no tanque de Betesda (“Beit”, casa, “Hesed”, graça ou misericórdia: Casa da Graça e da Misericórdia). Este tanque era conhecido por suas águas que, supostamente, se moviam de vez em quando e curavam os doentes que conseguiam entrar nele primeiro. Jesus encontra o homem, que estava ali há 38 anos, e o cura, dizendo-lhe para pegar seu leito e andar. Este milagre ilustra a capacidade de Jesus de trazer cura e restaurar a vida onde parecia haver apenas desespero e estagnação. Cura do Cego de Nascença No Evangelho de João (João 9:1-12), há um relato da cura de um cego de nascença. Jesus usa lama feita com sua própria saliva e a aplica nos olhos do homem, mandando-o lavar-se no tanque de Siloé, dentro da cidade de Jerusalém. O homem recupera a visão, e isso se torna um testemunho poderoso de Jesus como a luz do mundo e da sua missão de trazer clareza e entendimento àqueles que estão em trevas, tanto físicas quanto espirituais. Texto de 2 Samuel 5:6, 7 “Partiu o rei com os seus homens para Jerusalém, contra os jebuseus que habitavam naquela terra e que disseram a Davi: Não entrarás aqui, porque os cegos e os coxos te repelirão, como quem diz: Davi não entrará neste lugar.Porém Davi tomou a fortaleza de Sião; esta é a Cidade de Davi”. No texto de 2 Samuel, o rei Davi está se preparando para conquistar Jerusalém, que era habitada pelos jebuseus. Estes habitantes se sentiam seguros e desafiaram Davi, dizendo que ele não conseguiria tomar a cidade porque &#8220;os cegos e os coxos&#8221; a protegeriam. Isso era uma forma de zombaria, sugerindo que a cidade estava bem protegida e que Davi falharia. Relação Entre os Textos de João e Samuel A conexão entre esses eventos do Evangelho de João e o texto de 2 Samuel 5:6, 7 pode ser vista no contexto da do cumprimento de promessas de que Jesus é o Enviado à Casa da Graça que tem a autoridade para curar pessoas enfermas há 38 anos e com doenças de nascença trazendo cura e livramento onde parece não haver esperança. Assim, a relação entre os eventos do Evangelho de João e o texto do Antigo Testamento reflete temas de superioridade, triunfo, restauração e inclusão de todos os indivíduos no plano divino, mostrando como o poder e a missão do Enviado à Casa da Graça. Em Cristo,Rai BarretoPastor/Mestre</p>
<p>O post <a href="https://raibarreto.com.br/o-enigma-das-curas-nos-dois-tanques-betesda-e-siloe/">O enigma das curas nos dois tanques: BETESDA e SILOÉ</a> apareceu primeiro em <a href="https://raibarreto.com.br">Rai Barreto</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Esta mensagem bíblica explica o enigma do porque João registrou no Evangelho apenas estas duas curas operadas por Jesus em Jerusalém. Abaixo você pode baixar o arquivo em PDF para meditar, se aprofundar e compartilhar.</em></p>



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<p><strong>Cura no Tanque de Betesda</strong></p>



<p>O Tanque de Betesda era um local fora dos muros de Jerusalém de <strong>adoração pagã&nbsp;divindade chamada de Asclépio</strong>, (da mitologia Grega e Romana, principal deus da <strong>medicina e da cura</strong>), para afirmar que o Tanque de Betesda era um local de <strong>ADORAÇÃO PAGÃ</strong>.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="729" height="522" src="https://raibarreto.com.br/wp-content/uploads/2024/09/asclepios.png" alt="" class="wp-image-826" srcset="https://raibarreto.com.br/wp-content/uploads/2024/09/asclepios.png 729w, https://raibarreto.com.br/wp-content/uploads/2024/09/asclepios-300x215.png 300w" sizes="(max-width: 729px) 100vw, 729px" /></figure></div>


<p>Segundo a mitologia Grega e Romana, <strong>Asclépio</strong> casou-se com a deusa <strong>Epíone</strong> (deusa calmante da dor) formou a “<strong>Família da Saúde</strong>” gerando 5 filhos: <strong>Panaceia</strong> (deusa da cura de todos os males); <strong>Hígia ou Higeia</strong> (deusa da preservação da saúde);<strong> Iaso</strong> (deusa dos remédios e dos modos de cura); <strong>Aceso</strong> (deusa do processo de cura) e <strong>Égle</strong> (deusa do resplendor).</p>



<p>No Evangelho de João (<strong>João 5:1-9</strong>), há um relato sobre um <strong>homem enfermo</strong> que esperava ser curado no tanque de Betesda (“<strong>Beit</strong>”, casa, “<strong>Hesed</strong>”, graça ou misericórdia: <strong>Casa da Graça e da Misericórdia</strong>). Este tanque era conhecido por suas águas que, supostamente, se moviam de vez em quando e curavam os doentes que conseguiam entrar nele primeiro. Jesus encontra o homem, que estava ali há 38 anos, e o cura, dizendo-lhe para pegar seu leito e andar. Este milagre ilustra a capacidade de Jesus de trazer cura e restaurar a vida onde parecia haver apenas desespero e estagnação.</p>



<p><strong>Cura do Cego de Nascença</strong></p>



<p>No Evangelho de João (<strong>João 9:1-12</strong>), há um relato da cura de um cego de nascença. Jesus usa lama feita com sua própria saliva e a aplica nos olhos do homem, mandando-o lavar-se no tanque de Siloé, dentro da cidade de Jerusalém. O homem recupera a visão, e isso se torna um testemunho poderoso de Jesus como a luz do mundo e da sua missão de trazer clareza e entendimento àqueles que estão em trevas, tanto físicas quanto espirituais.</p>



<p><strong>Texto de 2 Samuel 5:6, 7</strong></p>



<p>“<em>Partiu o rei com os seus homens para Jerusalém, contra os jebuseus que habitavam naquela terra e que disseram a Davi: Não entrarás aqui, porque os cegos e os coxos te repelirão, como quem diz: Davi não entrará neste lugar.Porém Davi tomou a fortaleza de Sião; esta é a Cidade de Davi</em>”.</p>



<p>No texto de 2 Samuel, o rei Davi está se preparando para conquistar Jerusalém, que era habitada pelos jebuseus. Estes habitantes se sentiam seguros e desafiaram Davi, dizendo que ele não conseguiria tomar a cidade porque &#8220;os cegos e os coxos&#8221; a protegeriam. <strong>Isso era uma forma de zombaria, sugerindo que a cidade estava bem protegida e que Davi falharia</strong>.</p>



<p><strong>Relação Entre os Textos de João e Samuel</strong></p>



<p>A conexão entre esses eventos do Evangelho de João e o texto de 2 Samuel 5:6, 7 pode ser vista no contexto da do cumprimento de promessas de que <strong>Jesus é o Enviado à Casa da Graça que tem a autoridade para curar pessoas enfermas há 38 anos e com doenças de nascença trazendo cura e livramento onde parece não haver esperança</strong>.</p>



<ol start="1" class="wp-block-list">
<li><strong>Superioridade</strong>: O texto de 2 Samuel 5:6, 7 destaca a confiança dos jebuseus em sua fortaleza e a ideia de que até mesmo os &#8220;cegos e coxos&#8221; poderiam repelir Davi. No entanto, Davi eventualmente conquista Jerusalém, mostrando que Deus pode superar qualquer obstáculo. Da mesma forma, Jesus, ao curar o enfermo no tanque de Betesda e o cego de nascença, demonstra Seu poder sobre as limitações físicas e espirituais, trazendo cura e restauração onde parece não haver esperança.</li>



<li><strong>Triunfo sobre o pecado e a doença (Ele é o Médico dos médicos)</strong>: Jerusalém, após a conquista de Davi, se torna a cidade do grande rei, um símbolo do lugar onde Deus escolhe habitar. Da mesma forma, o tanque de Betesda e o tanque de Siloé, ao serem locais de cura e revelação de Jesus, a vitória de Jesus sobre o “ladrão” &#8211; que veio para matar, roubar e destruir – e sobre o pecado. <strong>Jesus triunfa sobre o pecado e as doenças. transforma lugares e situações que eram anteriormente limitados ou desolados</strong>. Antes de confiar nos médicos e na medicina, devemos buscar toda a nossa suficiência, cura e libertação no Médico dos médicos que é Senhor sobre a Casa da Graça. Não devemos confiar em promessas pagãs.</li>
</ol>



<ol start="3" class="wp-block-list">
<li><strong>Restauração e Inclusão</strong>: A cura de Jesus não apenas restaura a saúde física, mas também simboliza a inclusão de pessoas que eram marginalizadas ou vistas como desqualificadas. O tratamento de &#8220;cegos e coxos&#8221; em 2 Samuel 5:6, 7 pode ser visto como uma metáfora para aqueles que são excluídos ou desprezados pela sociedade. Jesus reverte essas expectativas, mostrando que Sua missão inclui todos, inclusive aqueles que são marginalizados ou considerados sem valor.</li>
</ol>



<p>Assim, a relação entre os eventos do Evangelho de João e o texto do Antigo Testamento reflete temas de superioridade, triunfo, restauração e inclusão de todos os indivíduos no plano divino, mostrando como o poder e a missão do <strong>Enviado à Casa da Graça</strong>.</p>



<p>Em Cristo,<br>Rai Barreto<br>Pastor/Mestre</p>
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		<title>Nos Alimentando do Amor de Deus</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rai Barreto]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 May 2020 15:34:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2. EVANGELHO DA GRAÇA]]></category>
		<category><![CDATA[Transformação e Santificação]]></category>
		<category><![CDATA[AMOR DE DEUS]]></category>
		<category><![CDATA[graça]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Nós amamos porque ele nos amou primeiro” (1 João 4:19). Nossa capacidade para amar é criada por causa do fluir do Seu amor para nós. </p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<h6 class="has-text-align-right wp-block-heading"><em>Por: Raimundo Barreto<br><a href="mailto:contato@raibarreto.com.br">contato@raibarreto.com.br</a></em></h6>



<p>Normalmente nos baseamos no ensinamento de Paulo em <strong>1 Coríntios 13</strong> como sendo a definição do amor. Na realidade, neste texto, Paulo está nos ensinando as características ou as formas de expressão do amor: o amor é paciente, benigno, não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, etc. Porém, a definição de amor nos é ensinada por João, o discípulo amado: “<em>Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados”</em> (<strong>1 João 4:10</strong>). Esta palavra “<strong>propiciação</strong>” tem um significado maravilhoso: <strong>sacrifício para evitar a ira</strong>. O amor se define não por nosso amor a Deus, mas no Seu amor para conosco.</p>



<p>A Lei centraliza o amor em nossa própria capacidade: “Você deve amar a Deus! Deve amá-Lo de todo o seu coração, força e entendimento” (<strong>Deuteronômio 6:5</strong>). A Lei exige esta prioridade do nosso amor a Deus. E as pregações continuam ainda hoje: “Você deve amar a Deus sobre todas as coisas!” Sim, está corretíssimo. Entretanto a pergunta é: “Mas como eu faço para amar a Deus com toda a minha capacidade?” Aí, então, este ensinamento de João vem abrir o nosso entendimento a respeito de como nos alimentarmos primeiro do amor de Deus para que possamos devolvê-Lo o amor.</p>



<p>&nbsp;<em>“<strong>Nós amamos porque ele nos amou primeiro</strong></em>” (<strong>1 João 4:19</strong>). Nossa capacidade para amar é criada por causa do fluir do Seu amor para nós. O amor de Deus é criativo. Paulo, o apóstolo da graça, nos ensina, em <strong>Romanos 5:5</strong>, que Deus tem derramando o Seu amor em nossos corações pelo Espírito Santo. Todo o capítulo cinco de Romanos fala a respeito de sermos justificados pela fé, de Deus irradiando Seu amor e o derramando em nossos corações para que nos tornemos submersos nesse amor. Nós nos tornamos completamente novas criaturas no Senhor por causa desse amor. João diz que nós O amamos porque primeiro Ele nos amou.</p>



<p>Deus nos dá o primeiro e grande mandamento: “<em>Amarás ao Senhor teu Deus com todo teu coração, com toda a tua alma, com toda a tua mente e com toda a tua força</em>”. Em seguida Ele nos diz: “<em>Ama a teu próximo como a ti mesmo</em>” (<strong>Marcos 12:30, 31</strong>). A questão é que a Lei revela a completa incapacidade do homem para fazer a vontade de Deus, a não ser que este se aproprie da graça divina. Aquele que ama é nascido de Deus, e é Deus nele que o capacita a amar: “<em>Amados, amemo-nos uns aos outros, porque <strong>o amor procede de Deus</strong>; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus</em>” (<strong>1 João 4:7</strong>). Deus é a fonte do amor. Nós O amamos porque primeiro Ele nos amou. Ele derramou Seu amor em nossos corações e nós O estamos amando de volta com uma capacidade que Ele criou. Ele colocou algo de Sua própria natureza dentro de nós. Seus filhos olham para Ele com aquilo que nasceu do Pai &#8211; a natureza santa de Deus &#8211; e dizem: “Aba Pai, nós Te amamos. Com todo o nosso coração Te amamos”. Não poderíamos dizer e manifestar este amor, se Ele não tivesse nos amado com esse amor criativo.</p>



<p>O conceito geral que as pessoas têm é que amamos ao Senhor porque o Senhor nos amou e fez tudo por nós. Esta não é a razão pela qual O amamos. Nós O amamos porque Seu amor cria em nós a capacidade para amar. Nós O amamos porque Ele nos amou primeiro. Seu amor foi o fator precedente, e você está só refletindo de volta o amor d’Ele. Na realidade, é mais do que refletir: é Seu próprio amor voltando para Ele numa nova criação, que somos nós em Cristo. Que tremendo é quando Deus começa a gerar esse amor! Se desejamos que esse amor seja reproduzido em nós, devemos nos lembrar de que ele é um produto do Espírito; é algo operado completamente por Deus: “<em>Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei</em>” (<strong>Gálatas 5:22, 23</strong>).</p>



<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">Precisamos ter a compreensão do amor que Deus tem por nós</h3>



<p>Deus deixou Israel durante 1.500 anos sob o regime da Lei que exigia deles. E o cumprimento de toda a Lei se resumia em: “Me ame de todo o teu coração, toda tua alma, toda a tua mente e toda a tua força. E ame o seu próximo como a ti mesmo”. E alguém cumpriu isso? Os melhores homens e mulheres que viveram sob a Lei falharam em amar a Deus sobre todas as coisas, até mesmo Davi. Porque a Lei condena até mesmo os melhores (<strong>Romanos 3:19, 20, 23</strong>). Porém a graça salva o pior dos homens (<strong>Romanos 5:20, 21</strong>). A Lei exige a justiça do homem, mas a graça <em>imparte</em> a justiça como um dom (<strong>Romanos 5:17</strong>). A Lei exige do homem o amor; a graça derrama o amor de Deus em nossos corações. Debaixo da Lei Deus disse: “<em>Não te chegues para cá”</em> – não se aproxime de Mim &#8211;<em>; “tira as sandálias dos pés, porque o lugar em que estás é terra santa</em>” (<strong>Êxodo 3:5</strong>). Debaixo da graça, quando o filho pecador voltou para a casa, o pai recebe o seu filho e ordenou aos seus servos: <em>“&#8230;Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés&#8230;</em>”, porque este meu filho estava morto e revivei e tem direito a estar na minha presença (<strong>Lucas 15:22</strong>).</p>



<p>Deus sabia que o homem falharia e que ninguém seria capaz de guardar a Lei. Mas o homem não sabia que não guardaria a Lei. Por três vezes o povo, arrogantemente, declarou: “<em>Tudo o que o Senhor falou faremos”</em> (<strong>Êxodo 19:8; 24:3, 7</strong>). Porém, mesmo antes da Lei ser anunciada ao povo por Moisés, eles fizeram o bezerro de ouro para adorar &#8211; já transgredindo o primeiro mandamento. Deus deu a Lei para fazer o homem chegar ao seu limite e abater a sua jactância, arrogância e autoconfiança (<strong>Romanos 3:23, 24, 27a</strong>). A Lei não foi dada para salvar ou justificar o homem, porque “<em>pela Lei vem o pleno conhecimento do pecado</em>”, não o conhecimento de Deus (<strong>Romanos 3:19, 20</strong>).</p>



<p>Então, Deus disse: “Basta! Veio a hora em que Eu vou amá-los com todo o Meu coração, com toda a Minha Alma e toda a Minha força. Vou provar o Meu amor por todos vocês”. “<em>Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna</em>” (<strong>João 3:16</strong>). “<em>Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores</em>” (<strong>Romanos 5:8</strong>). “<em>Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus” </em>– <strong>Sim!, todos nós falhamos em cumprir a Lei e amá-Lo</strong> &#8211; ”<em>mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados”</em> (<strong>1 João 4:10</strong>). Todos nós precisamos reconhecer que não O amamos sobre todas as coisas. Então, é necessário nos humilharmos e buscarmos nos alimentar do Seu amor. Nossa capacidade de amar é criada por causa do fluir do Seu amor para nós.</p>



<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">Abandone a introspecção: Se alimente do amor de Deus</h3>



<p>Então, a cada dia, deve ser não o nosso amor para com Deus, mas o Seu amor para conosco. Em nós não há o amor perfeito. Nós O amamos porque Ele nos amou primeiro. Paulo revela que o amor de Cristo nos constrange, porque um morreu por todos (<strong>2 Coríntios 5:14</strong>). Devemos viver o nosso dia a dia na consciência do Seu grande amor para conosco, não na introspecção da nossa insuficiência em amá-Lo sobre todas as coisas. Esta introspecção e exigência só traz condenação e morte.</p>



<p>Estamos conscientes do quanto Ele nos ama. Então vivemos sob um foco intenso do amor do Pai para conosco. Há uma luz brilhante do amor de Deus sobre você, como um holofote. Viva como o apóstolo Paulo: “&#8230;<em>logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, <strong>vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim</strong></em>” (<strong>Gálatas 2:20</strong>). Paulo, em seu viver diário, se alimentava do amor de Cristo e do Pai. Quanto mais você crê &#8211; não no seu amor a Deus, mas no amor de Deus para com você &#8211; mais você O amará.</p>



<p>O que é mais confiável e estável: o seu amor por Deus ou o amor de Deus para com você? O seu amor por Deus é inconstante, cheio de altos e baixos. No domingo, após o culto, o seu amor por Deus está em alta. Na próxima quarta-feira, o amor diminui. E é sempre assim, hora seu amor está intenso e em outro momento fraco. Por isso lembro: abandone a introspecção, fixe a sua fé no Filho de Deus e no Seu amor para com você. Mantenha sua fé no amor de Deus para com você, pois este amor é constante, estável e perfeito. Esta consciência e fé produzirão estabilidade no seu amor e caminhar com Ele. O amor de Deus para com você não varia nem muda. “<em>Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança</em>” (<strong>Tiago 1:17</strong>). &nbsp;</p>



<p>Este é o pacto do Novo Testamento: Nós o amamos, porque Ele nos amou primeiro. A introspecção é muito perigosa, pois nos mantém ocupados com nós mesmos. Não há nada mais doloroso e deprimente do que estar ocupado consigo mesmo: “&#8230;<em>logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim”</em>. Ocupe-se com Cristo e Seu amor para com você. É nisto que você deve focalizar a sua consciência, fé e esperança. Deus quer que nos ocupemos com Cristo e focalizemos nEle (<strong>Hebreus 12:2</strong>).</p>



<p>As Escrituras sempre descrevem Cristo como Se posicionando no centro de todas as coisas. “<em>Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou <strong>no meio</strong> deles”. </em>(<strong>Mateus 18:20</strong>). <em>“Estando as portas trancadas, veio Jesus, pôs-se <strong>no meio</strong> e disse-lhes: Paz seja convosco!</em>” (<strong>João 20:26b</strong>). Quando Ele se coloca no meio, a Sua paz nos envolve. “<em>Jamais terão fome, nunca mais terão sede, não cairá sobre eles o sol, nem ardor algum, pois o Cordeiro que se encontra <strong>no meio do trono</strong> os apascentará e os guiará para as fontes da água da vida. E Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima</em>” (<strong>Apocalipse 7:16, 17</strong>).</p>



<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">Deus não examina você e suas falhas: Ele examina o Cordeiro!</h3>



<p>Deixe eu te explicar algo simbólico a respeito dos animais imolados e oferecidos nos sacrifícios pelo pecado. Quando uma pessoa pecava ou oferecia oferta voluntária ao Senhor, conforme prescrito na Lei, deveria se apresentar diante do Senhor com um novilho ou cordeiro sem defeito (<strong>Levítico 22:17-25</strong>). Quando o novilho era trazido à porta da tenda da congregação, perante o Senhor, o sacerdote não examinava o ofertante ou pecador, mas o cordeiro ou novilho. Era observado se o animal não era: “<em>Cego, ou aleijado, ou mutilado, ou ulceroso, ou sarnoso, ou cheio de impigens, ter testículos machucados ou cortados”</em>.</p>



<p>O sacerdote não examinava o ofertante, mas a oferta. Quando pecamos ou falhamos, Deus não olha para nós, pensando: “Será que este ofertante é bom?” Não! Deus examina o quão bom é o Cordeiro. A questão, agora, não é o quão bom ou perfeito eu sou, mas o quão bom e perfeito é o Cordeiro. Jesus Cristo, O Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, foi examinado e achado sem mácula (<strong>Hebreus 9:14</strong>). Deus nos amou sendo nós ainda pecadores e por isso nos Deus o Seu único Filho como propiciação pelos nossos pecados.</p>



<p>Voltando ao livro de <strong>Levítico</strong>, nos é apresentada a orientação sobre o sacrifício pelo povo. O texto de <strong>Levítico 16:21</strong> registra: “<em>Arão porá <strong>ambas as mãos sobre a cabeça do bode</strong> <strong>vivo</strong> e sobre ele <strong>confessará todas as iniquidades dos filhos de Israel</strong>, todas as suas transgressões e todos os seus pecados; e os porá sobre a cabeça do bode e enviá-lo-á ao deserto, pela mão de um homem à disposição para isso</em>”. Cristo é o nosso Cordeiro que foi imolado na Cruz.</p>



<p>Duas coisas acontecem quando se coloca a mão sobre a cabeça do bode ou do cordeiro vivo. Primeiro, ao confessar todos os pecados sobre o animal, estamos transferindo todo o pecado e mal para ele. Segundo, a justiça (ou pureza) do cordeiro se transfere para você. Assim acontece, <strong>pela fé</strong>, quando lançamos todos os nossos pecados ao Cordeiro de Deus: Nossos pecados entram no Cordeiro e a Sua justiça nos é impartida como um dom (<strong>Romanos 5:17</strong>). Tudo acontece pelo princípio espiritual da transferência em mão dupla. Você se achega cheio de pecado e sai cheio de graça e de justiça. E o sangue do Cordeiro foi derramado e purificou nossas consciências. Não há mais culpa em nossas consciências.</p>



<p>Muitos cristãos cometem um grande erro de interpretação no ensinamento de Paulo a respeito da Ceia. Em <strong>1 Coríntios 11:28</strong>, aonde está escrito: “<em>Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e, assim, como do pão, e beba do cálice”</em>, o contexto e o grego não deixam dúvidas quanto à compreensão de que a questão é o modo (a maneira) como discernimos o corpo de Cristo, não como nós devemos nos examinar. <strong>A questão nunca é o ofertante, mas a oferta</strong>. A questão não é o estado do nosso coração, mas o nosso discernimento da oferta do corpo e do sangue de Jesus Cristo que nos traz saúde divina. Porque os crentes da igreja em Corinto não tinham um discernimento correto dos benefícios do sangue e do corpo de Cristo, havia entre eles “<em>muitos fracos e doentes e não poucos que dormem”</em> (morrem). (Leia em meu blog a mensagem: “<strong><a href="https://raibarreto.com.br/discernindo-o-corpo-de-cristo-a-ceia-do-senhor/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Discernindo o corpo de Cristo</a></strong>”, aonde tem uma explicação completa sobre esta passagem que fala da Ceia do Senhor).</p>



<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">A questão central não é o seu amor por Ele,<br>mas o grande amor dEle por você</h3>



<p>A questão central não é o seu amor por Ele, mas o grande amor dEle por você. Entenda que você não é o centro do mundo ou o protagonista da história. O mundo não gira em torno de você, mas de Deus: “<em>Pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos, como alguns dos vossos poetas têm dito: Porque dele também somos geração</em>” (<strong>Atos 17:28</strong>).</p>



<p>Deus nos ama! Quão maravilhoso é ser capaz de sentir isso, ser capaz de erguer os olhos e dizer: “O Senhor me ama!” Nossos corações deveriam estar completamente apercebidos do quanto Deus nos ama. Ele está irradiando o Seu amor para nós; e quanto mais recebemos este amor, mais ele cria dentro de nós. Então, abra o seu coração e diga: “Senhor, Eu sei que Você me ama, sei que Você me ama mais do que o meu coração é capaz de entender”. A nossa pequena mente nunca será capaz de compreender este perfeito amor. É um amor que vai além do conhecimento – Deus, que criou o vasto universo, focaliza o Seu amor e o irradia para nós, nos redimindo, salvando e nos criando à Sua própria imagem e com a capacidade de amá-Lo.</p>



<p>O que Deus está fazendo em tudo isto? Ele está Se esforçando para criar em nós um amor que flua de volta para Ele, um amor tão grande que nada neste mundo possa ser o seu rival.</p>



<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">O contraste entre João e Pedro</h3>



<p>João compartilhou no Evangelho e em suas cartas o que ele viveu. Devemos abrir os nossos corações para entendermos o ensinamento de João. O <strong>nome de João</strong> tem&nbsp;origem&nbsp;no hebraico <strong><em>Yehokhanan</em></strong>, <strong><em>Iohanan</em></strong>, composto pela união dos elementos Yah, que&nbsp;significa&nbsp;“Javé, Jeová, Deus”, e hannah, que quer dizer “graça”. Sendo assim, o nome João significa&nbsp;“<strong>Deus é cheio de graça</strong>”, ou “<strong>a graça de Deus</strong>”. Não é maravilhoso? O Evangelho diz que João era “<em>o discípulo a quem Jesus amava</em>” (<strong>João 20:2; 19:26; 21:7, 20</strong>). Eu sempre me perguntei: “Qual o segredo de João? Por que João era tratado por Jesus com este amor especial?” Então descobri que a chave deve estar no próprio Evangelho de João, porque é lá que temos as quatro passagens que se referem a ele como o discípulo amado. E creio que João fez a questão de registrar, não para sua glória pessoal, mas para nos revelar o grande segredo.</p>



<p>Na última noite com os Seus discípulos, antes de Jesus ser crucificado, o Evangelho registra alguns fatos inusitados. Após ter lavado os pés dos Seus discípulos e tomado a Ceia com eles, Jesus se levantou e afirmou que, por causa de Sua morte, todos eles se escandalizariam, como está escrito: “<em>Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho ficarão dispersas”</em>. Então <strong>Pedro</strong>, apontando para todos os outros discípulos, falou: “Senhor, mesmo que todos Te abandonem e se escandalizem, eu nunca Te abandonarei, nunca Te negarei, nunca serás um tropeço para mim. Ainda que seja necessário morrer contigo, de nenhum modo te negarei”. E Jesus respondeu: “<em>Pedro, em verdade te dito que, nesta mesma noite, antes que o galo cante, tu me negarás três vezes”</em> (<strong>Mateus 26:31-35</strong>).</p>



<p>Além de Pedro e Judas, outro discípulo é focalizado naquela última cena: <strong>João</strong>. O texto agora é <strong>João 13:21-26</strong>. Quando Jesus afirmou: “<em>Em verdade, em verdade vos digo que um dentre vós me trairá”</em> (<strong>vs. 21</strong>), todos ficaram curiosos. E o texto continua: “<em>Ora, ali estava conchegado a Jesus um dos seus discípulos, aquele a quem amava&#8230;</em>” (<strong>vs.</strong> <strong>23</strong>). E Simão Pedro fez sinal a João para perguntar a Jesus a quem Ele se referia.</p>



<p>O texto contrasta o comportamento de Pedro e o de João. O nome <strong>Pedro</strong> significa <strong>pedra</strong> e representa a <strong>Lei</strong>: aquela pessoa que promete jamais negaria o Senhor, que O ama a ponto de dar a sua vida por Ele. Já <strong>João</strong> (a <strong>graça</strong>) estava aconchegado ou “<em>reclinado sobre o peito de Jesus”</em> (Bíblia King James). Segundo o costume daquela época, o Senhor se reclinava no chão com o apoio do cotovelo para comer. E João, o discípulo amado, se reclinava sobre o peito de Jesus. Esta sena é um retrato de que João se apoiava no amor do Senhor para com ele. E Jesus revelou a João o segredo do Seu coração, compartilhando quem era o traidor: “<em>É aquele a quem eu der o pedaço de pão molhado”</em> (<strong>vs. 26a</strong>). Quando nos apoiamos e confiamos no amor de Cristo por nós, como fez João, e não no nosso amor por Ele, como fez Pedro, escutamos o coração de Jesus.</p>



<p>Antes que acabasse aquela noite singular, onde estava Pedro, o discípulo que declarou que nunca negaria o Senhor e que, se preciso fosse, daria a sua vida por Ele? Pedro estava negando o Senhor por três vezes. E onde estava João, <strong>o discípulo amado</strong>? João foi o único dos discípulos que permaneceu com Jesus ao pé da cruz, juntamente com as três Marias e Marta (<strong>João 19:25-27</strong>). Note que João sabia que o Senhor o amava e nisto estava a sua confiança. <strong>Pedro</strong> representa todos aqueles que confiam no seu próprio amor pelo Senhor, na sua capacidade de amá-Lo até à morte. Já <strong>João</strong> representa aqueles que creem na graça e confiam no amor do Senhor por eles. A revelação do amor de Jesus por eles, os capacitam a serem fiéis ao Senhor. Com quem você se identifica: com Pedro ou com João?</p>



<p>O que nos fortalece? Nos alimentar do Seu amor e graça! Não devemos nos alimentar do nosso amor por Ele, mas do Seu amor por nós. Jesus Se alimentava em fazer a vontade do Pai. Nós nos alimentamos do Seu amor por nós. Em qualquer situação da vida você deve estar consciência da luz que brilha sobre você, do amor que Deus tem emanando para a sua vida. Perceba a luz, o favor e a graça do Senhor sendo ministrada a você, pelo Espírito Santo. Você é um filho e amado, no Amado, participando da riqueza da Sua graça (<strong>Efésios 1:3-6</strong>).</p>



<p>João não teve medo da morte quando permaneceu ao pé da cruz. Por isso ele compreendeu o perfeito amor que lança fora todo o medo. “<em>No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor</em>” (<strong>1 João 4:18</strong>). Já Pedro, naquele momento, teve medo de ser pego pelas autoridades e também ser morto. Confie no amor do Senhor para com você e seja livre de todo o medo.</p>



<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">O amor de Deus nos sustenta e encoraja</h3>



<p>Quando Jesus saiu das águas do batismo, Ele ouviu a voz do Pai que veio dos céus e que dizia: “<em>Este é o meu <strong>Filho amado</strong>, em quem me comprazo”</em> (<strong>Mateus 3:17</strong>). Logo em seguida, Jesus foi levado pelo Espírito Santo para a Sua primeira grande provação: ser tentado pelo diabo no deserto. Então, por duas vezes o diabo O tentou, dizendo: “<em>Se és Filho de Deus&#8230;”</em> (<strong>vss. 4:3, 6</strong>). Note que o diabo omitiu uma palavra: “<strong>Amado</strong>”. O Pai afirmou: “<em>Tu és meu Filho amado”</em>. E o diabo questionou a consciência de filiação de Jesus e, ainda, omitiu a palavra amado: “<em>Se és Filho de Deus”</em>. Porque era contraproducente ao diabo lembrar a Jesus que Ele era um <strong>Filho amado</strong> do Pai. Quando sabemos que somos filhos Deus e que temos o Seu amor, as tentações não terão força contra nós.</p>



<p>Nos momentos da nossa vida que passamos por provações ou dificuldades, precisamos permitir que o Espírito Santo nos lembre que também somos filhos amados. A consciência de nossa identidade e do perfeito amor incondicional do Pai, nos fortalece para superarmos todas as dificuldades. Satanás sempre vai querer omitir a verdade de que você é um filho amado do Pai. Você está no Amado! Você está reclinado no peito de Jesus e não deve ter medo de nada. A consciência deste perfeito amor de Deus por você, lança fora todo o medo.</p>



<p>Quando uma criança tem um pesadelo noturno, ela procura correr para os braços do pai (ou da mãe). Reclinada no braço do pai (ou da mãe), recebendo a emanação daquele amor, ela se sente protegida, confiante, corajosa e sem medo. Permaneça inclinado no peito de Jesus, ouvindo o batido do Seu coração: aqui está o segredo de João.</p>



<p>É com este mesmo coração que os presbíteros, pais e professores das Escolas do Reino devem ministrar às suas ovelhas, filhos e alunos: afirmando o amor e bondade de Deus para com elas: “<em>Quão preciosa é, ó Deus, a tua <strong>benignidade</strong> (<strong>graça</strong>)! E por isso os filhos dos homens se abrigam à sombra das tuas <strong>asas</strong>&#8230; Estende a tua benignidade (graça) sobre os que te conhecem, e a tua <strong>justiça</strong> sobre os retos de coração”</em> (<strong>Salmos 36:7, 10</strong>).</p>



<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">Deus não mais se ira contra você</h3>



<p>O <strong>capítulo 53 de Isaías</strong> descreve com riqueza de detalhes o sofrimento vicário de Jesus na Cruz, sendo, Ele mesmo, a “<strong>propiciação</strong>” por nossos pecados. Lembra da definição de “propiciação”? &#8211; <strong>sacrifício para evitar a ira </strong>(confira <strong>Hebreus 2:17</strong> e <strong>1 João 2:2</strong>). Os <strong>versículos 6 e 7</strong> dizem: “<em>Todos nós antávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava do caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós outros. Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro&#8230;”</em>. Como consequência da obra perfeito de Jesus na cruz, fazendo a propiciação pelos pecados, descrita no capítulo 53, o <strong>capítulo 54</strong> descreve a grande misericórdia do Senhor e Seu juramento: “<em>&#8230;e assim jurei que não mais me iraria contra ti, nem te repreenderia”</em> (<strong>vs. 9</strong>). Deus fez, por meio de Jesus Cristo, uma aliança de paz conosco que jamais seria removida (<strong>vs. 10</strong>). Já o <strong>capítulo 55</strong> tem uma descrição da perpétua aliança de graça e misericórdia que o Senhor firmaria conosco, por meio de Jesus Cristo: “<em>&#8230;porque convosco farei uma aliança perpétua, que consiste nas fiéis misericórdias prometidas a Davi”</em> (<strong>vs. 3b</strong>).</p>



<p>Davi morreu sem experimentar em sua vida esta aliança de misericórdia. Paulo lembra que Davi almejou este dia, quando seria “<em>bem-aventurado o homem a quem Deus atribui justiça, independente de obras: Bem-aventurado aquele cujas iniquidades são perdoadas, e cujos pecados são cobertos; bem-aventurado o homem a quem o Senhor jamais imputará pecado”</em> (<strong>Romanos 4:6-8</strong>). Hoje participamos da nova aliança da graça e misericórdia do Senhor, quando Deus não se lembra mais dos nossos pecados (<strong>Hebreus 10:17</strong>) e nós estamos salvos da ira de Deus:&nbsp; “<em>Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira”</em> (<strong>Romanos 5:9</strong>).</p>



<p>No Novo Testamento não há nenhum registro que Deus se ira contra os Seus filhos, por causa dos seus pecados. Porque toda a ira de Deus contra o pecado foi liberada sobre Jesus, na Cruz. Porque Cristo nos impartiu o dom a Sua justiça, agora a graça e o amor podem reinas em nossas vidas (<strong>Romanos 6:20, 21</strong>). Em Isaías ficou registrado que Deus jurou não mais se irar contra nós, Seus filhos. Ele não precisava ter jurada. Entretanto, este juramente é mais uma garantia para nós. Agora, o perfeito amor e graça, lançam fora todo o medo: somos filhos amados do Pai. Devemos crer na verdade. Crendo corretamente, sentimentos e pensamentos verdadeiros surgem em nossos corações.</p>



<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">O fruto do Espírito Santo</h3>



<p>Toda vez que você tem fé e consciência do amor de Deus por você, você o amará mais. O amor será um fruto espontâneo produzido pelo Espírito Santo em sua vida, não um esforço mental ou da alma.</p>



<p>Certa vez, Jesus foi convidado por um fariseu, por nome Simão, para que fosse jantar com ele (<strong>Lucas 7:36-50</strong>). Estando à mesa, uma mulher pecadora levou um vaso de alabastro com unguento e: “<em>estando por detrás, aos seus pés, chorando, regava-os com suas lágrimas e os enxugava com os próprios cabelos; e beijava-lhe os pés e os ungia com o unguente”</em>. O fariseu pensou que o Senhor deveria ter repreendido aquele ato (de amor), pois aquela mulher era pecadora. Mas Jesus lhe trouxe um ensinamento maravilhoso sobre o amor e a graça: “<em>Por isso, te digo: perdoados lhe são os seus muitos pecados, porque ela muito amou; mas aquele a quem pouco se perdoa, pouco ama</em>” (<strong>Lucas 7:47</strong>). Quanto mais consciente uma pessoa é do grande amor de Deus em perdoar seus muitos pecados, maior será o espontâneo amor dela para com Ele. Quanto menos uma pessoa é consciente do amor de Deus, pouco ela ama.</p>



<p>Jesus nunca exigiu amor das pessoas, mas sempre manifestou Seu perfeito amor e graça para com todos e, então, aqueles que recebem o Seu amor, passam a manifestar este mesmo amor. “<em>Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor&#8230;</em> <em>E nós <strong>conhecemos e cremos no amor que Deus tem por nós</strong>. Deus é amor, e aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus, nele</em>” (<strong>1 João 4:8, 16</strong>).</p>



<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">Deus provou o Seu amor por nós nos mandando um substituto</h3>



<p>“<em>Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores</em>” (<strong>Romanos 5:8</strong>). Uma das maiores demonstrações do amor de Deus para conosco é o fato dEle ter entregue o Seu filho para morrer por nós.</p>



<p>A história de Abraão, que iria oferecer seu único filho, Isaque, no altar, é uma figura do Amor de Deus por nós, que ofereceu Seu único Filho como propiciação por nossos pecados. “<em>Acrescentou Deus: Toma teu filho, teu <strong>único filho</strong>, Isaque, a <strong>quem amas</strong>, e vai-te à terra de <strong>Moriá</strong>; oferece-o ali em holocausto, sobre um dos montes, que eu te mostrarei”</em> (<strong>Gênesis 22:2</strong>). E o texto narra que Abraão subiu ao monte com Isaque e este levava a lenha do holocausto sobre os seus ombros. Que linda imagem, prefigurando Jesus Cristo levando a Sua cruz ao subir o monte do Calvário.</p>



<p>Quando Deus falou para Abraão que Isaque era o seu único filho, não mencionou Ismael, filho da serva Hagar, porque Isaque era o filho da promessa. O relato de Abraão entregando o seu único filho como holocausto é uma exata figura de Deus entregando o Seu único Filho, Jesus Cristo, para morrer por nós – o Cordeiro imolado na cruz. E Deus falou mais: “<em>&#8230;teu único filho, Isaque, <strong>a quem amas</strong></em>&#8230;”.</p>



<p>Deus, na realidade, nunca queria que Abraão imolasse o seu único filho, Isaque. Mas aquela cena é uma ilustração visual que se cumpriu na crucificação de Jesus Cristo. Salomão edificou a casa de Deus em Jerusalém, no <strong>Monte Moriá</strong> (<strong>2 Crônicas 3:1</strong>). Já o <strong>Gólgota</strong>, ou <strong>Calvário</strong>, também era uma outra colina &#8211; um pouco mais elevada que Moriá -, fora da cidade de Jerusalém, aonde Jesus foi crucificado. “<em>Tomaram eles, pois, a Jesus; e ele próprio, carregando a sua cruz, saiu para o lugar chamado Calvário, <strong>Gólgota<a href="#_ftn1"><strong>[1]</strong></a></strong> em hebraico</em>&#8230;” (<strong>João 19:17</strong>). Sabendo disso, agora podemos compreender o que aconteceu com Abraão no Monte Moriá: “<em>Tendo Abraão erguido os olhos, viu <strong>atrás de si</strong> um cordeiro preso pelos chifres entre os arbustos; tomou Abraão o carneiro e o ofereceu em holocausto, em lugar de seu filho”</em> (<strong>Gênesis 22:13</strong>). Quando Abraão olhou para trás, voltou-se para o Gólgota e, pela fé, viu o Cordeiro de Deus que seria o substituto de seu filho. O que confirma e explica a declaração de Jesus: “<em>Abraão, vosso pai, alegrou-se por ver o meu dia, viu-o e regozijou-se</em>” (<strong>João 8:56</strong>).</p>



<p>E Deus disse a Abraão: <em>“&#8230;agora sei que temes a Deus, porquanto não me negaste o filho, o teu <strong>único filho</strong></em>”. Semelhantemente podemos dizer a Deus: “Agora sei, Senhor, que me amas, porque não negastes o Teu Filho, teu único Filho, que amas”. “<em>Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”</em> (<strong>João 3:16</strong>). Você nunca saberá o quanto Deus te ama, até quando compreender o quanto Deus ama a Jesus, e O entregou para morrer no seu lugar. Se temos esta revelação do amor de Deus por nós, seremos mais que vencedores (<strong>Romanos 8:37-39</strong>).</p>



<p><strong>Isaías 53:1</strong> começa descrevendo o Renovo como sendo o <strong>braço do Senhor</strong>. Ser amado pelo Pai, é estar amparado nos braços de Jesus. Por isso João, o discípulo amado, ao reclinar sobre o peito de Jesus, estava amparado por Seus braços (confira <strong>Marcos 9:36</strong>). O seu amor por Deus não é perfeito. Mas o amor de Deus por você é perfeito. Por isso o amor perfeito de Deus tirou todo o medo da vida de João. E mesmo sabendo que passaria deste mundo para o Pai, Jesus, o Braço de Deus, não deixou João e Maria desamparados, mas conectou-os como mãe e filho (<strong>João 19:26, 27</strong>). Maria recebeu João como filho; e João recebeu Maria como mãe, levando-a para casa e passando a cuidar dela. Mesmo diante da morte, Jesus manifestou amor perfeito.</p>



<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">O resgate de Pedro</h3>



<p>Quando o Senhor de Pedro foi crucificado, ele disse, num momento de desencorajamento: “Vou pescar”, e os outros discípulos, que também se encontravam perdidos, disseram: “Nós também vamos com você”. Na manhã seguinte, Jesus apareceu na praia e depois de ter-lhes dito onde lançar a rede, eles reconheceram a Sua mão miraculosa novamente, e exclamaram: “É o Senhor!” Impetuosamente Pedro lançou-se no mar e nadou até Ele, mas quando chegou lá, não sabia o que dizer. Quando os discípulos puxaram a rede, esta estava cheia com cento e cinquenta e três peixes. Os peixes dispostos ali, aos pés do Senhor, provavelmente ainda se debatiam. O Senhor Se voltou para Pedro e disse: “<em>Simão, filho de Jonas, amas-Me mais do que a estes?</em>” Jesus empregou o termo grego <strong><em>ágape</em></strong> – o amor perfeito e sacrificial. E Pedro, o pescador, que tinha dito, “vou pescar”, agora respondeu: “Sim, Senhor, Tu sabes que eu Te amo”, utilizando o termo grego <strong><em>fileo</em></strong>, que significa carinho ou afeto. Sim, agora Pedro foi sincero: seu amor por Jesus não era perfeito. Então Jesus concluiu: “<em>Apascenta as minhas ovelhas” </em>(<strong>João 21:17</strong>). Jesus expressou Sua confiança em Pedro, pois ele aprendeu a lição. O amor perfeito de Jesus não abandonou a Pedro. Não foi o amor de Pedro por Jesus que o sustentou e capacitou a ser fiel até a morte, mas foi o amor de Jesus por ele (<strong>João 21:19</strong>).</p>



<p>A fé opera pelo amor, não pelo seu amor, mas pelo amor de Deus por você (<strong>Gálatas 5:6</strong>). Quando você conhece o amor que Deus tem por você, esta revelação libera o mais alto nível de fé na sua vida. Fé para liberar os Seus milagres, curas e sinais. O amor do Pai gera o mais alto nível de confiança, ousadia e fé na sua vida. Deus te ama muito!</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p class="has-small-font-size"><a href="#_ftnref1"><strong>[1]</strong></a> Uma antiga tradição rabínica afirma que Davi enterrou a cabeça do gigante Golias numa colina chamado Gólgota, que pode ser traduzida como <strong>Lugar da Caveira</strong>. Este relato seria a comprovação que Jesus Cristo, a semente da mulher, na cruz, pisou sobre a cabeça da serpente.</p>



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		<title>A Graça Manifesta &#8211; Que nos Educa a Renegar o Pecado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rai Barreto]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2020 15:30:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2. EVANGELHO DA GRAÇA]]></category>
		<category><![CDATA[Transformação e Santificação]]></category>
		<category><![CDATA[Evangelho da Graça]]></category>
		<category><![CDATA[graça]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente, aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus, o qual a si mesmo se deu por nós, a fim de remir-nos de toda iniquidade e purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras. Dize estas coisas; exorta e repreende também com toda a autoridade. Ninguém te despreze” (Tito 2:11-15)</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<h6 class="has-text-align-right wp-block-heading">Mensagem ministrada por:<br>Raimundo Barreto<br>Acampamento Plenitude<br>Salvador &#8211; BA<br>Páscoa &#8211; Março de 2018</h6>



<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">A Graça nos educa a renegar o pecado</h3>



<p>Nos <strong>capítulos 1 e 2 </strong>de sua carta a<strong> Tito</strong>, verdadeiro filho na fé, Paulo traz orientações e instruções de como ele deveria ordenar a igreja de Creta. As orientações são dirigidas aos presbíteros (supervisores ou bispos), aos homens e mulheres idosos, aos moços e aos servos. Ou seja, todos são orientados a viverem de modo temperante, procederem piedosamente e mantendo o “<em>padrão de boas obras”</em>.</p>



<p>No final do capítulo dois Paulo conclui com as seguintes palavras: “<em>Porquanto a <strong>graça de Deus se manifestou salvadora</strong> a todos os homens, <strong>educando-nos</strong> para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente, aguardando a bendita esperança e a <strong>manifestação</strong> da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus, o qual a si mesmo se deu por nós, a fim de remir-nos de toda iniquidade e purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras. Dize estas coisas; exorta e repreende também com toda a autoridade. Ninguém te despreze</em>” (<strong>Tito 2:11-15</strong>). Paulo explica que a graça de Deus se manifestou na PESSOA DE JESUS CRISTO para salvar todos os homens. E Jesus, a graça manifesta de Deus, nos EDUCA a vivermos, no presente século, sensata, justa e piedosamente, aguardando a segunda manifestação da graça que virá em glória (<strong>1 Pedro 1:13</strong>).</p>



<p>Pensar que a graça é autorização para viver uma vida de pecado ou libertinagem é uma maneira muito distorcida de entender a graça de Deus. Este tipo de pensamento era introduzido nas igrejas por pessoas que queriam atacar ou diminuir o Evangelho da Graça ministrado por Paulo. Esta série de mensagens da graça não visa nos determos nesta questão do faça ou não faça, no que pode ou não ser feito com a graça, mas algo mais profundo e verdadeiro: <strong>Estamos buscando a graça para nos tornar e ser o Cristo de Deus na terra</strong>. Não diminua o Evangelho da Graça a questões legalistas e religiosas. A <strong>Graça</strong> (agora com letra maiúscula) é uma pessoa: Jesus Cristo, que tabernaculou entre nós cheio de graça e verdade (<strong>João 1:14, 16, 17</strong>). A verdade está do lado da graça; não há mentira nem pecado na graça. E, segundo Paulo, a Graça nos EDUCA a vivermos sensata, justa e piedosamente neste mundo.</p>



<p>Aprendemos com Jesus, <strong>a Graça manifesta do Pai</strong>, a como nos comportar neste mundo, manifestando o amor de Deus. A Graça nos educa, forma o nosso caráter. Aprendemos com Jesus a como amarmos os pecadores, a sermos misericordiosos, e como nos movermos na Sua autoridade para perdoar e capacitar. Portanto, a graça é a capacitação de Deus para vivermos piedosamente no presente século.</p>



<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">O Senhor quer fazer-nos seus canais de graça e poder</h3>



<p>Recordemos as instruções que o Senhor deu aos Seus discípulos quando do comissionamento deles: “<em>Curai enfermos, ressuscitai mortos, purificai leprosos, expeli demônios; de graça recebestes, de graça dai” </em>(<strong>Mateus 10:8</strong>)<em>.</em> Toda vez que somos objetos da graça do Senhor, nos tornamos canais desta mesma graça. Quando recebemos do Seu amor, derramado gratuitamente em nossos corações, também nos tornamos canais deste mesmo amor. Portanto, se recebemos do Senhor gratuitamente, devemos ser seus canais graciosos.</p>



<p>Veja como se moviam os discípulos no livro de Atos: “<em>Estêvão, cheio de graça e poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo”</em>. (<strong>Atos 6:8</strong>). Quando somos cheios de graça, o poder de Deus é canalizado para transformar as pessoas pela operação dos prodígios, grandes sinais e milagres. <strong>É nesta graça manifesta que estamos buscando nos mover</strong>. O Senhor quer fazer-nos Seus canais de misericórdia, graça e amor. Ele nos promete o dom de misericórdia: “<em>&#8230;quem exerce misericórdia, com alegria” </em>(<strong>Romanos 12:8c</strong>). Ele deseja fazer-nos misericordiosos: “<em>Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia”</em> (<strong>Mateus 5:7</strong>)<em>. </em>Aqui nestes ensinamentos aprenderemos os atributos divinos que precisamos nos apropriar para sermos estes canais de misericórdia, da graça e do poder do Senhor.</p>



<p>Há três atributos da natureza divina que também devemos nos apropriar e que devem operar conjuntamente: <strong>a misericórdia, a graça e o amor</strong>. Resumidamente, a misericórdia é a capacidade ou percepção para detectarmos a necessidade de uma pessoa. É um atributo divino que cria uma empatia pela necessidade do nosso próximo. Mas, misericórdia, em si mesma, não supre a necessidade do próximo.</p>



<p>Já o amor é um sentimento de bondade para com o próximo, uma vontade de querer o bem do próximo. O amor, também, não tem em si a capacidade de transformar ou mudar a realidade do próximo.</p>



<p>Concluímos, portanto, que a misericórdia percebe a necessidade, o amor deseja suprir, mas não suprem ou criam. Daí que surge a graça como a resposta à misericórdia e ao amor. A graça é a manifestação do amor e o suprimento imerecido da necessidade do nosso próximo necessitado. Peçamos a Deus para multiplicar em nós o Seu amor, misericórdia e graça. Vamos nos aprofundar no entendimento destes atributos divino.</p>



<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">O Amor, a Graça e a Misericórdia de Deus</h3>



<p><strong>A natureza de Deus é amor</strong>. Isso está registrado em <strong>1 João 4:16 </strong>– “<em>E nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem por nós. Deus é amor, e aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus, nele</em>”. Aqui não diz, apenas, que Deus ama. Tampouco diz que Deus poderia amar, ou que Deus pode amar, ou que Deus amou ou amará. Pelo contrário, diz que <strong>DEUS É AMOR</strong>. O que significa dizer que Deus é amor? Significa que o próprio Deus, Sua natureza e Seu ser, é amor. Se pudéssemos dizer que Deus tem uma substância, então a substância de Deus é o amor.</p>



<p>O assunto todo termina com Deus amando ao mundo? “<strong><em>Deus é amor</em></strong>” fala da natureza de Deus; fala do próprio Deus. “<em>Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito</em>” fala da ação de Deus (<strong>Jo 3:16</strong>). Mas o amor de Deus para conosco tem uma expressão. Que é essa expressão do Seu amor? <strong>Romanos 5:8</strong> diz: “<em>Mas Deus <u>prova o seu próprio amor para conosco</u>, pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores</em>”. O amor de Deus tem uma expressão. Se eu amo uma pessoa e simplesmente lhe digo que a amo, esse amor ainda não está completo.</p>



<p>Já que Deus nos ama, Ele deve prover uma solução ao problema do pecado e suas consequências; Ele deve prover a salvação que os pecadores precisam. Por essa razão, a Bíblia mostrou-nos este grandioso fato: O amor de Deus é manifestado na morte de Cristo. Uma vez que somos pecadores e incapazes de salvar a nós mesmos, Cristo veio morrer de modo a solucionar o problema do pecado por nós. Seu amor cumpriu algo substancial, e isso é posto diante de nós. Agora podemos ver Seu amor de uma forma substancial. Seu amor já não é meramente um sentimento. Ele tornou-se um ato totalmente manifestado.</p>



<p>Nessa grande questão do amor de Deus, devemos atentar para três coisas: a natureza do amor de Deus, a ação do amor de Deus e a expressão do amor de Deus. Agradecemos e louvamos a Deus! Seu amor não é somente um sentimento em Seu interior; é também uma ação e até mesmo uma expressão e manifestação. Seu amor fê-Lo realizar o que não podemos por nós mesmos. Uma vez que Ele é amor e amou ao mundo, a salvação foi produzida.</p>



<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">A graça é o amor manifesto de Deus</h3>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>“Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo</em> <em>morrido por nós, sendo nós ainda pecadores”</em>. (<strong>Romanos 5:8</strong>).</p></blockquote>



<p>Contudo o amor de Deus não para aqui. Uma vez que Deus é amor, a questão da graça surge. <strong>A graça é uma expressão do amor de Deus para conosco</strong>. É verdade que o amor é precioso, mas o amor deve ter sua expressão. Quando o amor é expresso, torna-se graça. <strong>Graça é amor expresso</strong>. O amor é algo em Deus. Mas quando esse amor vem até você, torna-se graça. Se Deus for somente amor, Ele é muito abstrato. Mas agradecemos ao Senhor porque embora o amor seja algo abstrato, com Deus ele é imediatamente transformado em algo concreto. O amor interior é abstrato, mas a graça exterior deu-lhe substância. Quando o amor é transformado em ação, torna-se graça.</p>



<p>Embora a Bíblia mencione o amor do Senhor Jesus, ela dá maior atenção à graça do Senhor Jesus. A Bíblia também fala da graça de Deus, mas Ela dá maior atenção ao amor de Deus. Não estou dizendo que não existe o amor do Senhor Jesus e a graça de Deus na Bíblia. Mas a ênfase na Bíblia está no amor de Deus, o Pai, e na graça do Senhor Jesus. Como foi que Paulo saudou a igreja em Corinto? “<em>A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós</em>” (<strong>2 Coríntios 13:13</strong>). Você não pode mudar a sentença para ler: “A graça de Deus, e o amor do Senhor Jesus Cristo, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós”. Você não pode fazer isso, porque a ênfase da Bíblia está no amor de Deus e na graça do Senhor Jesus Cristo. Por que é assim? Porque foi o Senhor Jesus quem Se manifestou e trouxe a salvação. <strong>Foi Cristo Jesus quem concretizou o amor e efetuou a graça</strong>. O amor de Deus tornou-se graça por meio da obra do Senhor Jesus. A Bíblia diz-nos que a lei foi dada por intermédio de Moisés, mas a graça/verdade vieram por meio de Jesus Cristo (<strong>João 1:17</strong>).</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>“<em>Porque Deus amou o mundo de tal maneira que DEU o seu Filho unigênito&#8230;” </em>(<strong>João 3:16</strong>). Portanto, Cristo, a graça/verdade, é a expressão do amor de Deus pelo mundo, pelos pecadores necessitados.</p></blockquote>



<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">A misericórdia de Deus</h3>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>“Rendei graças ao SENHOR, porque ele é bom, e a sua</em> <em>misericórdia dura para sempre</em>” (<strong>Salmos 107:1</strong>).</p></blockquote>



<p>Agradecemos ao Senhor porque no amor de Deus não há apenas a graça, há também outro grande atributo: <strong>a misericórdia</strong>. O canal para o amor fluir é ou a graça ou a misericórdia. Misericórdia é para questões negativas, enquanto graça é para questões positivas. A misericórdia está relacionada à percepção da necessidade ou aflição do outro, a graça lida com o suprimento desta necessidade. Não sei se você tem clareza disso. Suponha que haja uma pessoa necessitada aqui conosco. Você a ama e quer ajuda-la. Você se sente triste pela sua situação difícil. Se não a amasse, não sofreria nem se preocuparia com ela. Mas fazendo assim você está tendo misericórdia dela. Contudo, essa misericórdia é “negativa”. Sua misericórdia está na condolência, ou compaixão, pela condição atual dessa pessoa. Mas quando a graça é efetivada? Ela é efetivada na hora em que essa pessoa é resgatada da sua condição pobre para uma posição nova, para uma esfera nova e para um ambiente novo. Somente então seu amor por ela torna-se graça. É por isso que misericórdia tem sentido de perceber a necessidade e é para hoje, enquanto graça tem sentido positivo e trata do suprimento da necessidade e do que a pessoa se tornará.</p>



<p>Se houvesse apenas misericórdia, poderíamos ter somente esperança. A misericórdia vem do amor e resulta em graça. Se a misericórdia não viesse do amor, ela não produziria graça. Uma vez que ela se origina no amor, ela chega à graça. Nos Evangelhos há o relato de um cego recebendo visão (<strong>Marcos 10:46-52</strong>). Ao encontrar o Senhor, ele não disse: “Senhor, ama-me!” ou “Senhor, sê benévolo para comigo!” Pelo contrário, ele disse: “&#8230;<em>e, ouvindo que era Jesus, o Nazareno, pôs-se a clamar: Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de mim! Filho de Davi, tem misericórdia de mim!</em>” (<strong>vs. 47, 48</strong>). Ele pediu misericórdia por causa da sua situação presente, da sua dificuldade presente e da sua dor presente. Ele sabia que se o Senhor Jesus se compadecesse dele, Ele não se limitaria a mostrar-lhe misericórdia; Ele certamente faria algo. Jesus, a encarnação da Graça do Pai, sempre atende ao grito de socorro: “<em>Tem misericórdia de mim</em>” (<strong>Mateus 9:27; 15:22; 17:15 </strong>e<strong> Lucas 17:13</strong>).</p>



<p>Agora vejamos alguns versículos reveladores destas verdades. <strong>Efésios 2:4, 5</strong> diz: “<em>Mas Deus, <strong>sendo rico em misericórdia</strong>, por causa do <strong>grande amor</strong> com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, &#8211; <strong>pela graça sois salvos</strong>&#8230;”</em>. Paulo disse que Deus era rico em misericórdia por causa de algo. Esse algo é Seu grande amor com que nos amou. Sem amor não haveria misericórdia. Em que situação foi Ele misericordioso para conosco? Ele foi misericordioso para conosco quando estávamos mortos em nossos delitos. Aquilo teve a ver com nossa infeliz situação presente e necessidade. Por estarmos mortos em pecados, Ele teve misericórdia de nós. Ele teve misericórdia de nós baseado em Seu amor por nós. Que acontece após a misericórdia? Os <strong>versículos 7 e 8</strong> prosseguem dizendo-nos: “&#8230; <em>para mostrar, nos séculos vindouros, a <strong>suprema riqueza da sua graça</strong>, em bondade para conosco, em Cristo Jesus. Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus;&#8230;”</em> Ele nos salvou pela Sua graça e bondade. Concluímos que a misericórdia surgiu porque estávamos em uma situação de mortos em nossos delitos; então, a graça foi manifesta para nossa salvação, indicando que recebemos uma nova posição e entramos numa nova esfera. Agradecemos a Deus porque não há somente amor e graça, mas também grandiosa misericórdia.</p>



<p>Também em <strong>Tito 3:3 a 7</strong> Paulo emprega magnificamente como o amor, a graça e a misericórdia de Deus operam, por meio de Jesus Cristo, para nossa salvação e justificação: “<em>Pois nós também, outrora, éramos néscios, desobedientes, desgarrados, escravos de toda sorte de paixões e prazeres, vivendo em malícia e inveja, odiosos e odiando-nos uns aos outros. Quando, porém, se <strong>manifestou a benignidade</strong>” </em>(<strong>graça</strong>)<em> “de Deus, nosso Salvador, e o <strong>seu amor</strong> para com todos, não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua <strong>misericórdia</strong>, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que ele derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador, a fim de que, justificados por <strong>graça</strong>, nos tornemos seus herdeiros, segundo a esperança da vida eterna.</em> Não há justiça em nós. Enquanto estávamos sem justiça e numa situação de sofrimento e sem esperança, Deus teve misericórdia de nós. <strong>Graças ao Senhor que existe a misericórdia! Vimos anteriormente que a misericórdia se origina no amor e materializa na graça.</strong> Quando a misericórdia se estende, somos salvos. Ele teve misericórdia de nós na condição em que estávamos, e como resultado fomos salvos pela graça.</p>



<p>Em <strong>1 Timóteo 1:13 e 16</strong> Paulo diz: “<em>A mim que noutro tempo era blasfemo e perseguidor e insolente. Mas obtive misericórdia, pois o fiz na ignorância, na incredulidade&#8230; Mas, por esta mesma razão, me foi concedida misericórdia, para que, em mim, o principal, evidenciasse Jesus Cristo a sua completa longanimidade, e servisse eu de modelo a quantos hão de crer nele para a vida eterna</em>”. Paulo explica aqui como obteve misericórdia. O fato de obter misericórdia tinha relação com a história de sua vida, com o fato de ser ele um blasfemo, um perseguidor e uma pessoa insolente. Antes de ser salvo, ele estava na condição de blasfemo, perseguidor, insolente, ignorante e incrédulo. Enquanto estava em tal condição, Deus teve misericórdia dele. Assim, você pode ver que misericórdia está relacionada com as situações duras e difíceis do nosso passado. Graça, por outro lado, está associada com os aspectos positivos relacionados conosco. Os dois devem ser distintos e não devem ser considerados iguais.</p>



<p><strong>Tito 3:5</strong> diz: “<em>&#8230;não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou</em>”. Não há justiça em nós. Enquanto estávamos sem justiça e numa situação de sofrimento e sem esperança, Deus teve misericórdia de nós. Graças ao Senhor que existe a misericórdia! Vimos anteriormente que a misericórdia se origina no amor e se manifesta na graça. Quando a misericórdia se estende, somos salvos. Ele teve misericórdia de nós na condição em que estávamos, e como resultado fomos salvos pela manifestação da graça.</p>



<p>Cristo, nosso Sumo Sacerdote, é misericordioso e solidário para conosco, porque Se identificou com as nossas fraquezas, tentações e problemas. E, por isso, pode nos socorrer em todas as situações: “<em>Por isso mesmo, convinha que, em todas as coisas, se tornasse semelhante aos irmãos, para ser <strong>misericordioso</strong> e fiel sumo sacerdote nas coisas referentes a Deus e para fazer propiciação pelos pecados do povo. Pois, naquilo que ele mesmo sofreu, tendo sido tentado, é poderoso para socorrer os que são tentados” </em>(<strong>Hebreus 2:17, 18</strong>)<em>.</em></p>



<p>O texto de <strong>Hebreus 4:14-16</strong> também é muito esclarecedor: <em>“Tendo, pois, a Jesus, o Filho de Deus, como grande sumo sacerdote que penetrou os céus, conservemos firmes a nossa confissão. Porque não temos sumo sacerdote que não possa <u>compadecer-se das nossas fraquezas</u>; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado. Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, <u>junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna</u>”.</em> O coração de Sumo Sacerdote de Cristo faz com que Ele se compadeça de nossas fraquezas, <strong>isto é misericórdia</strong>. E a misericórdia do Senhor sempre estará atenta para nossos momentos de fraqueza, quando a oportunidade surgirá para que a Sua graça seja a nós manifestada. Ao nos achegarmos ao Senhor, pela oração, <strong>recebemos misericórdia</strong> e <strong>achamos graça</strong> para socorro em ocasião oportuna.</p>



<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">A Natureza da Graça</h3>



<p>Primeiramente temos de ver qual é a natureza da graça. Que características a graça possui? Valorizamos o amor de Deus, pois sem o amor de Deus como fonte não haveria o fluir da salvação. O fluir da salvação nasce do amor de Deus. Ao mesmo tempo, sem a misericórdia de Deus não haveria a possibilidade de salvação. Por ter Deus mostrado misericórdia para conosco, Ele nos deu a Sua salvação. A salvação de Deus é a expressão concreta do Seu amor para conosco. Por isso valorizamos o amor e também valorizamos a misericórdia. Contudo, o que de mais precioso nos alcança para nos salvar é a graça. O amor sem dúvida é importante, mas ele não nos traz nenhum benefício concreto. A misericórdia é também muito boa, mas ela não nos traz qualquer benefício direto; no entanto, com a graça há um benefício direto, pois, por ela o poder de Deus flui para nossas vidas. Assim sendo, a graça é mais preciosa para nos salvar e capacitar. O Novo Testamento está repleto, não com o amor de Deus nem com a Sua misericórdia, mas com a graça de Deus. Graça é o amor de Deus vindo para suprir algo que necessitamos. Agora não temos somente um amor abstrato e uma misericórdia sentimental, mas temos a graça que vem ao encontro das nossas necessidades de maneira concreta. <strong>Cristo Jesus é a manifestação da graça de Deus</strong>: <em>“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai”</em> (<strong>João 1:14</strong>).</p>



<p>Deus não somente tem de sentir misericórdia de nós, como também tem de nos conceder graça. O que procede do amor de Deus é a graça. Deus não está satisfeito somente com a misericórdia. Pensamos que se houvesse a misericórdia e que se Deus nos deixasse ir e não ajustasse contas conosco, tudo estaria bem. Mas Deus não disse que desde que tenha “pena” de nós Ele nos deixaria ir. Essa não é a maneira de Deus trabalhar. Quando age, Ele faz em harmonia Consigo mesmo. Portanto, o amor de Deus não pode parar na misericórdia. Seu amor deve estender-se e operar em nós por meio da Sua graça, a fim de suprir nossas necessidades e carências, e capacitando-nos para a abundância. Ele deve lidar completamente com o problema do pecado e das necessidades da humanidade, do mundo. Se o problema do pecado fosse algo que pudesse ser desconsiderado, a misericórdia de Deus seria suficiente. Mas deixar-nos ir e desconsiderar nossas necessidades não é suficiente para Ele. Assim, ter só a misericórdia não é suficiente. Ele deve pôr a questão do pecado completamente em ordem. Aqui vemos a graça de Deus. É por isso que o Novo Testamento, embora não isento de misericórdia, está cheio de graça. Ali vemos como o Filho de Deus, Cristo Jesus, veio ao mundo para manifestar a graça e tornar-se graça, a fim de que pudéssemos receber graça.</p>



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		<title>A Graça Nos Conduz à Glória de Deus</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rai Barreto]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2020 11:51:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2. EVANGELHO DA GRAÇA]]></category>
		<category><![CDATA[Transformação e Santificação]]></category>
		<category><![CDATA[Evangelho da Graça]]></category>
		<category><![CDATA[GLÓRIA DE DEUS]]></category>
		<category><![CDATA[graça]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Salvação é Deus puxando um pecador da lama do pecado e levando-o até a Sua glória. Embora estejamos justificados, sabemos que justificação não é suficiente. A justificação não é o alvo da salvação de Deus para nós. Deus não vai parar até que estejamos na Sua glória.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<h6 class="has-text-align-right wp-block-heading"><em>Mensagem ministrada por:<br>Raimundo Barreto<br>Acampamento Plenitude<br>Salvador &#8211; BA<br>Páscoa &#8211; Março de 2018</em></h6>



<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">O que é a graça</h3>



<p class="has-normal-font-size"><strong>Que é a graça?</strong> Graça nada mais é que a grande obra de Deus realizada gratuitamente em Seu amor incondicional e ilimitado em favor do homem desamparado, indigno, pecador e fraco. A graça de Deus é simplesmente Deus trabalhando para/com o homem. Como isso se diferencia da lei? A lei é Deus exigindo que o homem trabalhe para Ele, enquanto a graça é Deus trabalhando para/com o homem. Que é a lei? A lei é a exigência de Deus para que o homem faça algo para Ele. Que é obra? Obra é o esforço do homem para fazer algo para Deus. Que é graça? Graça, nem é Deus exigindo algo, nem é Deus recebendo a obra do homem, mas graça é Deus fazendo a Sua própria obra em nossas vidas. Quando Deus vem para fazer algo pelo homem e a favor do homem, isso é graça.</p>



<p class="has-normal-font-size">A ênfase no Novo Testamento não está no princípio da lei. Na verdade, o Novo Testamento opõe-se ao legalismo da lei, pois a lei e a graça jamais podem misturar-se. É Deus quem está trabalhando ou é o homem? Deus está dando algo para o homem ou está pedindo algo do homem? Se Deus estiver pedindo algo do homem, nós ainda estamos na era da lei. Contudo, se Deus estiver dando algo para o homem, capacitando-o, estamos na Era da Graça. Você não iria à casa de alguém dar-lhe dinheiro se houvesse ido lá para pedir dinheiro. Semelhantemente, lei e graça são princípios opostos; elas não podem ser colocadas juntas. Se é para o homem receber graça, ele deve colocar a lei de lado. Por outro lado, se ele seguir a lei, cairá da graça (<strong>Gálatas 5:4</strong>).</p>



<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">Ocasiões oportunas para a graça se manifestar</h3>



<p>A nossa <strong>insuficiência</strong> diante do Senhor não é um impedimento para a graça. Pelo contrário, a nossa humildade (pobreza de espírito) é uma condição para recebermos graça. Se não estivermos muito pobres, não estaremos desejosos de receber a graça. Isso explica a primeira bem-aventurança: “<em>Bem-aventurados os humildes (ou pobres) de espírito, pois deles é o reino dos céus”</em> (<strong>Mateus 5:3</strong>).</p>



<p>O Homem é muito ilógico. Ele diz que não pode receber a graça porque seus pecados são numerosos demais. Nenhuma afirmação é mais contraditória que essa; nenhuma afirmação é tão insensata. Porque os doentes estão doentes é que precisam de um médico; porque os pobres são pobres é que precisam de ajuda; e da mesma forma, porque o homem é um pecador é que ele precisa da graça. Portanto, o pecado não é um empecilho. Pelo contrário, é uma oportunidade para a graça se manifestar. Nosso problema é que sempre achamos que temos de estar numa condição diferente da que estamos hoje. Achamos que para receber graça devemos ser mais santos e melhores hoje do que ontem (leia <strong>Mateus 9:12, 13</strong>).</p>



<p>O Homem sem Cristo deixa de obter graça não por ser pecaminoso demais, mas por não estar em condição suficientemente baixa. Ele é orgulhoso demais e moral demais. É exatamente aqui que se encontra o maior problema (<strong>Romanos 3:27</strong>). A Humanidade é grande em todos os tipos de pecados. Ao mesmo tempo, é muito grande no pecado do orgulho (<strong>Isaías 16:6</strong>). Por um lado, há uma necessidade absoluta; por outro, o terreno em que se encontram não é aquele no qual podem receber a graça de que necessitam. Isso ocorre exclusivamente por causa do orgulho no coração humano.</p>



<p><strong>Romanos 5:15, 20</strong> diz-nos que: “<em>Todavia, não é assim o dom gratuito como a ofensa&#8230; mas onde abundou o pecado, superabundou a graça</em>”. Seguindo a lei da causa e efeito, Paulo está dizendo que o dom gratuito da graça é maior do que a ofensa ou delitos. A Palavra de Deus mostra-nos que onde estiver o pecado, ali estará também a abundante graça. Onde o pecado abundar &#8211; não que ele tenha realmente abundado, pois todos os homens pecam semelhantemente, mas onde o pecado tenha-se manifestado mais abundantemente &#8211; a graça de Deus abunda ainda mais.</p>



<p>A palavra <strong>ABUNDAR</strong> na linguagem original está relacionada com a ideia de <strong>TRANSBORDAR</strong>. O pecado é grande, mas a graça é ainda maior e cobre o pecado. Esta é a graça de Deus. O homem tem o estranho conceito de que para receber graça, deve estar sem pecado ou delito. Mas isso não existe. Embora nossos delitos sejam muito sérios e possam elevar-se muito, a graça de Deus se eleva ainda mais. A graça nos constrange! Uma vez que a graça de Deus está aqui para lidar com o problema dos delitos ou ofensas, os delitos e ofensas não são mais um problema.</p>



<p>Este entendimento, do poder e eficácia da graça de Deus, nos capacita a crermos por todas as pessoas, independentemente da situação em que ela se encontra, ou do tamanho do seu problema ou impiedade. A graça não se acovarda diante do homossexualismo, dos assassinos, viciados, blasfemos, arrogantes, dos adúlteros ou qualquer outro tipo de impiedade. Qualquer ser humano que se encontre numa condição mais depravada possível, se se humilhar e clamar pela misericórdia de Deus, será transformado pelo poder regenerador da Sua graça e capacitado a não pecar mais. A graça nos faz reinar sobre o pecado e a morte (<strong>Romanos 5:17; 6:14</strong>). Seja lá qual for o tamanho ou gravidade da ofensa, a graça pode superabundar e reinar na situação.</p>



<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">A graça de Deus está ligada à glória de Deus</h3>



<p><strong>Que é graça?</strong> Deixe-me dizer isto de um modo enfático &#8211; graça é receber sem ter um motivo ou merecimento para receber. Uma vez que haja um motivo, ela se torna recompensa. Se você tem quaisquer realizações, a questão da recompensa entra e a graça fica de fora. Devemos dar muita atenção a essa questão. <strong>Romanos 4:4</strong> torna a questão muito clara: “<em>Ora, ao que trabalha, o salário não é considerado como favor, e sim como dívida</em>”. Este texto diz claramente que ninguém pode vir diante de Deus e dizer que fez isso ou aquilo e que, portanto, sem se envergonhar, é merecedora da graça. Há ainda outra frase em <strong>Romanos</strong> que é muito clara sobre esse ponto: “<em>E, se é pela graça, já não é pelas obras; do contrário, a graça já não é graça</em>” (<strong>11:6</strong>).</p>



<p>Se tivéssemos quaisquer realizações diante de Deus, fossem elas grandes ou pequenas, a salvação de Deus para nós tornar-se-ia um pagamento de dívida e não seria mais graça. Agradecemos ao Senhor porque somos salvos pela graça. Se eu fosse salvo pelas minhas realizações, nunca poderia dizer: “Deus, agradeço-Te por conceder-me graça”. Ao contrário, eu diria: “Deus, estou salvo porque pagaste a Tua dívida”. Poderia proclamar orgulhosamente que estou salvo pelas realizações. Por que ninguém pode salvar-se pelas realizações? Porque Deus quer remover todo orgulho do homem, para que o homem nada possa fazer senão agradecer e louvá-Lo. Deus é a fonte de tudo o que precisamos, Ele quer que sempre dependamos dEle: “<em>Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer</em>” (<strong>João 15:5</strong>).</p>



<p>Quem pecou? Creio que todos conhecemos a frase de cor: “<em>Pois todos pecaram</em>”. Por que é que todos pecaram? Porque “<strong><em>carecem da glória de Deus</em></strong>” (<strong>Romanos 3:23</strong>). Que significa carecer da glória de Deus? Significa não poder entrar na glória. Todos pecaram, portanto não podem entrar, estão privados da glória de Deus, ou participar da Sua glória.</p>



<p>Se quer entender o que é a glória de Deus, você tem de entender <strong>Romanos capítulos 1 a 8</strong>. A graça de Deus está associada à glória de Deus. A graça procura o homem no nível mais baixo e a glória eleva o homem ao nível mais elevado. <strong>Romanos capítulos 1 a 3</strong> diz-nos como todos os homens pecaram e estão privados (ou destituídos) da glória de Deus (<strong>3:23</strong>). A seguir, após dar o caminho da salvação pelo Senhor Jesus nos <strong>capítulos 4 e 5</strong>, a glória de Deus é apresentada como a esperança: “<em>&#8230;por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na <u>esperança da glória de Deus</u>”</em> (<strong>vs. 5:2</strong>). A crucificação com Cristo é ensinada nos <strong>capítulos 6 e 7</strong>.</p>



<p>Já no meio do <strong>capítulo 8</strong> nos é apresentado, ao vivo e a cores, o Espírito Santo, que nos auxilia em nossa fraqueza, pois antes Paulo fala que quando o pecado reinava sobre as nossas vidas “<em>éramos fracos”</em> (<strong>vs 5:6</strong>). Então, Paulo diz-nos o seguinte no final do capítulo oito: “<em>Aos que de antemão conheceu, também os predestinou (&#8230;) e aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou</em>” (<strong>Romanos 8:29, 30</strong>). Salvação é Deus puxando um pecador da lama do pecado e levando-o até a Sua glória. Embora estejamos justificados, sabemos que justificação não é suficiente. A justificação não é o alvo da salvação de Deus para nós. Deus não vai parar até que estejamos na Sua glória. “<em>Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não poder ser comparados com a glória a ser revelada em nós&#8230;na esperança de que a própria criação será redimida do cativeiro da corrupção para a liberdade da glória dos filhos de Deus” </em>(<strong>8:18, 21</strong>). Portanto, <strong>Romanos capítulos 1 a 8 começa com pecados e condenação, mas termina com a glória dos filhos de Deus</strong>.</p>



<p>Ao final do livro de <strong>Apocalipse</strong>, depois de o novo céu, a nova terra, o Reino, o lago de fogo, o fim de Satanás e o grande trono branco terem sido todos mencionados, a Bíblia diz: “<em>Quem quiser receba de graça a água da vida</em>” (<strong>22:17b</strong>). Agradecemos ao Senhor porque Ele colocou, de propósito, o beber gratuito da água da vida no final do capítulo 22. Após termos visto o lago de fogo, a segunda morte, o fim de Satanás, o Reino, o novo céu e a nova terra, podemos sentir temor de que Deus endureça Seu coração novamente; mas depois de todas essas coisas, Deus propositadamente declarou que a água da vida é gratuita. Não há preço para ela. Agradecemos ao Senhor porque temos a graça por meio de Jesus Cristo, e essa graça é gratuita. Ela não está relacionada com ao nosso merecimento.</p>



<h3 class="has-text-align-center wp-block-heading">Graça x Merecimento</h3>



<p>Muitas vezes tenho ouvido dizer que temos de fazer o bem e retribuir a graça de Deus. Essas palavras são comuns hoje nas igrejas. Mas tenho de perguntar onde na Bíblia há um versículo que diz que temos de retribuir a graça de Deus? Essa palavra é por demais contraditória. Se há retribuição, não há graça. E, se há graça, não há necessidade de retribuição. Agradecemos ao Senhor que em todo o Novo Testamento nunca nos é dito para retribuir alguma coisa a Deus. É verdade que nós, cristãos, devemos ter boas obras. Mas por que devemos ter boas obras? Por que temos de sofrer pelo Senhor? Por que temos de suportar a vergonha? Por que servimos ao Senhor? Como o Senhor tem tratado conosco em amor, assim também tratamos com o Senhor em amor; contudo não existe aqui o pensamento de troca. Não é que Deus me dá muito e eu em troca devolvo muito.</p>



<p>Quando o “filho pródigo caiu em si” e percebeu a miséria em que se encontrava, ele não teve um arrependimento genuíno e nem quis voltar para a casa do pai porque o amava. Ele nutria uma mente legalista e escrava da lei. Seu pensamento não era de filho que recebe a herança pela graça, mas sim por merecimento. Ele pensava como alguém que tinha de trabalhar para merecer o salário, o sustento e o pão. Veja o que ele pensava quando decidiu voltar para a casa do pai: “<em>Então, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai <u>têm pão</u> com fartura, e eu aqui morro de fome! Levantar-me-ei, e irei ter com o meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; <u>trata-me como um dos teus trabalhadores</u>”</em> (<strong>Lucas 15:17-19</strong>).</p>



<p>Se entendermos este ensinamento da parábola do “Filho Pródigo”, poderemos compreender as atitudes graciosas do pai, ao correr, abraçar e beijar o seu filho desviado. O pai o chamou de filho “<em>que estava morte e reviveu, estava perdido e foi achado</em>” (<strong>vs. 24a</strong>). Deus o via como filho e não como empregado. <strong>A herança dada pelo pai não é conquistada ou merecida, é mérito da graça e da filiação</strong>.</p>



<p>Vale destacar que a mente do filho mais velho também era uma mente legalista e que pensava em termos de mérito. Sua fala para o pai foi: “<em>Mas ele respondeu a seu pai: Há tantos anos que te sirvo sem jamais transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito sequer para alegrar-me com os meus amigos;&#8230;”</em> (<strong>vs. 29</strong>).</p>



<p>Por isso entendemos que o personagem <strong>protagonista</strong> desta parábola contada por Jesus é <strong>o pai</strong> com suas atitudes de amor, graça e misericórdia, e não os filhos. Esta parábola deveria ter o título de: “<strong>O pai gracioso e misericordioso</strong>”. Todas as parábolas contadas por Jesus neste <strong>capítulo 15 de Lucas</strong> revelam o coração gracioso do Pai e dEle, o bom Pastor, que veio buscar os pecadores perdidos. Portanto, a glória não está no afastamento e retorno do filho, nem no fato da ovelha ter se perdido ou da moeda (kkk imagina a moeda pensar em voltar para o bolso da mulher), mas na firmeza do amor, graça e misericórdia do Pai e do bom Pastor.</p>



<p>Como precisamos ter uma revelação do coração gracioso do nosso Pai e também da nossa filiação: “<em>Meu filho, tu sempre estás comigo; tudo o que é meu é teu”</em> (<strong>vs. 31</strong>). Deus nos recebe como filhos por causa de Seu amor e graça, não porque fizemos algo para merecer a filiação: “<em>Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus” </em>(<strong>1 João 3:1a</strong>)<em>.</em></p>



<p>A dificuldade reside na mente legalista do homem. Em todas as coisas o homem pensa em negócios, lei e merecimento (O sentimento de culpa está camuflado aqui!). Mesmo a questão da salvação é vista do ângulo de negócio. Hoje, se trabalhamos, servimos ao Senhor, sofremos vergonha ou carregamos a cruz, não é porque queremos recompensar a Sua graça &#8211; é porque O amamos. O amor com que Ele nos amou nos cativou, capturou nosso coração e mente. Graça é o que Deus tem feito por mim; não tem nada a ver com o que eu tenho feito por Ele.</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p><strong>Caso queira baixar o arquivo PDF desta mensagem, para arquivar, imprimir ou compartilhar com outras pessoas, clique abaixo:</strong></p>



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		<title>Vivendo na Graça Sobre Graça</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rai Barreto]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Feb 2020 23:34:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[2. EVANGELHO DA GRAÇA]]></category>
		<category><![CDATA[Evangelho da Graça]]></category>
		<category><![CDATA[graça]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mensagem sobre o Evangelho da Graça de Deus. Vivendo na Graça Sobre Graça.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Estamos vivendo em um tempo glorioso, quando o Senhor Jesus Cristo está derramando sobre o Seu povo uma chuva de graça sobre graça. Durante estes últimos três anos tenho me dedicado a buscar o entendimento do Evangelho da Graça, trazido por Jesus e pregado pelo apóstolo Paulo. Na nossa igreja local, em encontros e comunidades de outros estados do Brasil, também temos compartilhado e impartido esta graça maravilhosa. Meu desejo é que você também retenha o Espírito da Graça (<strong>Hebreus 10:29</strong>).</p>



<p>O Evangelho de João traz uma revelação e impartição que mudará completamente a sua vida, quando crer na Palavra. “<em>E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, CHEIO de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai</em>”. (<strong>João 1:14</strong>). “<em>… a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo</em>”. (<strong>João 1:17b</strong>). O Verbo de Deus, a Palavra, que existia e habitava com o Pai antes que houvesse mundo, se fez carne em Jesus e andou entre nós como o Filho do Homem. E Ele era cheio (no grego, PLENO) de graça e de verdade. </p>



<p>Lendo o Evangelho você poderá perceber o olhar de Cristo para aquela mulher surpreendida em adultério, no período da Festa dos Tabernáculos, e notará que era um olhar de graça (<strong>João 8:1-11</strong>). Ele não veio julgar o mundo, mas salvá-lo. Deus amou o mundo, a humanidade, mesmo sendo todos pecadores. Isso é graça!…</p>



<p>Você perceberá o quanto Jesus transbordava de graça e verdade em Suas palavras, ensinamentos e ações: “<em>Responderam eles: Jamais alguém falou como este homem</em>”. (<strong>João 7:46</strong>). “<em>Todos lhe davam testemunho, e se maravilhavam das palavras de graça que lhe saíam dos lábios…</em>” (<strong>Lucas 4:22</strong>). Jesus era tão pleno de graça e de verdade que, quando Ele ensinava, as pessoas ficavam como que hipnotizadas, extasiadas e atraídas por Ele. “<em>E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim mesmo</em>”. (<strong>João 12:32</strong>). Há um magnetismo espiritual operando aqui. Sim, este é o termo, atraídos para Ele, pela Luz, Verdade, Palavra, Graça e Amor. </p>



<p>Ao ler o Evangelho segundo João, você também será atraído, como por um ímã, a penetrar no coração do Pai, por meio de Jesus Cristo.</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>A Era do Reino: o tempo da Graça sobre Graça</strong></p>



<p>Aqui está o coração desta mensagem, e que está baseada no texto de <strong>João 1:15-18</strong>, que transcrevo abaixo:</p>



<p> “<em>João</em>” (o batista) “<em>testemunha a respeito dele e exclama: Este é o de quem eu disse: o que vem depois de mim tem, contudo, a primazia, porquanto já existia antes de mim. Porque todos nós temos recebido da Sua PLENITUDE e GRAÇA SOBRE GRAÇA. Porque a lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo. Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está no seio do PAI, é quem o revelou</em>”.</p>



<p>Este texto associa três palavras chaves: Plenitude, graça sobre graça, e a revelação, intimidade ou conhecimento do PAI. E estas três palavras estão associadas entre si. A revelação e vivência da graça sobre graça nos conduzem a um novo nível de aproximação e comunhão com o Pai, levando-nos a participar da Sua Plenitude.</p>



<p>Há um nível maior de graça no Reino: “<em>O Senhor terá que trazer a graça do Reino, maior do que a graça na Era da Igreja. A graça na Era da Igreja trazia o perdão e a purificação. A graça na Era do Reino se estende até o Senhor, para o milagre de se TORNAR e SER aqueles que realmente cumprem ou realizam a vontade de Deus na Terra</em>”. (JRS – A Motivação é a Questão). Na Era da Igreja recebemos a graça para nos apropriar do perdão de nossos pecados. A purificação pelo sangue de Cristo operou em nossas vidas. Também pela graça recebemos os dons e ministérios operados pelo Espírito Santo através de nós. Mas, vem a hora e já chegou, quando Deus operará em nossas vidas a Sua graça sobre graça, uma porção ainda maior, dobrada, para entrarmos em Sua plenitude e na realização das obras maiores. Crês nisso?</p>



<p>A LEI foi dada por intermédio de Moisés; mas a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo. O que representa a Lei? É o esforço humano para alcançar a perfeição (<strong>Gálatas 2:16</strong>). E todos os que viveram pela fé, no Antigo Testamento, não alcançaram o cumprimento pleno da promessa, mas morreram na esperança. A Graça é a capacitação divina, Seu poder em nós, operando para nos conduzir à perfeição e plenitude. A lei era a “sombra” de coisas espirituais, não a imagem real ou nítida delas. Jesus trouxe a realidade, a Verdade que projetou a Sua sombra no Antigo Testamento.</p>



<p>A Lei representa a obrigação e responsabilidade humana para com Deus &#8211; o esforço humano para se tornar justo e aceito por Deus. Você foi salvo por obras da lei ou por esforço humano? Foi salvo porque creu e recebeu o Filho do Homem em seu coração.</p>



<p>Caso queira a mensagem completa, estou disponibilizando o <strong>arquivo PDF</strong> abaixo. Também o <strong>áudio</strong> da ministração da menagem em um Encontro. A graça do Senhor Jesus Cristo seja com o vosso espírito. </p>



<div class="wp-block-file aligncenter"><a href="https://raibarreto.com.br/wp-content/uploads/2020/02/Vivendo-na-Graca_Sobre_Graca.pdf"><strong>Baixe o PDF: Vivendo-na-Graca_Sobre_Graca</strong></a><a href="https://raibarreto.com.br/wp-content/uploads/2020/02/Vivendo-na-Graca_Sobre_Graca.pdf" class="wp-block-file__button" download>Baixar</a></div>



<figure class="wp-block-audio"><audio controls src="https://raibarreto.com.br/wp-content/uploads/2020/02/O-Evangelho-da-Graça_Completo.mp3"></audio><figcaption>Ouça a mensagem &#8220;O Evangelho da Graça&#8221;</figcaption></figure>
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