Ética Bíblica Corrupção
3. RESTAURAÇÃO DA IGREJA

A Ética Bíblica é o Antídoto Contra a Corrupção

Por que, os Estados Unidos, a Inglaterra, a Escócia, a Nova Zelândia, a Austrália, a Suécia, a Suíça, a Dinamarca, a Noruega, a Finlândia, o Canadá e a Alemanha, por exemplo, são alguns dos países mais desenvolvidos do mundo? E, ainda, por que será que o índice de corrupção também é baixo nestes países?

O relatório da Transparência Internacional

A Transparência Internacional (TI), uma organização não governamental alemã, sediada em Berlim e fundada em 1993, reconhece a relação existente entre corrupção e pobreza. Todo ano a TI publica o Índice de Percepção da Corrupção (IPC), que classifica os níveis de percepção da corrupção no setor público de 180 países/territórios em todo o mundo. A pontuação maior, 100 pontos, é dado para um país altamente íntegro. Evidentemente nenhum país alcança a marca de 100 pontos; a maioria dos países recebem menos que 90 pontos. Os países com menos de 10 pontos são considerados altamente corruptos, como é o caso da Somália.

Em primeiro lugar, o índice de 2019 revela que os países da Dinamarca, Nova Zelândia, Finlândia, Singapura, Suécia, Suíça, Noruega, Holanda, Alemanha e Luxemburgo, estão entre os 10 países mais honestos do mundo.

O ranking do Brasil

Já a pontuação do Brasil caio mais uma posição no ranking de 180 países e territórios do IPC, alcançando o 106º lugar. Pontuação de 2019 (35 pontos) é a mesma do ano anterior e a pior da série histórica. Os 35 pontos da nota brasileira equivalem ao valor mais baixo desde 2012 –  ano em que o índice passou por alteração metodológica e passou a permitir a leitura em série histórica.

Este 5º recuo seguido na comparação anual fez com que o país também atingisse sua pior colocação na série histórica do índice. Em 2018, o país já havia perdido dois pontos e caído nove posições.

O efeito da corrupção

A questão agora é: será que a pobreza causa a corrupção? Ou a corrupção causa a pobreza? E, ainda, saber quem vem primeiro, se o ovo ou a galinha, é uma questão interessante, mas teórica. Peter Eigen, que foi um dos fundadores do Conselho Consultivo da TI em 2002, enfatizou o papel que a corrupção desempenha em manter os países pobres:

As elites políticas e seus comparsas continuam a ganhar propinas a cada oportunidade. De mãos dadas com empresários desonestos, eles predem nações inteiras na pobreza e impedem um desenvolvimento sustentável.

Ou seja, percebe-se que a corrupção é perigosamente alta nos países pobres, mas também em muitos países cujas companhias investem em nações em desenvolvimento […] políticos cada vez mais pagam por um falso apoio para lutar contra a corrupção, mas falham em agir com base na mensagem clara do IPC da TI; que eles devem reprimir a corrupção para quebrar o círculo vicioso da pobreza e do suborno […].

Coligação perigosa de corruptos:
políticos, empresários e mídia

Elites políticas corruptas no mundo em desenvolvimento trabalhando de mãos dadas com comerciantes gananciosos e investidores inescrupulosos estão pondo o lucro pessoal à frente do bem-estar dos cidadãos e do desenvolvimento econômico dos seus países.

Eigen considera a corrupção o principal obstáculo ao desenvolvimento. Ele culpa a elite política e econômica, não os pobres. Lembrando que a corrupção também se utiliza da mídia para manobrar a população. Agora a TI está descobrindo que a hipocrisia (falso apoio) e a corrupção estão crescendo em várias partes do mundo. Eigen apela aos líderes políticos do mundo em desenvolvimento que exerçam força política para erradicar a corrupção, mas reclama que tais apelas não estão funcionando.

Uma importante descoberta do IPC é que os países menos corruptos são protestantes – insto é, nações secularizadas cujas culturas foram decisivamente modelada pela ética Bíblica. A única exceção é Singapura, uma minúscula cidade-estado. Porém, sabemos que à semelhança de Hong Kong, a Singapura também foi uma colônia britânica. O país tem uma Igreja cristã bastante influente e de rápido crescimento.

A influência cristã em Singapura

O Pew Research Center, uma organização apartidária e não-ideológica, fundada em 1948, Philadelphia – Pensilvânia – Estados Unidos, divulga informações que dos cidadãos em posições importantes na sociedade de Singapura, por exemplo, dos estudantes que obtêm um diploma universitário e pós graduados, e constatou que cerca de 67% são cristãos. Destes, 61,5% são protestantes e 38,5% são católicos.

Ainda segundo o IPC: a Bíblia é a única força conhecida na História da Humanidade que livrou nações inteiras da corrupção ao mesmo tempo que lhes deu liberdade política.

Por outro lado, as nações ateias e comunistas estão entre as mais corruptas. A maioria delas são nações hinduístas, budistas ou muçulmanas.

Vamos descrever, a seguir, alguns exemplos de nações que se livraram da corrupção e conquistaram liberdade por meio da pregação e ensino da Bíblia, a Palavra de Deus.

…e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:32). “Abençoada é a nação cujo Deus é o Senhor; e o povo o qual ele escolheu para sua própria herança” (Salmos 33:12).

O impacto da ética Bíblica na Holanda

Como vimos acima, o relatório IPC coloca a Holanda no 8º lugar na classificação dos países mais íntegros do mundo. Como pessoas simples na Holanda se tornaram tão diferentes de países como o Brasil? A resposta é simples.

A Bíblia ensinou ao povo da Holanda que, mesmo que ninguém esteja o observando na fazenda de laticínios, Deus, nosso juiz, observa-nos para ver se vamos ou não obedecer aos mandamentos de não cobiçar e de não roubar. Conforme a Bíblia: “E não há criatura que não seja manifesta na sua presença; pelo contrário, todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos daquele a quem temos de prestar contas” (Hebreus 4:13).

Como esse ensinamento da Bíblia foi incentivado na cultura da Holanda?

O Catecismo de Heidelberg

No rastro da Reforma do século XVI, o Catecismo de Heidelberg [1] talvez tenha desempenhado o papel mais importante na formação da cultura moral da Holanda. Esse catecismo alemão de 19 de janeiro de 1563 foi traduzido por Pedro Dathenus para o holandês em 1566. Quatro sínodos holandeses o aprovaram para uso em suas igrejas. Finalmente o Sínodo de Dort (1618-1619) o adotou oficialmente como a segunda das Três Fórmulas de Unidade. O sínodo determinou que os pastores ensinassem o catecismo todo domingo.

O Catecismo de Heidelberg contém 52 ensinamentos bíblicos para serem ministrados em 52 domingos (Dia do Senhor). Há ensinamentos bíblicos sobre: Declaração da fé em Jesus Cristo; a questão do pecado e miséria humana; ensino sobre a salvação em Jesus Cristo; artigos sobre Deus Pai, Deus Filho e nossa redenção, Deus Espírito Santo e a nossa santificação; a nossa justificação; o santo batismo nas águas; a santa ceia; as chaves do reino dos céus; a nossa gratidão; os Dez Mandamentos; a oração e o que significa a palavra “amém”.

Portanto, o catecismo desempenhou na Holanda o mesmo papel que os Dez Mandamentos de Moisés desempenhou em Israel.

Por exemplo, o Catecismo expõe o oitavo mandamento, “Não furtarás”, da seguinte maneira:

DOMINGO 42
110. O que Deus proíbe no oitavo mandamento?

R. Deus não somente proíbe o furto (1) e o roubo (2) que as autoridades castigam, mas também classifica como roubo todos os maus propósitos e as práticas maliciosas, através dos quais tentamos nos apropriar dos bens do próximo (3) , seja por força, seja por aparência de direito, a saber:

  • falsificação de peso,
  • de medida,
  • de mercadoria e de moeda (4) ,
  • seja por juros exorbitantes ou por qualquer outro meio, proibido por Deus (5).
  • também proíbe toda avareza (6)
  • bem como todo abuso e desperdício de suas dádivas (7).

(1) 1 Co 6:10. (2) Lv 19:13. (3) Lc 3:14; 1 Co 5:10. (4) Dt 25:13-15; Pv 11:1; Pv 16:11; Ez 45:9-12. (5) Sl 15:5; Lc 6:35. (6) 1 Co 6:10. (7) Pv 21:20; Pv 23:20,21.

111. Mas o que Deus ordena neste mandamento?

R. Devo promover tanto quanto possível, o bem do meu próximo e tratá-lo como quero que outros me tratem (1).

Além disto, devo fazer fielmente meu trabalho para que possa ajudar ao necessitado (2).

(1) Mt 7:12. (2) Ef 4:28.

Baixe aqui o Catecismo de Heidelberg
(versão em português)

Um mandamento transformador

O mandamento contra o roubo soa simples, mas, se é assim, por que o catecismo lhe acrescenta tanta coisa? O catecismo não insere nos Dez Mandamentos nada que a Bíblia não tenha ensinado.

Uma nação pequenina como a Holanda tinha dinheiro extra para dar à Índia, ao Egito e à Indonésia porque a Bíblia ensinou seu povo a trabalhar arduamente e dar dízimos e ofertas a Deus.

O povo obedeceu à Bíblia, que ordenou: “O que furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo algo de útil com as mãos, para que tenha o que repartir com quem estiver em necessidade” (Efésios 4:28).

Os dados empíricos confirmam que os países mais influenciados pela Bíblia – a Palavra de Deus – são os menos corruptos. O cristianismo dos primeiros séculos de nossa era impactou todo o Império Romano por causa dos conceitos que foram vividos e testemunhados pelos cristãos. Eles realmente “viraram o mundo de cabeça para baixo” (Atos 17:6). O Reino de Deus provoca este fenômeno: vira o mundo de cabeça para baixo. E os súditos deste Reino não são agentes omissos, são sal da terra e luz do mundo. São atuantes e os responsáveis diretos em colocar o mundo criado pelos homens de cabeça para baixo.

Por mais estranho que possa parecer somos convocados a desestabilizar, isto é, a nossa vocação deve ser de ajudar a desinstalar os valores pecaminosos do mundo, e a instalar os valores de justiça, paz e alegria do Reino de Jesus Cristo:

Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” (Romanos 14:17).

Corrupção nos dias de Jesus

Nos dias de Jesus, a corrupção também imperava. Os juízes, por exemplo, que julgaram Jesus – Pilatos e Herodes – não encontraram nenhuma culpa nele. Por que, então, Ele foi crucificado? Foi a inveja, o ciúme, o ódio e o medo da liderança judaica de então que O levaram à cruz.

Também a Bíblia registra a ganância de seu discípulo Judas, que o traiu por 30 moedas de prata. Foi a covardia moral dos seguidores de Jesus e das multidões judaicas. Foram os  principais sacerdotes (as autoridades religiosas) e os anciãos incitaram a multidão para que clamassem para soltar Barrabás e crucificar Jesus (Marcos 15:9-13).

Dias depois, os principais sacerdotes, em conselho com os anciãos, deram grande soma de dinheiro aos soldados – suborno -, para mentirem e darem falso testemunho, afirmando que, enquanto eles dormiam, os discípulos de Jesus roubaram o Seu corpo do sepulcro (depoimento que iria contradizer a veracidade da ressurreição de Jesus). E, ainda, caso os governadores ficassem sabendo do ocorrido, os sacerdotes e anciãos iriam persuadi-los e proteger os soldados (Mateus 28:11-14).

O impacto da Bíblica na Inglaterra – John Wesley

O século XVIII ficou conhecido na Inglaterra como o “Século do Gim”. Muitas vezes abusos horríveis de crianças eram resultado de se beber um gim forte, terrível e venenoso, que rivalizava com a cerveja como a bebida nacional. Os males inevitáveis do alcoolismo se seguiram – pobre, violência, prostituição e assassinato. O comércio de bebidas, com os estragos diários que fazia na vida da nação, foi a principal causa de desintegração e degeneração social durante os anos de 1720 e 1750.

Álcool, crueldade e jogatinas

As trevas morais daquela época se expressam em uma concepção deturpada do esporte, que, à semelhança do álcool, trouxe muitos males em seu rastro, como um embotamento da personalidade, crueldade e jogatinas. Rinhas de touros, ursos, texugos e cães – com tochas acesas amarradas neles –, eram um esporte sádico e sangrento, comuns nas décadas de 30 e 40 daquele século. Muitas dessas torturas aconteciam em espaços públicos, terrenos de igrejas ou em recintos de catedrais. Geralmente os animais lutavam até a morte para aumentar o entusiasmo dos espectadores.

Outro “esporte” era a briga de galos com esporas de metal. Muitos clérigos no século XVIII criavam galos de briga e algumas vezes mandavam tocar os sinos da igreja para homenagear um vencedor. Luta com bastões e lutas de boxe sem luvas para homens e mulheres, que algumas vezes duravam horas, eram outro esporte, e lutas por dinheiro entre homens grandalhões que lutavam com mãos limpas atraíam multidões de até mais de 12 mil pessoas.

A jogatina era outra obsessão nacional para todas as classes, trazendo uma ruína espantosa para milhares. Em Londres e outras cidades grandes a promiscuidade se tornou um esporte, desde bailes de mascarados na corte até a fornicação em plana luz do dia em áreas públicas, ou vender a esposa em um leilão de gado. Havia abundância de literatura explicitamente pornográfica.

A selvageria de ladrões e salteadores

A impiedade dos ladrões e salteadores era implacável. A selvageria era demonstrada no saque a navios naufragados, atraídos às rochas por sinais falsos, e pela indiferença demonstrada aos marinheiros que se afogavam. Essa era uma atividade comum em toda a linha costeira das Ilhas Britânicas.

O surgimento de John Wesley

Foi nesse atoleiro moral e espiritual que John Wesley se posicionou. Ele nasceu na igreja rural de Linconlshire, no dia 28 de junho de 1703. Tinha 18 irmãos e irmãs e, por pouco, escapou da morte quando era pequeno, quando certa noite a igreja pegou fogo, e foi queimada até as cinzas.

No dia 2 de abril de 1739, em resposta a um convite de George Whitefield, Wesley, com 36 anos, foi para Bristol. Whitefield o convenceu da necessidade de pregar a Palavra de Deus na zona rural com o meio mais eficiente para alcançar o maio número possível de pessoas, especialmente a classe trabalhadora, que então estava praticamente intocada pela igreja estabelecida. Neste ano, Wesley pregou seu primeiro sermão ao ar livre, expondo a Bíblia aos que não frequentavam nenhuma igreja.

Nasce o Grande Despertamento

Nasceu, assim, o Grande Despertamento, o avivamento evangélico. Esse movimento seria cultivado por muitos anos em uma atmosfera de insolência, desprezo, abuso e violência.

Durante três décadas magistrados, juízes de paz e o clero fizeram vista grossa aos contínuos ataques que multidões e gangues realizavam contra Wesley e seus amigos. Ele suportou ataques físicos de todos os tipos. Com frequência soltavam bois no meio da congregação ou tocavam instrumentos musicais bem alto para abafar a voz do pregador.

Wesley cria que o propósito de Deus para ele era abrir a Palavra de Deus para sua nação, levando homens e mulheres para Deus por meio de Jesus Cristo. Isso por sua vez iria recuperar seus lares, suas cidades e seu país do paganismo e da corrupção. A compreensão central que Wesley tinha do cristianismo era que a redenção do indivíduo leva à regeneração social. Por causa da pregação do Evangelho, os altos princípios morais apresentados nas Escrituras pouco a pouco se enraízam na mente das pessoas.

Wesley cria que a Palavra de Deus convoca à salvação individual. Mas também nos dá ordens para a existência nacional e para uma vida social na presença de Deus – esses eram seus alvos, e ele nunca os perdeu de vista.

Sal da terra e luz do mundo

Os convertidos se reuniram no que Wesley chamou de “sociedade”, cujas atividades de culto considerou como suplementares às da Igreja da Inglaterra. Ele permaneceu como clérigo da igreja a maior parte de sua vida. A ruptura de John Wesley com a Igreja da Inglaterra ocorreu muito mais tarde, quando ele começou a ordenar pastores no que se tornou conhecido como a Igreja Metodista.

Não é exagero dizer que Wesley – e tudo isso também é verdade quanto ao seu irmão Charles e Whitefield – incutiram no povo britânico um novo e bíblico conceito de coragem e heroísmo. Sua dignidade tranquila, a ausência de malícia e de ira e, acima de tudo, a evidência do Espírito de Deus trabalhando na sua vida desarmaram, por fim, seus inimigos e os ganharam para Cristo.

Soldados, marinheiros, mineiros, pescadores, contrabandistas, trabalhadores das indústrias, ladrões, vagabundos, homens, mulheres e crianças o ouviam e, em atenção reverente, aos poucos tiravam o chapéu e se ajoelhavam, geralmente vencidos emocionalmente, enquanto ele mostrava a graça de Deus a milhares e milhares de pessoas. Por mais de cinquenta anos Wesley expôs a Bíblia a multidões brutalizadas, negligenciadas e encharcadas de bebida.

As Igrejas Metodistas

Em maio de 1739 foi lançada a pedra fundamental do primeiro espaço metodista para pregação, em Bristol. Depois, começaram a surgir casas para pregação da Bíblia em toda a Inglaterra, Escócia (principalmente pelo trabalho desenvolvido por Whitefield) e Irlanda.

De 1739 até a sua morte em 1791 Wesley era infatigável. Sua energia era prodigiosa. Ele se levantava todo dia às 4 horas da manhã e pregava seu primeiro sermão às 5. Wesley e seus pregadores itinerantes dividiam o dia em três partes iguais – oito horas para dormir e se alimentar, depois mais oito horas para meditação, pregação e estudo e oito horas para pregação, visitação e trabalho social.

Ele organizou centenas de sociedades metodistas nos lugares que visitou, organizou e sempre cuidou da Kingsword School, abriu o primeiro dispensário gratuito de medicamentos para pobres e uma clínica para tratamento de reumatismo, escreveu um tratado sobre medicina, preparou e pregou pelo menos 45 mil sermões.

Wesley viajou 400 mil quilômetros no lombo de um animal, em todas as estações, noite e dia, por toda a Inglaterra, em estradas muitas vezes perigosas e algumas vezes intransitáveis. Durante suas viagens escreveu seu comentário da Bíblia versículo por versículo, escrevem centenas de cartas, e cerca de 330 livros publicados ainda em vida. Editou muitos livros para a formação dos seus pregadores e de suas congregações, que se tornaram os 50 volumes de sua famosa biblioteca cristã.

Legado de John Wesley

Seu livro Rules for a Helper [Regras para um auxiliador] dá uma amostra das influências culturais que ele espalhou por toda a Inglaterra: “Nunca fique desempregado, nem por um momento; não acredite em nada de mal em relação a ninguém; não fale mal de ninguém; um pregador do Evangelho é um servo de todos; não tenha vergonha de nada, a não ser do pecado; seja pontual; você precisará de todo o senso (comum) que tem para ser uma pessoa sábia”.

Wesley foi contra a escravidão durante toda a sua vida. Treze anos antes do Comitê Abolicionista ser formado, ele publicou “Pensamentos a respeito da escravidão”, um tratado, gráfico, veemente e contundente no qual denunciava aquele “comércio horrível. Como uma desgraça nacional.

Wesley apoiava preços baixos, salários dignos e empregos honestos e saudáveis para todos. Ele condenou o contrabando, levou adiante uma campanha contra o suborno e a corrupção em épocas de eleição e contra o escândalo das pluralidades (uma única pessoa receber benefícios de duas ou mais igrejas ao mesmo tempo) e das sinecuras (ter um cargo remunerado sem precisar trabalhar) na Igreja da Inglaterra. Criticou sem medo aspectos dos sistemas penal e prisional. Também lutou contra os métodos quase medievais da medicina de seu tempo e a favor de reformas no sistema funerário.

Legado na área da educação

Na área educação ele demostrou muito interesse nas práticas de eletricidade, e incentivava a formação  profissional para desempregados. A restauração da autoridade da Bíblia no mundo inglês fez que uma civilização encontrasse sua alma. Textos de muitos literatos – poetas, compositores, romancistas – evidenciam que eles resgataram uma perspectiva bíblica. Na medida em que as produções literárias foram modeladas pela cosmovisão bíblica, eles puderam em xeque as consequências lógicas da revelação feita pelo Iluminismo.

Portanto, o Grande Despertamento abriu o caminho para um estudo inteligente da Bíblia pelas massas. Tal fato restaurou a posição da Bíblia como o Livro dos livros dos povos anglo-saxões. O avivamento pôs em xeque as consequências destruidoras de caráter do ateísmo que corrompeu outras nações europeias como a França.

Evangelismo das nações

O A Inglaterra, a Rainha dos Mares, se tornou o maior centro evangelístico do mundo do século XVIII. Esse espírito missionário levou centenas de milhares de moças e rapazes cristãos a irem aos recantos mais isolados do Globo.   

Pelos frutos os conhecereis

A Inglaterra depois de Wesley viu muitos dos seus males erradicados, porque centenas de milhares se tornaram cristãos. O coração deles foi mudado, tais como sua mente e atitudes, e dessa maneira a sociedade – o domínio público – foi afetada. Veja algumas consequências diretas do avivamento wesleyano:

  • Abolição da escravatura e a emancipação dos trabalhadores industriais na Inglaterra;
  • Surgiram as escolas das fábricas, e a melhoria das escolas públicas;
  • Hannah More e Robert Raikes deram início ao movimento da Escola Dominical, ou Escola Bíblica Dominical;
  • Humanização do sistema prisional, a reforma do código penal;
  • A criação do Exército da Salvação (que levou a Palavra de Deus a presidiários, centros de prostituição e ao submundo);
  • Os orfanatos criados por George Müller, James Fegan e Thomas Bernardo;
  • As classes para aulas noturnas e cursos politécnicos;
  • Da Sociedade Nacional de Prevenção de Crueldade contra Crianças;
  • Dos Escoteiros;
  • Da Real Sociedade de Prevenção da Crueldade contra os Animais e muitas outras.

Avivamento da Espiritualidade Bíblica

Todas essas instituições nasceram do Avivamento da Espiritualidade Bíblica, resultado da obra de John Benjamim Wesley e seus companheiros que expuseram a Bíblia, o que por sua vez produziu o Grande Despertamento de corações, mentes, consciências e vontades. Também vemos sua influência na África e na Índia. A Bíblia criou uma Índia relativamente livre de corrupção durante o século XIX.

Em conclusão, entendemos que todo este poder transformador não está no homem, mas nas Escrituras, disponível a todos os que a procuram para beber a água da vida e conhecer A verdade.

Para finalizar, sugiro abaixo o Documentário sobre as transformações que a Bíblia tem produzido em muitos países da Europa, Ásia e África:

Você pode baixar o arquivo PDF desta mensagem, caso queira imprimi-la e/ou compartilhar com seus contatos.


[1] O Catecismo de Heidelberg, o segundo dos padrões doutrinários das Igrejas Reformadas, foi escrito em Heidelberg a pedido do Eleitor Frederico III, governador, entre 1559 e 1576, da mais influente província alemã, o Palatinado.

Esse piedoso príncipe cristão comissionou Zacarias Ursinus, vinte e oito anos de idade e professor de Teologia da Universidade de Heidelberg, e Gaspar Olevianus, vinte e seis anos de idade e pregador da corte de Frederico, para que preparassem um catecismo para instruir os jovens e guiar pastores e mestres.

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